A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (25). A operação faz parte da investigação que apura o vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares. O ministro Alexandre de Moraes autorizou as diligências. A identidade do investigado não foi revelada. Ele ficará submetido a medidas cautelares. As restrições são as mesmas impostas a outros suspeitos em operação deflagrada em 17 de fevereiro. Entre elas está o uso de tornozeleira eletrônica. Alexandre de Moraes determinou a investigação. O ministro solicitou à Receita Federal a identificação e o rastreamento de consultas ou tentativas de obtenção de dados dos dez atuais ministros do STF. A medida visa mapear possíveis acessos indevidos às informações sigilosas dos magistrados. A PF apura se a quebra dos dados fiscais da esposa de Moraes e do filho de outro ministro foi encomendada. A investigação busca identificar se as informações seriam comercializadas a terceiros. A linha de investigação procura os responsáveis pelos acessos indevidos. Também busca eventuais interessados na compra dessas informações. A operação desta quarta-feira representa um desdobramento das investigações iniciadas na semana anterior. A PF deflagrou a primeira fase da operação em 17 de fevereiro. As diligências buscam reunir elementos que comprovem a autoria e a motivação por trás do vazamento de dados sigilosos dos ministros e seus familiares.
Flávio Bolsonaro se emociona ao falar da prisão do pai durante reunião com bancada do PL
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chorou durante reunião com deputados federais e senadores do partido nesta quarta-feira (25) em Brasília. O parlamentar se emocionou ao mencionar a prisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido no presídio militar da Papudinha desde dezembro de 2025. O encontro ocorreu a portas fechadas na capital federal. Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República. Durante sua fala, o senador abordou a situação de Jair Bolsonaro. A referência à condição do pai provocou a reação emocional do senador diante dos colegas de legenda. O filho do ex-presidente solicitou o apoio dos parlamentares do PL à sua candidatura presidencial. Em seu discurso, Flávio Bolsonaro defendeu que os integrantes da legenda adotem postura marcada por dedicação, trabalho e humildade nas atividades políticas. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também discursou durante o encontro. O dirigente partidário elogiou o trabalho desenvolvido por Flávio Bolsonaro, segundo relatos de presentes. Costa Neto manifestou confiança na vitória do senador nas eleições presidenciais. A reunião teve como objetivo alinhar o discurso da bancada do partido. O encontro reuniu representantes do PL nas duas casas do Congresso Nacional para definir estratégias políticas.
Dino é flagrado mentindo descaradamente para defender Moraes e jurista não perdoa
O ministro Flávio Dino foi flagrado mentindo durante sessão de julgamento do caso Marielle. A declaração falsa foi feita para “homenagear” Alexandre de Moraes. Dino afirmou que tudo que é feito no Supremo Tribunal Federal (STF), notadamente na esfera criminal, se dá mediante requerimento do Ministério Público. Trata-se de mentira deslavada, como demonstra o jurista André Marsíglia. O próprio Inquérito das Fake News nasceu de ofício por determinação do então presidente da Corte, Dias Toffoli, contrariando frontalmente a afirmação do ministro. Veja o vídeo:
Exumação dos corpos dos Mamonas Assassinas revela jaqueta preservada após 30 anos e impressiona família de Dinho
A exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, realizada na segunda-feira (23) em Guarulhos, revelou algo que chamou a atenção de todos e impressionou a família do vocalista Dinho. A jaqueta usada no enterro do cantor foi encontrada preservada sobre o caixão. O estado da peça surpreendeu os familiares. “A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, disse Jorge Santana, primo de Dinho. Segundo ele, a descoberta foi um dos momentos mais marcantes do procedimento, realizado como parte de um projeto de homenagem ao grupo. A exumação integra a criação de um memorial vivo dedicado aos músicos. A cerimônia de inauguração do espaço, aberta ao público e gratuita, está prevista para esta sexta-feira (27), às vésperas dos 30 anos do acidente aéreo que matou a banda.
Alexandre de Moraes faz ameaça velada durante julgamento do caso Marielle: ‘Cabeças vão rolar’
Um trecho do julgamento que condenou os assassinos da vereadora Marielle Franco viralizou nas redes sociais e gerou polêmica. O ministro Alexandre de Moraes fez uma “brincadeira” considerada assustadora ao enfrentar dificuldades tecnológicas para passar os slides de sua apresentação durante a sessão. O ministro tentava avançar o documento virtual, que travou em determinada parte. Diante do problema técnico, ele riu e proferiu a seguinte frase: “Querem me derrubar. Faz tempo. Eu nem vou fazer aquela brincadeira de cabeças vão rolar porque vão“. A declaração foi interpretada por muitos como uma ameaça velada, reforçando o tom autoritário que já caracteriza a atuação do ministro. Confira o momento:
Ivete Sangalo é internada em hospital após desmaio e aparece com hematomas no rosto
A cantora Ivete Sangalo deu entrada no Hospital Aliança, em Salvador, nesta quarta-feira (25/2). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da artista. Segundo a equipe, Ivete, de 53 anos, apresentou uma indisposição pontual e, por orientação médica, procurou a unidade para realizar exames de rotina. “Ivete teve uma indisposição pontual e, por orientação médica, foi ao hospital para realizar exames de rotina. Ela está sendo acompanhada, passa bem e agradece o carinho e a preocupação de todos”, informou o comunicado. Horas depois, Ivete publicou um vídeo nas redes sociais para tranquilizar os fãs. Deitada em uma cama hospitalar e com ferimentos visíveis no rosto, a cantora explicou que sofreu uma infecção intestinal. Segundo ela, teve uma virose com sintomas intensos durante a madrugada, incluindo diarreia, o que levou a um quadro de desidratação e queda de pressão. “Tive infecção intestinal bem violenta, uma virose. […] Minha pressão baixou e eu caí. Desmaiei e caí.” Durante a queda, Ivete sofreu um corte na região do supercílio. Ela afirmou que está bem assistida e acompanhada por familiares e equipe próxima. Veja:
Desembargador que absolveu estuprador de menina de 12 anos recua e restabelece condenação
Em nova decisão monocrática, o desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), acolheu recurso do Ministério Público e restabeleceu a condenação de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. O magistrado também determinou a expedição imediata de mandado de prisão. A decisão inclui ainda o restabelecimento da condenação da mãe da vítima. No início de fevereiro, o próprio desembargador havia relatado julgamento que resultou na absolvição do réu, sob o entendimento de que existia “vínculo afetivo consensual” entre ele e a adolescente. Agora, ao reavaliar o caso, manteve a sentença da primeira instância. Em novembro de 2025, ambos haviam sido condenados pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari a nove anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado. O homem foi responsabilizado por “conjunção carnal e atos libidinosos” contra a menor. A mãe da menina recebeu pena por omissão, diante do conhecimento prévio dos fatos. Entenda a reviravolta No julgamento realizado no início deste mês, a 9ª Câmara Criminal Especializada do TJMG havia decidido pela absolvição do acusado e da mãe da vítima. O colegiado entendeu que haveria atipicidade material da conduta — conceito jurídico que indica ausência de lesão relevante ou perigo concreto ao bem jurídico protegido. Na ocasião, o relator sustentou que não houve violência, ameaça ou fraude, argumentando que o relacionamento seria público, consensual e com ciência dos pais da menor. “Todo o relacionamento mantido entre o acusado e a menor não decorreu de ato de violência, coação, fraude ou constrangimento, mas sim de um vínculo afetivo consensual, com prévia aquiescência dos genitores da vítima e vivenciado aos olhos de todos”, apontou o desembargador. O magistrado também afirmou que a análise da tipicidade não deveria se limitar ao aspecto formal da lei penal. “A análise da tipicidade não pode se esgotar em sua dimensão meramente formal, impondo-se a verificação da efetiva lesividade da conduta e de sua relevância material à luz dos princípios da ofensividade, da proporcionalidade e da intervenção mínima”, declarou. Durante o processo, a vítima, em escuta especializada, referiu-se ao acusado como “marido” e manifestou desejo de manter o relacionamento após completar 14 anos ou após eventual liberdade do réu. Precedentes do STJ e divergência Apesar da absolvição inicial, a legislação penal brasileira considera irrelevante o consentimento de menor de 14 anos para a configuração do crime de estupro de vulnerável. O entendimento está consolidado na Súmula 593 e no Tema Repetitivo 918 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na decisão anterior, o relator chegou a mencionar que o próprio STJ teria relativizado a aplicação automática dessa regra em situações excepcionais, ponderando ainda sobre a necessidade de equilibrar a proteção integral à criança e ao adolescente — prevista no artigo 227 da Constituição — com a proteção à família, estabelecida no artigo 226. A desembargadora Kárin Emmerich, revisora do caso, divergiu e votou pela manutenção da condenação. Para ela, a vulnerabilidade da vítima em razão da idade não admite relativização, sendo irrelevante eventual consentimento ou anuência familiar. Com a nova decisão que acolheu o recurso do Ministério Público, a condenação de primeira instância foi restaurada, e o réu, que havia obtido alvará de soltura após a absolvição, deverá retornar ao sistema prisional.
Revista britânica The Economist afirma que Alexandre de Moraes “está em apuros” por caso envolvendo esposa e Banco Master
A tradicional revista britânica The Economist publicou nesta terça-feira (24) uma reportagem abordando controvérsias recentes envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Sob o título “O Supremo Tribunal Federal do Brasil está envolvido em um enorme escândalo”, o texto apresenta ao público internacional questionamentos sobre a atuação de ministros da Corte e suas relações com setores empresariais e políticos. De acordo com a publicação, “alguns dos juízes mais poderosos do mundo têm uma relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política”. A revista ainda afirma que, embora o tribunal sustente agir em defesa da democracia, tem adotado postura considerada “intransigente”, interpretando críticas como ataques institucionais. Logo no início da reportagem, a revista menciona o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. O caso, segundo o veículo, ampliou o debate sobre ética na Corte após a divulgação de informações sobre relações entre o banqueiro e integrantes do Judiciário. O ministro Dias Toffoli é citado diversas vezes ao longo do texto, inclusive em referência ao resort Tayayá e a um relatório da Polícia Federal (PF) que teria identificado conversas entre o magistrado e parte envolvida em investigação. A reportagem também aborda a situação do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o periódico, após surgirem informações de que sua esposa, advogada, teria recebido contrato considerado “incomumente vago e lucrativo” para representar o Banco Master, Moraes determinou a abertura de investigação contra servidores da Receita Federal por suposto vazamento de dados sigilosos. O trecho mais impactante da reportagem afirma: “O colega de Toffoli, o ministro Alexandre de Moraes, também está em apuros. Quando surgiram evidências de que a esposa do Sr. Moraes, que é advogada, havia recebido um contrato incomumente vago e lucrativo para representar o Banco Master, Moraes abriu uma investigação contra funcionários da Receita Federal por vazamento de informações confidenciais. Em 17 de fevereiro, a Polícia Federal fez buscas nas casas de quatro suspeitos. Moraes determinou que os suspeitos usassem tornozeleiras eletrônicas, cancelou seus passaportes e os proibiu de viajar ou entrar nas instalações da Receita Federal. Muitos brasileiros ficaram indignados.”
Vereadora atropela namorado após ser agredida — veja o vídeo!
A vereadora Aline Santos (MDB), de 36 anos, relatou ter sido vítima de agressões físicas praticadas pelo namorado, Bruno Marcelo Araujo de Souza, na madrugada de 25 de dezembro do ano passado, em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo. Após o episódio de violência, a parlamentar atingiu o agressor com seu carro. Conforme o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 5h, na Estrada de Itapecerica Campo Limpo. Segundo o relato da vereadora, o casal havia saído para um passeio de motocicleta quando, em determinado trecho do trajeto, Bruno teria parado o veículo e a deixado sozinha na via. De acordo com o registro policial, ao retornar, o homem teria iniciado agressões com socos e chutes após ser questionado sobre o motivo de tê-la abandonado no local. O documento aponta que Aline sofreu lesões no nariz e no rosto, além de escoriações nos braços e nas pernas. Depois das agressões, a vereadora declarou que entrou em seu carro para sair da área. Nesse momento, segundo seu depoimento à Polícia Civil, Bruno teria parado a motocicleta em frente ao automóvel, ocasião em que ela acelerou na direção dele. As imagens registram o motociclista trafegando em velocidade constante em um sentido da via. Instantes depois, o carro conduzido por Aline surge na direção oposta. Em seguida, o veículo é direcionado contra o homem, que é lançado sobre o capô e cai no asfalto. Na sequência, o automóvel passa por cima da motocicleta, que estava sobre ele. Ainda segundo o depoimento da parlamentar, após o atropelamento, Bruno teria fugido levando o celular dela. De posse do aparelho, ele teria enviado mensagens à equipe de assessoria da vereadora, afirmando que mataria Aline “caso ela registre ocorrência contra ela”. As imagens também mostram que, após ser atingido, o homem permanece caído no chão, aparentemente sem conseguir se levantar. O caso foi registrado na Delegacia de Embu das Artes como lesão corporal, ameaça e violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha. Posteriormente, a investigação foi encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que foi instaurado inquérito policial. “A equipe trabalha para ouvir as partes envolvidas e realiza demais diligências visando ao completo esclarecimento dos fatos”, declarou a pasta. Veja:
STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão como mandantes do assassinato de Marielle Franco
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, os irmãos Domingos Brazão e Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho, a 76 anos e três meses de prisão como mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão também estabeleceu penas para os demais envolvidos no caso, com diferentes enquadramentos penais. As condenações foram definidas pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que concordaram parcialmente com as acusações formuladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A única divergência entre os magistrados ocorreu em relação a Rivaldo Barbosa. Penas definidas Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), foi condenado a 76 anos e 3 meses de prisão, além de 200 dias-multa, em regime fechado. Francisco Brazão (Chiquinho), ex-deputado federal, recebeu a mesma pena: 76 anos e 3 meses de reclusão, além de 200 dias-multa, também em regime fechado. Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar, foi condenado a 56 anos de reclusão em regime fechado. Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi absolvido da acusação de mandante dos homicídios, mas condenado a 18 anos de reclusão e 360 dias-multa, em regime fechado, pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva majorada. Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, ex-assessor de Domingos Brazão, foi condenado a 9 anos de reclusão e 200 dias-multa, também em regime fechado. Enquadramento dos crimes Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram condenados por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Ronald Paulo de Alves Pereira foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Rivaldo Barbosa foi absolvido quanto aos homicídios, mas condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva majorada. Robson Calixto Fonseca foi condenado por organização criminosa armada. Indenizações e perda de direitos Além das penas privativas de liberdade, os ministros fixaram indenizações que somam R$ 7 milhões. Fernanda Gonçalves Chaves, sobrevivente do ataque, e sua filha receberão R$ 1 milhão. No caso de Marielle, foi estabelecido o montante de R$ 3 milhões, distribuídos igualmente entre o pai, a mãe, a filha e a viúva da vereadora, com R$ 750 mil para cada um. Para os familiares de Anderson Gomes, o valor também totaliza R$ 3 milhões, sendo R$ 1,5 milhão destinado à esposa, Ágatha, e R$ 1,5 milhão ao filho, Arthur. A Turma determinou ainda que todos os condenados se tornem inelegíveis. Após o trânsito em julgado, os direitos políticos ficarão suspensos até o cumprimento integral das penas. Além disso, foi decretada a perda dos cargos públicos de todos os réus e, no caso do militar estadual, a perda do posto e da patente. Domingos Brazão também perderá a remuneração mensal de aproximadamente R$ 56 mil que recebia do TCE-RJ, valor que continuava sendo pago mesmo após a denúncia e prisão preventiva no curso do processo.