O ministro Gilmar Mendes, em sua resposta a Romeu Zema, comparou as críticas feitas contra integrantes do STF a “fazer piadas com coisas sérias” e questionou se retratar o ex-governador como “homossexual” não seria ofensivo. Em uma comparação controversa, o ministro equiparou a homossexualidade ao roubo do erário.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado”, disse o ministro.
O ex-procurador Deltan Dallagnol expôs a contradição do ministro ao fazer o seguinte questionamento:
“O que aconteceria se Romeu Zema dissesse ao vivo que Gilmar Mendes não gostaria de ser retratado como homossexual?”
O próprio Deltan deu a resposta:
“Gilmar entraria com notícia-crime contra Zema na PGR para incluí-lo no inquérito das fake news por crime de homofobia equiparada a racismo.”
E questionou:
“Alguem tem dúvidas?”
A declaração do ministro Gilmar Mendes gerou repercussão ao colocar no mesmo patamar a orientação sexual e a prática de crimes contra o patrimônio público, expondo uma visão que muitos consideram preconceituosa.

O polêmico livro “Supremo Silêncio” ainda está disponível para o público. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos na obra. A censura está de olho nesse material.
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