O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu restringir a participação de três deputados em uma comitiva autorizada a visitar Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, atualmente detido na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná. Enquanto liberou o acesso de parte dos parlamentares, o magistrado negou os pedidos de Gustavo Gayer (PL), Marcel Van Hattem (Novo) e Carlos Jordy (PL).
A justificativa apresentada por Moraes aponta que os três parlamentares estão sob investigação no próprio STF em casos relacionados aos mesmos fatos que envolvem a ação penal contra Filipe Martins.
No caso de Gustavo Gayer, ele figura como réu em uma ação penal iniciada após denúncia do senador Vanderlan Cardoso. O processo apura possíveis crimes contra o Estado Democrático de Direito, além de acusações de violência política e delitos como calúnia, injúria e difamação.
Já Marcel Van Hattem foi indiciado em investigação por crimes contra a honra, após declarações direcionadas ao delegado da Polícia Federal Fabio Shor, responsável por apurações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante discurso na Câmara, o parlamentar classificou o servidor como “covarde” e “bandido”.
Carlos Jordy, por sua vez, também foi alvo de operações da Polícia Federal relacionadas a atos considerados antidemocráticos. Seu nome aparece associado à organização de bloqueios em rodovias federais e à atuação em acampamentos de manifestantes, incluindo suposta orientação a lideranças apontadas como extremistas.
