O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) participou do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo na semana passada e não poupou críticas ao cenário político brasileiro.
“Estamos vivendo a maior crise moral da história do Brasil”, afirmou Zema, em tom contundente.
O governador mineiro criticou duramente o que classificou como “farra dos intocáveis” em Brasília e mirou especificamente no Supremo Tribunal Federal:
“O Supremo era ainda onde nós tínhamos uma certa confiança — mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora aflorou toda a podridão que está lá dentro. Aquele último recurso foi contaminado”, declarou.
Segundo Zema, o clima de indignação popular “nunca foi tão grande — talvez esteja até maior do que em 2018”.
O pré-candidato defendeu a renovação no Senado como prioridade nacional:
“Tenho certeza que vamos ter uma boa renovação no Senado — é onde precisamos mexer com esses intocáveis”.
Zema prometeu postura de confronto caso seja eleito:
“Sou o pré-candidato que mais critica. Não tenho rabo preso. Posso falar o que bem entendo”.
Atualmente com 1,8% nas pesquisas nacionais, Zema representa um campo importante do eleitorado: o liberal que não se identifica com o bolsonarismo tradicional e defende mudança estrutural no Judiciário. Quanto mais o escândalo Master ganha proporções, mais a narrativa de Zema ressoa junto a esse público.

