O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima quinta-feira (7), em Washington. A viagem está prevista para quarta-feira (6), quando o petista embarca rumo à capital norte-americana.
O encontro é considerado estratégico pelo governo brasileiro, especialmente diante do cenário recente de atritos diplomáticos e comerciais entre os dois países.
Entre os principais temas da agenda bilateral estão questões econômicas, como tarifas sobre produtos brasileiros, além de discussões sobre minerais críticos, terras raras, cooperação em segurança pública e a situação política na Venezuela.
A visita ocorre em um momento delicado para o governo petista no cenário interno. Às vésperas de uma eleição, Lula enfrentou reveses no Congresso Nacional, como a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada de um veto presidencial relacionado ao chamado PL da Dosimetria.
Donald Trump deve apoiar o nome de Flávio Bolsonaro no embate contra Lula, ainda mais diante da informação de que o petista busca evitar que organizações criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificadas pelos Estados Unidos como grupos terroristas, posição defendida por setores da gestão norte-americana.
Além disso, o relacionamento bilateral passou por um episódio recente de tensão envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em território americano. O caso gerou reações diplomáticas de ambos os lados, com medidas de reciprocidade adotadas por Brasil e Estados Unidos em relação a credenciais de agentes.
A situação de Lula é delicada.
