Reviravolta no Caso Master: o ministro André Mendonça contrariou a decisão anterior de Dias Toffoli, devolvendo a autonomia à Polícia Federal. A insatisfação também chegou à magistratura: juízes federais ameaçam adotar uma “operação tartaruga” e até deflagrar greve após o ministro Flávio Dino suspender os chamados “penduricalhos” salariais. Somam-se a esse cenário os gastos do governo Lula no cartão corporativo, que já ultrapassaram a marca de R$ 1,4 bilhão — com valores expressivos registrados em materiais de construção e até em pedidos pelo iFood. Para debater esse conjunto de fatos, o programa recebeu o advogado Claudio Caivano, o vereador Rafael Satiê e o economista Paulo Kogos. Assista ao vídeo:
PF suspeita que Toffoli cometeu corrupção passiva e deve pedir quebra de sigilo de empresa da família
Investigadores envolvidos na apuração das fraudes bilionárias do Banco Master suspeitam que o ministro Dias Toffoli praticou o crime de corrupção passiva. O magistrado ainda não é investigado formalmente, pelo menos por enquanto. A Polícia Federal deve pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa da família do ministro. A PF planeja ainda outras diligências para tentar percorrer o caminho do dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro e, assim, averiguar supostos pagamentos ao ministro da Suprema Corte. Veja o vídeo:
PF prende dono de concessionária usada pelo Careca do INSS para ocultar R$ 11,1 milhões em carros de luxo
A Polícia Federal prendeu Victor Aielo, dono da concessionária de luxo Aielo Motors, por suspeita de ser um dos principais operadores de lavagem de dinheiro de uma organização criminosa que movimentou R$ 165 milhões em fraudes financeiras. A informação é do jornalista Tácio Lorran, do site Metrópoles. A Justiça determinou o congelamento de todo o patrimônio de Victor Aielo, incluindo dinheiro, investimentos, imóveis, criptoativos e previdência privada. Também foi determinada a apreensão dos carros de luxo da loja adquiridos a partir de outubro de 2024. Segundo as investigações, o empresário utilizou a Aielo Motors para receber R$ 15 milhões provenientes de pessoas físicas e empresas que aplicavam golpes em investidores de falsos projetos de usinas de energia solar. A Polícia Federal destacou o “enorme risco de reiteração delitiva”: Victor Aielo e a concessionária já haviam sido alvos da Operação Sem Desconto, que investiga a fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, adquiriu 21 carros de luxo na Aielo Motors ao longo de dois anos. A corporação concluiu que a compra e a venda desses automóveis — que ultrapassam R$ 11,1 milhões — integraram um esquema de lavagem de dinheiro.
Eric Dane morre aos 53 anos após diagnóstico de ELA e deixa livro, episódios inéditos e entrevista póstuma
O ator Eric Dane, conhecido por seus papéis em produções como Grey’s Anatomy e Euphoria, morreu na quarta-feira (19), aos 53 anos. O diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA) havia sido tornado público em abril de 2025, quase dez meses antes de sua morte. A ELA é uma doença neurodegenerativa que compromete progressivamente os movimentos e não tem cura. Nos últimos meses de vida, Dane concentrou seus esforços em três frentes: A escrita de um livro de memórias; A gravação de episódios inéditos da série Euphoria; Uma entrevista póstuma, exibida após sua morte.
PF comemora decisões de André Mendonça no Caso Master e critica nível de sigilo imposto anteriormente
Integrantes da Polícia Federal avaliam como positivas e satisfatórias as decisões do ministro André Mendonça, novo relator do Caso Master, que permitiu à corporação livre acesso à ação. Segundo o site Metrópoles, a PF, que havia entrado em rota de colisão com Dias Toffoli, recebeu com entusiasmo a mudança de relator. De acordo com os investigadores, a decisão de Mendonça restaurou a normalidade do andamento do processo e permitirá a execução dos trabalhos investigativos. Os principais pedidos da PF foram atendidos: acesso dos autos aos policiais, permissão para extração e análise de dados. A avaliação dos investigadores é de que o nível de sigilo imposto anteriormente inviabilizava o acesso a informações essenciais, já que o compartilhamento de dados dependia de autorização prévia do relator. Mendonça reduziu o grau de sigilo do processo do nível 3 para o nível 4. O magistrado também determinou que o material apreendido permaneça sob custódia nos depósitos da Polícia Federal. Toffoli havia decidido, anteriormente, que os itens ficassem sob posse do STF e, posteriormente, determinou o envio das provas à Procuradoria-Geral da República (PGR). Toffoli deixou o caso após a PF requerer sua suspeição. A decisão foi tomada por ele em reunião com todos os ministros, convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Junto ao pedido de suspeição, a PF apresentou um relatório da investigação do Banco Master que apontou menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Dois atores recusaram interpretar Lula no Carnaval; papel só foi preenchido após interferência de Lula e Janja
Dois nomes conhecidos do meio artístico declinaram o convite para interpretar Lula no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro. Entre os artistas que recusaram o papel estão Rui Ricardo Diaz e Thomás Aquino. A escola levou à Marquês de Sapucaí o enredo ‘Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil’, uma homenagem ao petista, que busca a reeleição neste ano — caracterizada no texto original como propaganda eleitoral indecente. Diante das recusas, o papel ficou com o ator Paulo Vieira, por interferência do próprio Lula e de Janja. Já o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro coube ao humorista Marcelo Adnet. O desfile da Acadêmicos de Niterói ocorreu em meio a debates na Justiça sobre a participação de enredos que retratam figuras políticas em ano eleitoral, com aparente rejeição recente de ações contrárias ao tema na esfera federal.
Esquerda em polvorosa: 2ª Turma do STF que julgará INSS e Master tem dois ministros indicados por Bolsonaro
A composição da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por decidir sobre as investigações do Banco Master e os desvios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), integra os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça — ambos indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — além do ministro Luiz Fux, que proferiu o único voto favorável ao ex-presidente no julgamento que resultou em sua condenação. Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli completam a formação do colegiado. Os processos serão relatados pelo ministro André Mendonça. Caso Mendonça decida remeter algum recurso para referendo dos colegas, a análise será realizada pela própria turma. Se a apuração evoluir e culminar na apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR), também caberá à 2ª Turma avaliar a abertura de ação penal e, posteriormente, eventual condenação. Em relação ao caso Master, há expectativa sobre a atuação do ministro Dias Toffoli. Ele era o relator da matéria, mas deixou o caso após a Polícia Federal entregar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro, que era dono da instituição financeira. Apesar disso, Toffoli não se declarou suspeito para analisar o tema e permanece apto para julgar processos relacionados aos desvios do Master.
Padre condenado por estupro de vulnerável é preso após celebrar missa no Sul do país
Um padre de 56 anos foi preso pela Polícia Civil na noite desta quarta-feira (18) em São Francisco de Paula. Ele possuía mandado de prisão por condenação pelo crime de estupro de vulnerável, expedido pela Justiça de Rondônia. A prisão aconteceu de forma discreta, logo após o religioso celebrar uma missa, quando os fiéis já haviam deixado a igreja. O caso corre em segredo de justiça. Diante dos fatos, levanta-se o questionamento: até quando as instituições religiosas continuarão usando a transferência de estado como escudo para proteger criminosos? Transferir um abusador condenado do Norte do país para celebrar missas no Sul não é proteção à fé — é expor novas comunidades ao perigo e tentar burlar a Justiça. A impunidade não pode vestir batina.
Mendonça determina entrega de dados de Vorcaro à CPI do INSS e à PF, contrariando decisão anterior de Toffoli
O ministro André Mendonça determinou, nesta sexta-feira (20), que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), entregue à CPI mista do INSS e à Polícia Federal os dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, obtidos por meio de quebra de sigilo do banqueiro. Mendonça assumiu a relatoria do caso Master na semana passada, após o afastamento de Dias Toffoli. Além de determinar a entrega dos documentos, o ministro decidiu que caberá à Polícia Federal ficar responsável pela guarda das informações. O antigo relator havia determinado que os dados permanecessem com a Presidência do Senado. A decisão atende a um pedido do presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que solicitou, na última sexta-feira (13), a devolução dos documentos referentes às quebras de sigilo de Vorcaro. O parlamentar argumentou que o acesso aos arquivos é importante para consolidar as provas colhidas e para avançar com a elaboração do relatório final. “A comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos com profundidade, respeito ao devido processo legal e total transparência”, afirmou o senador Carlos Viana.
Vorcaro desiste de depor na CPMI do INSS após Mendonça negar transporte em jato particular
A presença do ministro André Mendonça na relatoria do caso Master está provocando mudanças significativas no andamento das investigações. A disposição que Daniel Vorcaro demonstrava em depor na CPMI do INSS desapareceu abruptamente. O dono do Banco Master decidiu que não comparecerá à CPMI na próxima semana, quando prestaria esclarecimentos ao colegiado comandado pelo senador Carlos Viana. O depoimento do empresário estava previsto para a próxima segunda-feira. Um dia depois da data marcada para o depoimento na CPMI, estava agendada uma oitiva na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Mendonça negou o pedido feito pelos advogados de Vorcaro para que o banqueiro se deslocasse a Brasília em um jatinho particular. A determinação era clara: ele teria de viajar em voo comercial, devidamente acompanhado por policiais federais. Diante disso, Vorcaro optou por desistir.