Uma discussão entre um médico e um policial militar de folga, ocorrida dentro de um barco, terminou com um disparo. O médico, de porte avantajado, avançou contra o policial e o chamou de “corno”, além de proferir outros insultos. A esposa do policial, presente na confusão, questionou a atitude do médico. “Por que você deu um tapa nele? Por que esse tapa nele?”, perguntou, referindo‑se ao tapa que o médico teria desferido contra o policial no início da altercação. Ela é ex‑esposa do médico e atualmente convive com o policial. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, e a Brigada Militar abriu procedimento para apurar o episódio. Veja o vídeo:
PT arma arapuca contra Simone Tebet
Para o presidente do MDB, Baleia Rossi, a investida do PT para que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), deixe seu partido para concorrer ao governo ou ao Senado em São Paulo na chapa de apoio a Lula (PT) é uma “arapuca”. “O PT não age corretamente e está armando uma arapuca para Tebet.” E completou: “O PT não está agindo corretamente ao usar Simone para uma aventura de um partido que não tem liderança em São Paulo. É um desrespeito com o MDB”. Nesta sexta‑feira (30), a ministra afirmou que deixará a pasta até o dia 30 de março e que será candidata na eleição deste ano em São Paulo ou Mato Grosso do Sul, mas sem especificar o cargo. Na realidade, Simone está completamente perdida. Em seu estado, Mato Grosso do Sul, destruiu sua popularidade. Em São Paulo, parte para uma aventura – fantasiada de petista – que certamente será desastrosa, tanto para ela quanto para o PT.
Delegado chora indignado ao ver sociopata reincidente solto por decisão irresponsável de juíza
O “braziu” do governo atual chama atenção. Em um país onde um delegado que cumpre seu dever se emociona ao se deparar com um sociopata reincidente que tortura uma adolescente de 16 anos, agride e deixa outro menino em coma, e ainda há outros processos em andamento, a justiça parece fechar os olhos. É ainda mais revoltante constatar que uma juíza, ao que tudo indica, agiu de forma irresponsável ao liberar esse indivíduo mediante pagamento de fiança. A magistrada Ana Claudia Loiola considerou que a conduta do agressor “não evidencia periculosidade exacerbada” e, assim, concedeu a soltura. Os fatos são alarmantes. Na madrugada de 22 de janeiro, Pedro Arthur Turra, de 19 anos, espancou um adolescente de 16 anos após uma discussão por um chiclete. A vítima sofreu parada cardíaca por 12 minutos, precisou que a calota craniana fosse removida e permanece em coma na Unidade de Terapia Intensiva. Pedro foi preso em flagrante, mas, no dia seguinte, pagou R$ 24,3 mil de fiança e foi liberado. Enquanto isso, o delegado Pablo Aguiar conduzia as investigações. Ele descobriu que existem quatro inquéritos policiais contra o mesmo agressor. Em junho de 2024, Pedro forçou uma adolescente a beber vodka e, em seguida, a torturou com um taser, descarregando o aparelho completamente enquanto ria. No mesmo mês, ele espancou um jovem em uma praça. Em julho, agrediu um homem de 49 anos. Na sexta‑feira, 30 de janeiro, durante coletiva de imprensa, o delegado Pablo Aguiar chorou ao relatar o depoimento da adolescente torturada. “Sinto a dor de um pai”, disse, com a voz embargada. “Ele não tem condição de viver em sociedade.” O delegado ressaltou a diferença entre quem analisa processos e quem vê pessoas. A juíza considerou que havia “ausência de periculosidade” nos quatro inquéritos, enquanto o delegado identificou um sociopata que tortura rindo. Pablo Aguiar cumpriu seu papel: reuniu provas, documentou padrões, ouviu vítimas e constatou que mais de dez pessoas têm medo de denunciar Pedro. Agora, deposita esperança no Ministério Público, especialmente no GAECOP, e no Judiciário, para que “enxerguem o caso com mais seriedade”. Um delegado não deveria precisar chorar em público para que o sistema leve a sério um torturador. Talvez suas lágrimas sirvam como o alerta que faltava: não se trata de mera burocracia, mas de vidas destroçadas.
Policial reage a assalto na Linha Amarela e morre em troca de tiros
Denilson Ribeiro Dias, policial penal, reagiu a um assalto na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, neste sábado (31). Ele estava em uma motocicleta acompanhado da esposa quando os criminosos abriram fogo. Durante a troca de tiros, o agente foi atingido e acabou falecendo. Os motoristas que passavam pelo local entraram em pânico. A via foi interditada e Denilson e a esposa foram encaminhados ao Hospital Municipal Salgado Filho. A esposa não sofreu ferimentos físicos, mas permanece internada em estado de choque. A arma de fogo utilizada pelos criminosos foi levada pelos assaltantes. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A Polícia Militar informou que reforçou a segurança na Linha Amarela com equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE). A Polícia Civil, em nota, confirmou que a DHC foi acionada, que a perícia foi solicitada ao local e que outras diligências seguem em andamento para identificar os responsáveis.
PM expõe razão de Moraes para barrar visita de aliado de Bolsonaro
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) abordou um veículo oficial do Senado Federal utilizado pelo senador Magno Malta (PL‑ES) ao perceber movimentação suspeita nas imediações da Papudinha, unidade prisional onde está detido o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a ação, os policiais constataram que o motorista do parlamentar havia iniciado a gravação de imagens do entorno do local. O episódio foi registrado em relatório enviado pela PMDF ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o documento, o carro oficial – um GM Equinox com placa institucional nº 38 – estacionou próximo à prisão para deixar o senador. Após a saída de Magno Malta do veículo, o motorista passou a filmar a área externa da Papudinha. A guarnição de serviço flagrou o início das gravações e procedeu à abordagem. Os agentes alertaram que a captação de imagens poderia representar risco à segurança da unidade de custódia, do Complexo Penitenciário da Papuda como um todo, e também à integridade dos próprios policiais. Diante da orientação, o motorista interrompeu imediatamente a filmagem. O fato ocorreu em 17 de janeiro, mesma data em que o senador tentou acessar a Papudinha sem autorização judicial. Atualmente, a Vara de Execuções Penais (VEP) determina a proibição de registros audiovisuais no entorno de estabelecimentos prisionais, independentemente de a custódia de Bolsonaro estar sob responsabilidade direta do STF. Com base nas informações enviadas ao Supremo, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à tentativa de golpe, decidiu negar o pedido de visita feito por Magno Malta ao ex‑presidente. Segundo relatos da PMDF, ao chegar à unidade prisional, o senador foi informado de que apenas familiares previamente autorizados podem realizar visitas regulares. Qualquer outra visita, inclusive de autoridades, depende de cadastro específico e de autorização judicial expressa. Conforme o registro policial, Magno Malta questionou a restrição e, posteriormente, solicitou permissão para realizar uma oração no 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM). O pedido também foi negado. O impasse entre o senador e os agentes de segurança teria se prolongado por cerca de 30 minutos, até o encerramento da ocorrência.
URGENTE: Moraes determina intimação de Gilvan da Federal no gabinete da Câmara
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o deputado federal Gilvan da Federal (PL‑ES) seja formalmente intimado no gabinete 650 – Anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília/DF. A intimação decorre de denúncia apresentada pela Procuradoria‑Geral da República (PGR), que acusa o parlamentar de crimes contra a honra do comandante do Exército, general Tomás Paiva. A medida foi adotada após tentativas anteriores de notificação que não obtiveram êxito. Em dezembro, Moraes já havia autorizado a intimação, mas a Justiça Federal do Espírito Santo informou que não conseguiu localizar Gilvan para cumprir a ordem judicial. Diante desse impasse, o ministro optou por notificar o deputado diretamente no seu gabinete, garantindo o andamento do processo. Gilvan da Federal, aliado do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL), tem prazo de quinze dias para apresentar resposta prévia à denúncia, nos termos do art. 4º da Lei 8.038/1990 combinado com o art. 233 do Regimento Interno do STF. “Notifique‑se o denunciado Gilvan Aguiar Costa, para oferecer resposta prévia à denúncia, no prazo de 15 dias, nos termos do art. 4º da Lei 8.038/1990 c/c o art. 233 do Regimento Interno do STF, no endereço Gabinete 650 – Anexo IV – Câmara dos Deputados – Brasília/DF”. Segundo a denúncia, assinada pelo procurador‑geral da República Paulo Gonet, o parlamentar utilizou a tribuna da Câmara, em novembro do ano passado, para atacar verbalmente o general Tomás Paiva, chamando‑o de “frouxo”, “covarde” e “general de merda”, em reação a decisões relacionadas às prisões de generais investigados na chamada trama golpista. Em razão dessas declarações, o deputado foi denunciado por injúria em duas ocasiões, além de difamação e calúnia. O caso continua sob análise do STF. Além de Gilvan da Federal, outro nome citado nas investigações contra o comandante do Exército é o pastor Silas Malafaia, que também responde judicialmente por declarações públicas sobre o general.
Filho de ministro do STF garante defesa de refinaria no TRF-1, antigo local de atuação do pai
A refinaria Refit, pertencente ao grupo empresarial controlado por Ricardo Magro e interditada na quinta‑feira (29) após fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), contratou o advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, para atuar em sua defesa no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF‑1). O detalhe chama atenção porque o atual ministro do STF integrou a composição do TRF‑1 entre 2011 e 2020. A entrada de Kevin no processo ocorreu depois que o caso chegou à segunda instância, após decisão de primeira instância favorável à ANP. A disputa judicial teve início a partir de uma interdição anterior, aplicada em setembro de 2025, durante operação conjunta realizada pela agência reguladora e pela Receita Federal. Na ocasião, a empresa questionou a legalidade da medida, alegando falhas nos procedimentos internos adotados pela ANP. Em 18 de dezembro, a refinaria conseguiu uma liminar que suspendeu deliberações administrativas relacionadas às atividades da unidade. Com a nova fiscalização que resultou na paralisação total da refinaria, a defesa voltou a acionar o TRF‑1 poucas horas depois, pedindo a anulação da interdição mais recente. Os advogados sustentam que a agência reguladora teria desrespeitado a decisão liminar anteriormente concedida pela Justiça. A petição apresentada ao tribunal é assinada por Kevin de Carvalho Marques e por outros três advogados. Entre eles está Jorge Berdasco, sócio do escritório ligado ao empresário Ricardo Magro, proprietário da refinaria. O pedido inclui a aplicação de multa à ANP e a solicitação para que o Ministério Público Federal apure eventual crime de desobediência por parte dos servidores envolvidos na operação de interdição. Essa é a primeira atuação registrada do filho do ministro em processos relacionados à Refit. Kevin abriu seu próprio escritório de advocacia em agosto de 2024. Kassio Nunes Marques deixou o TRF‑1 em 2020, quando foi indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro. O conflito entre a refinaria e órgãos federais remonta a setembro do ano passado. Naquele período, ANP e Receita Federal acusaram a empresa de importar gasolina de forma irregular, com “provável” objetivo de obter vantagens tributárias consideradas fraudulentas. Segundo a agência reguladora, não havia indícios de que a unidade localizada em Manguinhos realizasse efetivamente atividades de refino. Desde então, a Refit passou a acumular disputas judiciais contra a ANP. Durante a operação realizada naquele momento, autoridades apreenderam dois navios contendo 91 milhões de litros de diesel, avaliados em aproximadamente R$ 290 milhões, além de 115 toneladas de insumos importados destinados à produção de aditivos. A refinaria está situada no bairro de Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação foi batizada de Cadeia de Carbono e apresentada como um desdobramento da operação Carbono Oculto, investigação da Polícia Federal que apura a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis, incluindo o uso de estruturas financeiras para lavagem de dinheiro. Dados da Receita Federal apontam que a Refit acumula mais de R$ 26 bilhões em dívidas e figura como o maior devedor contumaz do país. Ricardo Magro, dono da refinaria, vive há anos na Flórida, nos Estados Unidos. “Eu liguei para o Trump dizendo pra ele que se ele quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição”, afirmou Lula no evento. “E mandei para ele no mesmo dia a proposta do que nós queremos fazer. Disse para ele, inclusive, que um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, que é o maior devedor deste país, que é importador de combustível fóssil, mora em Miami. Então, se quiser ajudar, vamos ajudar prendendo logo esse aí.” O deputado Nikolas Ferreira conquistou o objetivo da caminhada… Fez o Brasil todo parar e olhar o apelo por justiça e liberdade dos presos políticos do país, entre eles o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Sua luta a partir de hoje será ainda maior… O “sistema” não vai descansar nas tentativas de silenciá‑lo.
Novas informações sobre o caso Orelha que chocou o país
Novas informações divulgadas pela Polícia Civil de Santa Catarina trouxeram esclarecimentos importantes sobre o inquérito que investiga a morte de “Orelha”, cão comunitário vítima de agressões na Praia Brava, no início de janeiro. Segundo a Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), já se descartou a hipótese de que os adolescentes suspeitos tenham tentado afogar o segundo cachorro, chamado Caramelo, que acompanhava Orelha no dia dos fatos e que já havia sido adotado. O delegado Renan Balbino informou que um dos quatro adolescentes inicialmente apontados na investigação já foi ouvido. O jovem alegou não estar na Praia Brava no momento do crime e, até o presente estágio da apuração, sua participação direta no espancamento foi afastada. Mesmo assim, o celular do adolescente foi apreendido para análise técnica, procedimento rotineiro em investigações desse tipo. “A gente tem a versão dele e agora aguarda a análise do telefone para verificar se há algum elemento que confirme ou contradiga o relato”, explicou o delegado à imprensa local, destacando que a apuração segue em curso e depende da checagem de provas digitais. A apuração avançou depois que, na última quinta‑feira (29), dois adolescentes que estavam fora do país retornaram ao Brasil. Imediatamente após o desembarque, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares e peças de vestuário que podem contribuir para esclarecer os fatos. Antes disso, outros mandados já haviam sido executados em endereços ligados a suspeitos que permaneceram no território nacional. As oitivas dos demais adolescentes envolvidos estão previstas para a próxima semana. Conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os depoimentos serão acompanhados por responsáveis legais. Por envolver menores, todo o procedimento tramita em sigilo absoluto, sem divulgação de nomes ou idades. Orelha era um cão comunitário conhecido e estimado pelos frequentadores da Praia Brava. Após sofrer agressões físicas graves, foi encontrado agonizando por banhistas, socorrido e encaminhado a uma clínica veterinária. Apesar dos esforços da equipe médica, o animal não resistiu à gravidade dos ferimentos. O caso gerou ampla repercussão, provocando indignação nas redes sociais e forte comoção entre os moradores de Santa Catarina.
Toffoli diz que só deixará a relatoria do Caso Master e o enviará à primeira instância após o fim das investigações
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota oficial com esclarecimentos sobre o andamento do Caso Master na Corte, processo que está sob sua relatoria. Entre os pontos destacados, o magistrado deixou claro que qualquer eventual declínio de competência para a primeira instância somente será avaliado depois da conclusão das investigações em curso. Segundo Toffoli, a análise posterior evita questionamentos futuros sobre nulidades processuais, especialmente aquelas relacionadas ao foro por prerrogativa de função, à ampla defesa e ao devido processo legal. “Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, afirmou o ministro. Esta é a primeira manifestação pública de Toffoli em defesa de sua condução no Caso Master. Na nota, ele também explicou as razões que o levaram a decretar sigilo sobre os processos vinculados à apuração, medida que, segundo ele, já havia sido adotada anteriormente na primeira instância. De acordo com o relato, Toffoli foi sorteado relator em 28 de novembro e, após análise inicial dos autos, determinou o sigilo no dia 3 de dezembro. O objetivo, conforme o gabinete do ministro, foi preservar a eficácia das investigações e impedir vazamentos que pudessem comprometer diligências sensíveis. “Após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao STF, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações”, diz a nota oficial. O ministro ressaltou ainda que todas as decisões tomadas no âmbito do Caso Master decorreram de medidas urgentes, voltadas à proteção do Sistema Financeiro Nacional e à garantia do êxito das apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF). Na cronologia apresentada, Toffoli detalha que, em 15 de dezembro, identificou a necessidade de diligências imediatas, incluindo a oitiva dos principais investigados e a solicitação de documentos. Também foram determinados depoimentos de dirigentes do Banco Central do Brasil sobre temas relacionados à atuação do Banco Master e possíveis reflexos em outras instituições financeiras. As oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização ocorreram em 30 de dezembro de 2025, incluindo uma acareação considerada necessária entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa. Com base na análise do material reunido e em parecer favorável do Procurador‑Geral da República, o STF reconheceu parcialmente sua competência para supervisionar as investigações ligadas à operação Compliance Zero. A decisão não foi alvo de recurso. Ao longo do processo, todos os pedidos de nulidade apresentados pelas defesas — inclusive por suposta violação de foro privilegiado — foram rejeitados, assim como um pedido de composição amigável apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. O inquérito policial segue em sigilo, em razão de diligências ainda em andamento. Entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026, alguns investigados foram ouvidos pela Polícia Federal, que solicitou prorrogação do prazo investigativo por mais 60 dias, pedido que foi deferido. A nota também esclarece que outras operações relacionadas chegaram ao STF paralelamente. Uma delas, no Rio de Janeiro, foi devolvida à primeira instância, enquanto outra, realizada em São Paulo, foi levada à Suprema Corte por iniciativa direta da Procuradoria‑Geral da República. Por fim, Toffoli reforçou que as investigações seguem normalmente em todos os âmbitos e que apenas após o encerramento dessa fase será avaliada a possibilidade de envio de parte dos casos às instâncias ordinárias, sem risco de questionamentos processuais futuros.
Ex‑ministro de Dilma tenta colocar Banco Master no Minha Casa e poderia ter devastado o país
O ex‑ministro do Esporte no governo Dilma Rousseff (PT), Ricardo Leyser Gonçalves, atuou diretamente para tentar viabilizar a participação do Banco Master no programa Minha Casa, Minha Vida. A proposta previa um modelo de atuação sem qualquer vínculo administrativo ou financeiro com a Caixa Econômica Federal e foi apresentada ao governo Lula em reuniões e, posteriormente, formalizada em um ofício enviado, em março de 2024, ao ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. No documento, com 16 páginas, Leyser se apresenta como diretor da VBG Engenharia e Empreendimentos e afirma que a empresa desenvolveu instrumentos operacionais voltados ao Minha Casa, Minha Vida em parceria com o Banco Master, o Banco Digimais e o Banco Genial. Segundo o texto, a proposta foi discutida em 23 estados, em encontros que reuniram mais de 1,2 mil gestores municipais. A iniciativa tinha como foco permitir a atuação de instituições financeiras privadas na construção de moradias em municípios com até 80 mil habitantes. Nesse desenho, bancos como o Master receberiam recursos da União e ficariam responsáveis por contratar construtoras para executar as obras habitacionais. Ao defender o modelo, Leyser argumentou que a chamada “modalidade Oferta Pública” poderia acelerar a execução do programa habitacional. “A modalidade Oferta Pública traz vastas oportunidades ao Ministério das Cidades se o objetivo é impulsionar e dar celeridade à execução do Novo Minha Casa, Minha Vida. Essas oportunidades decorrem da natureza privada das Instituições que participam da Oferta Pública”, escreveu. Segundo ele, instituições privadas teriam maior agilidade operacional e flexibilidade para criar sistemas e processos adequados às necessidades do programa, especialmente em cidades menores. “São instituições mais enxutas, com grande capacidade operacional e enorme flexibilidade para criar sistemas e processos que atendam às necessidades do Novo PMCMV, em especial no universo de mais de 5 mil municípios com população igual ou inferior a 80 mil habitantes”, sustentou. No ofício, Leyser também criticou qualquer tentativa de subordinar bancos privados à Caixa Econômica Federal. “Subordinar a Modalidade Oferta Pública a qualquer tipo de subordinação financeira e/ou administrativa à CEF [Caixa Econômica Federal] significa a inviabilização da participação das instituições financeiras privadas e um desrespeito à própria CEF”, afirmou. As consequências poderiam ter sido devastadoras ao país, principalmente aos mais pobres.