O médico Rodrigo da Cunha Barbosa terá que usar tornozeleira eletrônica para cumprir parte da pena por crimes de corrupção passiva e participação em organização criminosa, conforme decisão judicial do dia 4 de março.
Em 2016, Rodrigo foi condenado a 9 anos, 4 meses e 27 dias de prisão, em regime semiaberto. A defesa recorreu da sentença, alegando erro no cálculo da pena e defendendo que o correto seria 6 anos e 27 dias. Além disso, argumentou que o acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em 2017, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), garantiria o cumprimento da pena em regime aberto diferenciado.
No entanto, a juíza Monica Perri, que analisou o caso, afirma que o acordo prevê o cumprimento da pena em duas etapas. A primeira fase consiste em dois anos em regime semiaberto diferenciado, com uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar entre 22h e 6h.
Já a segunda etapa prevê o cumprimento do restante da pena em regime aberto diferenciado, sem monitoramento eletrônico, com a obrigação de comparecimento mensal à Justiça para informar atividades e endereço.
Ao analisar o caso, a magistrada concluiu que Rodrigo ainda não completou os dois anos da primeira fase, restando 315 dias para o fim desse período.
O médico é filho do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa.
