Autoridades de diferentes nações utilizaram plataformas digitais para expressar solidariedade ao presidente Donald Trump. As manifestações vieram de líderes de países da América Latina, Europa, Ásia e Oceania. As mensagens destacam a rejeição à violência política e o alívio pela segurança dos presentes no evento. Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, condenou “veementemente o ocorrido”. Ela afirmou que “a violência nunca é uma opção para aqueles que defendem os valores da paz”. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que a “violência nunca deve ser o caminho”. O gabinete do presidente argentino Javier Milei divulgou comunicado oficial sobre o incidente. O documento “expressa seu mais enérgico repúdio ao novo atentado contra a vida sofrido” por Trump. A nota afirma “celebrar” que “o terrorista tenha sido detido antes que pudesse cometer seu atentado e assassinar alguém”. O comunicado registra que Milei “condena veementemente a retórica violenta da esquerda em todas as partes do mundo que promovem esse tipo de ataques”. Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, manifestou-se através da rede social X. Ele declarou estar “aliviado” que o presidente dos EUA, a primeira-dama Melania Trump e todos os convidados estão bem. Carney afirmou: “A violência política não tem lugar em nenhuma democracia e meus pensamentos estão com todos aqueles que foram abalados por este evento perturbador”. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer disse estar “chocado com as cenas” do jantar. Ele escreveu: “Qualquer ataque às instituições democráticas ou à liberdade de imprensa deve ser condenado nos termos mais enérgicos possíveis”. Emmanuel Macron, presidente da França, classificou “o ataque armado” contra o presidente dos EUA como “inaceitável”. Na rede social X, ele escreveu: “A violência não tem lugar em uma democracia. Estendo meu apoio total a Donald Trump”. Kaja Kallas, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, declarou estar “aliviada” que os presentes estão bem. “Um evento destinado a homenagear uma imprensa livre nunca deveria se tornar uma cena de medo. Desejo ao oficial ferido uma recuperação rápida”, escreveu. A declaração refere-se ao agente do Serviço Secreto dos EUA que foi baleado durante o ataque. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que “a violência não tem lugar na política”. Ela agradeceu “à ação rápida da polícia e dos socorristas por garantir a segurança dos convidados”. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou em uma publicação no X que o ocorrido é “profundamente perturbador”. Costa disse ser “reconfortante que a ação rápida das forças de segurança tenha garantido” que Trump, a primeira-dama e todos os convidados tenham deixado o local em segurança. “A violência política não tem lugar na vida pública e deve ser firmemente rejeitada”, escreveu. Mark Rutte, secretário-geral da Otan, falou em um “ataque às sociedades livres e abertas”. Ele declarou: “Nós defendemos a democracia e estamos em solidariedade com os Estados Unidos”. O chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez, do Psoe, condenou o ocorrido. “A violência nunca é o caminho. A humanidade só avançará por meio da democracia, da convivência e da paz”, declarou em publicação no X. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, declarou que “nenhum ódio político pode encontrar espaço” na democracia. “Não permitiremos que o fanatismo envenene os lugares do livre debate e da informação. A defesa da civilização do confronto deve permanecer como o dique intransponível contra toda deriva intolerante, em tutela dos valores que fundam as nossas nações”, escreveu. O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, disse que “a democracia e quem a defende não podem tolerar ou transigir com violência política”. Anthony Albanese, primeiro-ministro da Austrália, afirmou que está “satisfeito” que Trump e os demais presentes no evento estão bem. Ele escreveu: “Aplaudimos o trabalho do Serviço Secreto e das agências de aplicação da lei por sua ação rápida”. Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, disse estar “aliviado” que Trump saiu “ileso” do ocorrido. Modi declarou: “Estendo meus melhores desejos por sua segurança e bem-estar contínuos. A violência não tem lugar em uma democracia e deve ser inequivocamente condenada”. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou estar aliviada que Trump está bem depois do “aterrorizante” ataque. Ela declarou que “a violência nunca pode ser tolerada em qualquer lugar do mundo”. Shehbaz Sharif, primeiro-ministro no Paquistão, disse estar “profundamente chocado” pelo “perturbador” ataque. Ele escreveu: “Aliviado em saber que o presidente Trump, a primeira-dama e outros participantes estão seguros. Meus pensamentos e orações estão com ele, e desejo-lhe segurança e bem-estar contínuos”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou estar “chocado” com a “tentativa de assassinato” de Trump. “Estamos aliviados que o presidente e a primeira-dama estão seguros e fortes. Enviamos nossos votos de uma recuperação completa e rápida ao policial ferido e saudamos o Serviço Secreto dos EUA por sua ação rápida e decisiva”, disse.
Magistratura brasileira confirma sua insaciabilidade ao tentar defender privilégios inconstitucionais
Ao tentar rebater um editorial do Estadão que criticava a insaciável magistratura brasileira, a presidente da Associação Brasileira dos Juízes do Trabalho acabou confirmando exatamente a tese apresentada: os juízes são insaciáveis, e ai de quem ousar criticá-los. A distorção começa pelo próprio título do artigo de defesa. Apesar de vir da presidente da entidade trabalhista, o texto não trata especificamente da magistratura do Trabalho, mas sim de uma defesa corporativa de todos os juízes brasileiros. Uma verdadeira peça de proteção coletiva dos privilégios da classe. Os argumentos apresentados são reveladores. O primeiro deles beira o risível: a remuneração dos juízes respeitaria a Constituição e “as interpretações do STF” e seria “submetida à fiscalização contínua e rigorosa do CNJ”. Trata-se do clássico caso do lobo tomando conta do galinheiro. No terceiro item do artigo, a magistrada defende a independência da magistratura. Lidos os itens em conjunto, chega-se à conclusão de que os juízes determinam seus próprios salários, e a sociedade brasileira não tem nada a ver com isso, supostamente para o seu próprio bem. O segundo item tenta demonstrar como o povo brasileiro deveria estar agradecido aos seus juízes. Afinal, seriam 41 milhões de sentenças proferidas em um único ano. Porém, um número isolado não significa absolutamente nada. Como esse número se compara com o de outros países, considerando a quantidade de juízes? Uma certeza existe: o Judiciário brasileiro é um dos mais caros do mundo em relação ao PIB. Esse número de 41 milhões de sentenças é estranho por si só. Segundo o CNJ, existem cerca de 19 mil juízes no Brasil em todas as instâncias. Considerando que trabalhassem 365 dias por ano, cada juiz teria que tomar 6 decisões em média por dia, ou uma a cada duas horas, considerando uma carga de trabalho de 12 horas diárias sem fim de semana e sem férias. Obviamente, há algo errado nessa estatística. No sexto item, a magistrada afirma que “não se constrói confiança social com base em afirmações genéricas ou em percepções dissociadas da realidade empírica” e pede que a discussão seja baseada na “observância rigorosa dos fatos”. Observando-se rigorosamente os fatos, constata-se que os juízes brasileiros ganham bem acima do teto do funcionalismo determinado pela Constituição, e gastam seu tempo escrevendo artigos para defender esse privilégio, ao invés de estarem proferindo as 41 milhões de sentenças que dizem emitir por ano. O artigo de defesa, por outro lado, está repleto de afirmações genéricas e percepções dissociadas da realidade empírica, que poderiam ter sido escritas por inteligência artificial. O último parágrafo (“Numa democracia, a crítica é legítima – mas a verdade é inegociável”), com esse contraste de conceitos e o uso do travessão, é típico de IA. Afinal, quem substitui uma vírgula por um travessão em sua escrita normal? Marcelo Guterman é engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
Pesquisa divulgada neste domingo: Flávio cresce e põe mais de 10 pontos à frente de Lula, em SP
Em todas as pesquisas, o crescimento de Flávio é avassalador, mas em São Paulo chega a ser assustadora a enorme diferença verificada pelo Instituto Vox Brasil. A pesquisa foi realizada nesta semana, entre os dias 22 e 25 de abril. Ou seja, foi fechada ontem. Flávio Bolsonaro (PL) venceria Lula (PT) no Estado de SP em um eventual segundo turno na disputa pelo Planalto. Flávio teria 50,4% dos votos, ante 38,1% do petista. A pesquisa também testou um cenário de primeiro turno. Nesse caso, Flávio soma 45,3% das intenções de voto. Lula aparece em segundo, com 34,5%. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) aparecem na sequência, empatados na terceira posição dentro da margem de erro: o goiano soma 3,4 e o mineiro, 3,1.
Agente do Serviço Secreto dos EUA é baleado durante jantar da Casa Branca e recebe alta
Um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos foi baleado na noite de sábado (25) durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca. O incidente poderia ter resultado em tragédia, não fosse o colete à prova de balas utilizado pelo agente. O agente ferido já recebeu alta hospitalar neste domingo (26). A informação foi confirmada pelo chefe de comunicações do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, que não divulgou o nome do profissional por questões de segurança. O colete à prova de balas foi fundamental para evitar consequências mais graves. O agente foi socorrido e atendido rapidamente, permitindo sua liberação em menos de 24 horas após o incidente. O caso ocorreu durante um evento de alta visibilidade que reúne jornalistas e autoridades, destacando os riscos enfrentados por agentes de segurança mesmo em ambientes aparentemente controlados.
Zema será fundamental para garantir a vitória de Flávio
A verdadeira “briga de rua” travada entre Romeu Zema e o ministro Gilmar Mendes deu ao ex-governador uma projeção nacional suficiente para levá-lo à terceira posição nas pesquisas de opinião pública. A tendência é de crescimento, possivelmente alcançando até dois dígitos. O posicionamento atual de Zema beneficia significativamente a campanha de Flávio Bolsonaro. Seu movimento coloca em evidência um dos principais alvos do bolsonarismo – o Supremo Tribunal Federal – sem que Flávio precise se expor diretamente. Isso ocorre em um momento estratégico no qual Flávio busca demonstrar ponderação e se afastar do perfil mais agressivo do pai, Jair Bolsonaro. O objetivo é conquistar uma faixa do eleitorado que não assimila ataques mais furiosos e que, por essa razão, Jair Bolsonaro nunca conseguiu alcançar. Se essa estratégia tivesse sido combinada, não daria tão certo. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
STF perde credibilidade: 60% dos brasileiros desconfiam da Corte enquanto ministros ameaçam parlamentares
A crise institucional que assola a maior Corte de Justiça do país parece se agravar a cada dia. O desrespeito à separação de Poderes, inquéritos intermináveis e decisões que impõem censura a parlamentares e cidadãos têm atingido a credibilidade do STF perante a opinião pública e diversos operadores do Direito. Se antes o desrespeito ao arcabouço legal, com decisões questionáveis e heterodoxias, era encoberto com as escusas da livre interpretação das normas pelo magistrado prolator, agora o desrespeito passou dos limites do aceitável. A afirmação não se sustenta apenas pelos supostos envolvimentos de ministros no escândalo do Banco Master. Embora existam indícios, nota-se um aparente corporativismo voltado à blindagem desses magistrados, sem que investigações rigorosas sejam conduzidas para confirmar as evidências ou refutá-las definitivamente. Cabe evocar a máxima atribuída ao imperador romano Júlio César ao divorciar-se de Pompeia: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. O desgaste da Corte acentuou-se recentemente por dois fatores centrais. O primeiro refere-se ao relatório da CPMI do Crime Organizado que, embora rejeitado, sugeria o indiciamento de figuras do alto escalão da República, incluindo os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Pairam dúvidas sobre a legitimidade da rejeição do relatório. Críticos apontam uma manobra política de última hora: a substituição de senadores que participaram de toda a CPMI por parlamentares alheios às discussões, cujo objetivo teria sido garantir os votos necessários para o arquivamento do texto. O episódio desencadeou embates públicos e ameaças dos magistrados ao relator da comissão, Senador Alessandro Vieira. Os ministros Gilmar Mendes e Toffoli chegaram a falar em abuso de poder e possível inelegibilidade do senador. Dias Toffoli, durante uma sessão de julgamento, chegou a falar a seus pares: “Nós não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições para obter voto e conspurcar o voto do eleitor. Porque é disso que se trata quando surge um relatório aventureiro desse. É tentativa de obter votos, e este voto é um voto conspurcado, porque ele é antidemocrático, é anti-Estado Democrático de Direito. É um voto corrupto. Essas pessoas não merecem a dignidade de ter a possibilidade de ser elegíveis”. Já o Ministro Gilmar Mendes, em tom ameaçador, disse textualmente: “Não me convidem para dançar que eu posso aceitar. Me divirto com isto”. Além das ameaças perpetradas, Gilmar Mendes acionou a PGR para investigar o senador, protocolando uma representação criminal em seu desfavor. Em resposta à representação, o Senador Alessandro Vieira peticionou requerendo seu arquivamento, expondo motivos, resumidamente: Quanto ao abuso de autoridade: “A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura abuso de autoridade”. Quanto à alegação de que CPI não pode pedir indiciamento por crime de responsabilidade: Em duas ocasiões distintas, Comissões Parlamentares de Inquérito indiciaram autoridades por crime de responsabilidade: a CPMI que indiciou o ex-presidente Fernando Collor de Mello e a CPI da Covid, que indiciou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Quanto às palavras e ao relatório do senador: As palavras do senador estão salvaguardadas pela imunidade, tendo o próprio Gilmar Mendes, em outras ocasiões, decidido que “essa imunidade é absoluta quanto às manifestações proferidas no interior da respectiva Casa Legislativa”. Quanto à alegada arbitrariedade do Senador Vieira: O próprio Gilmar, contrariando sua representação, decidiu no MS 37.115/2020 que “foge à sindicabilidade do Poder Judiciário a apreciação da responsabilidade de parlamentares pelos conteúdos dos depoimentos, discursos e inquirições promovidos no âmbito da CPI”. Quanto à rejeição do relatório: Se não houve o indiciamento — uma vez que o relatório não foi aprovado devido a uma manobra política com a substituição de dois senadores na undécima hora —, o ato não se consumou. O senador termina o petitório com um argumento claro e evidente, criticando a incoerência da representação de Gilmar Mendes, que contraria decisões proferidas pelo próprio ministro anteriormente. Disse o parlamentar: “O Direito não pode ser instrumento de geometria variável, aplicável quando convém e afastado quando incomoda”. Ao prevalecer a absurda representação do Ministro Gilmar contra o Senador Vieira, corre-se o risco de acabar com o sistema acusatório do país. Imaginemos a seguinte hipótese: um promotor ou procurador denuncia criminalmente um cidadão por uma determinada conduta delitiva; o magistrado, ao examinar o processo, entende por rejeitar a denúncia ministerial. A imperar a tese da representação de Gilmar Mendes, o membro do Ministério Público estaria sujeito a responder a um processo por abuso de autoridade, o que não faz o menor sentido. O segundo fator refere-se ao pedido de Gilmar Mendes de inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no Inquérito das Fake News, devido à sua constante defesa do impeachment de ministros do STF e à publicação de um vídeo com fantoches satirizando e criticando os ministros, fazendo referência ao caso do Banco Master. Gilmar, ainda, publicamente, defendeu a manutenção do referido inquérito, que já perdura por sete anos, “pelo menos até as eleições deste ano”. Disse o ministro em entrevista ao Jornal da Globo: “Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado…”. Inicialmente, é bom que se diga que nenhum homem, notadamente aqueles que exercem uma função pública, está imune a críticas e sátiras. Romeu Zema, na qualidade de ex-governador, por atos praticados quando já deixara o cargo, não possui foro por prerrogativa de função; não sendo, por conseguinte, o STF competente para processá-lo ou julgá-lo, o que por si só já causa estranheza no pedido de sua inclusão no referido inquérito. Se o ministro se sentiu difamado ou injuriado, o foro competente seria o de primeiro grau, e não o STF — isto se levarmos em conta o ordenamento jurídico. Além do mais, inquéritos existem para apurar condutas delituosas passadas e seus possíveis desdobramentos, e não para a expectativa de um evento futuro. Manter um inquérito na expectativa de defender possíveis agressões ou vilipêndios
Atirador de Trump: engenheiro da Califórnia com mestrado em computação conseguiu burlar segurança
O homem responsável pelos disparos durante um evento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite deste sábado (25), em Washington, foi identificado como Cole Thomas Allen, de 31 anos, natural da Califórnia. Ele é engenheiro mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor independente de jogos por experiência e professor por vocação. É assim que ele próprio se descreve em uma rede social. De acordo com seu perfil no LinkedIn, Allen formou-se em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, em 2017, e concluiu, no ano passado, mestrado em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia, em Dominguez Hills. O ataque ocorreu no hotel Washington Hilton, onde acontecia o tradicional jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, com a presença de Trump e integrantes do alto escalão do governo. O atirador portava diversos armamentos e conseguiu ultrapassar o esquema de segurança do evento. O Serviço Secreto e a Força de Segurança agiram rapidamente.
STF rejeita recurso e acelera ação penal contra Moro por brincadeira em festa junina
O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso interposto pelo senador Sergio Moro. Com isso, está aberta a ação penal contra ele por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. A próxima etapa da ação penal é a instrução processual, que inclui apresentação de defesa prévia, oitivas de testemunhas de acusação e de defesa e o interrogatório de Moro. Ao final da instrução, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Sergio Moro farão suas alegações finais e o caso será julgado na Primeira Turma do Supremo. A denúncia da PGR contra Moro foi apresentada em abril de 2023. O senador foi acusado de caluniar Gilmar Mendes após aparecer falando, em um vídeo, sobre “comprar um habeas corpus” do ministro do STF para evitar a “cadeia”. Era uma brincadeira típica de festa junina. A denúncia foi aceita pela Primeira Turma em junho de 2024, por unanimidade, mas Moro questionou essa decisão. O recurso foi rejeitado em março. Moro lidera todas as pesquisas como candidato ao governo do Paraná. Se for condenado e ficar inelegível, não poderá concorrer. Enquanto isso, José Dirceu será candidato. É o sistema… O livro “Supremo Silêncio” expõe os bastidores do Inquérito das Fake News A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber
Enquanto o povo cubano passa fome e escuridão, elite militar esconde império de US$ 17,9 bilhões
Enquanto Cuba enfrenta escassez generalizada e apagões constantes, um conglomerado empresarial vinculado às Forças Armadas do país administra secretamente bilhões de dólares, conforme revelado pela BBC. A Gaesa (Grupo de Administración Empresarial S. A.) não possui website, nem endereço de correio eletrônico institucional conhecido, nem canais oficiais de contato. A empresa não publica balanços financeiros e sequer aparece no orçamento estatal. A Assembleia Nacional do Poder Popular e a Controladoria Geral da República de Cuba não podem auditar as contas da Gaesa — mesmo com a empresa embolsando praticamente cada dólar recebido pelos negócios mais rentáveis do regime cubano: turismo, remessas financeiras, comércio exterior e missões médicas no estrangeiro. A holding pertence às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR), mas também não está sob controle direto da instituição militar. Em 2024, a Gaesa possuía bens no valor de pelo menos US$ 17,9 bilhões (cerca de R$ 89,4 bilhões), incluindo mais de US$ 14,4 bilhões (cerca de R$ 71,9 bilhões) em contas bancárias, segundo documentos vazados para o jornal americano Miami Herald. Leandro Ruschel faz as seguintes ponderações sobre o tema: O comunismo nunca se realizou em parte alguma. O mesmo vale para o socialismo na definição marxista: a tomada dos meios de produção pelo Estado, como etapa de transição ao comunismo. E há razões teóricas sólidas para crer que jamais se realizará. A primeira razão é econômica. Foi formulada com clareza definitiva por Ludwig von Mises em 1920 e refinada por Friedrich Hayek nas décadas seguintes: sem propriedade privada dos meios de produção, não há mercado de fatores; sem mercado de fatores, não há preços; e sem preços, é literalmente impossível calcular se um determinado uso de recursos é mais ou menos eficiente que outro. Ou seja, o planejador central, por mais bem-intencionado e tecnicamente capaz que seja, opera no escuro. Some-se a isso o argumento hayekiano do conhecimento disperso. A informação relevante para coordenar uma economia complexa está distribuída entre milhões de agentes, sob forma tácita, e não pode ser agregada por nenhum órgão central. Na prática, o mercado é, antes de tudo, um mecanismo de processamento de informação. Nenhum substituto burocrático jamais demonstrou ser capaz de replicá-lo. Daí a segunda razão, que é empírica. Em todo país que tentou suprimir o mercado, da União Soviética a Cuba, da Coreia do Norte à Venezuela chavista, passando pelo Camboja, o que se observou não foi a abolição da economia de troca, mas seu deslocamento para a clandestinidade, na forma de mercados negros, economias paralelas e redes informais de favores. A troca de mercado é como a água: se você tampa um lado, ela escoa pelo outro. Vale lembrar que, sem essa “segunda economia”, regimes socialistas teriam colapsado muito antes do que efetivamente colapsaram. A terceira razão é política, e talvez a mais importante. A promessa marxista é a da abolição das classes. O resultado prático, sem exceção, foi a emergência de uma nova classe, para usar o termo cunhado em 1957 por Milovan Djilas, antigo dirigente comunista iugoslavo. Trata-se dos quadros do partido, que passam a controlar simultaneamente o aparelho estatal e o aparelho produtivo. A teoria da escolha pública, desenvolvida por James Buchanan e Gordon Tullock, explica por quê: agentes estatais respondem a incentivos próprios, não ao “bem comum” abstrato. Na prática, quando você concentra todo o poder econômico nas mesmas mãos que detêm o poder político, o resultado não é a igualdade prometida. É a superconcentração de poder numa nomenclatura, em escala que nenhum capitalista jamais sonhou alcançar. Não por acaso: é exatamente o que os incentivos institucionais previam. No fim das contas, a proposta marxista não cumpre o que promete. Ela não pode cumprir, por razões estruturais conhecidas há mais de um século. Quem ainda a defende, ou desconhece esses argumentos, ou os conhece e prefere ignorá-los — em geral porque pertence ao grupo que se beneficiaria da revolução, ou porque opera com pressupostos normativos que valoram a igualdade de resultados acima da liberdade individual e do próprio bem-estar material agregado. Leandro Ruschel
Deltan Dallagnol expõe contradição de Gilmar Mendes após comparação de homossexualidade a roubo do erário
O ministro Gilmar Mendes, em sua resposta a Romeu Zema, comparou as críticas feitas contra integrantes do STF a “fazer piadas com coisas sérias” e questionou se retratar o ex-governador como “homossexual” não seria ofensivo. Em uma comparação controversa, o ministro equiparou a homossexualidade ao roubo do erário. “Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado”, disse o ministro. O ex-procurador Deltan Dallagnol expôs a contradição do ministro ao fazer o seguinte questionamento: “O que aconteceria se Romeu Zema dissesse ao vivo que Gilmar Mendes não gostaria de ser retratado como homossexual?” O próprio Deltan deu a resposta: “Gilmar entraria com notícia-crime contra Zema na PGR para incluí-lo no inquérito das fake news por crime de homofobia equiparada a racismo.” E questionou: “Alguem tem dúvidas?” A declaração do ministro Gilmar Mendes gerou repercussão ao colocar no mesmo patamar a orientação sexual e a prática de crimes contra o patrimônio público, expondo uma visão que muitos consideram preconceituosa. Livro “Supremo Silêncio” expõe perseguições do Inquérito das Fake News O polêmico livro “Supremo Silêncio” ainda está disponível para o público. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos na obra. A censura está de olho nesse material. Acesse: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber