Uma promessa de vingança guardada por quase uma década pode ter sido cumprida em plena luz do dia em Frutal, no Triângulo Mineiro. Na manhã de terça-feira (31), Rafael Garcia Pedroso foi executado com cinco disparos em praça pública. O homem carregava em seu passado o peso do assassinato brutal de uma mãe.
Segundo a Polícia Militar, o principal suspeito é um jovem de 17 anos que, em 2016, aos 7 anos de idade, presenciou a própria mãe sendo morta com 20 facadas por Rafael.
Condenado inicialmente a 22 anos de prisão, Rafael teve o julgamento anulado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) devido a falhas técnicas na tipificação do crime. Beneficiado pela falta de vagas no sistema prisional, ele recebeu o direito à prisão domiciliar em janeiro de 2026.
O crime cometido por Rafael ocorreu em 3 de julho de 2016, durante as festividades da Cavalgada de abertura da ExpoFrutal. Naquela tarde, um churrasco entre amigos foi interrompido pela violência brutal.
Segundo relatos da época, Rafael, movido por ciúme, passou a perseguir sua então companheira, de 28 anos, após ela se ausentar do local para levar o filho de 7 anos até a casa da madrinha. Ele a encontrou saindo de um bar na região e, ao retornarem ao churrasco, o agressor passou a questionar a demora da mulher.
Enquanto a mulher estava sentada, sem qualquer chance de defesa, Rafael desferiu 20 facadas contra ela. Pessoas que estavam próximas tentaram intervir, mas não conseguiram impedir o ataque brutal nem prestar qualquer socorro à vítima. A mulher morreu no local por hemorragia interna aguda.
Segundo depoimento da prima de Rafael na época, todo o crime foi testemunhado pelo filho da vítima, que teria jurado a morte do assassino de sua mãe ainda na infância.
Na manhã de terça-feira (31), Rafael Garcia se encontrava em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no bairro Vila Esperança, em Frutal. Ele estava em uma motoneta Honda Biz aguardando sua atual companheira ser atendida na unidade de saúde quando um rapaz se aproximou a pé, vindo por trás, e o executou à queima-roupa.
Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que o autor efetua cinco disparos em direção ao rosto e pescoço de Rafael. Após os disparos, o suspeito fugiu em uma motocicleta que o aguardava com outra pessoa a poucos metros do local.
Rafael vivia sob o monitoramento da prisão domiciliar, concedida pela Justiça em janeiro de 2026 devido à falta de vagas no regime semiaberto.
O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas ao chegar à cena, Rafael não apresentava sinais vitais.
A Polícia Civil de Frutal instaurou um inquérito para apurar a execução de Rafael. Até o momento, nenhum suspeito havia sido encontrado. O jovem de 17 anos, principal suspeito, também se encontra desaparecido.
