A disputa por duas indicações no Conselho Nacional de Justiça fez o clima esquentar no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
O presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, conseguiu literalmente no grito garantir a indicação de dois nomes para representar a Corte no CNJ.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, o ministro se exaltou ao ver ameaçada sua tentativa de emplacar por unanimidade dois apadrinhados para as vagas.
Aos gritos, intimidou colegas em uma reunião reservada com frases como “vocês não sabem o que vai acontecer se não for como eu quero” e fez menções a conversas privadas com ministros.
A situação só se acalmou quando a ministra Kátia Magalhães Arruda conseguiu interromper o presidente e pedir a todos que esfriassem os ânimos. Ela argumentou que o TST vive um momento em que suas decisões têm sido questionadas e revertidas pelo Supremo Tribunal Federal e que o Judiciário enfrenta uma crise de credibilidade.
Com voz serena, Kátia Arruda convenceu os colegas a aceitarem a proposta do presidente do tribunal de aprovar, por aclamação, os nomes indicados por ele para o CNJ. Uma ala do TST defendia que houvesse votação para deixar claro que não havia unanimidade dentro da Corte.
