Gilmar Mendes admite erro ao associar homossexualidade a ofensa, mas Zema não aceita desculpas

O ministro Gilmar Mendes reconheceu publicamente ter cometido um erro. Ele admitiu ter errado ao atribuir a homossexualidade como um tipo de ofensa em suas declarações sobre os limites de sátiras.

Durante sua fala, Gilmar comentou que o ex-governador Romeu Zema não aceitaria ser representado como um “boneco homossexual”. O ministro questionou: “Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? É isso que precisa ser avaliado”.

À noite, por meio da rede social X, o ministro publicou uma retratação: “Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”.

Trata-se de um erro quase imperdoável por se tratar de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que demonstra que o preconceito está arraigado em suas origens e na sua própria criação e formação intelectual.

Zema não perdoou a declaração. Em entrevista ao advogado e jornalista Tiago Pavinatto, que é gay assumido, o ex-governador foi direto: “Olha, Pavinatto… Você é gay assumido e é um homem de bem. Já viu homem de bem ser bandido assumido? Eu gostaria de dizer pro ministro Gilmar que ele pode fazer o bonequinho que for meu. Pode fazer boneco do Zema homossexual, porque eu sou muito seguro da minha sexualidade; eu não tenho preconceito nenhum e eu sei que não sou gay pra um boneco me ofender. Pode até fazer boneco de Zema roubando dinheiro, porque eu sei que eu nunca roubei nada na minha vida e não vai ser um boneco que vai me ofender. Só não acho correto o ministro comparar homossexual com ladrão e dizer que é tudo ofensivo.”

A resposta de Zema evidencia a natureza problemática da comparação feita pelo ministro, que colocou no mesmo patamar orientação sexual e conduta criminosa.

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