O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, divulgou nesta quinta-feira (23) um vídeo em que aparece realizando coleta de material genético para exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas. A iniciativa foi tomada de forma voluntária diante de acusações feitas recentemente por dois parlamentares, Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, em um dos mais graves ataques da história do Poder Legislativo brasileiro. Infame, inaceitável e criminoso.
Depois do ataque, esses parlamentares tentaram suavizar a atuação criminosa, dizendo que bastava Gaspar fazer o exame de DNA para provar sua inocência. Uma absurda inversão de valores.
Como quem não deve não teme, Alfredo Gaspar fez o DNA e declarou o seguinte:
“Eu estou aqui na perícia oficial do estado de Alagoas. Por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta, o meu teste de DNA. Fui acusado de forma covarde, vil e abjeta por membros do Partido dos Trabalhadores de algo que não pratiquei.”
“A cortina de fumaça foi justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República. O PT age assim. Quem tem a verdade, não teme absolutamente nada. O crime que praticaram contra a minha pessoa foi vil e abjeto. Mas a verdade é soberana. Eu só quero justiça, eu quero celeridade, o povo brasileiro merece essa resposta imediata.”
Paralelamente, Lindbergh Farias protocolou uma queixa-crime no STF contra Alfredo Gaspar (PL) após o parlamentar de oposição afirmar que o petista teria “cheirado cocaína” antes de entrar no Congresso Nacional. Vale lembrar que, em outros tempos, Lindbergh já recebeu acusações desse tipo. Certa feita, o então senador Ronaldo Caiado, se colocando na condição de médico e constatando algumas “evidências”, disse textualmente que o petista estava sob efeito de drogas.
Em suma, Alfredo Gaspar atendeu os petistas e fez o exame de DNA. Chegou a hora de Lindbergh fazer o exame toxicológico. Afinal, quem não deve, não teme…
Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
