O presidente Lula embarca nesta quinta-feira (16) para uma viagem oficial a Espanha, Alemanha e Portugal acompanhado de 15 ministros, além dos presidentes do BNDES e da Fiocruz. É a maior comitiva do terceiro mandato, superando os recordes anteriores de 14 ministros levados à COP-28 e ao Chile.
O roteiro prevê cúpula com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez em Barcelona, encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz e participação na abertura da Hannover Messe, além de visita a Portugal para reuniões com o primeiro-ministro e o presidente do país.
O custo da viagem ainda não foi divulgado pelo governo. O comparativo chama atenção: com metade dos ministros, a viagem à ONU em 2025 custou R$ 4 milhões aos cofres públicos. Com o dobro de ministros, o silêncio sobre os gastos.
A viagem acontece numa semana em que as estatais registraram o pior início de ano da história, com rombo de R$ 4,1 bilhões. Além disso, 57% dos brasileiros avaliam a economia como ruim, segundo pesquisas recentes.
Quando uma empresa vai mal, o bom gestor corta gastos. Quando vai mal e amplia despesas para um recorde histórico sem divulgar o custo, a pergunta não é sobre a viagem. É sobre a gestão.

