O presidente da CPMI do INSS reagiu com indignação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o encerramento da comissão. Em pronunciamento contundente, ele denunciou o que classificou como uma tentativa de impedir que a verdade sobre fraudes no sistema previdenciário venha à tona.
“Hoje o Brasil assistiu a um retrato cruel da realidade. Pela manhã, prorrogamos a CPMI do INSS em nome dos órfãos, das viúvas e dos aposentados que foram roubados. Fizemos isso por quem não tem voz, por quem foi traído dentro do próprio sistema”, afirmou.
“Horas depois, no plenário, vimos a esperança ser derrubada. Derrubaram não apenas uma decisão, mas a confiança de milhões de brasileiros. Inclusive a decisão de um ministro honrado, técnico e corajoso, que teve a dignidade de respeitar a Constituição”, completou.
O parlamentar foi direto ao criticar o que considera uma blindagem institucional: “O recado foi claro. O sistema não quer que essa investigação avance. O sistema não quer que a verdade venha à tona.”
Ele destacou o trabalho realizado pela CPMI: “Nós fizemos a nossa parte. Investigamos, avançamos, mostramos o caminho. Mas, mais uma vez, o sistema tentou vencer. E o Brasil precisa entender isso com clareza.”
O presidente da comissão foi enfático ao apontar qual deve ser a resposta da população: “A resposta não está mais apenas dentro das instituições. A resposta está nas urnas. Se quisermos mudar essa realidade, precisamos mudar o Congresso Nacional. Mais de 50% no Senado. Mais de 50% na Câmara. Sem isso, o sistema continuará vencendo. E o povo continuará pagando a conta.”
A declaração expressa a frustração com o desfecho da investigação que apurava irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social, interrompida por decisão da Corte máxima do país.
