No dia seguinte à derrubada do veto do PL da Dosimetria, a defesa da cabeleireira Débora Rodrigues ingressou com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo que sua pena seja imediatamente recalculada, permitindo que ela progrida para o regime semiaberto. Conhecida como Débora do Batom, a cabeleireira ficou conhecida por pichar a estátua da Justiça, em frente à sede do STF, com um batom durante os atos de 8 de janeiro de 2023. Em abril passado, ela foi condenada a 14 anos de prisão e atualmente cumpre a pena em regime domiciliar. A pena de Débora é totalmente absurda, incoerente e injusta. Colocar novamente sob análise dos ministros do STF o seu caso é algo extremamente constrangedor para o tribunal. Na mesma petição, os advogados ainda responderam a um questionamento do relator do caso, Alexandre de Moraes, que pediu esclarecimentos sobre falhas no GPS da tornozeleira eletrônica de Débora. Os defensores disseram que ela jamais descumpriu as regras do regime e que isso deve ter acontecido por falhas técnicas no sistema. Veja a capa
Análise revela racha no regime STF-petista após derrota de Bessias
Uma análise do médico Pedro Possas aponta para possíveis rachaduras no que ele chama de “regime stf-petista”, expostas durante o processo de votação do caso Bessias para o Supremo Tribunal Federal. Segundo Possas, há indícios de um alinhamento entre o senador Davi Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes. Essa conclusão se baseia em informações sobre um jantar promovido por Moraes em sua residência, com a presença de Alcolumbre às vésperas da votação decisiva. O Centrão, liderado por Alcolumbre, tinha preferência pela indicação de Rodrigo Pacheco ao STF. Possas sugere que Moraes também poderia compartilhar dessa preferência. Na avaliação do analista, Moraes não é petista e, dado seu perfil desconfiado, pode suspeitar de envolvimento de Lula nas investigações que enfrenta atualmente. A presença de Bessias no STF, ao lado de ministros como Flávio Dino, Dias Toffoli e Edson Fachin – este último responsável pela soltura de Lula – poderia representar uma ameaça à autoridade de Moraes na corte, caso seguissem orientações lulistas. A dupla Alcolumbre-Moraes demonstrou força política na votação. Lula, mesmo dispondo de 12 bilhões de reais, apoio de militância, sindicatos e pastores evangélicos aliados, não conseguiu fazer prevalecer sua indicação. Pelos cálculos apresentados, a oposição não teria mais que 25 a 30 votos. Os votos adicionais – entre 12 e 17 – teriam vindo da bancada centrista alinhada a Alcolumbre. Para Possas, Lula não governa mais efetivamente, tornando-se um “defunto insepulto”. Porém, alerta que se trata de um “defunto-zumbi que ainda exala mau cheiro e perigo”. O analista adverte que esse grupo político não aceita derrotas pacificamente, levantando a possibilidade de que mortes suspeitas e distúrbios sociais possam ocorrer. A análise se encerra com um chamado: “Com fé e coragem, sigamos na luta.” Pedro Possas, Médico.
Soraya tenta se aproximar da esquerda e aposta em acusações sem provas para não sumir do noticiário
A senadora Soraya Thronicke foi afastada pelo bolsonarismo quando aceitou ser candidata à Presidência em 2022. Ela não compreendeu que o partido a utilizou como estratégia política, já que nenhum outro parlamentar aceitaria arriscar seu capital político naquela disputa entre Lula e Bolsonaro. Ela aceitou, e seu partido garantiu posição no governo do PT, caso fosse eleito. A estratégia rendeu três ministérios ao partido: Turismo, Comunicação e Integração e Desenvolvimento Regional. Soraya não recebeu nenhum. As pesquisas eleitorais sempre geram movimentações nos bastidores. Com Flávio Bolsonaro liderando em bons números atualmente, vários acordos ficam mais interessantes para o Centrão. Ninguém quer fazer acordo com quem está perdendo nas pesquisas, e o partido de Soraya na época preferiu se alinhar com o PT, mesmo que isso custasse a reputação da candidata. Não está claro se ela entendeu a articulação, mas aceitou. Agora, sem a base bolsonarista que a elegeu, ela está tentando conquistar votos da centro-esquerda. Para isso, repete mantras e cria narrativas para tentar se validar à esquerda, mas sem qualquer representatividade com aquele espectro político. A esquerda jamais votaria em Soraya e a direita já a descartou. Diante disso, ela tenta criar polêmica para não desaparecer do noticiário, como mostram os últimos acontecimentos: Na CPI do INSS, gastou seu tempo elogiando o corte de um terno caro do depoente. Na fase final da CPI do INSS, acusou sem provas, juntamente com Lindbergh Farias, o relator Alfredo Gaspar de estuprar uma vulnerável. Ambos estão sendo processados, e ela afirmou em entrevista que quem deve apresentar provas é o acusado e que, se for comprovada sua inocência, ela pedirá desculpas. Na sabatina do Senado ao indicado de Lula ao STF, pediu para que ele não esquecesse dos amigos quando vestisse a toga, escancarando a parcialidade do cargo. Recentemente, em entrevista, criou a teoria do “Golpe Parlamentar”, onde afirma que Bolsonaro a chamou na sala da Presidência da República e explicou seu plano de nomear 17 ministros do STF para “comandar esse país para sempre”. Conversa fiada típica de quem precisa aparecer a qualquer custo.
Salles entra na briga de Marcel van Hattem com general “frouxo” e manda recado duro
Um general tentou intimidar o deputado Marcel van Hattem após o parlamentar ter chamado o comandante do Exército de “frouxo”. O militar acabou desmoralizado e também chamado de “frouxo”. O episódio ganhou enorme visibilidade nas redes sociais e repercutiu negativamente para o combalido Exército Brasileiro. Diante da polêmica, o deputado Ricardo Salles resolveu intervir e mandou o seguinte recado: “Gostaria muito de saber para qual guerra o tal melancia que quis constranger o Marcel iria com seu ‘comandante’? Essa turma aí não vai a guerra nenhuma. Foge de tudo quanto é conflito ou enfrentamento. Realmente um bando de frouxo. Testemunhei de perto isso nas GLO’s. A maior encenação. Incompetência e covardia generalizada. Só enrolação e faz de conta. Tudo era teatrinho para tomar uma fatia maior do orçamento. Esse pessoal não quer ir para as fronteiras defender o Brasil do narcotráfico e do contrabando. Eles querem é desfilar fardados no RJ e em SP. Brincar de war é colocar filha, filho e esposa em conselho de empresa pública. Fecha essa merda e entrega tudo para as PMs e a Força Nacional que são 10 vezes melhor.” Perfeito!
Magno Malta registra ocorrência, nega agressão e pede preservação de imagens das câmeras
O senador Magno Malta (PL-ES) registrou ocorrência policial na Polícia Civil do Distrito Federal após ser acusado de agredir uma técnica de enfermagem durante atendimento no Hospital DF Star, em Brasília. No documento, o parlamentar nega qualquer agressão deliberada e pede a apuração completa do caso. Segundo o relato apresentado por Magno Malta, ele está internado desde o dia 30 de abril após sofrer um mal súbito, permanecendo inconsciente por cerca de dez minutos. Em razão do quadro clínico, o senador tem sido submetido a exames médicos na unidade hospitalar. De acordo com a versão registrada pelo senador, durante a realização de um exame de angiografia houve extravasamento de contraste no braço direito, o que teria provocado dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular. Ainda conforme o boletim, Magno Malta afirma que, diante da forte dor e do uso de medicação, apresentou reação compatível com o sofrimento físico do momento, mas sem praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde. O senador também declarou ter sido surpreendido ao tomar conhecimento de uma ocorrência registrada contra ele, na qual teria sido acusado de agressão contra uma técnica de enfermagem. No documento, sustenta que a imputação “não corresponde à realidade”. Na ocorrência, o parlamentar solicita que sejam preservadas imagens das câmeras de segurança do hospital, especialmente da sala de exame e áreas adjacentes, além da oitiva da equipe médica e dos profissionais presentes no momento do procedimento. O parlamentar também solicitou a requisição do prontuário médico, documentos clínicos pertinentes e realização de exame de corpo de delito, com o objetivo de comprovar a existência de hematoma, extravasamento de contraste e demais sinais clínicos relacionados ao episódio. O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes no Distrito Federal.
Tragédia em Pernambuco: chuvas deixam cinco mortos e mais de duas mil pessoas desabrigadas
As fortes chuvas que atingiram Pernambuco nesta sexta-feira provocaram um cenário de destruição, segundo balanço da Defesa Civil divulgado neste sábado (2). O temporal deixou pelo menos cinco mortos, cinco feridos e mais de duas mil pessoas fora de suas casas. Ao todo, são 1.096 desabrigados e 1.094 desalojados. As vítimas fatais foram registradas na Região Metropolitana do Recife: duas na capital pernambucana e duas em Olinda. Todas as mortes foram causadas por deslizamentos de barreira. No Recife, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) informou que 11 pessoas deram entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Nova Descoberta após um deslizamento. Sete pacientes foram transferidos para hospitais de referência, um permaneceu em observação e outro recebeu alta médica. De acordo com a Defesa Civil, os municípios mais atingidos incluem Goiana, com 146 desabrigados e 994 desalojados; Recife, com 671 desabrigados e dois óbitos; e Olinda, com 170 desabrigados, cinco feridos e dois óbitos. Outras cidades também registraram ocorrências em menor número. A tragédia se soma a outras catástrofes climáticas que têm atingido diversas regiões do Brasil nos últimos meses, evidenciando a vulnerabilidade de áreas de risco e a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção e assistência à população.
Mourão não comparece à votação do PL da Dosimetria e decepciona eleitores conservadores
A conduta do General Hamilton Mourão gerou forte decepção entre seus eleitores. O senador simplesmente não compareceu para votar no PL da Dosimetria, projeto considerado crucial para corrigir injustiças no tratamento dos presos do 8 de janeiro. Em suas redes sociais, o senador publicou uma mensagem celebrando uma suposta vitória: “Hoje tivemos uma vitória importante no Senado, conseguimos derrubar os vetos do PL da dosimetria que poderiam agravar injustiças contra os presos do 8 de janeiro.” “O Brasil precisa de equilíbrio, respeito ao devido processo legal e punições proporcionais — sem excessos ou arbitrariedades. Seguiremos firmes na defesa da verdadeira Justiça.” O problema é que Mourão sequer apareceu para registrar seu voto. A ausência do senador na votação de um projeto que ele próprio considerou importante revela uma incoerência inaceitável. A atitude pode ser considerada uma verdadeira traição aos eleitores que confiaram em seu mandato. Esta não é a primeira vez que o general protagoniza episódios decepcionantes. A conduta do senador segue gerando questionamentos sobre sua real posição em temas relevantes para o eleitorado conservador.
General tenta intimidar deputado conservador na Câmara e acaba desmoralizado ao revelar que “ladrão” é Lula (veja o vídeo!)
Um general, assessor do comandante do Exército, tentou intimidar um parlamentar na Câmara dos Deputados em episódio que expôs o caráter intimidatório da abordagem. A cena foi medíocre: um militar de alta patente se prestando ao papel de moleque de rua e sendo literalmente desmoralizado por um brilhante parlamentar, um dos melhores do país. O general interpelou o parlamentar em razão deste ter dito no plenário da Câmara que o comandante do Exército era um “frouxo”. O general é Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da assessoria parlamentar do Exército Brasileiro. O deputado é Marcel van Hattem, pré-candidato ao Senado Federal em seu estado, o Rio Grande do Sul. Durante o episódio, o general chega a afirmar que “com ele eu vou pra guerra”, em referência ao comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva — uma declaração absolutamente incompatível com o ambiente institucional do Parlamento e que evidencia o caráter intimidatório da abordagem. Marcel respondeu imediatamente e reiterou que o comandante do Exército é um “frouxo” porque bate continência para ladrão, sem citar o nome de Lula. O dado interessante que muita gente não percebeu: nesse momento, imediatamente, o general identifica que o tal “ladrão” era o Lula, atual comandante supremo das Forças Armadas. Veja o vídeo:
Brasileiro de esquerda é preso por Israel sob acusação de vínculo com organização ligada ao Hamas
O governo de Israel prendeu nesta sexta-feira (1º de maio) o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, após a interceptação de embarcações da flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os dois foram separados dos demais 173 ativistas detidos — liberados e desembarcados na ilha grega de Creta — e foram levados a Israel para interrogatório. A chancelaria israelense informou que os dois ativistas já estão em Israel. “Chegaram a Israel. Serão transferidos a fim de serem interrogados pelas autoridades”, acrescentou o ministério israelense das Relações Exteriores. Na sexta-feira, Brasil e Espanha protestaram após vir à tona a informação de que os dois ativistas seriam enviados a Israel, que os acusa de ter vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), uma associação acusada pelos Estados Unidos e por Israel de trabalhar por conta do Hamas. A chancelaria israelense assinalou, em postagem no X, que Thiago Ávila e Said Abu Keshek “receberão uma visita consular dos representantes de seus respectivos países em Israel”. O ministério lembrou que a PCPA está sob sanções dos Estados Unidos e acrescentou que Abu Keshek é “um membro de destaque”, e que Ávila “trabalha” com a mesma e é “suspeito de atividades ilegais”. Em seu site na internet, o Departamento do Tesouro americano afirmou, em janeiro, ao anunciar as sanções contra a PCPA, que esta organização está por trás da expedição de outra flotilha, que em outubro tentou romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza, e que também foi interceptada pelas forças israelenses. A bordo da mesma estavam Thiago Ávila e personalidades como a ambientalista sueca Greta Thunberg e a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau. O Tesouro americano sustenta que esta organização tem como objetivo que o Hamas “expanda clandestinamente sua influência política, por meio de um grupo que supostamente representa os interesses da diáspora palestina”.
O silêncio constrangedor de Lula no Dia do Trabalhador
O Brasil passou por mais um 1º de Maio, data marcada historicamente como o Dia do Trabalhador. Mas a pergunta que ecoou nas ruas e nos lares foi inevitável: o que há para comemorar? Não há educação de qualidade. Não há saúde digna. Não há segurança que proteja o cidadão. O que há, sim, é abandono. Abandono diário, sentido na pele por milhões de brasileiros que lutam para sobreviver em meio à indiferença do governo. O silêncio do presidente neste dia é simbólico. A ausência de discursos, de comemorações, de qualquer gesto de aproximação com a nação, revela uma fuga — fuga da responsabilidade de se relacionar com o povo que sofre. Como chamar de “vagabundos” aqueles que, com suor e sacrifício, mal conseguem sobreviver ou se alimentar com um salário mínimo? Quatro ou cinco horas por dia vendendo panos de prato nos sinais de trânsito ou pedindo esmolas já são suficientes para alcançar o valor que o governo chama de salário mínimo. E sem precisar pagar vale-transporte ou INSS. Isso não é dignidade, é sobrevivência. O 1º de Maio deveria ser um dia de celebração da força do trabalhador. Mas, diante da realidade, torna-se um dia de denúncia. Denúncia contra a falta de políticas públicas, contra a indiferença das autoridades e contra a perpetuação da miséria. Comemorar o quê? Enquanto o povo é abandonado, não há festa possível. Há apenas a lembrança de que o Brasil precisa de líderes que falem com a nação, que respeitem o trabalhador e que devolvam ao povo aquilo que lhe é de direito: dignidade.