Brasileiro de esquerda é preso por Israel sob acusação de vínculo com organização ligada ao Hamas

O governo de Israel prendeu nesta sexta-feira (1º de maio) o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, após a interceptação de embarcações da flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Os dois foram separados dos demais 173 ativistas detidos — liberados e desembarcados na ilha grega de Creta — e foram levados a Israel para interrogatório.

A chancelaria israelense informou que os dois ativistas já estão em Israel. “Chegaram a Israel. Serão transferidos a fim de serem interrogados pelas autoridades”, acrescentou o ministério israelense das Relações Exteriores.

Na sexta-feira, Brasil e Espanha protestaram após vir à tona a informação de que os dois ativistas seriam enviados a Israel, que os acusa de ter vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), uma associação acusada pelos Estados Unidos e por Israel de trabalhar por conta do Hamas.

A chancelaria israelense assinalou, em postagem no X, que Thiago Ávila e Said Abu Keshek “receberão uma visita consular dos representantes de seus respectivos países em Israel”.

O ministério lembrou que a PCPA está sob sanções dos Estados Unidos e acrescentou que Abu Keshek é “um membro de destaque”, e que Ávila “trabalha” com a mesma e é “suspeito de atividades ilegais”.

Em seu site na internet, o Departamento do Tesouro americano afirmou, em janeiro, ao anunciar as sanções contra a PCPA, que esta organização está por trás da expedição de outra flotilha, que em outubro tentou romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza, e que também foi interceptada pelas forças israelenses.

A bordo da mesma estavam Thiago Ávila e personalidades como a ambientalista sueca Greta Thunberg e a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau.

O Tesouro americano sustenta que esta organização tem como objetivo que o Hamas “expanda clandestinamente sua influência política, por meio de um grupo que supostamente representa os interesses da diáspora palestina”.

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