A possibilidade de Romeu Zema como vice de Flávio Bolsonaro deixou de ser apenas especulação marginal e passou a circular com força nos bastidores políticos de Brasília. O movimento faz sentido sob uma lógica estratégica clara. Zema carrega três ativos relevantes: — Gestão bem avaliada em Minas Gerais — Imagem de gestor técnico, menos ideológico — Baixa rejeição fora do eixo político tradicional Já Flávio representa: — Conexão direta com o eleitorado bolsonarista — Capital político consolidado no campo da direita — Capacidade de mobilização nacional A combinação, portanto, tenta resolver um problema recorrente nas chapas presidenciais: equilibrar identidade ideológica com capacidade de ampliar base eleitoral. Mas há pontos críticos que não podem ser ignorados. Primeiro: Zema construiu sua trajetória com forte discurso de independência. Aceitar uma posição de vice pode ser interpretado como recuo estratégico ou perda de protagonismo. Segundo: a relação entre o eleitorado mais ideológico e perfis mais moderados nem sempre é estável. A tentativa de unificação pode gerar ruído em vez de expansão. Terceiro: o timing político. Ainda é cedo para cravar alianças desse porte. Muitas dessas sinalizações fazem parte de um jogo de posicionamento — mais para testar reação do público do que para consolidar decisões. Na prática, esse tipo de articulação cumpre três funções: 1. Testar aceitação de nomes 2. Marcar território dentro do campo político 3. Influenciar negociações futuras Ou seja, mais do que uma definição, o que se vê agora é movimento tático. Se essa chapa avançar, ela tende a representar uma tentativa de organizar a direita em torno de um eixo mais competitivo para 2026. Se não avançar, ainda assim cumpre seu papel: reposicionar atores e preparar o terreno. A pergunta central não é apenas se Zema será vice. É outra: essa combinação amplia votos ou apenas reorganiza quem já está no mesmo campo? É isso que vai definir se a ideia evolui ou fica só no bastidor. Veja o vídeo:
Com dono preso, página Choquei volta a publicar e é ironizada nas redes: ‘Ligaram o Wi-Fi da cadeia?’
A página Choquei surpreendeu as redes sociais ao publicar uma nota oficial no Instagram na terça-feira (21). O perfil havia ficado sete dias sem atualizações. A última publicação tinha sido feita em 14 de abril, um dia antes da prisão de Raphael Sousa Oliveira, fundador da página. Os advogados de Raphael e da Choquei assinaram o comunicado. De acordo com o documento, os representantes legais prestaram esclarecimentos “de forma tranquila, transparente e confiante de que a verdade será restabelecida”. A defesa afirmou que “a página Choquei nunca manteve qualquer vínculo com organização criminosa”. O texto destacou que a atuação da página sempre esteve relacionada a publicidade e marketing digital. As relações profissionais com os investigados se limitaram à prestação de serviços publicitários. Esses serviços foram regularmente contratados para divulgação de trabalhos artísticos. O retorno da página gerou reações imediatas nas redes sociais. Usuários responderam com ironia à publicação. A pergunta “Ligaram o Wi-Fi da cadeia?” se espalhou rapidamente nos comentários. A mesma frase viralizou também no X, antigo Twitter. A Polícia Federal prendeu Sousa Oliveira em 15 de abril, em Goiânia. A detenção ocorreu durante a Operação Narco Fluxo. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentação suspeita superior a R$ 1,6 bilhão. Mais de 200 agentes federais participaram da operação. A Operação Narco Fluxo resultou em outras prisões. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo também foram detidos. A Polícia Federal aponta Sousa Oliveira como responsável pela área de comunicação do grupo investigado. Segundo a PF, ele utilizava o alcance da página Choquei para promover plataformas de apostas ilegais. As investigações indicam que rifas digitais associadas ao esquema eram divulgadas por meio da página.
Companheira de FHC assina concordância com interdição judicial do ex-presidente
Patrícia Kundrát, 48 anos, em união estável com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desde 2014, apresentou na última segunda-feira (20) termo de anuência à decisão de interdição judicial do ex-presidente. A companheira de FHC também concordou com a nomeação do filho Paulo Henrique Cardoso como responsável pela curatela. A juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 2ª Vara da Família e Sucessões, ao conceder a interdição em 15 de abril, determinou a apresentação do documento de anuência da companheira de FHC em até 15 dias. A interdição do ex-presidente ocorreu após o agravamento do estado de saúde, especialmente em razão de um quadro avançado de Alzheimer. A decisão teve como base laudo médico recente que apontou comprometimento de funções cognitivas relevantes. O filho Paulo Henrique já cuidava da vida financeira e cotidiana do pai há alguns anos, após ter sido escolhido pelo próprio ex-presidente para tratar desses assuntos. FHC tem 94 anos, já não administrava questões financeiras nem decisões do dia a dia e passou a depender de acompanhamento constante de uma equipe de saúde.
Ministro André Mendonça autoriza saída de banqueiro Daniel Vorcaro da prisão para atendimento médico
Em decisão publicada na noite desta quarta-feira (22), o ministro André Mendonça atendeu pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro para que ele receba atendimento médico fora da prisão. Por questões de segurança, não foram divulgadas informações sobre dia e horário da ida ao hospital. Na segunda-feira (20), o fundador do Banco Master passou mal na Superintendência da Polícia Federal, onde está preso preventivamente, e chegou a urinar sangue. O banqueiro recebeu atendimento de um médico particular, mas a defesa decidiu solicitar a ida de Vorcaro para uma unidade hospitalar, onde pudesse realizar mais exames médicos. Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Corpo encontrado no Leblon é de advogada que desapareceu após mergulho — laudo revela AVC fatal
O corpo localizado na tarde da terça-feira (21) na Praia do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi identificado como sendo da advogada Tamirys Teixeira Santos, de 36 anos. O reconhecimento foi realizado por familiares na manhã da quarta-feira (22). Horas antes de desaparecer, Tamirys havia publicado vídeos nas redes sociais onde aparecia de biquíni se divertindo na praia. Ela estava acompanhada de amigos no quiosque Pato com Laranja, localizado na rua Dias Ferreira, quando decidiu dar um mergulho por volta das 17h e não retornou mais. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou AVC e asfixia mecânica por afogamento como as causas da morte da advogada. Ou seja, durante o mergulho, ela sofreu um AVC. Isso foi fatal.
Versões contraditórias do diretor-geral da PF sobre caso Ramagem desmoronam
A primeira versão apresentada foi no sentido de que a prisão de Ramagem representava um exemplo de “cooperação” entre a Polícia Federal e o governo dos Estados Unidos. A nota oficial americana desmentiu Andrei Rodrigues, afirmando que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição ou prolongar perseguição política em solo americano. Em seguida, a imprensa repercutiu a expulsão do delegado brasileiro envolvido no caso. Andrei Rodrigues mudou a versão: passou a afirmar que não houve expulsão, mas apenas um retorno administrativo. Entretanto, ao mesmo tempo, surgiu a narrativa de “reciprocidade”. E aqui a versão apresentada desmorona. Se não houve expulsão, qual a razão para a reciprocidade? A história não se sustenta. No fim, resta uma contradição fatal: ou os Estados Unidos agiram, e Andrei Rodrigues não apresentou a verdade, ou não agiram, e a reação brasileira ficou sem justificativa. Uma versão destrói a outra.