Família de brasileira morta na Espanha contesta versão de suicídio e exige investigação rigorosa

A família de Gisele Fernanda Teodoro Meira, de 32 anos, cobra providências das autoridades espanholas para esclarecer as circunstâncias de sua morte no país europeu. Natural de Curitiba, a brasileira residia em Oliva, na região de Valência, desde dezembro do ano passado, para onde se mudou com o namorado, Joel Lewandowski, em busca de novas oportunidades.

O caso foi inicialmente registrado como suicídio pelas autoridades locais, mas os parentes contestam veementemente a versão oficial e apontam irregularidades graves na condução da investigação.

Um advogado espanhol, radicado em Valência, passou a atuar no caso. A entrada do profissional foi confirmada pela advogada da família em Curitiba, Carina Goiatá, que acompanha o caso no Brasil.

Segundo Carina, o objetivo é acompanhar de perto as investigações e tentar destravar a apuração sobre as circunstâncias reais da morte. Até o momento, nem a polícia nem a imprensa local divulgaram detalhes sobre o ocorrido, que segue cercado de dúvidas e inconsistências.

O advogado espanhol deve atuar diretamente junto às autoridades do país, enquanto a defesa da família no Brasil articula medidas com o consulado brasileiro. A expectativa é que a cooperação entre os profissionais nos dois países ajude a esclarecer o que realmente aconteceu com a jovem.

Gisele se mudou para a Espanha em dezembro do ano passado e havia pago seis meses de aluguel adiantado. Ao chegar ao imóvel, ela encontrou o local já ocupado por outros dois imigrantes e passou a dividir a residência com eles.

No dia 30 de março, o namorado encontrou a brasileira morta. A versão inicial apresentada às autoridades aponta para um possível suicídio, mas a família contesta firmemente essa hipótese e insiste em novos esclarecimentos.

De acordo com os familiares, ninguém acionou a polícia no momento da ocorrência, o que até agora impede a abertura formal de um inquérito no país europeu. Com a assistência jurídica na Espanha, uma denúncia deve ser formalizada para que o caso seja reavaliado com o rigor necessário.

O consulado brasileiro também deve solicitar uma investigação mais detalhada às autoridades locais. O corpo de Gisele permanece retido e só será liberado após a conclusão da perícia oficial.

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