O Partido Novo anunciou que protocolará pedido de suspensão imediata do mandato do deputado Rogério Correia (PT-MG), após ele ter agredido o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) durante sessão da CPMI do INSS realizada nesta quinta-feira (26). O episódio ocorreu logo depois de a comissão aprovar, em votação simbólica e em bloco, uma série de requerimentos. Entre as medidas chanceladas estava a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Inconformado com o resultado, Correia reagiu de forma exaltada e dirigiu-se ao presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), para questionar a condução da votação. Outros parlamentares se aproximaram para conter os ânimos e evitar confronto físico entre integrantes da Mesa e deputados do PT. No meio da confusão, Luiz Lima — que tentava apaziguar a situação — acabou atingido com um soco desferido por Correia. A agressão elevou ainda mais a tensão no plenário, levando à interrupção da sessão. Em manifestação nas redes sociais, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou: “Estamos pedindo a suspensão cautelar imediata do mandato de Correia bem como sua cassação no Conselho de Ética da Câmara. Inadmissível!” O caso deve ser encaminhado para análise no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, onde poderá resultar em sanções disciplinares, a depender da avaliação dos parlamentares. Veja:
Condenado a mais de 420 anos de cadeia, Cabral monta esquema para obstruir processos
A Polícia Federal localizou conversas comprometedoras entre o ex-governador Sérgio Cabral e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. As mensagens foram encontradas no relatório de 188 páginas sobre o caso TH Joias. Os diálogos revelam que Cabral buscava decisões favoráveis no Tribunal de Justiça do Rio por meio de Bacellar. Os diálogos via WhatsApp foram extraídos do aparelho celular de Bacellar. Em maio de 2025, Cabral pediu que Bacellar recebesse sua advogada. O assunto tratava da “situação de improbidade” que tramitava na Sexta Câmara de Direito Público do TJRJ. O ex-governador escreveu: “Muito importante para mim”. O objetivo era retirar o julgamento da pauta. No dia previsto para o julgamento, Cabral descobriu que o processo havia sido removido da pauta. Ele enviou mensagem a Bacellar: “Irmão! Saiu de pauta o meu processo. Você é um querido!!!! Te amo, amigo!!!” A manifestação de gratidão ficou registrada nas conversas analisadas pela investigação. Esquema de influência no Judiciário fluminense A Polícia Federal interpreta as mensagens como evidências de um esquema que ultrapassava relações pessoais. Segundo a corporação, Bacellar usava sua posição política para criar vínculos de obrigação com diversos agentes públicos. O caso envolvendo Cabral seria exemplo do que a PF chama de “capital” político acumulado por Bacellar. Ele teria se estabelecido como figura capaz de “articular favores espúrios” em diferentes esferas do poder público. O relatório policial sugere que essa estrutura de influência beneficiou outras pessoas além de Cabral. A investigação cita o traficante conhecido como TH Joias. A PF aponta que essa rede teria contribuído para a ascensão política de Bacellar. A corporação caracteriza o esquema como “Estado paralelo” no Rio de Janeiro. A documentação indica ramificações em diversos setores da administração pública estadual. A investigação menciona Macario Judice como intermediário. Ele teria facilitado a expansão da rede de influência de Bacellar junto aos tribunais. Segundo a Polícia Federal, Macario teria assinado decisões judiciais favoráveis a Cabral e à ex-esposa dele, Adriana Ancelmo. As informações reforçam a tese da corporação sobre a existência de uma organização criminosa com penetração sistemática nas instituições fluminenses. A defesa de Rodrigo Bacellar contestou as acusações apresentadas pela Polícia Federal. O advogado Daniel Bialski classificou as conclusões da investigação como “ilações desamparadas”. O jurista declarou: “Em relação ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”. A defesa nega qualquer irregularidade por parte de Bacellar. Sérgio Cabral informou que apresentou recurso após resultado desfavorável na Sexta Câmara. O ex-governador não detalhou outros aspectos relacionados ao caso. A manifestação de Cabral se limitou a confirmar a existência do recurso judicial contra a decisão proferida pela câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Vereador campeão de votos morre aos 53 anos após infarto logo depois de treino na academia
O vereador Antônio Carlos Lima Ferreira, de 53 anos, morreu na quarta-feira (25) após sofrer um infarto. O parlamentar da Câmara Municipal de Barrocas, na Bahia, era popularmente conhecido como Tonho da Loja (União Brasil). O vereador passou mal após realizar um treino em uma academia. Segundo informações, Tonho realizou atividade física na esteira e na bicicleta, e após chegar em casa passou mal. Ele foi socorrido para o Hospital Municipal da cidade, mas não resistiu. A causa da morte foi confirmada como infarto. Comerciante e político atuante, Tonho exercia o quinto mandato consecutivo na Câmara Municipal de Barrocas, sendo o vereador com mais mandatos em atividade no município. Eleito pela primeira vez em 2008, foi o candidato campeão de votos nas eleições de 2024, com 885 votos. A prefeitura do município lamentou a morte do vereador e decretou luto oficial na cidade: “A Prefeitura Municipal de Barrocas manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Antônio Carlos, popularmente conhecido como Tonho da Loja, solidarizando-se com familiares, amigos e toda a população barroquense e reconhecendo sua dedicação e compromisso com o município; em sinal de respeito pelos relevantes serviços prestados, fica decretado luto oficial de 3 (três) dias”.
Quebra de sigilo de filho de Lula é aprovada e expõe corrupção familiar em ano eleitoral
A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula. A decisão pode esclarecer como ex-trabalhadores de zoológico se tornaram milionários durante as gestões petistas. Fábio Luís da Silva é apontado como provável sócio oculto do “Careca do INSS”, intermediário do esquema fraudulento que prejudicava idosos beneficiários do INSS. Segundo Edson Claro, funcionário do Careca, em depoimento à Polícia Federal, Lulinha recebia uma mesada de 300 mil reais de seu chefe, sendo beneficiado pelo esquema fraudulento. A autorização para a quebra de sigilo foi pedida pela Polícia Federal e concedida pelo ministro André Mendonça. O filho de Lula é conhecido da PF: já foi investigado pela Operação Lava Jato, acusado de receber repasses de mais de 100 milhões de reais do grupo OI para sua empresa, a Gamecorp. A deputada Coronel Fernanda, do PL, formalizou um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís da Silva, alegando risco evidente de fuga. Durante a aprovação da quebra de sigilo, parlamentares da esquerda e da direita se confrontaram fisicamente, com trocas de ofensas e agressões, em um verdadeiro barraco democrático. A esquerda tentou barrar a exposição da corrupção familiar dos da Silva, que envolve também o irmão de Lula, Frei Chico, nas fraudes do INSS. Não conseguiu e, em desespero, partiu para a agressão física. Em ano eleitoral, com queda nas pesquisas e criando impostos para financiar gastos governamentais, Lula enfrenta a exposição da corrupção familiar que transformou seu filho em milionário. A realidade dos novos impostos sobre importação de mais de mil produtos, especialmente de tecnologia, vai impactar diretamente o trabalhador brasileiro. Lula, com discurso anacrônico dos anos 1980, se recusa a enxergar o Brasil atual. Mas os brasileiros o enxergam como é, e sua rejeição aumenta a cada dia, a cada imposto, a cada escândalo revelado.
Planalto entra em pânico com quebra de sigilo de Lulinha, recorre a Alcolumbre, mas esquece que STF também determinou investigação
Integrantes do alto escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificaram como “golpe” a condução da votação na CPMI do INSS que resultou na aprovação da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A avaliação circula entre ministros do Palácio do Planalto, que demonstraram forte insatisfação com o desfecho da sessão. A medida foi aprovada na quinta-feira (26/2), em meio a um ambiente de tensão e troca de acusações entre parlamentares da base governista e da oposição. A comissão autorizou o acesso às informações bancárias do empresário, ampliando o alcance das investigações relacionadas ao escândalo do INSS. Auxiliares do governo afirmam que o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria conduzido a votação de forma irregular ao não realizar a contagem nominal dos votos. Na visão desses ministros, a estratégia teria permitido a aprovação da medida mesmo com a base governista, segundo eles, detendo maioria no colegiado. Diante do cenário, o governo prepara reação institucional. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da comissão, declarou que recorrerá ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), além de acionar o Conselho de Ética. Nos bastidores, aliados do presidente Lula avaliam que Alcolumbre poderá atuar para evitar que as deliberações da CPMI avancem. A expectativa no entorno do Planalto é de que o chefe do Congresso “não irá levar adiante” as medidas aprovadas, apostando em uma saída regimental ou política para reverter a decisão. Porém, o Planalto parece ter esquecido que o ministro do STF André Mendonça também determinou a quebra de sigilo de Lulinha. Não há mais saída. A verdade virá à tona.
Delação revela primeiro nome de dentro do governo Lula envolvido no escândalo do INSS
O ex-ministro da Previdência Social do Governo Lula, Carlos Lupi (PDT), foi citado em acordos de colaboração premiada firmados por antigos dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os depoimentos foram prestados pelo ex-procurador do órgão, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e pelo ex-diretor de Benefícios André Fidelis. Um dos anexos das delações aborda a atuação de Lupi enquanto chefiava o Ministério da Previdência no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo os relatos, o período coincide com a investigação sobre descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas, esquema que ficou conhecido como “Farra do INSS”. Lupi assumiu a Previdência em janeiro de 2023, durante a cerimônia de posse do atual mandato presidencial, e deixou o cargo em maio de 2025. A exoneração ocorreu nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto, que resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. À época, o então ministro teria atuado em defesa de investigados, movimento que provocou desgaste político para o governo. Durante sua gestão, Lupi defendeu publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Conforme apuração da Polícia Federal, Stefanutto teria recebido pagamentos mensais de R$ 250 mil entre junho de 2023 e setembro de 2024, período em que Lupi permanecia no comando da pasta. Ao comentar a indicação, o ministro declarou: “A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar”. Diante da resistência interna e da repercussão negativa, coube ao próprio presidente Lula formalizar a exoneração de Stefanutto. Outra indicação atribuída a Lupi foi a de Adroaldo Portal, jornalista que atuou como assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Portal assumiu o posto de número dois da Previdência após a saída do ministro e permaneceu na função até dezembro passado, quando foi alvo da Operação Sem Desconto e teve prisão domiciliar decretada. As investigações também alcançaram o núcleo sindical ligado ao caso. Lupi mantinha relação pessoal com a advogada Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindnapi, entidade vinculada à Força Sindical. Familiares de dirigentes do sindicato — inclusive parentes de Tônia — teriam recebido ao menos R$ 8,2 milhões da entidade, conforme apurado. De acordo com as informações reunidas, o ex-ministro foi alertado repetidas vezes sobre a escalada dos descontos aplicados aos benefícios. Ainda assim, teria levado cerca de um ano para adotar providências administrativas. Nesse intervalo, os valores descontados ilegalmente saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões. Delações também mencionam Lulinha Os acordos de colaboração de Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis também citaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente. Os delatores detalharam a suposta participação de agentes políticos na estrutura investigada. A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento com o esquema e informou ter solicitado acesso integral aos autos. Em janeiro, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do empresário. Além dos dois colaboradores formais, Edson Claro relatou à Polícia Federal informações sobre a relação entre Lulinha e seu antigo superior. Ele prestou esclarecimentos na condição de colaborador, sem acordo de delação, e não figura como investigado. A repercussão das apurações provocou tensão no Congresso. Parlamentares da CPMI do INSS chegaram a trocar agressões físicas após a oposição aprovar a quebra de sigilos de Lulinha, em sessão realizada na quinta-feira (26/3).
Flávio Bolsonaro vira o jogo e aparece à frente de Lula pela primeira vez em pesquisa. Veja o vídeo!
O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta quinta-feira uma nova sondagem que marca um momento histórico: pela primeira vez na série do instituto, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento, Flávio registra 44,4% das intenções de voto contra 43,8% de Lula. A diferença é pequena e está dentro da margem de erro, mas o dado é significativo por representar a primeira vez que isso acontece nessa série histórica de pesquisas do instituto. O resultado reforça uma tendência de crescimento que já havia sido captada por outro instituto de pesquisa. A AtlasIntel divulgou recentemente levantamento que também mostrou Flávio liderando ou muito próximo de Lula em cenários de segundo turno. Os números sugerem que a corrida eleitoral está se polarizando e que o senador da oposição vem consolidando crescimento nas intenções de voto ao longo das últimas semanas. Mesmo com Lula ainda liderando no primeiro turno em alguns cenários e tecnicamente empatando em outros, essa virada numérica no segundo turno coloca o nome de Flávio Bolsonaro em posição de destaque. A eleição de 2026 deve ser uma disputa apertada até os últimos meses, conforme indicam os dados mais recentes.
Governo Lula admite fracasso: estatais terão rombo bilionário mesmo com maquiagem contábil
O governo Lula divulgou nesta quinta-feira o primeiro decreto de programação orçamentária e financeira do ano, revelando que as empresas estatais federais devem fechar 2026 com um déficit primário estimado em R$ 1,074 bilhão — mesmo com as metas oficiais apontando para um rombo autorizado de até R$ 6,752 bilhões. A projeção foi divulgada pelo Executivo com base nas estimativas de desempenho das estatais para o ano. Segundo o decreto, o cumprimento da meta fiscal prevista só será possível porque o governo excluiu certas despesas do cálculo do resultado primário, entre elas parcelas de até R$ 10 bilhões referentes ao plano de recuperação financeira dos Correios, afetados pela crise econômica na empresa. Sem essa exclusão conveniente, o déficit acumulado das estatais chegaria a R$ 11,074 bilhões, segundo as projeções oficiais — mais de dez vezes o valor oficialmente declarado. Ajustes contábeis e exclusões que “reduzem” o déficit O texto orçamentário também exclui do cálculo dos resultados primários os gastos com o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estimados em R$ 4,234 bilhões para o ano. Esse artifício contábil permite que o déficit projetado fique abaixo da meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Segundo o governo, com todas essas regras de exclusão aplicadas, as estatais teriam um resultado primário positivo nos primeiros meses de 2026, com previsão de superávit de R$ 5,973 bilhões entre janeiro e abril e de R$ 8,139 bilhões até agosto, considerando os ajustes contábeis. Na prática, trata-se de uma maquiagem fiscal: os rombos existem, mas são retirados da conta para fazer os números parecerem melhores do que realmente são. Estatais com maiores resultados negativos O decreto detalha ainda quais empresas devem registrar os maiores déficits no ano que vem. No topo da lista está a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), com rombo projetado de R$ 17,797 bilhões, seguida pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras), com déficit estimado em R$ 8,591 bilhões. Outras empresas com desempenho financeiro negativo previsto incluem os Correios (com déficit significativo), a Infraero (R$ 4,360 bilhões), o Serpro (R$ 3,564 bilhões), a Autoridade Portuária de Santos (R$ 2,421 bilhões) e a Companhia de Docas do Pará (R$ 2,106 bilhões). Esse é o retrato do fracasso da gestão petista nas empresas estatais: rombos bilionários escondidos por artifícios contábeis que apenas adiam o inevitável ajuste de contas com a realidade fiscal do país.
URGENTE: Delação da Farra do INSS expõe ex-ministro de Lula além de Lulinha
O conteúdo das delações premiadas de ex-dirigentes do INSS vem sendo gradativamente vazado e chegando ao conhecimento da imprensa. Além do filho mais velho do presidente Lula, um ex-ministro do petista também é citado por participação no esquema criminoso. Dois ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social incluíram o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) em acordos de delação premiada firmados com a Polícia Federal. André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho mencionaram o ex-ministro em depoimentos sobre o esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. Os anexos dos acordos contêm informações sobre a atuação de Lupi no esquema investigado. Lupi assumiu o ministério na posse de Lula (PT), em janeiro de 2023. Foi demitido pelo petista em maio de 2025, nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto. A operação resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. Enquanto esteve à frente da pasta, Lupi defendeu publicamente Alessandro Stefanutto, que presidia o INSS. As apurações da Polícia Federal revelaram que Stefanutto recebia mesada de R$ 250 mil do esquema. Os pagamentos ocorreram de junho de 2023 a setembro de 2024, período em que Lupi era ministro. O ex-ministro também nomeou Adroaldo Portal para uma posição no ministério. Portal tem formação em jornalismo e trabalhou por anos como assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Portal tornou-se o número 2 do Ministério da Previdência após a queda de Lupi. Permaneceu no cargo até dezembro passado. Foi alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto e teve prisão domiciliar decretada. Lupi cultivava amizade pessoal com a advogada Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindnapi, o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical. Familiares de dirigentes da entidade, inclusive de Tônia, receberam ao menos R$ 8,2 milhões da entidade. O ex-ministro foi alertado diversas vezes sobre o crescimento dos descontos aplicados aos benefícios. Mesmo com as advertências, Lupi demorou cerca de um ano para tomar providências. Nesse intervalo, os valores descontados ilegalmente de aposentados saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões. O ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia André Fidelis mencionaram Fábio Luís Lula da Silva em seus acordos de delação premiada. Fábio Luís é filho mais velho do presidente Lula (PT). Os delatores descreveram a participação de políticos na estrutura investigada pela Polícia Federal. Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer envolvimento com o esquema da Farra do INSS. A defesa dele pediu acesso aos detalhes do caso. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou em janeiro a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Fábio Luís. Além dos dois delatores, Edson Claro prestou depoimento. Claro é ex-empregado do Careca do INSS e descreveu para a Polícia Federal a relação entre Fábio Luís e seu antigo chefe. Diferentemente dos outros dois, Claro prestou depoimento na condição de “colaborador”, não fez delação. Ele não é acusado nem investigado no caso. As investigações sobre o eventual envolvimento de Lulinha levaram parlamentares da CPMI do INSS, nessa quinta-feira (26/3), a se agredirem fisicamente. A briga aconteceu depois que a oposição aprovou a quebra dos sigilos do filho do presidente.
CPMI do INSS quebra sigilo de Lulinha e atinge Lula em ano eleitoral (Veja o vídeo!)
A CPMI do INSS decidiu quebrar o sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão não é um mero detalhe técnico. Trata-se de um abalo político em pleno ano eleitoral. O desfecho jurídico pode ser discutido depois. O impacto político acontece agora. Em campanha eleitoral, ninguém aguarda sentença. O que pesa é a imagem. Quando o entorno direto do presidente passa a ser oficialmente alvo de investigação parlamentar, o desgaste se torna inevitável. Não é a oposição que está afirmando. É a própria comissão que decidiu avançar nas investigações. O símbolo fala mais alto que a tese A quebra de sigilo é uma das medidas mais duras dentro de uma investigação legislativa. Não se trata de convite para depoimento. Trata-se de abrir dados. Quando isso alcança alguém do núcleo familiar do presidente, a mensagem política é clara: o escândalo deixou de ser periférico. Ainda que Lula não seja formalmente investigado nesse ato específico, o dano colateral é evidente. Em política, proximidade importa. E muito. O discurso entra em choque com a realidade O governo construiu sua narrativa com base em proteção social e defesa dos mais vulneráveis. O escândalo envolvendo descontos no INSS já havia gerado desgaste. Agora, com a quebra de sigilo, o contraste entre discurso e investigação ganha nova dimensão. A oposição não precisa exagerar. Basta repetir o fato: a CPMI avançou. E em ano eleitoral, repetição vira percepção. O efeito nos indecisos A base fiel dificilmente muda de posição. Mas eleição não se ganha apenas com militância. O eleitor indeciso, especialmente aquele sensível à pauta ética, tende a reagir a sinais de instabilidade moral no entorno do poder. Não é necessário condenação judicial para produzir dano político. Basta dúvida. E dúvida, em período eleitoral, corrói confiança. Congresso e mercado sentem o cheiro de fragilidade Em Brasília, quando o núcleo presidencial entra no radar de uma investigação, o ambiente muda. Aliados ficam mais cautelosos. O centrão recalcula. Negociações ganham nova temperatura. O mercado observa com lupa. Não é pânico estrutural. É percepção de risco político. E risco político tem custo. Timing: o detalhe que muda tudo Se surgirem novos elementos no calor da campanha, o episódio pode se tornar munição diária no debate público. Se esfriar, pode virar apenas mais um capítulo em uma longa novela política. Mas uma coisa é certa: a imagem de estabilidade sai arranhada. A cartada da vitimização O governo pode tentar enquadrar o episódio como perseguição ou movimento da oposição. Funciona para mobilizar militância. Mas não necessariamente convence quem está no meio do caminho. E é o meio do caminho que decide eleição. No fim, a quebra de sigilo não é apenas um ato processual. É um fato político com potencial explosivo. Veja o vídeo: