Mesmo cansado e abalado, Bolsonaro ainda mostra muita força. O que ele contou a Michelle no domingo, 23, surpreendeu a todos. Apesar de estar claramente abalado pela prisão, Bolsonaro pediu que o PL se una para decidir os próximos passos. Ele também insistiu que o partido alinhe as estratégias e use um único canal de comunicação entre os aliados. Seguindo o conselho do marido, Michelle participou, na segunda-feira, 24, de uma reunião de emergência do PL para planejar o futuro da sigla depois da prisão. A reunião durou quase cinco horas e terminou com a decisão de retomar a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que ele inclua o PL na pauta da Anistia.
Rompimento de Motta com Lindbergh significa romper com Gleisi, o braço esquerdo de Lula
Na tarde de segunda, 24, a bancada do PL se reuniu e prometeu que a votação da Anistia acontecerá nesta quarta, 26 de novembro. Hugo Motta cancelou a viagem ao exterior e, de forma inesperada, cortou relações com Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara. Esse afastamento significa, na prática, um rompimento com Gleisi Hoffmann, braço esquerdo de Lula. A detenção de Bolsonaro fez a Anistia ser levada ao plenário antes. Sem essa pressão, o Congresso poderia ter adiado o tema para o próximo ano eleitoral, usando‑o como bandeira para angariar votos, tanto dos que apoiam quanto dos que se opõem. É mais fácil falar de ideologia do que encarar fraudes contra aposentados, prejuízos nas estatais, inflação, crise e contas públicas. A fome, a sede e a violência já são promessas de campanha; a Anistia também seria. Mas Moraes empurrou a resolução com pressa, ainda sem clareza de motivos, já que o pedido de prisão estava pronto antes da questão da tornozeleira. Nesta quarta, Brasília será o cenário da decisão mais marcante das últimas décadas. Além das vidas em jogo, vamos descobrir de verdade quantos progressistas, conservadores e legalistas compõem o Congresso. Estou cursando pós‑graduação em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político na Universidade Estácio de Sá, RJ.
A Síndrome de Calígula
Em um banquete luxuoso, Calígula riu subitamente. Os cônsules ao seu lado perguntaram o motivo da risada. Ele respondeu: “Por quê? Porque basta um gesto de cabeça para eu mandar degolar ambos, sem demora”. (Suetônio – “As Vidas dos Doze Césares” – Calígula – pág. 159). Existem várias “síndromes” que afetam a humanidade: a da guerra nuclear, a da inflação descontrolada e a famosa “síndrome de Estocolmo”, que é quando a vítima passa a sentir simpatia pelos sequestradores por motivos políticos. Ela apareceu pela primeira vez em Estocolmo, quando um diplomata da Alemanha Ocidental foi raptado. Ao ser libertado, surpreendeu a todos ao dizer que simpatizava com o grupo terrorista Baader-Meinhoff que o capturou. Copiando o absurdo do diplomata alemão, o presidente desacreditado contou ao povo da Terra dos Papagaios que sente muita simpatia pelos ladrões e traficantes que atormentam os brasileiros, alegando que esses criminosos também são vítimas. Depois que o presidente falou assim, o país ficou tomado por um clima de insegurança. As declarações de Lula defendendo os criminosos deixaram a população ainda mais preocupada. Assim, o governo brasileiro, sempre criativo, adicionou mais uma doença à lista: a “Síndrome de Calígula”. A síndrome descreve um governo eleito para cuidar da população, mas que age ao contrário, gerando medo, temor e insegurança entre os brasileiros. É a mesma ameaça invisível que assustou os cônsules na festa de Calígula, mencionada no início deste texto. Suetônio narrou os fatos sobre Calígulo em “As Vidas dos Doze Césares” e Dião Cássio fez o mesmo em “História Romana”. Caio Júlio César Augusto Germânico, conhecido como Calígula, governou Roma de 37 a 41 d.C., quando foi assassinado. Quando ainda era criança, de quatro ou cinco anos, acompanhou a família numa campanha na Germânia. Lá, os soldados do pai o apelidaram de “Calígula”, que significa “sandálias”, por usar pequenas botas militares. Os historiadores dizem que Calígula começou como um líder “bom, generoso, justo e preocupado com o povo”, mas com o tempo revelou seu lado real: egoísta, cruel, sádico, extravagante e perverso. Acabou se tornando um tirano insano e assassino. Na Terra dos Papagaios, o presidente desacreditado, que sofre da “Síndrome de Calígula”, criou 39 ministérios que só servem para divulgar seus ministros. Ele fechou todas as estatais lucrativas do governo anterior e, como Calígula, nomeou seus aliados para cargos importantes, mesmo sem nenhuma qualificação. O Calígula brasileiro governa com o apoio de aduladores, partidos de esquerda, imprensa submissa, “artistas” e movimentos sociais que recebem recursos do Estado. Ele se aliou ao Supremo, nomeando petistas de carteirinha, seu advogado pessoal e simpatizantes do progressismo, violando a Constituição. Após o desastre da COP30 – que acabou em incêndio e recebeu críticas por toda a incompetência – o governo tentou prender Bolsonaro antes do tempo, usando o “menino de recados” do Supremo, Moraes, para distrair a população do desperdício de dinheiro no Pará. Foi dinheiro jogado fora, tirado dos impostos dos brasileiros. O Calígula brasileiro nem se incomoda. Ignorando tudo, viajou ao G20 e lá soltou ainda mais asneias e arrogância. Querendo ser pior que o Calígula original, o presidente nomeou para o cargo de “salvador” da nação Barroso, que tem proibição de entrar nos EUA, e seu favorito, Jorge Messias. Messias, que não cumpre nenhum dos requisitos constitucionais para ser Supremo (na verdade, nenhum dos atuais cumpre), fez algo notável em sua tese de doutorado na UnB, defendida no ano passado: Duda Teixeira escreveu sobre isso em um artigo no site “O Antagonista”: O jornalista Cláudio Dantas também comentou o assunto em seu site: Fiquem atentos: as afirmações são totalmente sem base. A realidade prova o contrário, já que os acusados confessaram os crimes, devolveram milhões roubados dos cofres públicos e foram condenados, inclusive o presidente que Messias idolatra. Messias virou “doutor” ao elogiar Lula e seu governo, o que afronta a ciência e o senso comum. Ainda assim, a banca da UnB, cheia de “doutores” também, considerou a tese bajuladora como algo extraordinário – um marco na história, segundo eles. A seguir, alguns trechos da tese que glorificam Lula: Messias escreveu que bajular o presidente petista vale mais que “conhecimento jurídico reconhecido”. Agora ele acredita que seu esforço será recompensado. A “Síndrome de Calígula” que afeta Lula faz com que ele empurre o bajulador Messias para o Senado e, assim, silencie todos os críticos de sua gestão fracassada, usando um “supremo” que obedece suas ordens. Professor, pós‑graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”, Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Surgem detalhes da rotina de Bolsonaro na prisão e o livro que está lendo é revelado
Desde o sábado, 22 de novembro, Bolsonaro está preso na Superintendência da PF, em Brasília, e tem passado um tempo lendo a Bíblia. O livro chegou nas mãos de Bolsonaro graças a Eduardo, irmão da ex‑primeira‑dama Michelle, que o trouxe até a sala onde ele está detido. Ele também sai todos os dias para tomar sol no pátio interno da PF, como a rotina dos presos, sempre com a vigilância dos guardas. Segundo quem está perto, Bolsonaro não aceita a comida da prisão. Ele prefere comer o que a família e os assessores enviam, seguindo a dieta que o médico recomenda. Poucos dias antes do julgamento, saiu um livro chamado “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. Ele descreve o absurdo que agora se tornou real com a prisão de Bolsonaro. No livro, o autor acusa um verdadeiro aparato de perseguição política contra Bolsonaro, juntando instituições, a imprensa e grupos progressistas para derrubar seu governo e calar os conservadores. Ele ainda aponta como tudo deve terminar. Hoje, a obra virou um registro histórico, um grito contra a censura e o que ele chama de “sistema”.
Moraes toma decisão totalmente inócua contra Ramagem
Nesta terça (25), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou colocar o deputado Alexandre Ramagem (PL‑RJ) no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. A ordem vem junto com o mandado de prisão contra ele. Moraes justificou a medida porque Ramagem já foi condenado na investigação da chamada ‘trama golpista’. Ele pediu que o Rio de Janeiro tome providências rápidas para achar o deputado. Ramagem está nos Estados Unidos, como se sabe. Por isso, Moraes precisará solicitar sua extradição. Ramagem, porém, afirma que conta com apoio do governo americano e que está completamente seguro.
AO VIVO: Senado vai soltar Bolsonaro? / A hora da anistia chegou (veja o vídeo)
O STF já deu a última palavra: a decisão contra Bolsonaro e o núcleo 1 da chamada “trama golpista” está definitiva. Não cabe mais recurso e o ex‑presidente pode começar a cumprir os 27 anos de prisão. Mas a partida continua. O senador Carlos Viana está juntando assinaturas para um projeto de anistia no Senado que protegeria Bolsonaro e todos que participaram dos atos de 8 de janeiro, alegando que a lei foi interpretada de forma errada. Ao mesmo tempo, Jorge Messias, aliado de Lula, enfrenta forte resistência no Senado para ser nomeado ministro do STF. A oposição grita ‘não’ e Davi Alcolumbre tenta colocar Rodrigo Pacheco no cargo, cobrando os favores que recebeu do governo. Para analisar tudo isso, o Jornal do JCO recebeu a advogada Carol Sponza, o deputado federal José Medeiros e o jornalista Diogo Forjaz. Assista, compartilhe e apoie o Jornal da Cidade Online!
Oposição pressiona pela votação da Anistia: “A Câmara precisa pautar ainda esta semana”
A bancada opositora disse que vai cobrar do presidente da Câmara a votação da anistia para os acusados do 8 de janeiro ainda nesta semana, alegando que a medida é urgente para acalmar o país e garantir a segurança jurídica. O vice‑líder da oposição, deputado Sanderson (PL‑RS), disse que a Câmara não pode deixar essa proposta, que tem amplo apoio da população, para depois. Rodrigo Valadares (União‑SE) concordou, afirmando que a votação é essencial para fechar o ciclo de perseguições políticas. Coronel Tadeu (PL‑SP) garantiu que a oposição vai agir em conjunto para levar a proposta adiante. “Não vamos deixar esse tema na gaveta. A anistia representa o que a sociedade quer e é um dever moral do Parlamento. Vamos lutar para que a votação aconteça ainda esta semana, custe o que custar.” Capitão Alberto Neto (PL‑AM) recordou que a anistia já foi um recurso histórico da democracia no Brasil. Para fechar, Rodolfo Nogueira (PL‑MS) declarou que a bancada permanece unida e firme na missão.
Pai e irmãos de deputado são presos em operação do Gaeco
Na terça‑feira (25), o Gaeco, com apoio do Batalhão de Choque da PM, prendeu o empresário Roberto Razuk em Dourados (MS) durante a ação. Junto a ele, foram detidos seus dois filhos, Jorge e Rafael, e ainda o advogado Rhiad Abdulahad. Roberto Razuk é o pai do deputado estadual de MS, Neno Razuk. Com 80 anos, o empresário foi capturado dentro de casa, na Rua João Cândido Câmara, em Dourados, a 251 km da capital. Até o momento, o deputado Neno Razuk não foi preso, mas a polícia bateu na porta de seu chefe de gabinete, Marco Aurélio Horta, conhecido como “Marquinho”. Rhiad Abdulahad, advogado preso, é filho de José Eduardo Abdulahad – “Zeizo” – que foi alvo da primeira fase da Operação Sucessione, iniciada em dezembro de 2023. Morando em Ponta Porã, “Zeizo” era apontado como gerente do jogo do bicho no sul de MS, ficou foragido quase um ano e hoje cumpre prisão em casa.
Firme, Regina Duarte surpreende na reação à prisão de Bolsonaro
Regina Duarte, que foi Secretária de Cultura de Bolsonaro por três meses, mostrou apoio ao ex‑presidente no Instagram, mas de forma indireta, logo depois que ele foi preso preventivamente na madrugada de sábado (22). Ao invés de falar da prisão, Regina repostou um print de um post que ela mesma fez em maio. Nesse repost, ela citou Olavo de Carvalho (1947‑2022), escritor que sempre defendeu Bolsonaro. A legenda que aparece no print diz: Ela ainda compartilhou no Instagram um vídeo da Jovem Pan com Renato Bolsonaro, irmão de Jair. No vídeo, Renato chama a prisão de ‘a conclusão de uma injustiça’. No vídeo, aparece um texto sobre a imagem de Renato, dizendo:
“Bessias” pode sofrer um golpe fatal em suas pretensões na próxima quinta-feira
Na quinta (27), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI do INSS, disse que vai levar à votação o pedido para chamar o advogado‑geral da União, Jorge Messias. Ele explicou que a decisão de fazer o ministro prestar depoimento fica a cargo dos membros da comissão. O senador ainda afirmou que, quando o assunto é de interesse público, a verdade sempre vem à tona e o Parlamento serve exatamente para isso. A justificativa para chamar Messias à CPMI é que ele teria desconsiderado avisos da AGU, que apontou suspeitas de irregularidades no Sindnapi. Esse sindicato tem entre seus dirigentes José Ferreira da Silva, o Frei Chico, que é irmão de Lula. Lula indicou Messias para a vaga que ficou livre no STF depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, mas ele tem tido problemas para conseguir a aprovação no Senado. Por isso, a convocação da CPMI do INSS pode ser um golpe decisivo que arruínará suas chances.