Itaubal do Piririm: a cidade do Amapá onde 93% vivem do Bolsa Família e apenas 29 trabalham com carteira assinada

“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos, público só assiste de camarote”. (Lima Barreto – Escritor – 1918).

A realidade de Itaubal do Piririm, no Amapá, expõe de forma contundente o modelo de dependência governamental que se instalou em centenas de municípios brasileiros, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Quando 93% da população de uma cidade inteira depende do Bolsa Família para sobreviver, o cenário revela muito mais do que pobreza: revela um sistema que perpetua a submissão ao Estado.

Dos 7.730 habitantes de Itaubal do Piririm, nada menos do que 5.640 dependem do Bolsa Família. Apenas 29 moradores trabalham com carteira assinada. A pobreza é intensa, mas mantida com recursos federais, ou seja, com o suor dos brasileiros de outras regiões que trabalham duro e pagam alguns dos impostos mais caros do mundo para sustentar esse tipo de comunidade, incentivada pelos programas sociais a continuar sobrevivendo apenas sob a “bondade” do Estado.

O restante do quadro é bem conhecido. O prefeito Jaisom da Costa Picanço ganha uma média de 14 mil reais. Há mais de 600 cargos na Prefeitura da cidade. O orçamento do município depende praticamente todo de verbas federais e estaduais. A cidade arrecada apenas 800 mil reais em IPTU e outros tributos municipais por ano.

Como nos governos socialistas, a casta dirigente discursa contra a pobreza, mas tira cada vez mais o que pode dos mais pobres. E vive, essa casta, cheia da grana, sem problema de dinheiro, comendo do bom e do melhor. Já os outros, no caso da pequena cidade amapaense, são mais de 5.600 pessoas, que se danem e fiquem rezando para que o Bolsa Família não falhe, senão não terão o que comer.

Imagine-se como se sentem os 29 que trabalham com carteira assinada. Devem se sentir uns idiotas, porque dão duro, trabalham, em alguns casos de sol a sol, para, no final do mês, ganharem alguns poucos salários. Se decidissem não trabalhar, receberiam um bom dinheiro e sobreviveriam.

É esse tipo de arranjo que domina o Brasil. Itaubal do Piririm é apenas o pior exemplo. Mas, para satisfação de um governo que pretende dominar a população com seus programas sociais eleitoreiros, em metade dos municípios brasileiros a única renda de milhares de famílias é o Bolsa Família.

Padre Antônio Vieira e a corrupção de sempre

Em 1641, em Salvador, Bahia, Padre Antônio Vieira, admoestando a roubalheira e a corrupção administrativa que grassava no Brasil-Colônia, expôs, através do sermão ao qual chamou “Sermão da Visitação de Nossa Senhora”, perante o novo vice-rei, Marquês de Montalvão, que administrasse com honestidade a Colônia que estava sendo invadida por holandeses. Seu discurso-sermão é forte e nos faz meditar sobre o Brasil de hoje:

“Perde-se o Brasil (digamo-lo em uma palavra) porque alguns Ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vêm buscar nossos bens… El-rei manda-os tomar Pernambuco e eles contentam-se com o tomar.

Este tomar o alheio é a origem da doença.

Toma nesta terra o ministro da justiça? Sim, toma.

Toma o ministro da república? Sim, toma.

Toma o ministro da fazenda? Sim, toma.

Toma o ministro do Estado? Sim, toma.

E como tantos sintomas lhe sobrevêm ao pobre enfermo, e todos acometem à cabeça e ao coração, que são as partes mais vitais, e todos são atrativos e contrativos do dinheiro, que é o nervo dos exércitos e das repúblicas, fica tomado todo o corpo, e tolhido de pés e mãos, sem haver mão esquerda que castigue, nem mão direita que premie; e faltando a justiça punitiva para expelir os humores nocivos, e a distributiva para alentar e alimentar o sujeito, sangrando-o por outra parte os tributos em todas as veias, milagre é que não tenha expirado”.

Os que trabalham e ainda não foram locupletados pelas políticas de Lula e de seus aliados tomadores, concordarão plenamente com Vieira: é um milagre que o doente Brasil ainda não tenha perecido.

Isso dizia Padre Antônio Vieira em 1641. Era o tempo das Capitanias Hereditárias. De lá para cá nada mudou. Passaram-se 385 anos e tudo continua igual.

Em 2026 as autoridades continuam tomando. De tempos em tempos o doente Brasil na UTI é apresentado ao povo e quando alguém indaga como ele está, os que tomam e sangram o doente, respondem: “Está indo muito bem. É o país do futuro”!

Os discípulos da Lava Jato, o Careca do INSS, Vorcaro e seus amigos, Lula e seus Ministros, Moraes e sua trupe de apoiadores do Supremo, tomam, prendem, sangram por todos os lados o pobre doente Brasil e ainda se gabam de que salvaram a democracia que nunca existiu na Terra dos Papagaios.

A roubalheira desde a redemocratização

Desde a redemocratização, em 1984, isto é, desde que os “canhotas” tomaram o poder dos militares e divulgaram que a democracia estava instalada no país, a roubalheira que sempre existiu, mudou de mãos e aumentou: de milhões agora é em bilhões. Os maiores roubos executados contra o doente Brasil, desde a redemocratização na década de 80:

01 – Anões do Orçamento (década de 80 e início dos anos 90)
Valor desviado: R$ 800 milhões.

02 – Jorgina de Freitas (1991)
Valor desviado: R$ 2 bilhões

03 – Banestado (1996)
Valor enviado irregularmente ao exterior: US$ 30 bilhões. Valor sonegado: Incerto.

04 – Juiz Lalau e o TRT-SP (1992-1998)
Valor desviado: R$ 2 bilhões

05 – Banco Marka (1999)
Valor desviado: R$ 3,7 bilhões

06 – Vampiros da Saúde (1990-2004)
Valor desviado: R$ 4,08 bilhões

07 – Navalha na Carne (2007)
Valor desviado: R$ 1,06 bilhão

08 – Fundos de Pensão (2015)
Valor desviado: R$ 3 bilhões

09 – Operação Zelotes (2015)
Valor sonegado: R$ 19 bilhões

10 – Operação Lava Jato
Valor desviado: R$ 42,8 bilhões. Prejuízo causado: R$ 88,8 bilhões apenas na Petrobrás.

Com mais de dois anos de andamento, a operação Lava Jato apresentou números superlativos. Foram mais de 1.200 processos instaurados, 160 prisões (incluindo prisões temporárias), 52 acordos de delação premiada, 209 acusados, 105 condenados, 5 acordos de leniência, 16 empresas envolvidas e mais de R$ 42,8 bilhões desviados.

Tratou-se também da maior operação da história do país em termos de valores reavidos pelo Estado. Foram mais de R$ 2,9 bilhões, sendo R$ 700 milhões repatriados. Ao todo são R$ 37,6 bilhões em pedidos de ressarcimento. À frente da operação, a maior força tarefa já montada pela Polícia Federal.

Os condenados nos crimes somaram penas de 1.140 anos. O motivo mais relevante: fraudes em licitações na Petrobras.

Hoje estão todos soltos, leves e risonhos por conta dos ministros do Supremo.

Os escândalos recentes

Preso, condenado e descondenado, Lula foi novamente eleito. E a roubalheira aconteceu do mesmo modo, desde a posse de Lula até os dias de hoje. A joia da coroa dos escândalos desse período corrupto se dá com o Banco Master, segundo o site de notícias Poder360/23.jan.2026:

“As liquidações do Banco Master e do Will Bank resultaram em um rombo de R$ 47,3 bilhões, o maior valor individual já registrado em uma quebra bancária no Brasil”.

E para surpresa dos que elogiavam o “incorruptível” Moraes como salvador da democracia, eis que Moraes, o deus supremo dos petistas aparece no olho do furacão. Ele e sua família:

“A advogada Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados e mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu R$ 80.223.654,94 (oitenta milhões, duzentos e vinte três mil, seiscentos e cinquenta e quatro reais e noventa e quatro centavos) do Banco Master por 22 meses de serviços prestados à instituição, liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025…. (Poder360 9.mar.2026).

Fraudes no INSS (2024-2025): Descontos indevidos em aposentadorias e possíveis ligações com o entorno familiar do presidente Lula.

Cartões corporativos: A conta dos cartões ultrapassou R$ 1,4 bilhão nos primeiros três anos, com 99% dos gastos da Presidência sob sigilo, contrariando promessas de transparência, segundo auditorias do TCU.

Codevasf e Correios: Denúncias de corrupção e aparelhamento na Codevasf e a roubalheira de bilhões nos Correios. A novidade é que o empréstimo de 12 bilhões feito em instituições privadas para salvar os Correios será quitado pelos brasileiros que trabalham, caso os mesmos administradores que assaltaram os Correios não consigam pagar o empréstimo.

Rombo nas contas públicas: Rombo de R$ 230 bilhões nas contas públicas em 2023 (o maior desde 2020), seguido por déficits e gastos fora da meta fiscal em 2024 e 2025.

Uma CPMI foi criada para investigar a fraude do INSS. A CPMI já foi devidamente enterrada.

Dizem que vão criar a CPMI do Banco Master. Os coveiros do Congresso, juntamente com os Ministros do Supremo, já abriram o sepulcro e estão apenas à espera do corpo.

E nesta terça, 31 de março de 2026, os jornais de todo país estamparam a notícia bomba: “Estatais federais têm rombo recorde de R$ 4,1 bilhões no 1º bimestre”. (g1.globo.com/economia).

R$ 4,1 bilhões correspondem a quatro mil milhões! Sim, amigos, espantosos quatro mil milhões em um único bimestre! Quatro mil milhões! Esse é o rombo, ou roubo, ou descaso, ou falta de competência administrativa, ou anormalidade. Chame esse desvio do que você quiser, mas não feche os olhos para a roubalheira do governo atual!

A Transparência Internacional apontou que o Brasil atingiu, em 2025, sua pior nota no Índice de Percepção da Corrupção.

Itaubal de Piririm explica tudo.

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