O rebaixamento de uma escola de samba do Grupo Especial do Rio repercutiu no ambiente político. Após a divulgação das notas, o deputado federal Nikolas Ferreira comentou o resultado e o relacionou ao cenário eleitoral. A Acadêmicos de Niterói havia apresentado um enredo dedicado a Lula, abordando sua trajetória política e referências ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Mesmo assim, a agremiação terminou a apuração na última colocação e caiu para a divisão inferior do carnaval carioca. Diante do resultado, o parlamentar afirmou que o desfecho da escola se repetirá nas urnas. Disse que o Brasil fará com o petista, nas eleições de outubro, o mesmo que ocorreu na classificação do desfile. O samba apresentado trazia menções diretas ao partido, ao número eleitoral da legenda e também à primeira-dama, mas não recebeu avaliação suficiente dos jurados para permanecer no grupo principal. A manifestação do deputado ampliou a repercussão política do carnaval, que ultrapassou o campo cultural e passou a integrar o debate eleitoral antecipado.
OAB pede ao STF o encerramento do Inquérito das Fake News, que se arrasta há quase sete anos
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou ofício ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, solicitando o encerramento do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News. O texto foi elaborado em conjunto pela Diretoria Nacional da OAB e pelos presidentes dos Conselhos Seccionais. A entidade manifesta “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781”. O procedimento está próximo de completar sete anos de tramitação. Para a OAB, um inquérito deve ter moldura material minimamente definida. Não deve ser procedimento aberto à absorção sucessiva de condutas distintas conforme novas conexões sejam afirmadas ao longo do tempo. A elasticidade excessiva do objeto investigativo compromete a previsibilidade, fragiliza a segurança jurídica e projeta para a sociedade a percepção de um campo investigativo sem contornos suficientemente estáveis. A preocupação da Ordem se acentua diante de relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que podem não se apresentar de forma imediatamente aderente ao núcleo originário. Para a entidade, o ponto não é desconsiderar a gravidade de eventuais ilícitos supervenientes. A exigência é que cada apuração observe base normativa adequada, com objeto definido e correspondência estrita entre o fato investigado e o instrumento processual utilizado. A OAB sustenta que a integridade institucional da investigação depende da clareza de seus limites. Para a entidade, a defesa da democracia não se esgota na repressão a ataques institucionais, mas se completa com a observância estrita do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da liberdade de expressão. Tais garantias, afirma a Ordem, não representam obstáculos à atuação estatal legítima — são condições de sua validade e de sua aceitação pública. O ofício alerta que, quando a persecução se prolonga indefinidamente ou se torna excessivamente abrangente em sua formulação, surgem efeitos que transcendem os investigados formais. Os reflexos atingem o ambiente institucional como um todo e se estendem sobre autoridades, agentes públicos, profissionais da imprensa e cidadãos. O documento afirma que “a persistência desse quadro alimenta um tom intimidatório incompatível com o espírito democrático, republicano e institucional consagrado pela Constituição de 1988”.
Masterlão: R$ 51,8 bilhões de razões para decretar a prisão preventiva de Daniel Vorcaro
O colapso provocado por Daniel Vorcaro arrastou consigo um conjunto expressivo de instituições financeiras: Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A, Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, Will Bank, Banco Pleno S/A e Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A. O rombo causado dolosamente no sistema financeiro nacional por Vorcaro atingiu a cifra de R$ 51,8 bilhões, relativos ao deficit no FGC — Fundo Garantidor de Crédito. Para se ter dimensão da gravidade desse número: o déficit fiscal federal foi de R$ 47,6 bilhões em 2024 e de R$ 55,0 bilhões em 2025, conforme dados do Banco Central. Apurou-se que Vorcaro promoveu festas em Trancoso, São Paulo, Nova York e Lisboa, regadas a uísques Macallan, vinho Petrus, caviar e mulheres croatas, russas e ucranianas trazidas da Europa em jatinhos para entreter os convidados — descritos como vultos da República. Novas revelações devem surgir com a análise, pela Polícia Federal, de dezenas de celulares apreendidos em cumprimento à decisão do ministro Mendonça. Diante do cenário que se delineia, a adoção de medidas preventivas em relação ao caso se impõe. A prisão preventiva é medida cautelar excepcional, determinada pela Justiça para, entre outras finalidades, proteger a ordem pública. Apesar disso, Vorcaro permanece confortavelmente em sua mansão, com mera tornozeleira eletrônica e com supostas restrições de contato com outros investigados — medida cuja eficácia é amplamente questionada. Como R$ 51,8 bilhões não evaporam do nada, é evidente que grande parte desse dinheiro está oculta em algum lugar. A situação de conforto em que Vorcaro se encontra levanta o questionamento sobre tratativas em curso para dificultar a localização desses recursos. A adoção de medidas preventivas é urgente neste caso. Existem, no mínimo, 51,8 bilhões de motivos para decretar a prisão preventiva de Vorcaro. O Mensalão é brincadeira de amadores se comparado ao Masterlão.
Tabata e João Campos: o casamento mais conservador da esquerda brasileira
Tabata Amaral é uma personagem intrigante da vida política brasileira. Surgiu na política como a menina da periferia paulistana que chegou a Harvard, com formação em astrofísica e ciências políticas, seguida do consequente endeusamento derivado dessa biografia. Elegeu-se deputada federal e hoje está filiada ao PSB — Partido Socialista Brasileiro —, o mesmo partido do seu agora cônjuge, João Campos, prefeito de Recife, em Pernambuco. São políticos da esquerda brasileira. Ela se define como feminista, oriunda de um bairro pobre paulistano. Ele é parte de uma das famílias mais tradicionais e proeminentes da política pernambucana: filho do ex-governador Eduardo Campos, bisneto de Miguel Arraes, com forte atuação na política nacional, e neto de Ana Arraes, ex-deputada federal e ex-ministra do TCU. Ainda que filiados a partidos de esquerda — que são majoritariamente contrários à religião, a qual não se cansam de dizer que é sinônimo de atraso, agindo com preconceito e deboche contra grupos religiosos, e que também se opõem ao conceito de família tradicional, como concebido pela ala mais moderada da sociedade brasileira —, os dois se definem como católicos atuantes. O que já representa um verdadeiro paradoxo. É, portanto, como contradição explícita que se apresenta a imagem desse casamento realizado nos moldes mais tradicionais possíveis: vestido branco bufante de noiva, buquê nas mãos, chuva de arroz — sim, chuva de arroz. O que pode haver de mais enraizado dentro da melhor tradição familiar conservadora para quem, nos palanques da vida política, prega justamente o contrário para os outros? Enquanto defendem o fim de tudo aquilo que lhes pareça conservador e cheirando a mofo das tradições, e defendem o desmantelamento de uma ordem que causaria erosão e decadência social, na vida privada agem como os mais fervorosos conservadores. Aceitaram com alegria os ritos de um sacramento instituído pela Igreja Católica no século XVI, no Concílio de Trento, a fim de reforçar os laços entre um casal que se une diante de Deus, selando essa aliança. Até o Concílio de Trento, os casamentos eram contratos privados entre famílias, sem nenhuma interferência do clero, e aconteciam sobretudo entre a nobreza e a burguesia para unir posses, terras e aumentar poder. Fica claro, portanto, que aquele que não concorda com os preceitos católicos nada tem a fazer dentro de uma Igreja, submetendo-se a ritos nos quais não crê e que, no mais das vezes, são ridicularizados por esquerdistas imbuídos das ideias marxistas do século XIX — que doutrinaram seus seguidores com a ideia de que a religião é o ópio do povo e deve ser abolida da vida daqueles que vivem sob seu tacão. Desde a Revolução Francesa, durante o “Reinado do Terror”, passando pela Revolução Russa e chegando até os dias atuais, a esquerda tentou extinguir a fé cristã. Igrejas foram fechadas e saqueadas, e cerca de 30 mil padres e freiras foram executados somente na Revolução Francesa. Esse episódio serviu de exemplo para a Revolução Russa, que agiu nos mesmos moldes, implantando o ateísmo de Estado, perseguindo, exilando e assassinando centenas de religiosos. Não há lógica alguma, portanto, no atual esquerdismo atuante dentro da própria Igreja, com uma parte do clero defendendo ideias que, em sua origem, surgiram para destruí-los. Voltando a Tabata: a cena é paradoxal e fere o senso de coerência, por contemplar dois personagens que defendem, ainda que indiretamente, a extinção daquilo a que, no cenário social, aderem com tanta tranquilidade. Olhando para tudo isso, sente-se um evidente odor de farsa, contradizendo a atuação política de ambos, que segue na direção contrária. “Quebra de valores para vocês, seus tolos”, parecem dizer. “Poder, dinheiro e tradição para nós, que permaneceremos aqui no alto, observando o pão e circo em que o espetáculo decadente acontece aí embaixo, onde todos vocês se encontram.” Como cereja do bolo: a presença de Moraes na festa e a presença dos noivos em palanque recente ao lado de Lula. Um católico coerente não aceitaria aliar-se a tais personagens, por razões óbvias. Se eles não compreendem o tamanho de sua incoerência, é preciso que outros lhes digam a cruel verdade. Silvia Gabas — @silgabas
Cartão corporativo do governo Lula: R$ 1,4 bilhão gastos desde 2023, incluindo pedidos no iFood
Os gastos do governo federal com o cartão corporativo atingiram R$ 423 milhões apenas em 2025. O total acumulado desde 2023 chega a R$ 1,4 bilhão — um rombo expressivo no dinheiro público, pago pelo contribuinte brasileiro. Entre os itens adquiridos com o cartão corporativo estão roupas, viagens e móveis. Mas o item que mais chama atenção na lista de gastos é, segundo informações divulgadas, o iFood — plataforma de entrega de refeições por aplicativo. Roupas, viagens, móveis e pedidos de comida por aplicativo: esse é o retrato dos gastos do governo Lula com o cartão corporativo, descritos como perdulários e inconsequentes. O episódio do carnaval também é associado ao tema. A insistência da primeira-dama Janja em participar como destaque de escola de samba foi apontada como mais um capítulo do mesmo comportamento. O quadro geral, segundo a análise publicada, é o de um governo que gasta sem parcimônia o dinheiro público enquanto o trabalhador brasileiro enfrenta dificuldades para comprar alimentos básicos no mercado.
30 anos após tragédia, famílias exumam e cremam restos mortais dos Mamonas Assassinas
As famílias dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas exumaram os corpos dos músicos nesta segunda-feira (23). Os restos mortais estavam no Cemitério Parque das Flores, em Guarulhos. As famílias chegaram a um acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo. O material resultante será usado no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, município onde os integrantes moravam. A exumação acontece próximo à data que completa 30 anos do acidente aéreo. O acidente que matou o grupo ocorreu no sábado, 2 de março de 1996. Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de uma apresentação em Brasília. A aeronave caiu na Serra da Cantareira, ao norte de São Paulo. O grupo viajava em um jatinho Learjet modelo 25D, com prefixo PT-LSD, fretado pela banda. Às 23h15 daquele sábado, a aeronave se chocou contra a Serra da Cantareira durante uma tentativa de arremetida. Além dos cinco músicos, morreram no acidente o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto. A tragédia encerrou a trajetória de uma banda que havia conquistado popularidade nacional em poucos meses. Disco vendeu 3 milhões de cópias Os Mamonas Assassinas viviam o momento de maior popularidade quando ocorreu o acidente. O grupo conquistou o público brasileiro com seu chamado “rock cômico”. A banda ficou conhecida por suas letras irreverentes, como “Brasília amarela” e “Pelados em Santos”. O único disco da banda foi lançado em junho de 1995. Nos oito meses seguintes ao lançamento, o álbum vendeu 1,8 milhão de cópias. Até hoje, o álbum acumula 3 milhões de cópias vendidas, ocupando a terceira posição entre os maiores êxitos comerciais de artistas nacionais. A banda realizava shows por todo o território nacional. O grupo tinha programada uma viagem para apresentações em Portugal na primeira semana de março de 1996. A apresentação no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, seria a última da turnê brasileira. Após esse show, o grupo planejava se dedicar à produção do segundo disco. Aproximadamente 4 mil pessoas assistiram à apresentação em Brasília. A maioria do público era composta por crianças e adolescentes. Durante a performance, Dinho usava uma fantasia de coelhinho de pelúcia. O cantor desceu ao gramado da arena para agradecer ao público ao término do espetáculo. Os integrantes seguiram diretamente para o aeroporto após o show. Eles trocaram de roupa dentro do carro, procedimento que já haviam adotado em outras ocasiões. Horas depois, a aeronave que transportava o grupo colidiu contra a serra. Velório reuniu 30 mil pessoas O Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, recebeu 30 mil pessoas quando os corpos dos cinco músicos e dos dois assistentes chegaram às 0h15 da segunda-feira. Os caixões foram posicionados lado a lado na quadra esportiva, cobertos com bandeiras do Brasil. Cerca de 300 familiares e amigos próximos acompanharam a cerimônia. No caixão de Dinho, foi colocada uma camisa do Corinthians. Os fãs presentes no ginásio cantavam sucessos da banda, como “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”, a plenos pulmões. Segundo reportagem do Globo assinada pelo jornalista Elio Gaspari, “amigos de Guarulhos e desta vida” escreveram mensagens em camisetas de pano estendidas sobre os caixões. Entre as mensagens estavam “Você é dez”, “O céu estava precisando de alegria” e “Ainda te vejo”. Os recados eram de jovens moradores de “conjuntos habitacionais projetados para viver sem alma”. Dinho e seus parceiros também haviam crescido nesses locais. O cortejo que levou os corpos até o Cemitério Parque das Primaveras I, na parte da tarde, reuniu mais de 100 mil pessoas. A Polícia Militar impediu a entrada da multidão no cemitério, atendendo a pedidos das famílias. O tumulto resultou em 31 desmaios registrados. Do lado de fora do cemitério, fãs agitavam galhos e folhas de mamona, carregavam cartazes e bandeiras improvisados. Turmas inteiras do ensino fundamental das redes pública e privada faltaram às aulas para participar da despedida da banda. Ambulantes comercializavam tiaras, bandeirinhas brancas com a inscrição “Adeus, Mamonas” e reproduções de fotos da banda. Aproximadamente 500 pessoas acompanharam o enterro dentro do cemitério. Os cinco integrantes dos Mamonas foram sepultados junto com Isaac Souto em um mesmo túmulo. A cerimônia durou pouco mais de 40 minutos e incluiu um “Parabéns a você” em homenagem a Dinho, que completaria 25 anos de idade naquele 4 de março de 1996. Valeria Zopello, namorada de Dinho, chorava copiosamente e passou mal algumas vezes durante o enterro. Após a cerimônia, ela reuniu forças para deixar uma declaração sobre os músicos. “Apesar de todos terem mais de 22 anos, os Mamonas eram crianças”, disse ela. “Os meninos gostariam que daqui pra frente a gente fosse alegre como eles foram.” A exumação realizada nesta segunda-feira marca o encerramento de um ciclo de três décadas desde a tragédia. Os restos mortais dos cinco músicos foram cremados conforme acordo estabelecido entre as famílias, e o material resultante da cremação será transformado em adubo.
Flávio Bolsonaro aguarda aval do pai para lançar delegado Felipe Curi ao governo do Rio
Flávio Bolsonaro aguarda apenas a confirmação positiva do ex-presidente Jair Bolsonaro para bater o martelo no Rio de Janeiro. Para o jornalista Lauro Jardim, “o martelo já está quase batido”. Segundo Jardim, Flávio Bolsonaro, com o aval de Jair Bolsonaro, quer anunciar o delegado Felipe Curi, secretário de Segurança do Rio de Janeiro, como candidato da direita ao governo do estado. A decisão, conforme o jornalista, define que o debate eleitoral do grupo político será centrado na pauta de segurança pública. Com o notório enfraquecimento de Eduardo Paes, crescem as chances de vitória do campo conservador na disputa.
Folha de S.Paulo, com 7 anos de atraso, admite: o Inquérito das Fake News configura tribunal de exceção
A Folha de S.Paulo publicou neste domingo (22) texto da jornalista Lygia Maria no qual reconhece que o país opera sob um tribunal de exceção. O artigo aponta que o Inquérito das Fake News — usado para promover devassa na Receita Federal e intimar o presidente da Unafisco, Kléber Cabral — infringe garantias fundamentais desde sua abertura, em 2019. A jornalista sustenta que as declarações de Kléber Cabral constituem críticas legítimas, mas afirma que a postura autoritária do ministro Alexandre de Moraes não admite escrutínio das ações da mais alta corte do país. O texto foi reproduzido na íntegra: “Se alguém tinha dúvidas de que o inquérito das fake news configura tribunal de exceção, com o depoimento do presidente da Unafisco elas foram eliminadas. O tribunal de exceção não é apenas uma categoria formal (um tribunal é criado depois do fato). Há também a exceção material, quando estruturas legais são preservadas, mas o funcionamento real do órgão subverte garantias fundamentais, como juiz natural, imparcialidade, separação entre funções (acusar, investigar, julgar) e devido processo legal. O inquérito 4781 foi aberto de ofício (sem provocação do Ministério Público) em 2019 por Dias Toffoli. Moraes, o relator, foi escolhido sem sorteio e atua como vítima, investigador e julgador. O objetivo seria apurar notícias falsas, ameaças e outras condutas que pudessem afetar a integridade dos ministros da corte. Com tramitação sigilosa e escopo amplíssimo, o inquérito foi usado por Moraes para promover uma farra censória, bloqueando perfis de redes sociais e até tirando do ar reportagem da Crusoé. Trata-se de blindagem institucional persecutória coberta pelo manto falacioso de defesa da democracia. Atuação jurídica inaceitável num Estado de Direito, mas que foi respaldada por grande parte da imprensa — cujo dever é expor abusos de poder. Agora, após reportagens revelarem conexões financeiras duvidosas entre Toffoli e a esposa de Moraes com o Banco Master, Moraes ordenou uma devassa na Receita Federal para apurar vazamentos de dados de integrantes do STF e seus familiares. A medida surgiu sem provocação da PGR porque se deu no âmbito do inquérito das fake news. Em seguida, o ministro intimou o presidente da Unafisco, Kléber Cabral, a prestar depoimento no mesmo inquérito. Segundo nota da entidade, Kléber foi ouvido como investigado só por ter criticado o STF em entrevistas jornalísticas. Não houve ameaça nem incitação à violência em suas falas, mas a visão autoritária de Moraes não aceita o escrutínio das ações da mais alta corte do país. O inquérito 4781 abriu a caixa de Pandora. Agora, o Brasil tem um Supremo tribunal de exceção.”
Caos no México após morte de ‘El Mencho’: cidades em chamas e a política de Sheinbaum no banco dos réus — Veja o vídeo!
O México voltou a viver cenas que mais parecem de um país em guerra. Rodovias bloqueadas, veículos incendiados, confrontos armados, cidades paralisadas e população em pânico. O estopim foi a morte de “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación. O caos que se instalou, porém, não surgiu do nada. Ele é consequência de uma política de segurança que, nos últimos anos, evitou o enfrentamento direto com o narcoterrorismo. E no comando dessa estratégia está a presidente Claudia Sheinbaum. A herança da política de “contenção sem confronto” Claudia Sheinbaum assumiu a Presidência mantendo a linha de atuação que já vinha sendo aplicada no México: reduzir confrontos diretos sob o argumento de diminuir a violência estrutural e investir em programas sociais como solução de longo prazo. O discurso era de pacificação. Na prática, os cartéis continuaram expandindo influência territorial, capacidade financeira e poder bélico. Quando um único líder é morto e, em poucas horas, organizações criminosas conseguem incendiar cidades, bloquear estradas e espalhar o terror de forma coordenada, o resultado é revelador: o Estado não havia retomado o controle real do território. Não é só crime. É demonstração de força Os ataques após a morte de El Mencho não foram aleatórios. Foram coordenados, estratégicos e simbólicos. Houve bloqueios simultâneos, queima de veículos em pontos-chave e paralisação de regiões inteiras. Não se trata de mera reação emocional de criminosos. É uma mensagem clara: “Nós ainda estamos aqui.” E se ainda estão com essa força, é porque tiveram espaço para se estruturar. A responsabilidade política de Claudia Sheinbaum Governar é assumir consequências. Claudia Sheinbaum não pode alegar surpresa diante da reação violenta: o poder do cartel era conhecido, e a capacidade de retaliação era previsível. A pergunta que ecoa é direta: havia um plano sólido para o dia seguinte? Se o governo conhecia a dimensão do CJNG, por que as cidades ficaram vulneráveis? Se havia inteligência prévia, por que a resposta não foi imediata e massiva? Eliminar um chefe não significa desmantelar uma organização. Se a estrutura permanece intacta, a violência apenas se redistribui. E isso é responsabilidade da estratégia de segurança adotada. O México diante de uma escolha O país enfrenta agora um momento decisivo: ou endurece a política de combate ao narcoterrorismo, com presença territorial permanente e inteligência contínua, ou continuará reagindo a crises que poderiam ter sido prevenidas. O que aconteceu após a morte de El Mencho não é um episódio isolado. É um sinal de que o enfrentamento ao narcoterrorismo foi insuficiente. Quando o Estado hesita, o crime avança. Hoje, o México paga o preço dessa hesitação. Veja o vídeo:
Tribunal determina prosseguimento de ação contra Seu Jorge por suposta apropriação indevida de músicas
Os desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado do Rio de Janeiro anularam a sentença que havia declarado extinto o processo movido pelos músicos de Brasília Ricardo Garcia e Kiko Freitas contra o cantor Seu Jorge. A decisão determinou o prosseguimento da ação judicial. O artista é acusado de ter se apropriado indevidamente da autoria das músicas “Carolina”, “Tive Razão”, “Gafieira S. A.”, “Chega no Suingue”, “She Will” e “Não Tem”. A dupla afirma ter criado todas essas composições. Ricardo Garcia declarou que compôs a canção “Carolina” como homenagem à sua namorada de longa data. Já a música “She Will” teria sido criada pelo compositor durante o período em que estudou em uma instituição de ensino americana. A composição “Suingue Musical” foi produzida pela dupla para o conjunto musical Juventude do Samba. A decisão foi unânime. Os desembargadores seguiram o posicionamento da desembargadora Maria Regina Nova, relatora do recurso de apelação apresentado pelos músicos. Em seu voto, a magistrada afirmou: “Pelo exposto, voto no sentido de conhecer e dar prosseguimento ao recurso, para anular a sentença e determinar o regular prosseguimento do feito no Juízo a quo, retornando à fase de instrução probatória, com a designação de audiência de instrução e julgamento e produção das provas anteriormente deferidas”. O processo retornará à fase de produção de provas no juízo de primeira instância. Será designada audiência de instrução e julgamento. Os músicos terão oportunidade de apresentar os elementos que sustentam suas alegações sobre a autoria das composições em litígio.