A Polícia Federal descobriu um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação envolvia assessores da corte e tinha estrutura de organização internacional.
A PF identificou a existência de códigos de saques e tabela de propinas utilizados pelos envolvidos. O esquema funcionava com um padrão organizado de fluxo financeiro.
Os valores cobrados pelas sentenças variavam. A cobrança ia de R$ 50 mil a R$ 20 milhões, segundo a PF. O esquema incluía o uso de uma empresa para a distribuição do dinheiro em espécie aos participantes.
A empresa Florais Transportes era utilizada como canal para distribuir os recursos financeiros. A companhia é ligada ao lobista Andresson Gonçalves. O dinheiro era repassado para servidores, operadores financeiros e intermediários que atuavam no esquema.
A tabela de propinas estabelecia os valores a serem pagos conforme o tipo de sentença negociada. A estrutura do esquema permitia que as transações fossem realizadas com códigos específicos para saques.
A operação funcionava de forma aberta, sem a prudência típica de atividades criminosas. Um atentado contra o Estado Democrático de Direito e a integridade do Judiciário.
