Na terça (18), a Câmara aprovou uma emenda que impede presos provisórios de se registrarem como eleitores e cancela o título de quem já tem. O texto faz parte do PL 5.582/2025, o PL Antifacção, apresentado por Marcel van Hattem (Novo‑RS). A votação deu 349 a favor e 40 contra. O relatório de Guilherme Derrite (PP‑SP) sobre o texto principal foi aprovado por 370 deputados, contra 110 que votaram contra. O PL traz punições mais duras para organizações criminosas e cria crimes novos direcionados a membros de facções. Na hora de defender o projeto, van Hattem atacou a ideia de presos votarem. Ele disse que quem está fora da sociedade não pode decidir o futuro nas urnas, chamando isso de absurdo. “É ridículo dizer que no Brasil preso pode votar, como se fosse algo que acontece em outros países”, afirmou o gaúcho, chamando o voto de detento de mera regalia. No relatório, Derrite define legalmente o que é uma “organização criminosa ultraviolenta”, ou facção. Ele descreve como um grupo de três ou mais pessoas que usa violência, ameaça ou coerção para dominar território, intimidar a população ou autoridades, e atacar serviços e infraestrutura essenciais. O PL cria o crime de “domínio social estruturado”, que cobre quem usa violência para controlar território, ataca as forças de segurança ou sabota serviços públicos essenciais. A punição para esse crime vai de 20 a 40 anos de prisão. O texto ainda permite agravantes que podem elevar a pena em até dois terços ou reduzir pela metade, dependendo se o crime foi cometido por líderes de facções ou tem ligações internacionais. A pena fica maior se o crime buscar ganho econômico, como mineração ilegal ou exploração sem autorização. Violência contra autoridades ou pessoas vulneráveis também eleva a punição. O PL preserva o poder da Receita Federal, do Banco Central e demais fiscalizadores para confiscar bens imediatamente. Além disso, o juiz pode decretar confisco extraordinário mesmo sem condenação criminal.
O relativismo de Eric Hobsbawm: Mais um engodo no processo de “santificação” dos ídolos comunistas
Provavelmente, em algum momento, você ouviu falar de Eric Hobsbawm. Ele é leitura obrigatória nos cursos de História, virou ícone da esquerda e é tratado como santo pelos comunistas. Seu livro mais famoso, ‘A Era dos Extremos’, mostra tanto seus pontos fortes quanto suas falhas como pensador. Li um texto no UOL sobre Hobsbawm. Conhecendo o viés do portal, já esperava bajulação e mentiras. Foi exatamente isso que encontrei: o artigo o chama de ‘historiador das lutas sociais’ e ‘militante crítico’. Quem entende como a esquerda transforma seus ídolos em santos sabe que esse engodo faz parte do plano, e aqui não foi diferente. Hobsbawm viveu as grandes tragédias do século XX. Nasceu no Egito, filho de judeus, ficou órfão e foi criado pelos tios que se mudaram para a Alemanha. Em Berlim, viu a queda da República e a ascensão de Hitler ao poder, com o surgimento do Terceiro Reich. O pós‑guerra trouxe totalitarismos que despedaçaram a democracia liberal e derrubaram monarquias europeias. Diante desse cenário, ele abraçou o comunismo e manteve essa escolha até o fim da vida. Essa escolha explica muito de sua produção. Como historiador marxista, Hobsbawm tenta contar a história sob a lente da luta de classes, colocando a economia acima de tudo. Segundo Marx, quem controla os meios de produção determina as relações humanas; tudo o mais – tradições, nações, religião – seria apenas ‘superestrutura’. Em resumo, a condição material dos ricos e dos pobres move a história, enquanto ideias são usadas pelos poderosos para oprimir os demais. Mas Marx errou ao colocar tudo na economia. Antes mesmo das fábricas, já existiam instituições baseadas em costumes que guiavam a vida das pessoas – como o direito consuetudinário na Inglaterra de Hobsbawm. Isso impede que a história seja vista só pela luta de classes. Além disso, a teoria da ‘mais‑valia’ foi refutada pela Escola Austríaca, provando a falha intelectual do marxismo. Mesmo assim, Hobsbawm ignora essas críticas. O entusiasmo pela causa comunista o fez relativizar os inúmeros crimes e genocídios do regime. Em ‘A Era dos Extremos’, não há nenhuma crítica à violência da Revolução Russa. Pelo contrário, Lênin é apresentado como quem ouviu o povo. O autor deixa de fora que a revolução foi liderada por uma elite intelectual marxista, não pelas massas. Ele também omite a supressão dos tribunais e o Terror Vermelho, que tirou cerca de 1,2 milhão de vidas. O texto do UOL diz que Hobsbawm condenou a invasão soviética da Hungria em 1956, quando cerca de 20 mil opositores foram mortos. Isso é mentira. Na época, ele justificou a ação como ‘necessária para impedir um governo de direita’. O Partido Comunista britânico nunca repudiou o massacre, e Hobsbawm permaneceu filiado até 1991, ao contrário de E. J. Thompson, que saiu do partido ao saber dos tanques em Budapeste. O comunismo gerou as maiores matanças da história. Em todo país onde o regime se instalou, deixou um rastro de destruição e milhares de mortos. Nenhum líder comunista escapou de sujar as mãos de sangue, arruinar a economia e destruir a liberdade dos cidadãos que conseguiram fugir. Prometendo um paraíso terrestre, entregou apenas o inferno. Como dizia Gustavo Corção, quem tenta transformar a Terra em paraíso perde a felicidade do céu. Não dá para aceitar que um homem tão instruído como Hobsbawm não tenha revelado as atrocidades do comunismo. Seu apego à ideologia política impediu que falasse a verdade, manchando sua credibilidade como historiador e como comentarista público. Defender até o fim um movimento responsável pelo maior genocídio da humanidade mostra que a paixão ideológica pode superar o amor pela verdade. O relativismo de Hobsbawm abre caminho para mais desgraças – para ele, para quem compartilha o mesmo erro e para inocentes que pagam o preço.
URGENTE: Justiça decide sobre pedido de liberdade para dono do Banco Master
A desembargadora Solange Salgado da Silva já deu o veredito sobre o pedido de liberdade que os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, fizeram. Vorcaro está sendo investigado por supostas fraudes que teriam prejudicado o sistema financeiro nacional na venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Enquanto isso, a defesa ainda aguarda o TRF1 analisar outro habeas corpus que entrou.
Vaza “plano” de Trump contra Maduro
O New York Times trouxe à tona informações nunca antes divulgadas sobre como Donald Trump tem agido nos bastidores para apertar ainda mais o cerco ao governo de Nicolás Maduro. Fontes do governo dos EUA dizem que Trump autorizou novas medidas, inclusive possíveis missões secretas da CIA, para preparar uma eventual ofensiva militar maior. O objetivo é isolar o ditador venezuelano e expandir a influência política e estratégica dos EUA na região. O jornal também contou que Trump deu sinal verde para abrir novas conversas paralelas com representantes de Maduro. Nessas negociações, o venezuelano chegou a pensar em deixar o cargo, algo que ele vinha adiando por anos. Mas a Casa Branca descartou a ideia, alegando que ainda não era o momento certo para uma transição. O Pentágono enviou navios de guerra ao Caribe e atacou pequenas embarcações que, segundo Washington, fazem parte de redes de tráfico de droga ligadas à Venezuela. Os EUA afirmam que Maduro governa sem legitimidade e tem ligações com cartéis internacionais, o que reacende rumores de uma invasão militar. Maduro rebate as acusações e avisou os americanos de que uma “guerra insana” seria o que eles estariam iniciando. Mesmo sem tropas em solo venezuelano, o NYT diz que autoridades de Washington estudam novos passos, como sabotagem ou ataques cibernéticos, psicológicos e de informação, para tornar o regime chavista mais caro politicamente. Essas opções estão sendo analisadas junto com o aumento da pressão diplomática e de sanções. Fontes do jornal relataram que o Departamento de Defesa já montou listas de instalações supostamente ligadas ao tráfico de drogas e está avaliando ataques a unidades militares que ainda apoiam Maduro. Na semana passada, Trump se reuniu duas vezes na Sala de Situação da Casa Branca com seus principais conselheiros para discutir esses cenários e pesar riscos e oportunidades. Enquanto mandava a CIA avançar em possíveis missões secretas, Trump reabriu canais informais de diálogo com Maduro, que haviam sido interrompidos no mês passado. Quem acompanhou as conversas disse que o líder venezuelano mostrou interesse em deixar empresas americanas de energia explorar mais o petróleo do país. Trump confirmou publicamente o contato no domingo, dizendo… A resposta de Caracas foi imediata: o governo venezuelano chamou a movimentação militar dos EUA de violação da soberania e de tentativa de golpe, colocando suas Forças Armadas em alerta máximo. Ao mesmo tempo, a Rússia reforçou seu apoio a Maduro, defendendo a soberania da Venezuela e condenando qualquer intervenção externa que queira mudar o cenário político.
Lula inaugura majestosa ponte feita quase que totalmente por Bolsonaro e música desmoralizante viraliza (veja o vídeo)
A ponte que cruza o Rio Araguaia, ligando Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA), foi aprovada e quase toda feita durante o governo Bolsonaro, com as obras começando em 2019 pelo Ministério da Infraestrutura. Em novembro de 2025, Lula abriu a ponte, concluindo o projeto que começou no governo anterior. Obras de infraestrutura costumam passar de um governo ao outro, mas o progresso real aconteceu entre 2019 e 2022. A abertura da ponte por Lula ainda gerou uma música que lembra a gente da situação real.
AO VIVO: A providencial “fuga” de Ramagem (veja o vídeo)
Mesmo com o STF tendo cancelado seus passaportes, o deputado Alexandre Ramagem, que já foi diretor da Abin, deixou o país há mais de um mês, levando esposa e filhas. Foi o jornalista Guilherme Amado quem contou que Ramagem está nos EUA; ele já tinha publicado a matéria que levou à prisão do ex‑assessor de Bolsonaro, Filipe Martins. O Centrão parece estar se afastando de Lula. O presidente criticou o PL Antifacção, que passou na Câmara, e Hugo Motta respondeu que o governo errou ao aprovar a medida. Trump também pediu a divulgação de documentos secretos sobre o bilionário Jeffrey Epstein. Agora, a gente aguarda a lista de poderosos que aparecem nesses papéis. No programa Bom Dia, a vereadora Fernanda Barth e o jornalista José Carlos Bernardi vão analisar tudo. Veja, compartilhe e ajude o Jornal da Cidade Online. Só conseguimos continuar graças aos assinantes e parceiros. Se quiser apoiar, torne‑se assinante e ganhe acesso ao primeiro podcast conservador do Brasil e à Revista A Verdade, que traz os “assuntos proibidos” no país.
Chanceler alemão volta a falar do Brasil e manda resposta a Lula
Na quarta‑feira (19), em Berlim, o primeiro‑ministro Friedrich Merz reafirmou que a Alemanha está entre os países mais belos do planeta. Ele fez o discurso logo depois de se encontrar com o primeiro‑ministro sueco Ulf Kristersson e ainda em meio à polêmica causada pelos seus comentários sobre Belém na COP30. A controvérsia surgiu na semana passada, quando Merz, falando no Congresso Alemão do Comércio, falou sobre a volta da delegação alemã depois da visita ao Brasil. Stefan Kornelius, porta‑voz do governo alemão, diminuiu o caso em entrevista. Segundo ele, Merz nunca insultou Belém nem o Brasil. Kornelius ainda disse que o alvoroço em torno do assunto não tem base nos fatos. Lula respondeu às críticas do primeiro‑ministro alemão na terça‑feira (18). Igor Normando (MDB), prefeito de Belém, chamou a fala de Merz de “infeliz, arrogante e preconceituosa” na segunda‑feira (17). Ele fez a crítica depois que Merz passou pela cidade durante a Cúpula de Líderes, que precedeu a conferência climática da ONU, ainda em andamento até 21 de novembro. Helder Barbalho, governador do Pará, disse que a Amazônia recebeu os convidados internacionais “de portas abertas, com a força de um povo acolhedor”. Ele ainda acrescentou que quem se diz responsável por aquecer o planeta agora questiona o calor da Amazônia. As palavras de Merz ecoaram por todo o Brasil. Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, postou no X na terça‑feira, chamando o primeiro‑ministro alemão de “filhote de Hitler vagabundo” e “nazista”.
Zambelli tem “trunfo” contra a extradição e decisão final da Justiça italiana tem data marcada
O advogado Fábio Pagnozzi, que defende a deputada Carla Zambelli (PL‑SP), disse que a defesa tem uma carta forte para usar no julgamento da extradição, marcado para 27 de novembro. Zambelli está presa na Itália desde fevereiro, o que aumenta a pressão e mostra o quão delicada é a decisão. Pagnozzi contou que, mesmo com argumentos jurídicos fortes, o resultado vai depender muito da política italiana. Ele avisou que ganhar na justiça não garante que a extradição seja barrada. Ele disse que isso mostra como a lei italiana dá ao governo o último voto no caso. A defesa aponta que o ponto fraco está no pedido do Brasil. Pagnozzi afirma que a solicitação não saiu da autoridade certa. Para ele, essa falha tira a validade legal do pedido que foi enviado à Itália. Pagnozzi ainda acusa o governo italiano de quebrar acordos internacionais, dizendo que violou protocolos de cooperação criminal e que esses instrumentos não servem para caçar opositores políticos. Por último, o advogado reforçou que o processo tem provas suficientes de perseguição política. A defesa conta que esses argumentos vão pesar no julgamento, mas admite que a decisão final ainda depende muito da atitude do governo italiano.
Deputado petista dá suas primeiras declarações após “surra” em briga de rua (veja o vídeo)
Renato Freitas, deputado, saiu pela primeira vez para falar depois de se meter numa briga de rua com um homem que ainda não foi identificado. Ele diz que foi atacado e que só reagiu em legítima defesa, mas quem viu os vídeos nas redes sociais tem outra impressão. Mesmo assim, fica claro que o deputado, com 41 anos, se comportou como um garoto irresponsável, sem o decoro que o cargo exige.
Médica recebe cruel condenação por “traição à pátria” por criticar Maduro em áudio via WhatsApp
A médica de 65 anos, Marggie Orozco, da Venezuela, recebeu 30 anos de cadeia depois de mandar um áudio no WhatsApp criticando Nicolás Maduro e chamando a gente a votar nas eleições de julho de 2024. O juiz do 4º Tribunal de Juízo do Circuito Penal de Táchira assinou a decisão na sexta‑feira, 14. O Clippve – Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela – publicou a notícia, e o ex‑governador de Táchira, César Pérez Vivas, confirmou. A ONG diz que Orozco foi acusada de traição à pátria, incitar o ódio e conspirar, num julgamento que, segundo eles, pisou na liberdade de expressão. Ela foi presa em agosto de 2024, na cidade de San Juan de Colón, bem perto da fronteira com a Colômbia. Família e ativistas contam que a denúncia veio de uma membro dos CLAP, os Comitês Locais de Abastecimento e Produção, que são controlados pelo governo chavista. Pérez Vivas escreveu no X que a decisão da juíza Luz Dary Moreno foi um ato perverso contra alguém com sérios problemas de saúde. Ele ainda contou que Orozco teve um infarto em setembro, ainda presa pela Polícia Nacional Bolivariana. Vivas ainda lembra que a médica sofre de depressão crônica desde 2013, o que piora ainda mais sua condição. Segundo o Foro Penal, hoje a Venezuela tem 882 presos políticos, entre civis e militares. O que chamam de processo legal – denúncia, defesa e sentença – na verdade é pura censura. Não dá para negar: é perseguição. É assim que as ditaduras agem: fingem seguir a lei só para criar uma aparência de legitimidade.