Ex-subsecretário do RJ desaparece desorientado após filho ser indiciado por estupro coletivo

José Carlos Costa Simonin foi reportado como desaparecido pela família nesta terça-feira (10). Ele ocupava o cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa no governo de Cláudio Castro.

A esposa de José Carlos confirmou o sumiço do marido. “Meu marido sumiu. Estamos contando com a ajuda de amigos para localizar”, declarou ela.

O comunicado divulgado pela família identifica o desaparecido como morador de Copacabana, do sexo masculino. Segundo os familiares, José Carlos estaria desorientado e possivelmente em surto. A família solicita que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro dele entre em contato imediatamente.

O sumiço acontece dias após José Carlos se envolver em uma polêmica relacionada ao caso de estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro deste ano. O advogado da vítima, Rodrigo Mondego, afirmou ter sido alvo de agressões verbais enviadas por Simonin nas redes sociais.

Em uma troca de mensagens divulgada pelo advogado, o ex-subsecretário teria escrito: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar ‘às’ (sic) suas contas, vagabundo.”

Mondego respondeu às mensagens dizendo que atua para que o filho do ex-subsecretário responda pelo crime na Justiça. O advogado afirmou avaliar a possibilidade de apresentar uma representação contra Simonin por coação no curso do processo. Esse crime está previsto no artigo 344 do Código Penal. A legislação trata de violência ou intimidação contra partes envolvidas em processos judiciais.

A 12ª DP (Copacabana) concluiu a investigação do caso de estupro coletivo. A polícia indiciou quatro jovens: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho.

Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho de José Carlos. Os quatro respondem por estupro qualificado cometido em concurso de pessoas. O crime ocorreu em um apartamento em Copacabana no dia 31 de janeiro de 2026. A vítima é uma adolescente de 17 anos.

O inquérito policial analisou imagens de câmeras de segurança do prédio onde o crime aconteceu. As gravações foram registradas entre 19h24 e 20h42 do dia 31 de janeiro de 2026.

Segundo o relatório da investigação, as imagens mostram a chegada dos quatro jovens, posteriormente indiciados, ao apartamento. Em seguida, as câmeras registraram a entrada da adolescente e do menor que a teria convidado ao local.

Após o período dentro do imóvel, a vítima deixa o apartamento acompanhada do adolescente. O documento policial aponta que, depois que a jovem sai do campo de visão das câmeras, o menor retorna ao apartamento.

Ele volta a aparecer nas imagens fazendo gestos interpretados pela polícia como de “comemoração”. O menor sai em seguida sorridente. Essas imagens foram consideradas elementos importantes na conclusão do inquérito.

José Carlos Costa Simonin foi exonerado do cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa após a repercussão do caso envolvendo seu filho. Ele ocupava a posição no governo de Cláudio Castro antes do afastamento.

O pedido de exoneração foi feito pela secretária Rosangela Gomes. O documento foi encaminhado ao secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. A publicação no Diário Oficial ocorreu no dia 3 de março.

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