Um contrato de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) firmado pela Petrobras em 2025 tornou-se alvo de suspeitas de corrupção no Peru. O caso reacende preocupações sobre a integridade das operações da estatal brasileira no exterior.
O governo do Peru citou o caso à Justiça dos Estados Unidos em uma investigação que aponta movimentações suspeitas envolvendo a prefeitura da capital peruana e empreiteiras brasileiras em um esquema de corrupção ligado a concessões rodoviárias. O caso ficou conhecido como “Rutas de Lima”.
Os investigadores apuram se houve pagamento de propina e financiamento ilegal de campanhas eleitorais em troca de contratações, além de possíveis operações de lavagem de dinheiro. O contrato da Petrobras foi firmado com as empresas Tenenge e EGTC Infra, controlada pela Queiroz Galvão.
Segundo informações divulgadas, o documento citado também menciona um pagamento direto a Jorge Barata, ex-presidente da Odebrecht no Peru e um dos principais nomes ligados aos escândalos de corrupção da empresa no país.
O objetivo do governo peruano ao acionar a Justiça americana é acessar dados bancários e documentos que possam comprovar o caminho do dinheiro. Esse material deve ser usado em processos criminais que já estão em andamento no Peru.
