Sílvio de Almeida está de volta a um cargo público. O ex-ministro de Lula foi convidado pelo prefeito petista de Maricá (RJ) e vice-presidente do PT, Washington Quaquá, para assumir funções em projetos culturais e educacionais no município.
O ex-ministro vai coordenar um museu voltado à história da população negra e participar da estruturação de uma universidade prevista para a cidade.
A iniciativa de Quaquá provocou uma crise interna no PT.
A ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, apontada como uma das vítimas de importunação sexual praticada por Almeida, entrou em contato com correligionários para avaliar as medidas cabíveis e considera abrir representação contra Quaquá no Conselho de Ética petista.
No último fim de semana, Quaquá posou ao lado de Silvio Almeida em São Paulo e o descreveu como “grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”.
Dirigentes do PT admitiram que o gesto “pega muito mal” e classificaram a atitude de Quaquá como “provocação direta a Anielle”.
Este não é o primeiro conflito entre Quaquá e Anielle Franco no âmbito partidário. Em janeiro de 2026, a ex-ministra já havia representado o dirigente no Conselho de Ética do PT.
Na ocasião, o motivo foi a defesa pública que Quaquá fez dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — condenados cerca de um mês depois como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, irmã de Anielle, e do motorista Anderson Gomes.
