O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra mais uma vez sua obsessão pelo controle das informações ao defender novamente a regulamentação das redes sociais.
A insistência do petista em controlar o que circula nas plataformas digitais revela o incômodo de quem construiu sua trajetória política com base na manipulação de narrativas e no domínio da comunicação tradicional.
Durante décadas, o PT estruturou sua estratégia política comprando o apoio de veículos de comunicação tradicionais e moldando a informação que chegava aos eleitores mais vulneráveis, garantindo assim votos e poder.
O surgimento e a consolidação das redes sociais, no entanto, quebraram esse monopólio informacional. As plataformas digitais divulgam conteúdos fora do controle governamental e permitem a circulação de informações que contradizem a versão oficial do governo.
Todo o investimento em comprar e cooptar empresas de comunicação já não produz os mesmos resultados de antes. O controle da narrativa escapou das mãos do governo.
É neste contexto que Lula volta a defender a censura disfarçada de regulamentação das redes sociais, repetindo pela enésima vez o sonho dourado de todo governo autoritário: silenciar as vozes que o contradizem.
A tentativa de regular as redes segue o manual clássico de governos que temem a liberdade de expressão e a livre circulação de informações.
