O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou categoricamente a existência de qualquer articulação entre parlamentares da oposição e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a CPMI do Banco Master.
O parlamentar respondeu a informações de bastidores que apontavam possível troca de interesses envolvendo a comissão de inquérito. Reportagem divulgada em março pelo jornal O Globo sugeriu um acordo para barrar a CPMI em troca de benefícios políticos.
Flávio Bolsonaro afirmou que “foram ouvidas fontes erradas” nas reportagens sobre o suposto pacto. O senador atribuiu a coincidência de pautas no Congresso Nacional à priorização de votações específicas.
“O que houve foi coincidência de pautas. A votação da derrubada do veto da dosimetria tinha prioridade naquele momento, inclusive para beneficiar pessoas que ainda estão presas”, declarou o senador.
Flávio Bolsonaro garantiu que a CPMI do Banco Master “não foi abandonada” pela oposição. O parlamentar informou que a comissão deve avançar nas próximas sessões do Congresso. A oposição seguirá pressionando pela instalação da CPMI.
O pré-candidato avaliou que derrotas do governo no Congresso indicam fragilidade na articulação política do Planalto. O senador citou reveses recentes, como a rejeição da indicação de Jorge Messias e a derrubada de vetos presidenciais.
O parlamentar afirmou que o Legislativo tem dado “recados” ao Supremo. Flávio Bolsonaro defendeu que o Congresso reforce sua autonomia diante das interferências do Judiciário.
O senador classificou o governo como “descontrolado” nas contas públicas. Citou o aumento da dívida e da carga tributária como problemas graves que afetam a economia do país.
Flávio Bolsonaro afirmou que propostas como o fim da escala 6×1 têm caráter “populista”. O senador disse que o objetivo seria melhorar a imagem do governo em ano eleitoral.
O parlamentar declarou que a oposição deve atuar para barrar medidas que ampliem gastos públicos sem responsabilidade fiscal, evitando que o país mergulhe ainda mais no endividamento.
