O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou mais um capítulo preocupante. Uma empresa praticamente desconhecida, denominada Midias Promotora Ltda, com sede no centro do Rio de Janeiro, recebeu ao menos R$ 126,6 milhões do Master, em transações classificadas pelo banco como pagamentos por prestação de serviços.
O detalhe mais grave: o sócio-administrador da Midias Promotora Ltda., Gilson Bahia Vasconcelos, foi beneficiário do auxílio emergencial do governo durante a pandemia.
O valor supera o montante de R$ 80 milhões declarado como pago ao escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes.
Bahia Vasconcelos enfrenta processo criminal em que é acusado de estelionato. Ele é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos líderes de um suposto esquema de fraude contra aposentados e pensionistas do INSS — a maioria idosos.
Segundo a denúncia, a organização criminosa acessava dados das vítimas por meio de um programa de computador chamado Vanguard. Depois, funcionários de uma equipe de call center ligavam para as vítimas oferecendo cartões de desconto em lojas, mas alegavam que para conceder o benefício precisavam de um encontro presencial para fazer a foto do cartão.
Neste momento, sem saber, a vítima cedia sua imagem para reconhecimento facial, que era usado para firmar contratos de empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento, e o dinheiro em seguida era desviado.
