Após o Datafolha desta semana colocar Flávio Bolsonaro à frente pela primeira vez, Lula partiu para a agressão e a ofensa. No dia seguinte à divulgação da pesquisa, o petista procurou veículos aliados e disparou adjetivos pesados contra o adversário.
Em entrevista ao Brasil 247, Revista Fórum e DCM nesta terça-feira (14), Lula afirmou que concorrerá a um quarto mandato por ter “um compromisso moral, ético, até cristão, de não permitir que um fascista volte a governar esse país” — referindo-se diretamente a Flávio Bolsonaro. O petista também declarou que “2026 será o ano da verdade contra a mentira”.
Lula afirmou estar “fisicamente e politicamente muito bem” para concorrer e tem publicado vídeos de atividades físicas nas redes sociais para reforçar essa narrativa. O contexto que ele não mencionou na entrevista: o Datafolha de sábado (11) mostrou Flávio com 46% contra 45% de Lula no segundo turno.
A rejeição de Lula é de 48% — a maior entre todos os candidatos. Com 53,5% de desaprovação, estatais registrando o pior início de ano da história, custo de vida pressionando as famílias e a CPI pedindo indiciamento de aliados, Lula escolheu como estratégia chamar o adversário de fascista em veículos que já o apoiam.
Quando faltam argumentos novos, sobram adjetivos velhos.
