O capoeirista Paulo Cesar da Silva Souza, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá, de 65 anos, foi assassinado no dia 18 de fevereiro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Militar, o capoeirista estava no banco do carona de um carro dirigido por sua companheira quando o veículo parou em um cruzamento. Nesse momento, dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam à queima-roupa. Paulinho foi atingido por três tiros. Os criminosos fugiram em seguida.
A Delegacia de Homicídios assumiu a investigação logo após o crime. A perícia foi realizada no local, e os agentes passaram a analisar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas.
Nesta quarta-feira (8), a polícia prendeu a irmã do Mestre Paulinho Sabiá. Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda é suspeita de ter mandado matar o irmão por motivos financeiros.
“Foi uma motivação financeira. A Adriana já havia sido investigada anteriormente por um furto que a vítima [Paulinho] sofreu com relação a valores que ele tinha por hábito guardar, tanto em casa, quanto no estabelecimento que ele possuía”, disse o delegado Willians Batista, que dirigia a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí na época do crime.
Willians lembrou que, dois dias antes da execução, Paulinho sofreu uma tentativa de homicídio, também em Icaraí. Segundo o registro de ocorrência, um homem chegou a apontar uma arma para a nuca da vítima, mas a arma falhou.
“Em ambos os casos a gente conseguia ver muito claramente que os matadores possuíam uma informação privilegiada a respeito da localização dele e da rotina dele”, afirmou o delegado.
As investigações apontaram que todos esses detalhes foram passados pela irmã de Paulinho.
Na ocasião da morte, a irmã de Paulo Cesar afirmou que desconhecia possíveis desavenças do capoeirista.
“Meu irmão era uma pessoa muito especial, muito querido por todos. Ele não tinha, que a gente soubesse, nenhum desafeto”, declarou no dia seguinte ao crime. Adriana também esteve no enterro de Paulinho.
A especializada chegou a Adriana após prender, no sábado (4), Juan Nunes dos Santos, conhecido como Coelho ou Juan do Alemão. Segundo a polícia, Juan pilotava a motocicleta nas duas emboscadas a Paulinho e acusou Adriana.
“O Juan, ao ser preso, acabou confessando a própria participação e confirmou para a gente o que já suspeitávamos sobre o envolvimento da Adriana, sobretudo pelo fato de eles terem essa informação privilegiada”.
O homem que atirou no capoeirista ainda é procurado.
