Cambaleante, o Irã iniciou o processo de sucessão do líder supremo Ali Khamenei, morto no sábado (28) em ataque conjunto de Estados Unidos e Israel. O presidente Masoud Pezeshkian reapareceu neste domingo (1º) e anunciou a formação de um Conselho de Liderança Interina. Pezeshkian havia sido alvo do mesmo ataque. A cúpula militar do país foi dizimada durante uma reunião presencial em Teerã para avaliar o bombardeio. O Conselho de Liderança Interina assumiu as funções de Khamenei. O órgão governará até a escolha de um sucessor pela Assembleia dos Peritos, que possui 88 membros. Além de Pezeshkian, compõem o conselho o aiatolá Alireza Arafi e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. Arafi integra o Conselho dos Guardiões. O presidente confirmou que o órgão já iniciou os trabalhos. Não existe prazo definido para o processo de escolha do novo líder supremo. A sucessão de Khamenei tornou-se mais complexa após a morte do presidente Ebrahim Raisi. Ele morreu em queda de helicóptero em 2024. Raisi era considerado sucessor natural do líder supremo. Após sua morte, especulações apontavam Mojtaba como possível escolhido. Ele é filho de Khamenei e tem 56 anos. O cargo de líder supremo não possui caráter hereditário. Outros nomes do estamento religioso surgiram como candidatos. O processo de escolha do novo líder supremo ocorre de forma opaca. Não há transparência sobre os critérios e negociações entre os membros da Assembleia dos Peritos. Pezeshkian divulgou comunicado classificando o ataque como “uma declaração de guerra contra os muçulmanos”. O presidente afirmou que a vingança é “um direito legítimo e um dever”. Em vídeo transmitido pela TV estatal, declarou que as Forças Armadas “deixarão os inimigos sem esperança”. A teocracia iraniana busca demonstrar continuidade institucional após a perda de sua principal liderança. A mídia estatal iraniana confirmou que a cúpula militar foi morta durante reunião presencial em Teerã. Entre os mortos estão o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o conselheiro de Defesa Ali Shamkhani. O ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, também morreram. Outros oficiais foram mortos no bombardeio. Trump declarou à Fox News que foram 48 mortos no total. O número não possui confirmação oficial. A Guarda Revolucionária nomeou novo comandante após a morte de seu líder no ataque. O general Ahmed Vahidi assumiu o posto. Vahidi possui mandado de prisão emitido pela Interpol. Ele é suspeito de organizar a explosão de uma entidade judaica em Buenos Aires que matou 85 pessoas em 1994. O atentado é considerado o maior da história da América do Sul. Donald Trump afirmou que “tinha um nome em mente” para liderar o Irã. A declaração sugere que o presidente norte-americano conta com a queda do regime antes de qualquer sucessão. O regime iraniano tenta demonstrar unidade interna. O país reprimiu violentamente protestos recentes contra a teocracia islâmica instalada em 1979. O Irã decretou luto oficial de 40 dias pela morte de Khamenei. Mesquitas passaram a exibir a bandeira vermelha. O símbolo representa vingança no xiismo devido ao derramamento de sangue. O país persa é o centro deste ramo minoritário do Islã. O xiismo possui forte presença também no Iraque. A campanha de retaliação ampliada iniciada neste domingo enfrenta o desafio de um conflito prolongado sob pressão de EUA e Israel.
Datena e Marçal surpreendem e fazem acordo judicial após episódio da cadeirada
O Tribunal de Justiça de São Paulo homologou um acordo entre o apresentador José Luiz Datena e o empresário Pablo Marçal. O entendimento encerra os processos judiciais decorrentes da agressão física ocorrida durante um debate eleitoral em 2024. A homologação aconteceu na sexta-feira (27/2). Os termos do acordo não foram divulgados. As condições estabelecidas permanecem confidenciais entre os envolvidos. Os processos arquivados referem-se ao incidente de setembro de 2024. Datena agrediu Marçal com uma cadeira durante debate transmitido ao vivo pela TV Cultura. O episódio aconteceu após uma sequência de acusações trocadas entre os candidatos. A agressão interrompeu a transmissão e resultou na expulsão do apresentador do evento. Marçal havia ingressado com ação judicial solicitando indenização por danos morais no valor aproximado de 100 mil reais. Na petição, o empresário argumentou que a agressão representou violação de seus direitos de personalidade, “atingindo sua honra, imagem e integridade física e moral”. Datena também havia movido processo contra Marçal. O apresentador buscava reparação por ofensas e insinuações proferidas durante a campanha eleitoral. Entre as acusações mencionadas, constavam referências a um processo anterior envolvendo alegações de assédio. Decisões anteriores já haviam rejeitado parte das solicitações apresentadas pelo apresentador. Com a homologação judicial do acordo, todos os processos vinculados ao episódio foram arquivados. As partes encerraram oficialmente os litígios. O arquivamento finaliza a disputa que se arrastava na Justiça desde o ano passado. O incidente ocorreu no dia 15 de setembro de 2024, durante debate eleitoral televisionado. Minutos antes de Datena arremessar a cadeira contra Marçal, o influenciador utilizou o termo “Jack” para se referir ao apresentador. A expressão é utilizada em presídios para designar detentos acusados de crimes sexuais. A provocação de Marçal fazia referência a acusações feitas pela jornalista Bruna Drews contra Datena. Drews havia trabalhado como repórter no programa comandado pelo apresentador. A jornalista ingressou na Justiça com denúncia de assédio sexual. O caso foi arquivado após determinação judicial de que ela havia perdido o prazo legal para apresentar a representação. Datena reagiu fisicamente após a provocação. A transmissão do debate foi imediatamente interrompida. Marçal recebeu atendimento médico em um hospital na capital paulista após a agressão. O episódio ganhou ampla cobertura nos veículos de comunicação.
Manifestações ‘Acorda Brasil’ levam milhares às ruas contra Lula e ministros do STF
Neste domingo, 1º de março de 2026, famílias de norte a sul do país ocuparam as ruas em um grito coletivo: “Acorda, Brasil”. O movimento reuniu manifestantes em diversas capitais brasileiras em protesto contra o presidente Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal. A Avenida Paulista, em São Paulo, concentrou cerca de 20 mil pessoas, enquanto em Copacabana, no Rio de Janeiro, mais de 4,7 mil manifestantes marcaram presença. Atos também ocorreram em Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia e outras capitais. O movimento foi convocado por lideranças como o deputado Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia. Os protestos tiveram como alvo principal o presidente Lula e ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Entre os presentes, nomes de peso da política nacional como o senador Flávio Bolsonaro, o governador de Minas Gerais Romeu Zema e o governador de Goiás Ronaldo Caiado reforçaram a mensagem de insatisfação popular. As manifestações reuniram famílias inteiras, jovens e idosos, todos mobilizados pela demanda por justiça, liberdade e transparência. Em cada estado, os atos reafirmaram a disposição de parte da população em contestar o que consideram impunidade. O movimento “Acorda Brasil” demonstrou a continuidade da mobilização de setores conservadores e da direita brasileira, que permanecem ativos na oposição ao atual governo e às decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Base petista parte para agressão após quebra de sigilo de Lulinha na CPI do INSS
Ao defender a eleição de Nicolás Maduro na Venezuela — fraudada ou, ao menos, desprovida de transparência —, o Presidente Lula, maior líder do Partido dos Trabalhadores, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha que as acusações de que a Venezuela seria uma ditadura constituíam uma “narrativa” e que “o conceito de democracia é relativo”. Ao que tudo indica, as palavras do líder do PT parecem ter se tornado um mantra para seus asseclas. Não é preciso relembrar todos os escândalos de corrupção e desvios de verbas públicas que assolaram o país durante os governos anteriores do Presidente Lula, até porque os escândalos atuais já são mais do que suficientes para provocar a indignação da população em geral. Recentemente, o Congresso Nacional instituiu uma CPMI, presidida pelo Senador Carlos Viana e tendo como relator o Deputado Alfredo Gaspar, que apura o denominado escândalo do INSS. Segundo as investigações da Polícia Federal e, agora, da CPMI, havia um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, por meio do qual eram descontados de aposentados e pensionistas valores de seus parcos vencimentos, como se tivessem se tornado membros de associações das quais não faziam parte e às quais jamais autorizaram filiação. Os descontos indevidos e fraudulentos, promovidos por essa organização criminosa à revelia de pensionistas e aposentados, alcançam a estratosférica quantia de mais de 6 bilhões de reais. Importante destacar que, pelo que se tem noticiado, a fraude já está comprovada. Agora, a CPI e o inquérito judicial pretendem desvendar quem são as pessoas nela envolvidas. Ocorre que, todas as vezes em que as investigações alcançam pessoas ligadas ao Governo Lula, a base governista na CPMI impede a convocação desses indivíduos, o que deixa transparecer uma investigação seletiva. Isso ocorreu com a rejeição da convocação do irmão do Presidente Lula, conhecido como “Frei Chico”, que ocupava o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade envolvida na fraude. Foi expedida ordem de bloqueio de 390 milhões de reais pelo Ministro André Mendonça. Com o avanço das investigações, surgiu suspeita de que o filho de Lula, Lulinha, fosse sócio oculto do chamado “careca do INSS” e tivesse recebido repasses na ordem de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) mensais oriundos do esquema criminoso. Em razão disso, houve requerimento de quebra do sigilo bancário e fiscal de Lulinha, aprovado pela maioria da CPMI. Ao proclamar o resultado da votação e a consequente quebra do sigilo do filho do Presidente Lula, deputados da base aliada do Governo, descontentes com a aprovação do requerimento e inconformados com o resultado, partiram para tentativa de agressão ao Presidente da CPMI, com bate-bocas e vias de fato. A sessão precisou ser suspensa em razão da confusão promovida por deputados petistas, aliados do Presidente Lula, em verdadeiro espetáculo de baixaria, incivilidade e desrespeito à Casa do Povo. Ao que tudo indica, o conceito de “democracia relativa” mencionado por Lula passou a ser um mantra a ser seguido por deputados petistas que, além de almejarem uma investigação seletiva, não demonstram respeito pelo resultado de votação na qual foram democraticamente derrotados.
Escola de samba transforma desfile em palanque pró-Lula com dinheiro público e faz apologia a condenado
O enredo da escola Acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio transformou o sambódromo em palanque eleitoral ao fazer apologia a Lula. O desfile, transmitido com exclusividade pela Globo, foi classificado como um espetáculo panfletário que buscou apagar da memória do público os escândalos do mensalão e do petrolão. A apresentação ajudou a consolidar a narrativa de que a Operação Lava Jato teria sido apenas perseguição política. Enquanto isso, o lulopetismo enfrenta acusações relacionadas ao que foi descrito como roubo aos aposentados, com a ala governista tentando impedir as investigações da CPMI do INSS. Durante a campanha eleitoral de 2022, a propaganda petista afirmou que Lula foi absolvido pelo papa, pela ONU e pelo STF – três alegações falsas, segundo a análise. A referência dizia respeito às condenações de Lula em três instâncias judiciais por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O papa não possui jurisdição sobre processos judiciais de Estados estrangeiros, podendo apenas absolver pecados. A ONU igualmente não tem jurisdição para absolver quem quer que seja. Quanto ao STF, o carnavalesco da escola teria dado impulso a uma das fake news mais descaradas em circulação: a que fala de absolvição de Lula no tribunal. O ministro Luiz Fux, do STF, declarou: “Ninguém pode esquecer o que ocorreu no Brasil, no mensalão, na Lava Jato, muito embora tenha havido uma anulação formal, mas aqueles 50 milhões [do Geddel] eram verdadeiros, não eram notas americanas falsificadas. O gerente que trabalhava na Petrobras devolveu US$ 98 milhões e confessou efetivamente que tinha assim agido.” Gilmar Mendes, também ministro do STF, afirmou que a anulação de processos da Operação Lava Jato foi um “ato formal” e que erros processuais alegados para anular não apagam fatos revelados pela investigação. Em tom conclusivo, declarou: “Ninguém discute se houve ou não corrupção”. A chamada “anulação formal” mencionada por Fux e Mendes ocorreu quando, após cinco anos de Lava Jato, um ministro do STF decidiu sozinho, em ato monocrático, que os crimes investigados não deveriam tramitar na 13ª vara de Curitiba. O que a polícia e o Ministério Público apuraram e o Judiciário julgou foi anulado para voltar à estaca zero. Não houve absolvição dos crimes – embora, passados cinco anos, já nem fosse permitido alegar incompetência territorial do juízo. Fux e Mendes, segundo a análise, confirmaram que um “canetaço” tirou Lula da condição de condenado por vários crimes: ele não foi absolvido, foi “descondenado”. O carnavalesco que concebeu o enredo da Acadêmicos de Niterói poderia, imitando Lula, alegar desconhecimento. Ele não leu obras como “O que Sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto, nem “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, de Romeu Tuma Junior, que trazem fatos que contradizem a narrativa do samba enredo. Também não leu o livro da jornalista Malu Gaspar, “A organização: A Odebrecht e o esquema de corrupção que chocou o mundo”, que mostra que a Lava Jato não existiu apenas para perseguir o lulopetismo. Conforme declarou o jornalista Jorge Serrão, a Acadêmicos de Niterói “cometeu um estelionato carnavalesco”. Pretextando fazer “arte”, usou “dinheiro público” para fazer apologia de um político que pretende se reeleger. O culto à personalidade do líder político foi comparado ao que se via na Alemanha de Hitler, na China de Mao Tsé-Tung, na Cuba de Fidel Castro e na União Soviética de Stalin – regimes totalitários nos quais a violência estatal era método de governança. Os integrantes da escola foram descritos como conduzidos sem consciência crítica, com artistas e celebridades vistas na TV ajudando a compor um ambiente favorável à manipulação de quem tem pouco ou nenhum acesso a informações além da televisão. Para os beneficiários da apresentação, o povo serviria apenas para manter privilégios. Na raiz da estratégia estaria a presunção de impunidade. Repete-se a narrativa do “pobre operário”, embora Lula tenha deixado de ser operário aos 26 anos para se tornar político. O que foi descrito como “estelionato da escola” será apagado da história: a campanha eleitoral antecipada, o desrespeito à família e à religião, e o flagrante “discurso de ódio” da escola ficarão impunes, segundo a avaliação apresentada.
Cantora entra em estado grave e irreversível após aneurisma cerebral
A cantora Adriana Araújo, referência do samba em Minas Gerais, enfrenta um momento extremamente delicado de sua vida. A artista sofreu um aneurisma cerebral na noite de sábado (28/02), em Belo Horizonte, e permanece internada em estado gravíssimo. Adriana desmaiou dentro de casa. Em seguida, equipes de resgate a levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento. No entanto, após avaliação inicial, médicos optaram pela transferência ao Hospital Municipal Odilon Behrens, onde exames confirmaram hemorragia cerebral. Atualmente, a cantora está em coma, entubada e sob cuidados intensivos. Conforme o comunicado oficial, os médicos informaram que o quadro é gravíssimo e irreversível. A equipe de Adriana divulgou uma nota oficial. Confira: Informamos que, na noite de ontem, Adriana Araújo passou mal em sua residência, sofreu um desmaio e foi prontamente levada à UPA, sendo posteriormente transferida para o Hospital Odilon Behrens. Após a realização de exames, foi constatado um aneurisma cerebral, que provocou uma hemorragia de grande extensão. Desde então, Adriana encontra-se internada em coma, entubada e sob cuidados intensivos da equipe médica. Os médicos nos informaram que o quadro é gravíssimo e irreversível. Neste momento, a equipe segue acompanhando a evolução clínica. Apesar do diagnóstico médico, seguimos em oração, acreditando que a resposta final é de Deus. Pedimos respeito, sensibilidade e orações. A família e a equipe agradecem profundamente todo o carinho e apoio que temos recebido. Seguiremos informando pelos canais oficiais.
Mendonça é o único com poderes para derrubar a ordem de Gilmar
O ministro Gilmar Mendes, em uma manobra jurídica questionável, impediu que a CPI do Crime Organizado quebrasse os sigilos da Maridt Participações, empresa que aparenta estar profundamente envolvida nos esquemas do Banco Master, ligada ao ministro Dias Toffoli. Gilmar justificou a medida alegando que não há correlação entre o objeto da CPI do Crime Organizado e o caso envolvendo a Maridt. Por essa razão, considerou indevida a tentativa de acessar os dados da empresa no âmbito da comissão. Essa decisão, no entanto, pode não durar muito. A medida tem efeito restrito à CPI. O ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura as operações do Banco Master no STF, pode requisitar as informações no curso dessa investigação. Será certamente sua prova de fogo.
Cantor sertanejo Sorocaba escapa por pouco de bombardeio do Irã em aeroporto de Dubai
“Um livramento”, foi assim que o cantor sertanejo brasileiro Sorocaba definiu o fato de ter escapado do bombardeio feito pelo Irã no aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes. O próprio artista relatou o que aconteceu nas redes sociais. “Olha que loucura! A gente estava dois dias atrás no aeroporto de Dubai, exatamente no terminal que caiu a bomba no aeroporto. Graças a Deus não machucou ninguém, mas um baita susto a galera levou lá. Foi um livramento”, ele contou em vídeo postado no Instagram. O cantor prosseguiu com o relato: “Depois a gente chegou aqui no Japão e ficamos sabendo que, depois de dois dias, que tinha estourado essa guerra. A gente estava na Índia, conectou em Dubai, nesse terminal que deu rolo, e partimos para o Japão. Escapamos por dois dias! Deus cuidando da gente sempre”, encerrou. Veja o vídeo:
Gilmar Mendes manda destruir provas da CPI e blinda família de Toffoli
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a anulação da quebra de sigilo da empresa Maridt e ordenou a destruição imediata dos dados já encaminhados à CPI do Crime Organizado. A decisão representa um grave retrocesso institucional. Ao impor a inutilização de provas, o ministro interfere diretamente no trabalho de uma comissão parlamentar legítima e fragiliza o princípio da transparência que deveria nortear investigações de interesse público. A CPI buscava apurar indícios de irregularidades envolvendo empresas ligadas à família de Dias Toffoli, em contexto que já levantava suspeitas de relações com o Banco Master e possíveis fraudes financeiras. A justificativa de “desvio de finalidade” soa como um argumento jurídico que, na prática, protege autoridades e seus familiares de escrutínio público. Uma blindagem evidente. O papel de uma CPI é justamente investigar, ainda que isso incomode figuras poderosas. Ao determinar a destruição de dados, Gilmar Mendes cria um precedente perigoso: quem garante que outras investigações não serão igualmente sufocadas sob o manto da legalidade formal? Mais do que cancelar evidências, o ministro impôs uma blindagem institucional, impedindo que a sociedade tenha acesso às informações e que o Senado exerça plenamente sua função fiscalizadora. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, já anunciou que contestará a decisão em todas as instâncias. É fundamental que o Congresso não se curve a esse tipo de proteção institucional. Em um país marcado por escândalos de corrupção, a destruição de provas não pode ser tolerada. O Brasil precisa de instituições que garantam a apuração dos fatos, não de decisões que inviabilizam a busca pela verdade. O gesto de Gilmar Mendes, longe de fortalecer o Estado de Direito, mina a confiança da sociedade na Justiça e reforça a percepção de que há uma elite intocável, protegida contra qualquer investigação. A pergunta permanece: quais interesses estão envolvidos que determinam essa blindagem?
Líder supremo do Irã é eliminado em bombardeio de Israel
Ali Khamenei foi um religioso fanático, cruel e monstruoso que comandou a ditadura teocrática do Irã com um propósito prioritário: varrer da face da Terra o Estado de Israel. O regime que liderava é considerado por muitos como o pior tipo de ditadura, perdendo apenas para a ditadura judicial. A eliminação do Estado de Israel (“From the river to the sea”) é considerada pelos fanáticos muçulmanos como passo inicial para a eliminação dos judeus do mundo. Mas não apenas dos judeus. Segundo sentença feita por Maomé, já no leito de morte: “Não poderá existir no mundo outra religião além do Islã”. O criador do islamismo, Maomé, segundo diferentes fontes, teve entre 13 e 19 esposas, quase todas, exceto a primeira, objeto de contratos de paz e submissão que impunha às várias comunidades conquistadas sob golpe de espada. Uma dessas esposas negociadas após vitória em batalha foi Aisha bint Abi Bakr, conhecida simplesmente como Aixa. Aixa casou-se com Muhammad aos 6 ou 7 anos e consumou o matrimônio aos 9 anos. Nove anos. Uma criança levada compulsoriamente à cama de um homem que, na época, já ultrapassara os cinquenta anos. Foi este ser que, no leito de morte, lançou uma maldição aos judeus e cristãos e exigiu que fossem todos eliminados da face da Terra. Nem todo islâmico é violento, é verdade. Mas Islã significa obediência total, cega, absoluta e inquestionável. Um fiel muçulmano é proibido de questionar os ensinamentos que recebem dos clérigos, porque estes são a boca de Allah. Questioná-los é crime enquadrado na Sharia, a lei penal muçulmana. O Islã não é apenas uma doutrina de fé, mas um sistema de vida completo e imutável no tempo, incluindo a lei penal Sharia. Mesmo não sendo violento, é dever inquestionável de todo muçulmano trabalhar para a realização do comando de Muhammad: a destruição de todas as demais religiões. E isso eles cumprem cegamente a partir de dentro dos países ocidentais que os recebem. Jamais se integram aos valores da sociedade que os recebeu. Segundo Muhammad, os não muçulmanos são Kafirs, um termo árabe que significa incrédulo, infiel ou ainda “aquele que esconde/nega a verdade” no contexto islâmico. É considerado o termo mais pejorativo da língua árabe. Kafirs são, para os islâmicos radicais, pessoas dispensáveis de viver. A taxa de natalidade dos muçulmanos em países ocidentais é da ordem de sete filhos por família, enquanto para os ocidentais esta taxa média é de apenas 1,5 filho por família. O objetivo é a islamização das sociedades ocidentais pelo número. Mas não só pelo número. Os muçulmanos, vivendo em países ocidentais, criam instituições que procuram alterar a vida da nação que os hospedou. Executam uma espécie de “gramscismo” muçulmano. Em alguns bairros de Londres, a lei penal vigente, de forma irregular ao lado da lei britânica, já é a Sharia. Os islâmicos no Reino Unido são tão ousados que criaram uma “República do Islã”, que já tem até membros no Parlamento. Uma República dentro de uma Monarquia: o atrevimento é notável. Uma das campanhas que fazem no Parlamento britânico é para que a Sharia seja a única lei penal aplicável a muçulmanos. A imigração muçulmana, por não se integrar à sociedade que a recebe e pelos objetivos que persegue ao seguir as ordens de Muhammad, é absolutamente inconveniente e deve ser reprimida. Trata-se, aqui, não de preconceito, mas de autopreservação da cultura e dos valores democráticos ocidentais. Ali Khamenei era um fiel representante de Muhammad. Fanático, cruel, assassino, perseguidor dos objetivos de destruição dos judeus e dos valores democráticos ocidentais. Em boa hora foi eliminado pelo bombardeio de Israel. Mas a infraestrutura do sistema da ditadura teocrática dos Aiatolás (Aiatolá significa, imaginem: “Sinal de Deus”) permanece intocável. Resta a expectativa de que as potências ocidentais, como Estados Unidos e Israel, não descansem enquanto a infraestrutura do mal que submete o povo do Irã não for desmontada para sempre.