Amparado por um habeas corpus, o jovem empresário Paulo Camisotti manteve-se em silêncio sepulcral durante depoimento na CPMI do INSS nesta quinta-feira. Filho do empresário Mauricio Camisotti, já preso, Paulo é acusado de ser peça central no esquema fraudulento que movimentou cifras cinco vezes superiores às do também investigado Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
Paulo é apontado como figura central da estrutura montada pela família Camisotti, descrita como “império do crime”. A movimentação financeira da família no esquema ultrapassa R$ 350 milhões, envolvendo cerca de 20 empresas das quais Paulo figura como representante ou presidente, incluindo a Rede Mais Saúde, Benfix e Brasil Dental Serviços Compartilhados.
Com o pai já encarcerado, parlamentares agora requisitam a prisão de Paulo Camisotti. Encurralado, o jovem empresário enfrenta uma decisão crucial: tornar-se delator e expor o esquema ou enfrentar o risco de ser esquecido atrás das grades, assim como ocorreu com Marcos Valério no escândalo do Mensalão.
O que se observa, de forma surpreendente, é que a associação com estruturas corruptas ligadas aos esquemas do desgoverno petista já não se mostra um negócio vantajoso. A impunidade, anteriormente garantida pelo STF – que atravessa sua maior crise de credibilidade -, já não pode mais ser considerada uma certeza.
É lamentável testemunhar um jovem nessa situação degradante, apontado como criminoso. Porém, muito mais lamentável é a condição dos idosos lesados pelo esquema fraudulento do qual ele participou.
Vale lembrar que este esquema envolve diretamente o filho e o irmão do presidente Lula. Se os ventos políticos no Brasil parecem estar mudando de direção, que se transformem em furacão e expulsem Lula da política e da presidência em outubro.
