Durante um evento promovido pelo Bradesco em São Paulo nesta terça-feira, 7, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez uma declaração contundente ao relacionar o cenário eleitoral de 2026 com a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A fala ocorreu enquanto o dirigente comentava o desentendimento entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira, episódio que ele classificou como “fogo amigo”. O contexto da declaração envolvia justamente a tentativa de amenizar conflitos internos dentro da sigla.
Segundo Valdemar, a ausência de uma vitória nas urnas em 2026 pode impactar diretamente o futuro de Bolsonaro. O dirigente afirmou que, nesse cenário, o ex-presidente poderia permanecer preso por mais dez anos, destacando a importância estratégica do próximo pleito para o grupo político.
No mesmo evento, o líder partidário também chamou atenção para o desempenho de Nikolas Ferreira, descrevendo-o como o “maior fenômeno” político do país na atualidade. Ele ainda indicou que pretende dialogar tanto com Nikolas quanto com Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de reduzir tensões e preservar a unidade do partido.
Ao abordar os próximos passos, Valdemar revelou que planeja viajar a Miami no dia 19 de abril, onde deve se reunir com Eduardo Bolsonaro. A intenção, segundo ele, é alinhar estratégias e evitar desgastes internos.
“Para que a gente faça que tudo corra bem. Porque, se não ganharmos eleição, o Bolsonaro vai ficar mais dez anos preso”, declarou o dirigente.
O presidente do PL também revisitou a eleição de 2022, atribuindo a derrota a decisões consideradas equivocadas. Entre os pontos mencionados, citou a escolha de Walter Braga Netto como candidato a vice e a condução da pandemia de Covid-19, fatores que, na avaliação dele, tiveram impacto negativo.
Além disso, Valdemar criticou a forte presença de militares no início do governo Bolsonaro, afirmando que isso teria dificultado a articulação política da gestão.
Pensando nas eleições de 2026, o presidente do PL defendeu a composição de uma chapa com uma mulher como vice de Flávio Bolsonaro. Ao justificar a proposta, afirmou: “As mulheres têm crescido muito no Brasil e são muito melhores do que os homens em todos os aspectos.”
Por fim, o dirigente reconheceu a necessidade de ampliar alianças políticas, inclusive com antigos adversários. Ele destacou o Nordeste como uma região estratégica, mencionando o Ceará e o nome de Ciro Gomes como parte desse possível movimento. Em Minas Gerais, indicou que Nikolas Ferreira surge como um nome relevante para o projeto eleitoral do partido.
