Daniela Mercury protagonizou um momento de constrangimento durante a entrega do Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, evento que celebra o Carnaval da Bahia. A cantora fez um discurso sobre violência de gênero e direcionou uma acusação pública diretamente a Edson Gomes. “Edson, eu peço para você ser carinhoso com sua esposa, viu bicho. Porque a gente não aceita violência contra nenhuma mulher”, declarou a artista do palco, sem apresentar qualquer evidência para sustentar a insinuação. A declaração gerou desconforto imediato na premiação. Edson Gomes subiu ao palco visivelmente irritado com a exposição pública e exigiu que Daniela Mercury apresentasse provas para a grave acusação feita diante da plateia e da transmissão televisiva. “Quero saber, perguntar a Daniela de onde foi que ela tirou isso e tentou me envergonhar aqui na frente de todo mundo. Eu quero que ela prove quem é que eu espanco”, disse Edson Gomes. O músico repetiu o questionamento, reforçando a ausência de fundamento na acusação. “Você não tem como provar isso. Não tem como provar isso”, declarou. Diante da confrontação, Daniela Mercury recuou e apresentou justificativas para sua fala. “É verdade, me desculpe. Eu sou preocupada com as mulheres, com a violência”, afirmou a cantora. O pedido de desculpas, no entanto, não encerrou o desconforto no palco da premiação. Edson Gomes manteve sua postura de contestação após a retratação parcial da artista e voltou a criticar a forma como foi exposto publicamente sem qualquer prova. “Ela não pode fazer isso que ela fez aqui, sem ter prova cabal”, declarou o músico. Carlinhos Brown tentou contornar a situação propondo que os dois artistas realizassem uma apresentação conjunta no palco. A sugestão visava encerrar o episódio de forma conciliadora, mas Edson Gomes não aceitou a proposta. “Cantar uma zorra”, respondeu o cantor. Veja o vídeo:
Alcolumbre ignora ligações de apoiadores de Jorge Messias e clima fica tenso na véspera da sabatina
Aliados petistas de Jorge Messias agiram com a tática de sempre. Armaram um encontro entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o indicado de Lula, na residência do ministro Cristiano Zanin. O detalhe: Alcolumbre rejeitava esse encontro antes da sabatina. A articulação petista tratou de divulgar amplamente o encontro, buscando criar a impressão de que se tratava de um apoio de Alcolumbre ao indicado de Lula para a vaga no Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado ficou irritado com a manobra. Há relatos de que um emissário de Alcolumbre estaria pedindo abertamente o voto dos senadores contra a indicação de Jorge Messias. Ele, no entanto, nega. Na véspera da sabatina, apoiadores do indicado de Lula realizaram ligações durante todo o dia para Alcolumbre, que simplesmente não atendeu nenhuma delas. O clima é de tensão insuportável.
Luana Piovani versus Virginia Fonseca: embate agora é na Justiça
O mais recente capítulo da extensa lista de conflitos públicos de Luana Piovani ganhou contornos dramáticos e jurídicos. O alvo da vez é a influenciadora Virginia Fonseca. O que começou como alfinetadas nas redes sociais transformou-se em um confronto que tomará proporções judiciais. A situação teve início quando Virginia foi convocada a depor no Senado Federal, na CPI das Bets. Durante a audiência, Luana comentou o fato de a influenciadora ter mencionado Deus em vários momentos do testemunho, reagindo com indignação. “Eu fico com tanto ódio quando nos tratam de otários. Essa excomungada falando de Deus? Que o karma da desgraça que ela vende inunde a vida dela”, escreveu a atriz. Não satisfeita, Luana chegou a chamar Virginia de “bicheira de Goiás” nas redes sociais. Com a separação de Virginia e Zé Felipe confirmada e um novo romance com o jogador Vinicius Jr. ganhando destaque, Luana voltou à carga. A atriz ironizou a vida amorosa da influenciadora, calculando que ela havia viajado três vezes para Madrid para encontrar Vini Jr., sendo mãe de três crianças pequenas. “Muito ‘mais do mesmo’ ela ir três vezes para Madrid. Mãe de três filhos pequenos, ou seja, das oito horas que ela dorme, ela deve ter ido nessas horas. Daí ele trai, mais do mesmo. Ele escreve um pedido de desculpas fofo… mais do mesmo. Fiquei passada”, afirmou. Em janeiro de 2026, Luana cobrou um posicionamento de Virginia sobre o episódio de racismo sofrido pelo jogador Vini Jr. em campo, argumentando que uma mulher com mais de 50 milhões de seguidores tinha responsabilidade de se manifestar sobre o tema. “Por que a tal da Virgínia não comentou absolutamente nada sobre o ato de racismo que o namorado Vini Jr. sofreu em campo? A mulher tem mais de 50 milhões de seguidores. Uma frase sobre o caso, um posicionamento simples e objetivo, atingiria muita gente”, questionou. Virginia respondeu com uma indireta. Ela publicou nos stories um áudio com a frase “Vai, chata”, que o público interpretou como recado indireto à atriz. Em fevereiro, quando Virginia foi anunciada no “Domingão com Huck”, Luana manifestou desapontamento com Luciano Huck e o classificou como “vendido” e “ganancioso”. “Eu gostava dele quando era só um abastado e inteligente. Mas, aí, para variar, pirou na ganância, vendidaço. Já ela… Lá ela”, completou, citando também Virginia. A atriz voltou a criticar a influenciadora em janeiro. Numa apresentação em um teatro, Luana citou o nome da rainha de bateria da Grande Rio como exemplo negativo de celebridade com grande influência. O novo episódio da contenda aconteceu na segunda-feira (27). Luana repostou o forte desabafo da advogada Juliana Prates, que relatou o suicídio do próprio irmão após o jovem acumular R$ 109 mil em dívidas em plataforma de apostas online, e marcou o perfil de Virginia na publicação. Mas o que incendiou a web foi a postagem seguinte. Luana afirmou que uma “maldição” atingiria Virginia e “resvalaria” nos seus filhos. “Virginia, a maldição vai colar em você! Resvalará nos seus filhos. Dinheiro de sangue, endemoniado”, escreveu. Virginia apareceu chorando nos stories, afirmando que não aceita que seus filhos (Maria Alice, de 4 anos, Maria Flor, de 3, e José Leonardo, de 1) sejam envolvidos e anunciou medidas judiciais. A equipe da influenciadora confirmou que o assunto passaria a ser tratado na esfera judicial. Luana não recuou nos argumentos. Ela ironizou o choro da influenciadora, chamando-o de “lágrimas de crocodilo” e comparando a situação com causas sociais que, segundo ela, merecem choro de verdade, como a luta dos povos indígenas. A atriz também republicou um texto da ativista Pauleth Araújo argumentando que existe diferença entre “desejar o mal” e “apontar as consequências dos atos de quem ganha dinheiro destruindo a vida dos outros”, comparando a situação à de filhos de traficantes que são impactados pelas escolhas dos pais. “Quando alguém paga pelas próprias atitudes, as consequências inevitavelmente alcançam quem está ao redor. Mesmo que indiretamente. Isso não é desejo de mal, é realidade. A fala pode ser muito dura, mas é um chamado para a responsabilidade”, continuou ela, concluindo: “Se um traficante for preso, os filhos dele também não serão impactados por isso? Isso é jogar praga ou dizer o óbvio?”. Após a polêmica com Virginia viralizar, Luana voltou às redes sociais e ironizou a situação. “Ser odiada por quem não presta é um mérito”, diz a imagem compartilhada por Luana Piovani, que completou escrevendo: “Lê de novo porra, caguei pros que não gostam”.
Violência política avança e democracia está em risco: o alerta que não pode ser ignorado
A política moderna atravessa um terreno perigoso. O episódio envolvendo um possível atentado contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda que cercado de dúvidas e informações desencontradas, reacende um debate que vem ganhando força em várias democracias: até onde vai a disputa política — e onde começa a violência? Uma era de radicalização No Brasil, o alerta não é teórico. Em 2018, o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora. O ataque quase lhe custou a vida. O episódio marcou profundamente o cenário político nacional e deixou evidente que a violência não é uma abstração importada — ela já se manifestou de forma concreta no país. Não foi um debate. Não foi um confronto de ideias. Foi uma tentativa de eliminação física de um adversário político. Nos últimos anos, o mundo assistiu a uma escalada de tensão política. Nos Estados Unidos, episódios graves marcaram esse cenário: o ataque ao Capitólio em 2021 ameaças a autoridades públicas crescimento de grupos extremistas Na Europa e na América Latina, o roteiro se repete: perseguições políticas, atentados isolados e discursos cada vez mais agressivos. A política deixou de ser confronto de ideias. Passou a flertar com o confronto físico. Narrativas que alimentam o conflito Quando um lado passa a tratar o outro como inimigo absoluto, o terreno para a violência está preparado. E isso não é exclusividade de um espectro ideológico. Ideologias de esquerda têm aumentado e produzido radicalização, intolerância e justificativas para atos extremos. A história é clara: regimes autoritários de esquerda estão cada vez mais perdendo terreno em situação mundial e não se conformam com isso. A violência política já custou vidas em diferentes contextos. O perigo da simplificação A tentativa de reduzir episódios complexos a uma única narrativa ideológica pode ser sedutora. Mas é perigosa. Porque ela distorce a realidade — a mentira é uma realidade entre essas ideologias —, ignora nuances e transforma análise em propaganda. E propaganda não sustenta credibilidade. Democracia sob pressão O que está em jogo não é apenas um episódio isolado. É o próprio ambiente democrático. Quando a violência entra no jogo político, o debate morre, o medo cresce e a institucionalidade enfraquece. Seja qual for a ideologia, a violência política não pode ser normalizada. Adversário não pode virar inimigo a ser eliminado e disputa de poder não pode justificar agressão. A história já mostrou — mais de uma vez — onde esse caminho termina. E a pergunta que fica não é sobre esquerda ou direita. É sobre até quando a política continuará caminhando tão perto do abismo.
Sérgio Moro retorna à CCJ e reforça oposição na sabatina de Jorge Messias ao STF
A sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), promete ser implacável e pode ser determinante para o resultado final da indicação. Na segunda-feira (26), o senador Sérgio Moro havia sido retirado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que impediria sua participação na sabatina do indicado ao STF. No entanto, em uma nova reviravolta, Moro retornou à CCJ na vaga do PL, agora na condição de suplente. O próprio senador anunciou a mudança em suas redes sociais. “Nas reviravoltas que o mundo dá, retornei hoje à CCJ do Senado agora na vaga do PL. Embora na condição de suplente, poderei participar livremente da sabatina do indicado ao STF”, declarou Moro. O retorno do senador representa um reforço significativo para a oposição durante a sabatina de Jorge Messias.
Pesquisa Quaest põe Tarcísio 17 pontos à frente de Haddad em eventual 2º turno
Se houver segundo turno em São Paulo, a vitória de Tarcísio de Freitas será esmagadora. Porém, muita gente acredita que o atual governador deve obter uma vitória consagradora ainda no primeiro turno. Esse cenário seria ideal para a oposição, pois com a eleição definida no primeiro turno, Tarcísio poderia se dedicar integralmente à campanha de Flávio Bolsonaro, em um eventual segundo turno contra Lula. A pesquisa Quaest simulou dois cenários para o primeiro turno. No primeiro deles, com o prefeito de Santo André, Paulo Serra, entre as opções, o governador bolsonarista tem 38% das intenções de voto, contra 26% do aliado de Lula. No segundo cenário, sem o ex-prefeito do ABC entre as opções, Tarcísio marca 40% dos votos, contra 28% de Fernando Haddad e 5% de Kim Kataguiri. Genial/Quaest para o governo de SP Cenário 1: Tarcísio de Freitas (Republicanos): 38% Fernando Haddad (PT): 26% Kim Kataguiri (Missão): 5% Paulo Serra (PSDB): 5% Indecisos: 13% Branco/Nulo/Não vai votar: 13% Cenário 2: Tarcísio de Freitas (Republicanos): 40% Fernando Haddad (PT): 28% Kim Kataguiri (Missão): 5% Indecisos: 13% Branco/Nulo/Não vai votar: 14% A pesquisa simulou as intenções de voto em um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad. O atual governador lidera com 49%, contra 32% do ex-ministro da Fazenda. Os eleitores indecisos representam 8% e outros 11% relataram que vão votar branco, nulo ou não votarão.
Polícia do RJ deflagra nova fase de operação contra Comando Vermelho e mira mãe e irmão de rapper
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (29/4) uma nova fase da Operação Contenção. A ação visa desmantelar a estrutura financeira do Comando Vermelho. Entre os alvos dos mandados de prisão estão Márcia Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, e Lucas Santos Nepomuceno, irmão do artista. Márcio dos Santos Nepomuceno, pai do cantor e conhecido como Marcinho VP, também figura entre os investigados. Ele está preso no sistema federal. As autoridades prenderam um homem identificado como operador da facção criminosa. Carlos Alexandre Martins da Silva foi detido. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) coordena a operação. Os agentes executam mandados de prisão e busca e apreensão em residências vinculadas aos investigados. Os policiais concentram as ações em endereços localizados nos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, ambos na zona oeste da capital fluminense. As diligências buscam evidências que comprovem o envolvimento dos alvos no esquema de lavagem de dinheiro. A investigação mobiliza equipes especializadas no combate ao narcotráfico e crimes financeiros. A investigação policial teve início há aproximadamente um ano. Os agentes identificaram um grupo dedicado à movimentação, ocultação e reinserção de recursos provenientes do tráfico de drogas no sistema financeiro formal. Os investigadores descobriram um esquema estruturado de lavagem de dinheiro que utilizava contas bancárias de terceiros para fragmentar valores. Essa estratégia visava dificultar o rastreamento das transações financeiras pelas autoridades. Os recursos ilícitos eram destinados ao pagamento de despesas diversas, aquisição de bens e ocultação patrimonial dos envolvidos, segundo os investigadores. A polícia detectou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Essas discrepâncias levantaram suspeitas sobre a origem do dinheiro movimentado pelo grupo. Os agentes identificaram diálogos entre integrantes do grupo e lideranças do Comando Vermelho durante o trabalho investigativo. Entre os criminosos mencionados nas conversas está Carlos Costa Neves, conhecido pelo apelido “Gardenal”. Essas comunicações reforçam a ligação entre os investigados e a cúpula da organização criminosa. A ação policial desta quarta-feira integra uma ofensiva mais ampla do governo estadual contra a estrutura financeira, logística e operacional do Comando Vermelho. As forças de segurança já efetuaram mais de 300 prisões relacionadas à facção criminosa desde que as operações começaram. As autoridades também realizaram apreensões de armas e munições em larga escala durante as diversas fases da operação. A estratégia das autoridades fluminenses concentra-se em desarticular não apenas as atividades ostensivas do tráfico. O foco principal recai sobre os mecanismos financeiros que sustentam a organização. A abordagem ao braço financeiro busca impedir que a facção mantenha sua capacidade operacional. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro.
Michelle Bolsonaro cogitou abandonar candidatura ao Senado após ataques de militância digital
Em março deste ano, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, esteve no DF Star para uma reunião reservada com Michelle Bolsonaro. O encontro, que inicialmente seria sobre as nominatas estaduais do PL Mulher, tinha um segundo propósito que preocupava o dirigente partidário. Michelle teria confidenciado a pessoas próximas que estava considerando desistir da candidatura ao Senado. A decisão foi motivada por uma série de acusações levianas vindas de uma ala da militância digital, que levaram a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro a repensar sua entrada na disputa eleitoral. Com a filha recém-operada e o marido enfrentando problemas de saúde, a desistência parecia ser a escolha mais acertada naquele momento. O contexto familiar pesou na avaliação da ex-primeira-dama sobre o desgaste que uma campanha poderia representar. Não se sabe se Valdemar conseguiu convencer Michelle a manter a candidatura durante o encontro. O impacto dessa decisão, qualquer que seja, pode trazer consequências significativas para o cenário político.
Vereadora do PSB é condenada a 19 anos de prisão por organização criminosa e rachadinha
Uma sentença com mais de 200 páginas comprovou a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, envolvendo captação de eleitores, controle de votos e movimentações financeiras irregulares. A decisão resultou na condenação pela Justiça Eleitoral da vereadora Tatiana Medeiros, de Teresina (PI). Ela foi condenada a 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão, além de 492 dias-multa, por envolvimento em um esquema criminoso que inclui compra de votos, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e peculato-desvio, conhecido como “rachadinha”. A Justiça rejeitou os argumentos da defesa que apontavam nulidade de provas e cerceamento, entendendo que não houve prejuízo processual e que os elementos reunidos são válidos para sustentar a condenação. Também foi negado o direito de recorrer em liberdade aos apontados como líderes do esquema. A defesa da vereadora informou que está analisando a decisão judicial. A parlamentar está presa desde abril de 2025, no âmbito da Operação Escudo Eleitoral II, da Polícia Federal. Inicialmente detida em unidade da Polícia Militar, ela teve a prisão convertida em domiciliar por questões de saúde, permanecendo sob monitoramento eletrônico. Atualmente, Tatiana Medeiros segue afastada do mandato, proibida de frequentar a Câmara Municipal de Teresina e de manter contato com servidores da Casa. O caso continua repercutindo no meio político e deve ter novos desdobramentos judiciais. Todavia, a vereadora não perderá o cargo e seguirá com o salário de mais de R$ 25 mil até a decisão definitiva da Justiça, segundo a Câmara Municipal de Teresina.
Sabatina de Jorge Messias na CCJ vira teste de força e expõe limite político do governo
A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça deixou de ser um rito protocolar para se transformar em algo muito maior: um confronto direto, um teste público de força, coerência e limite político. Quem ainda trata isso como mera formalidade não entendeu o que está em jogo. Nos últimos dias, o ambiente em Brasília mudou. O que antes era conduzido com controle e previsibilidade agora carrega tensão, expectativa e disputa aberta de narrativa. Na prática, a sabatina expõe um ponto sensível: até onde vai a atuação institucional e onde começam as decisões com impacto político direto. É justamente aí que mora o risco. Sabatina não é só responder perguntas. É sustentar posicionamentos sob pressão, lidar com questionamentos incômodos e, principalmente, evitar contradições que possam ser exploradas em tempo real. Em um cenário polarizado, qualquer hesitação vira manchete. Qualquer frase mal colocada vira combustível. Outro ponto que poucos estão destacando: o timing. Essa sabatina acontece em um momento em que o ambiente político já está sensível. Ou seja: não é apenas sobre o que será dito, mas sobre como isso será interpretado e utilizado. E aqui entra o elemento central: não existe mais espaço para zona neutra. Ou a performance reforça autoridade ou abre brecha. E brecha, em Brasília, nunca fica vazia por muito tempo. Por isso, a sabatina não será apenas um ritual. Será um termômetro real de força política, capacidade de sustentação pública e controle de narrativa. E quem acompanha política de verdade sabe: esses momentos costumam revelar muito mais do que aparentam. Veja o vídeo: