“Me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil.” Esta foi uma das declarações mais relevantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, sempre com ênfase na eleição do presidente do Senado Federal — cargo que ele definia como o mais significativo da república. Nos últimos sete anos, a presidência do Senado ficou nas mãos de apenas dois nomes: Davi Alcolumbre (2019/2020), Rodrigo Pacheco (2021/2024) e, novamente, Alcolumbre (2025/2026). Segundo apuração, essas duas figuras são apontadas como responsáveis e cúmplices da ordem autoritária que se abateu sobre o Brasil e os brasileiros, por terem arquivado inúmeros pedidos de impedimento de ministros do STF, permitindo que arbitrariedades e abusos da mais alta corte do país se perpetuassem. É sob essa ótica que a corrida eleitoral pelas cadeiras do Senado brasileiro está gerando um ciclo destrutivo dentro do espectro conservador, alimentado pela ganância pelo poder. A ala que prefere devorar candidatos do próprio campo político acaba se alinhando, na prática, aos esquerdistas, que igualmente buscam enfraquecer o adversário. O resultado, conforme registros, é direto: a direita vira esquerda. Essa disputa interna retira votos do próprio espectro conservador e abre caminho para que a esquerda ocupe o espaço, cooptando eleitores indecisos e viabilizando nomes considerados prejudiciais à sociedade. Estados como Amapá, Bahia e Alagoas são apontados como exemplos de cenário crítico, onde maus políticos exercem domínio sobre o eleitorado. O problema fica evidente quando pré-candidaturas consolidadas em Santa Catarina — como as de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni — sofrem intervenção interna de figuras com influência nacional, enquanto esses mesmos agentes se acomodam diante da ausência de candidatos de direita em estados como Bahia e Amapá. Por causa dessa inércia, a esquerda pode eleger até quatro senadores. Enquanto esse canibalismo político tenta inviabilizar pré-candidaturas consideradas naturais e promissoras — como a da jornalista Cristina Graeml no Paraná, dos deputados federais Carol de Toni em Santa Catarina e Marcel Van Hattem no Rio Grande do Sul, e do ex-ministro Gílson Machado em Pernambuco, entre outros —, esses pré-candidatos ainda precisam enfrentar a oposição da esquerda. Esse segundo front da disputa tem sido negligenciado. O risco concreto é que a esquerda se beneficie diretamente dessa divisão. Em contrapartida, há um dado positivo: as pré-candidaturas conservadoras se fortalecem a cada dia, na medida em que o eleitor demonstra maior atenção e consciência política. Cabe ao eleitor consolidar esse fortalecimento, apurar sua percepção e não abrir margem para disputas internas que prejudicam o campo conservador. A tarefa não é difícil: há senadores que tentarão a reeleição após oito anos de atuação contrária aos interesses da sociedade e dos brasileiros, aliando-se a criminosos e ao que há de pior na política. Basta identificar seus nomes para dar a resposta nas urnas. Eis alguns deles, parte dos quais já figura como pré-candidato:
Ex-marido da supermodelo Isabeli Fontana é preso em Florianópolis por suspeita de tráfico de drogas
Álvaro Jacomossi Junior, ex-modelo internacional e ex-marido da supermodelo Isabeli Fontana, foi preso em Florianópolis na manhã do último sábado (21). Ele está sendo investigado por tráfico de drogas. Álvaro estava foragido desde a semana anterior. No dia 12 de fevereiro, a Polícia Civil havia se dirigido à residência do ex-modelo, na Praia de Joaquina, mas ele conseguiu pular o muro da pousada e fugiu para uma área de mata. De acordo com a Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, o suspeito foi detido na manhã de sábado. Ele tentou resistir à prisão, mas foi contido pelos agentes. Segundo as investigações preliminares, Álvaro Jacomossi Junior estava envolvido com o tráfico na região, com fornecimento de entorpecentes em festas de alto padrão. O ex-modelo tem um histórico conhecido nas passarelas. Desfilou para marcas como Versace, Guess, Prada e Ralph Lauren, além de ter sido presença de destaque em edições passadas da São Paulo Fashion Week.
Identificado o homem abatido pelo Serviço Secreto ao invadir Mar-a-Lago armado e com galão de combustível
Agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos mataram a tiros um homem que invadiu o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, propriedade do presidente Donald Trump em Palm Beach, na Flórida. O caso ocorreu na madrugada de domingo, por volta de 1h30, segundo autoridades locais. De acordo com o xerife do condado de Palm Beach, Ric Bradshaw, o homem entrou pelo portão norte enquanto um funcionário deixava o local. Ele avançou cerca de trinta metros antes de ser abordado por dois agentes do Serviço Secreto e um policial. Segundo Bradshaw, o suspeito portava uma espingarda e um galão de combustível. O homem foi identificado pela imprensa americana como Austin T. Martin, de 21 anos, natural da Carolina do Norte. A família havia comunicado seu desaparecimento no sábado. As autoridades investigam se ele adquiriu a arma durante o trajeto até a Flórida. O FBI assumiu a liderança da investigação e afirmou estar “dedicando todos os recursos necessários à investigação do incidente ocorrido esta manhã no Mar-a-Lago do presidente Trump”. A procuradora-geral Pam Bondi disse ter conversado com Trump e coordenado ações com parceiros federais. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Serviço Secreto agiu “rápida e decisivamente” contra uma “pessoa louca, armada com uma arma e um galão de gasolina, que invadiu a casa do presidente Trump”.
Herson Capri sofre infarto, é internado e tem sessões da peça canceladas
O ator Herson Capri, de 74 anos, foi internado após sofrer um infarto. Ele estava em cartaz com a peça A Sabedoria dos Pais, e as sessões do espetáculo tiveram datas alteradas em razão do ocorrido. A produção informou, por meio das redes sociais, que o ator passa bem, mas só retomará a agenda de apresentações em março. O espetáculo está em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo, e conta com Natália do Vale no elenco ao lado de Capri. As sessões dos dias 26, 27 e 28 de fevereiro e 1º de março foram adiadas para que o ator possa se recuperar. A temporada deverá ser retomada no dia 5 de março. A informação foi confirmada na tarde do domingo (22) pela produção do espetáculo, em comunicado divulgado nas redes sociais do artista. Segundo a equipe, Capri já se encontra recuperado e passa bem, mas precisará cumprir orientação médica e permanecer afastado dos palcos nos próximos dias.
Com apoio decisivo dos EUA, forças armadas mexicanas eliminam El Mencho, líder do cartel mais violento do país
Está confirmada a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, neste domingo (22). O líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) morreu durante operação das forças armadas mexicanas na cidade de Tapalpa, estado de Jalisco. A ação ocorreu ao amanhecer na região centro-oeste mexicana. O narcotraficante sofreu ferimentos graves durante o confronto com as forças militares. El Mencho não resistiu aos ferimentos enquanto era transportado de avião para a Cidade do México. Diversos outros integrantes do CJNG também morreram durante a ação militar. Ex-policial, Nemesio Oseguera Cervantes liderava há anos uma das organizações criminosas mais poderosas do México. O CJNG expandiu-se rapidamente na última década, atuando na produção e comercialização de drogas, realizando extorsões contra empresas locais e promovendo ataques sistemáticos contra forças de segurança. O cartel ampliou suas operações para outros países em poucos anos e consolidou-se como principal rival do Cartel de Sinaloa, organização liderada por Joaquín “El Chapo” Guzmán, atualmente cumprindo pena nos Estados Unidos. O governo norte-americano havia oferecido recompensa de US$ 15 milhões por informações que resultassem na captura de El Mencho. Durante a operação militar, as forças armadas apreenderam diversos veículos blindados e armamentos. O Ministério da Defesa informou que os materiais incluíam lançadores de foguetes. Três soldados do exército mexicano ficaram feridos na ação e foram transferidos para hospitais na Cidade do México. Após a divulgação da morte do narcotraficante, incêndios de veículos e bloqueios de estradas foram registrados em Jalisco. A presidente Claudia Sheinbaum Pardo manifestou-se pela rede social X, afirmando que “há total coordenação com os governos de todos os estados” e solicitando calma à população. “Meu reconhecimento ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional, às Forças Armadas e ao Gabinete de Segurança. Trabalhamos todos os dias pela paz, segurança, justiça e bem-estar do México”, escreveu a presidente mexicana em suas redes sociais oficiais. O governador Pablo Lemus Navarro declarou que a operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando as ações das autoridades e afetando a circulação em diversas estradas do estado. Christopher Landau, subsecretário de Estado norte-americano, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”. O diplomata acompanhou os desdobramentos da operação e expressou preocupação com os episódios de violência registrados em seguida. “Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, acrescentou Landau em publicação no X. O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco e Tamaulipas. A recomendação também abrange áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León, em resposta aos episódios de violência registrados após a operação militar. A Embaixada do México em Washington informou que os Estados Unidos forneceram informações para a operação militar, destacando a cooperação bilateral entre os dois países. “Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, registrou a embaixada em declaração oficial. Segundo informações divulgadas, a cooperação entre México e Estados Unidos foi fundamental para o planejamento da operação que resultou na eliminação de um dos narcotraficantes mais procurados do mundo.
Transparência Internacional exige investigação de Toffoli e publica histórico de fatos graves sem resposta
Neste domingo (22), a Transparência Internacional divulgou em suas redes sociais um relato cronológico da trajetória do ministro Dias Toffoli, detalhando uma série de fatos graves em que o magistrado esteve envolvido desde 2012 — e pedindo que ele seja investigado. Confira o histórico publicado pela organização: Em 2012, a revista Veja revelou que Toffoli foi citado no depoimento de uma delatora do mensalão do DF. Ao que consta, não foi investigado. Em 2016, a Veja revelou que Léo Pinheiro incluiu uma obra na mansão de Toffoli em sua proposta de delação. Ao que consta, não foi investigado. Também em 2016, relatório da Polícia Federal indicou que a família Bumlai “detinha influência sobre Toffoli”. Ao que consta, não foi investigado. Em 2018, o Crusoé revelou que Toffoli recebia pagamentos mensais de R$ 100 mil da esposa advogada. Antes, a Folha de S.Paulo havia revelado que o escritório da esposa fora contratado por empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Ao que consta, não foi investigado. Em 2019, o Crusoé revelou que Toffoli era citado por Marcelo Odebrecht com o codinome de “amigo do amigo de meu pai” em tratativa sobre supostos acertos com um de seus executivos. O próprio Toffoli anulou as provas e, ao que consta, não foi investigado. Também em 2019, servidores da Receita Federal foram afastados por realizarem auditoria em 133 pessoas expostas politicamente (PEPs) com critérios de transações supostamente atípicas e aumentos patrimoniais incompatíveis. Entre as PEPs estavam as esposas de Toffoli e do ministro Gilmar Mendes. Ao que consta, não foi investigado. Em 2021, Sérgio Cabral revelou, em delação à Polícia Federal, que Toffoli vendeu decisões judiciais no TSE. A delação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal por 7 votos a 4 — incluindo o voto do próprio Toffoli pela anulação. Ao que consta, não foi investigado. Em 2025, os veículos Metrópoles, Folha de S.Paulo e outros revelaram empreendimento imobiliário multimilionário envolvendo irmãos de Toffoli sem capacidade financeira compatível, com registro em endereço de fachada e fundos com ligações a indivíduos conectados ao Master e à JBS — negócio que o próprio Toffoli reconheceu posteriormente ser sócio oculto. Ao que consta, não foi investigado. Em 2023, após a Transparência Internacional denunciar à OCDE a anulação generalizada de todas as provas da leniência da Odebrecht, determinada por Toffoli, a organização passou a ser investigada pelo próprio ministro. Passados três anos, com duas manifestações da Procuradoria-Geral da República pelo arquivamento da investigação por falta absoluta de provas e de competência de Toffoli, e duas manifestações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos classificando o procedimento como “tentativa de criminalização” da Transparência Internacional, o ministro mantém a investigação aberta. A Transparência Internacional é investigada. Ao que consta, Toffoli não é investigado.
A blindagem jurídica: como o uso da Receita Federal pode tornar ilícitas provas contra os sinistros
Seria simples verificar se a servidora da Receita Federal realmente acessou os dados da esposa de Xerxes ou se realizou um atendimento presencial, conforme declarou em depoimento. A pergunta que se impõe, portanto, é: por que o foco recai justamente sobre essa servidora, que alegou ter seu login utilizado para acessar as contas? Segundo apuração, a intenção não é prender a servidora nem intimidar o funcionalismo público, mas sim demonstrar a ocorrência de uma invasão. Uma vez exposta a invasão, a informação obtida passa a ser classificada como ilícita. Sendo ilícita, essa informação não poderá ser utilizada em processos contra os sinistros. O resultado é uma blindagem jurídica estratégica para um futuro incerto.
Lula desvia das críticas e joga responsabilidade da homenagem carnavalesca no colo de dona Lindu — Veja o vídeo!
Neste domingo (22), Lula se esquivou das críticas relacionadas ao samba-enredo da escola Acadêmicos de Niterói, que prestou uma homenagem ao petista e foi rebaixada no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. Foi a primeira vez que Lula se manifestou sobre o assunto. O tema tornou-se alvo de críticas da oposição, que aponta que o tema do desfile e a ida de Lula ao Rio configurariam propaganda eleitoral antecipada. Em viagem oficial a Nova Déli, na Índia, Lula despistou e declarou que a homenagem se tratou de um tributo à sua mãe, dona Lindu, e não a ele. “Não sou o carnavalesco, não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos, apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Uma pena que minha mãe já morreu e não ouvisse. A música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer os filhos para São Paulo.”
A poucos meses da eleição e com Bolsonaro preso, Valdemar Costa Neto dispara frase que acende o alerta no PL
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fez uma declaração que acendeu o alerta neste domingo (22/2). Em suas palavras: “Todos no partido têm o direito de sugerir, indicar nomes para qualquer posição.” A declaração foi feita a poucos meses da eleição e com Jair Bolsonaro atrás das grades — circunstância que torna o timing da frase, no mínimo, revelador. A manifestação de Valdemar ocorreu justamente após Carlos Bolsonaro (PL) afirmar, no sábado (21/2), que seu pai estaria organizando uma lista de pré-candidatos ao Senado e aos governos estaduais.
Absolvido no STF, coronel vê Gonet se recusar a devolver armas apreendidas
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a devolução de armas e munições apreendidas com o coronel da reserva Cleverson Ney Magalhães, mesmo após a rejeição da denúncia apresentada contra ele no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão defende que, antes de qualquer restituição, seja verificada a regularidade do registro do material bélico. Em parecer encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que “não há nos autos, todavia, notícia sobre a existência de registro ou autorização para a posse das armas e munições arrecadadas”. Segundo ele, é imprescindível esclarecer esse ponto antes de definir o destino dos armamentos. Gonet destacou ainda que “a elucidação desse ponto revela-se necessária para definir a destinação do material bélico apreendido”, motivo pelo qual solicitou o envio de ofício à Polícia Federal para apurar se havia autorização válida para a posse das armas. O pedido de restituição foi protocolado pela defesa do militar após a Primeira Turma do STF rejeitar a denúncia apresentada contra ele, no contexto das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Os advogados argumentam que, como a acusação não foi recebida, o coronel não chegou a se tornar réu na ação penal, o que afastaria a justificativa para manter a apreensão. Conforme consta nos autos, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, em 8 de fevereiro de 2024, foram recolhidos os seguintes itens: uma carabina Fuzil, modelo 77, calibre .38; uma carabina modelo 66, calibre .222R; uma arma Taurus calibre .38; onze munições calibre .38; além de duas caixas com 20 cartuchos cada, marca CBC, calibre 7,62x51mm. A decisão final sobre a devolução dependerá da análise do ministro relator Alexandre de Moraes, após eventual manifestação da Polícia Federal quanto à situação legal dos registros e autorizações do armamento.