De olho nas eleições de 2026, o PT promoveu uma reformulação em sua estratégia política, priorizando a comparação direta entre a atual gestão de Lula e o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A mudança vem acompanhada de uma avaliação interna crítica, na qual o partido reconhece não ter comunicado de forma eficaz, desde o início do mandato, as condições econômicas e sociais que alega ter herdado em 2023.
Integrantes da área de comunicação da legenda reforçaram esse diagnóstico de falha na estratégia de divulgação.
A revisão estratégica ocorre em meio ao crescimento expressivo de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. No levantamento divulgado pelo Datafolha, Flávio aparece com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto Lula registra 45%.
Diante desse cenário, o partido estruturará sua atuação em duas frentes simultâneas: a valorização das realizações que atribui ao governo atual e o contraste direto entre diferentes modelos políticos e econômicos. Essa abordagem deve orientar as inserções partidárias previstas para rádio e televisão a partir de 23 de abril de 2026.
A comunicação será organizada em seis eixos principais. Entre eles, destacam-se a comparação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação e economia entre os períodos de 2019–2022 e 2023–2026, além do reforço da narrativa de reconstrução por meio da retomada de programas sociais. O partido também pretende politizar o debate econômico, apresentando contraposições como “soberania vs. entreguismo” e “distribuição de renda vs. concentração”.
Outros pontos incluem a incorporação de novas pautas sociais — como o fim da escala 6 X 1, o combate ao feminicídio e a proposta de tarifa zero no transporte público —, além da inclusão da segurança pública como eixo estratégico, com a defesa de um sistema nacional integrado. A ampliação da presença digital, com mobilização direta da militância, também figura como prioridade.
No campo social, a legenda planeja enfatizar impactos sobre as mulheres, especialmente ao relacionar a redução da jornada de trabalho com a diminuição da sobrecarga doméstica e o enfrentamento à violência de gênero.
A informação é do portal Poder 360.
