Uma ampla operação de buscas em diferentes pontos de Nova York está sendo realizada para localizar um adolescente de 15 anos desaparecido desde 9 de janeiro, depois de viajar sozinho de Long Island para Manhattan. De acordo com a polícia e com relatos da família, o jovem teria feito o deslocamento para encontrar alguém que conhecia na plataforma de jogos Roblox. Ele foi visto pela última vez por volta das 17h30 na estação Grand Central, em Manhattan, depois de deixar a escola em St. James, Long Island, pouco após as 15h30. Câmeras de segurança registraram o rapaz carregando uma mochila preta e um objeto volumoso, vestindo jaqueta escura com detalhes em vermelho, calça esportiva e óculos. A mãe do adolescente contou à revista People que o comportamento era incomum e que ele nunca havia saído de casa sem avisar. A família considera que a viagem pode ter sido motivada por um encontro com alguém conhecido apenas virtualmente, por meio do Roblox. O pai, em declaração ao News 12, afirmou não compreender o motivo do desaparecimento. Um porta‑voz da Roblox declarou que a empresa está cooperando com as autoridades e ressaltou que a segurança dos usuários é prioridade, com filtros que impedem o compartilhamento de dados pessoais e a troca de imagens ou vídeos entre jogadores. Especialistas e organizações de proteção à infância alertam que casos semelhantes reacendem o debate sobre os riscos da interação online entre menores e desconhecidos, reforçando a importância da supervisão e do diálogo familiar.
LÍDER DO PT ADMITIU INDICAR LEWANDOWSKI AO BANCO MASTER E CHAMOU A SITUAÇÃO DE ‘HISTÓRIA MEDÍOCRE’
Jaques Wagner (PT-BA) confirmou que indicou o ex‑ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master. O contrato previa remuneração de R$ 250 mil mensais e perdurou quase dois anos, mesmo após a nomeação de Lewandowski para o Ministério da Justiça no governo Lula (PT). Wagner afirmou que “foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski”, acrescentando que “seguramente o banco considerou a sugestão adequada e o contratou”. Ao dar essa explicação, Wagner tenta minimizar seus estreitos vínculos com o Banco Master, especialmente com Augusto Lima, ex‑sócio de Vorcaro e ex‑CEO da instituição. Augusto Lima foi responsável, em 2018, pela criação do cartão Credcesta, produto de crédito consignado destinado a servidores públicos e inicialmente operado no âmbito do governo estadual. O negócio prosperou durante as gestões petistas na Bahia, estado governado pelo PT desde 2007, quando Jaques Wagner assumiu a chefia do executivo estadual. O texto ainda menciona que detalhes e revelações sobre o passado do petista estão presentes no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”, cujo link de compra é fornecido.
Moraes fixa prazo de 5 dias à PM e permite que Bolsonaro retorne para casa
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, encaminhe à Corte um relatório minucioso sobre a rotina do ex‑presidente Jair Bolsonaro desde sua transferência para a unidade. O prazo para o envio das informações foi fixado em cinco dias, contados a partir desta segunda‑feira, 26. Conforme a decisão, o documento deve detalhar todas as atividades do custodiado, incluindo visitas de advogados, familiares e amigos, consultas e exames médicos, sessões de fisioterapia, práticas de atividade física, eventuais tarefas laborais, leituras e quaisquer outras ocorrências relevantes, sempre indicando datas e horários. Segundo a colunista Malu Gaspar, aliados demonstraram otimismo nos últimos dias quanto à possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes colocar o ex‑presidente da República em prisão domiciliar. Ela afirmou: O motivo é um ponto da decisão de Moraes que determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do complexo da Papuda e conhecido como “Papudinha”. Moraes determinou que Bolsonaro seja submetido “imediatamente” a uma junta médica composta por médicos da Polícia Federal para a “avaliação do seu quadro clínico” e suas “necessidades para o cumprimento da pena”. Assista:
Petrobras corta preço da gasolina em 5,2% no meio da campanha eleitoral
Petrobras anunciou na segunda‑feira (26) que reduzirá em 5,2% o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras, a partir de terça‑feira (27). A diminuição corresponde a R$ 0,14 por litro, fazendo o preço médio cair para R$ 2,57. Segundo a estatal, trata‑se do primeiro ajuste no preço da gasolina desde outubro de 2025. Com a medida, o combustível acumula queda de R$ 0,50 por litro desde dezembro de 2022, indicando tendência de redução nos últimos anos. Considerando a inflação acumulada no período, a Petrobras afirma que a diminuição real chega a 26,9%. A empresa atribui o resultado à política de preços adotada recentemente, que leva em conta fatores de mercado e condições internas. Em relação ao diesel, a empresa informou que não haverá alteração nos valores praticados para as distribuidoras neste momento. Contudo, o diesel também registrou recuo significativo desde dezembro de 2022; a redução real acumulada, ajustada pela inflação, atinge 36,3%. Em nota oficial, a Petrobras reiterou que, a partir de 27/01, o preço médio de venda da gasolina A será de R$ 2,57 por litro, consolidando a redução de R$ 0,14 por litro. Reforçou ainda que, desde dezembro de 2022, a gasolina já foi reduzida em R$ 0,50 por litro, correspondendo a uma queda real de 26,9% no período. Quanto ao diesel, destacou que os preços permanecem inalterados agora, lembrando que a redução real acumulada, corrigida pela inflação, soma 36,3%. Tudo isso ocorre em pleno ano eleitoral… coincidência?
Moraes mantém “não” à prisão que ele chama de mais absurda
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda‑feira (26) manter a prisão preventiva de Filipe Martins, ex‑assessor para assuntos internacionais do governo do ex‑presidente Jair Bolsonaro. Segundo o magistrado, a defesa não apresentou elementos novos capazes de afastar a constatação de violação das medidas cautelares anteriormente impostas. Filipe Martins está preso preventivamente desde 2 de janeiro, quando Moraes converteu a prisão domiciliar em custódia preventiva. A decisão foi tomada após o ministro apontar que o ex‑assessor utilizou a rede social LinkedIn para pesquisar perfis de terceiros, o que configuraria descumprimento das restrições determinadas pela Justiça. Antes disso, Martins cumpria apenas medidas cautelares. A mudança de entendimento ocorreu em um contexto mais amplo, após a fuga do país de Silvinei Vasques, ex‑diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), episódio que levou o STF a endurecer o controle sobre investigados ligados à suposta trama golpista. A influencer Bárbara Te Atualizei resumiu: “Filipe Martins NÃO ACESSOU O LINKEDIN. A defesa protocolou um documento fornecido pela Microsoft e o PGR simplesmente desconsiderou… válido mesmo é o print, sem perícia, enviado por e‑mail, de um desafeto ideológico. Me faltam palavras…” A crueldade, o absurdo e a desumanidade da perseguição contra o ex‑presidente Bolsonaro e seus aliados não têm fim. Tudo indica que, em breve, situações ainda mais graves podem ocorrer. Há quem tente eliminar a vida do presidente e esconder o que realmente aconteceu em 2022. Contudo, para o “terror” do “sistema”, a verdade não será silenciada.
Ex‑ministro do Supremo chileno é preso
Não… Ainda não aconteceu no Brasil, mas o Chile já começa a dar exemplos de que a Justiça do país ainda segue firme. Na noite de domingo, 25, a ex‑ministra da Suprema Corte Ángela Vivanco foi presa em sua residência no bairro de Las Condes, em Santiago. A ex‑magistrada é acusada de suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência, em um caso considerado histórico no país. Após a detenção, Ángela Vivanco foi encaminhada ao Centro de Justiça de Santiago, onde deverá ser formalmente denunciada pelas autoridades. A prisão de uma ex‑integrante da Suprema Corte é apontada como um episódio sem precedentes na história institucional do Chile. A investigação apura a suposta ligação da ex‑ministra com o advogado Luis Hermosilla, aliado do ex‑presidente Sebastián Piñera, no contexto do caso conhecido como “Boneca Bielorrussa”. O esquema envolveria decisões judiciais favoráveis mediante pagamentos ilícitos. Afastamento e outras prisões Vivanco já havia sido destituída do cargo em outubro do ano passado, quando surgiram os primeiros indícios de irregularidades. Em 7 de novembro, o marido da ex‑ministra, Gonzalo Migueles, e os advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos também foram formalmente acusados. Ambos permanecem presos preventivamente em uma unidade destinada a crimes de “colarinho branco”. Durante as operações policiais, foram apreendidos quase US$ 14 milhões em dinheiro vivo, além de outros US$ 7 mil guardados em cofres e caixas de papelão. A maior parte do montante foi localizada nos escritórios dos advogados Vargas e Lagos. Detalhes do caso “Boneca Bielorrussa” No centro do escândalo, Ángela Vivanco é acusada de ter recebido subornos da empresa Belaz Movitec SpA, formada pela chilena Movitec e pela companhia bielorrussa Belaz. O grupo empresarial era representado judicialmente pelos advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos. Segundo a investigação, cerca de US$ 57 milhões teriam sido pagos à então magistrada por intermédio de seu marido, Gonzalo Migueles, para que ela atuasse de forma favorável à empresa em um litígio contra a estatal chilena Codelco. O processo teve início no Tribunal de Apelações de Copiapó, que decidiu contra a Belaz Movitec SpA, condenando a companhia ao pagamento de US$ 20 milhões à Codelco por quebra de contrato. Posteriormente, contudo, a Suprema Corte — presidida de maneira extraordinária por Ángela Vivanco — reverteu a decisão, fato que passou a ser um dos principais focos da apuração. O caso segue sob investigação e é tratado pelas autoridades chilenas como um dos maiores escândalos judiciais do país, tanto pelo volume financeiro envolvido quanto pelo impacto institucional.
Bolsonaro afirma que prêmio da Mega da Virada já foi sacado por outra pessoa
Renato Bolsonaro afirmou nesta segunda‑feira (26/1) que não conseguiu resgatar o prêmio da Mega da Virada 2025 obtido em conjunto com o irmão, o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, ao procurar uma casa lotérica, foi informado de que o valor referente ao acerto da quadra já havia sido retirado por outra pessoa. No dia 1º de janeiro, Renato divulgou publicamente que ele e o ex‑presidente acertaram quatro números no sorteio especial de fim de ano. Pré‑candidato a deputado federal pelo PL, explicou que a aposta foi feita por meio de um bolão, que também contou com a participação de um ex‑assessor de Jair Bolsonaro. O prêmio totalizava R$ 216,76. A tentativa de saque ocorreu na última segunda‑feira (20) em uma casa lotérica situada em Miracatu, interior de São Paulo. No atendimento, a funcionária informou que o prêmio já constava como pago no sistema, impedindo o resgate. “Fui até a casa lotérica para receber o prêmio e reaplicar em um outro jogo. Quando, para a minha surpresa, a atendente verificou o volante e me disse que o jogo já havia sido pago. Indaguei: Como? Se o volante está na minha mão, na minha posse, não passei para ninguém, não dei para ninguém e o cartão possui um QR Code para validar a aposta”. Renato relatou que a orientação recebida foi procurar uma agência da Caixa Econômica Federal para esclarecer a situação. Não informou quando pretende comparecer ao banco. Nas redes sociais, o irmão do ex‑presidente também criticou a Caixa, responsável pela administração das loterias federais. “Não existe coisa pior do que ganhar e não levar”. Em outra publicação, afirmou: “Para mim, a suspeita da credibilidade dos jogos da Caixa Econômica Federal já está abalada”. Bolão com Jair Bolsonaro Renato explicou que o bolão da Mega da Virada foi formado por ele, Jair Bolsonaro e Mosart Aragão Pereira, ex‑assessor do ex‑presidente. Os números acertados foram 13, 21, 32 e 59, conforme divulgados em suas redes sociais. De acordo com o bilhete apresentado, a aposta foi registrada em 20 de dezembro, período em que Jair Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. “Começamos o ano de 2026 com sorte! Acertamos a quadra em um bolão da Mega da Virada. Todo ano a gente joga”.
Justiça de SP apreende passaporte de João Appolinário, empresário da Polishop, por dívida de R$ 1,76 milhão
A Justiça de São Paulo determinou a apreensão dos passaportes do empresário João Appolinário, fundador da Polishop, e de seu sócio Carlos Marcos de Oliveira Neto, em razão de dívida de R$ 1.765.583,36 cobrada pelo Itaú. A medida foi proferida pelo juiz Douglas Iecco Ravacci, da 33ª Vara Cível, e será cumprida pela Polícia Federal. No despacho, o magistrado constatou que as tentativas convencionais de execução foram infrutíferas, apontando sucessivas frustrações na localização de bens e resistência injustificada dos executados ao cumprimento de ordens judiciais. Diante desse quadro, entendeu que a apreensão dos passaportes constitui medida coercitiva capaz de estimular a colaboração dos devedores com o processo. O juiz ressaltou que a decisão é “adequada, necessária e proporcional” e poderá ser revista caso Appolinário e seu sócio passem a cooperar efetivamente com a execução patrimonial. O bloqueio dos documentos de viagem foi inicialmente fixado por dois anos. A medida ocorre em meio a grave dificuldade financeira da Polishop, que entrou em recuperação judicial em 2024 e, desde então, tem sido alvo de diversas cobranças judiciais de bancos e fornecedores. Atualmente, João Appolinário responde a pelo menos 55 processos em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo. Na semana anterior, outra decisão já havia determinado a penhora de bens do empresário. Trajetória do fundador da Polishop João Appolinário vem de família tradicional de São Paulo e, em entrevista à revista Forbes em 2019, afirmou que o caminho no empreendedorismo foi quase natural, influenciado pela atuação do pai no varejo. Nos anos 1990, em parceria com o ex‑piloto Emerson Fittipaldi, apostou no Seven Day Diet, um kit de dieta que já fazia sucesso nos Estados Unidos e encontrou mercado no Brasil. A partir dessa experiência, decidiu ampliar o portfólio e investir em produtos considerados inovadores, movimento que deu origem à Polishop. O crescimento foi rápido e expressivo; em 2019, quando a empresa completou 20 anos, Appolinário celebrava cerca de 280 lojas físicas espalhadas pelo país, além de resultados relevantes no comércio eletrônico. Esse cenário começou a mudar a partir de 2023. Desde então, ao menos 42 lojas da Polishop foram fechadas, refletindo a retração do negócio. Paralelamente, Appolinário mantém participação em outros empreendimentos, sobretudo no setor de beleza. Além da atuação empresarial, João Appolinário ganhou projeção nacional ao integrar o elenco de investidores do programa Shark Tank Brasil, exibido desde 2016. No reality, ele e os demais jurados analisavam propostas de empreendedores em busca de investimento, papel que ajudou a consolidar sua imagem pública como empresário de destaque.
Pedido de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro já chegou à OEA
O site disponibiliza um convite para o grupo de WhatsApp denominado JCO Notícias #04. Ao acessar a página, o usuário encontra um link que permite entrar no grupo. Para participar, são oferecidas duas opções: o botão Abrir app, que tenta abrir o convite diretamente no aplicativo WhatsApp instalado no celular, e o botão Continuar para o WhatsApp Web, que redireciona o usuário para a versão web da plataforma. Se o usuário ainda não possuir o aplicativo instalado, a página exibe a mensagem “Parece que você ainda não instalou o WhatsApp.” Seguido disso, há um botão Baixar app que encaminha para a loja de aplicativos correspondente. No topo da página, um menu de navegação apresenta as seguintes opções: Página inicial, Apps, Recursos, Ligações, Mensagens, Grupos, Status, Canais, Meta AI, Segurança, Privacidade, Central de Ajuda, Blog, Para empresas, Baixar, Termos de Serviço e Política de Privacidade. O site também disponibiliza um extenso catálogo de idiomas, incluindo, entre outros: Azerbaijão, Afrikaans, Bahasa Indonesia, Melayu, Català, čeština, Dansk, Deutsch, Eesti, English, Español, Français, Gaeilge, Hrvatski, Italiano, Kiswahili, Latviešu, Lietuvių, Magyar, Nederlands, Norsk bokmål, O‘zbek, Filipino, Polski, Português (Brasil), Português (Portugal), Română, Shqip, Slovenčina, Slovenščina, Suomi, Svenska, Tiếng Việt, Türkçe, Ελληνικά, български, қазақ тілі, македонски, русский, српски, українська, עברית, العربية, فارسی, اردو, বাংলা, हिन्दी, ગુજરાતી, ಕನ್ನಡ, मराठी, ਪੰਜਾਬੀ, தமிழ், తెలుగు, മലയാളം, ไทย, 简体中文, 繁體中文(台灣), 繁體中文(香港), 日本語, 한국어. No rodapé, constam as informações de direitos autorais “2026 © WhatsApp LLC” e links para Termos de Serviço, Política de Privacidade, Sitemap e demais recursos da plataforma.
Malu Gaspar revela bastidor: Bolsonaro pode obter prisão domiciliar e voltar para casa
Finalmente, depois de um longo período, o ex‑presidente Jair Bolsonaro pode ser autorizado a cumprir a pena em sua residência. De acordo com a colunista Malu Gaspar, aliados do ex‑presidente demonstram otimismo nos últimos dias quanto à possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes conceder prisão domiciliar a Bolsonaro. Leia o artigo na íntegra: A nova aposta de Bolsonaro para ir para a prisão domiciliar Após a formação de uma força‑tarefa nos bastidores para convencer integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), aliados de Jair Bolsonaro passaram a demonstrar otimismo quanto às chances de o ministro Alexandre de Moraes colocar o ex‑presidente em prisão domiciliar. O ponto que gerou esperança foi a decisão de Moraes que determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do complexo da Papuda e conhecido como “Papudinha”. Moraes ordenou que Bolsonaro seja submetido “imediatamente” a uma junta médica composta por médicos da Polícia Federal, com a finalidade de avaliar seu quadro clínico e as necessidades para o cumprimento da pena. No meio bolsonarista, a interpretação foi de que o ministro abriu uma brecha para, futuramente, reconsiderar a própria decisão, dependendo do novo parecer médico, que deve ser anexado aos autos do processo em até 10 dias. Entre as perguntas enviadas por Moraes e que deverão ser respondidas pela PF como parte da avaliação médica estão: se a permanência de Bolsonaro na Papudinha representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” de suas doenças e se a prisão domiciliar seria a “melhor alternativa” para “preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana”. Conversas reservadas Segundo relatos obtidos por um blog, não só a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro, mas também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e outros interlocutores do ex‑presidente movimentaram-se nos bastidores e mantiveram uma série de conversas sobre o assunto, pessoalmente ou por telefone, com o próprio Moraes e com os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. “Michelle conversou com Moraes com muita humildade, sem arrogância, nem bravata”, relatou ao blog um interlocutor de Bolsonaro ouvido reservadamente. “Houve um movimento mais forte, ordenado, coordenado, efetivo, uma força‑tarefa mesmo para falar com os ministros.” Entre os argumentos apresentados aos magistrados estão o delicado quadro médico de Bolsonaro e o temor de um “pior cenário”, ou seja, a ocorrência de um episódio grave na Papudinha que pudesse se voltar contra o próprio STF. Essa preocupação é compartilhada tanto pelos bolsonaristas quanto pelos integrantes do governo do Distrito Federal. A lembrança de um episódio ocorrido em novembro de 2023 causa inquietação entre as autoridades locais e os aliados de Bolsonaro: a morte de Cleriston Pereira da Cunha, preso preventivamente na Papuda por atos golpistas do dia 8 de janeiro, que sofreu um “mal súbito” durante banho de sol na penitenciária. Os bolsonaristas também relembram um precedente do próprio Moraes, que concedeu “prisão domiciliar humanitária” a outro ex‑ocupante do Palácio do Planalto, Fernando Collor, com base em questões de saúde. “A compatibilização entre a dignidade da pessoa humana, o direito à saúde e a efetividade da Justiça Penal indica a possibilidade de concessão da prisão domiciliar humanitária a Fernando Collor, pois está em tratamento da doença de Parkinson há aproximadamente seis anos, com a constatação real da presença progressiva de graves sintomas não motores e motores, inclusive histórico de quedas recentes”, destacou Moraes em decisão assinada em 1º de maio do ano passado. Collor foi condenado em 2023 pelo STF a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas obteve a prisão domiciliar ao alegar que sofre de doenças graves, como a doença de Parkinson e transtorno bipolar. A defesa de Bolsonaro sustenta que o quadro de saúde do ex‑presidente é muito mais grave que o de Collor. Bolsonaro tem crises frequentes de soluço e vômito e já foi submetido a diversos procedimentos cirúrgicos relacionados às sequelas do atentado que sofreu durante as eleições de 2018, quando foi alvo de uma facada em Juiz de Fora (MG). Os bolsonaristas cobram “tratamento isonômico”, mas no caso de Collor não foi apontada tentativa de fuga. Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro, quando cumpria prisão domiciliar em sua casa em Brasília, após danificar a tornozeleira eletrônica com o objetivo de rompê‑la. Nova rotina Conforme informado pelo blog, os primeiros dias de Bolsonaro na Papudinha têm sido marcados por banho de sol, crises de soluço e pela manutenção de um hábito que ele adota desde que foi preso no âmbito das investigações da trama golpista: a alimentação com refeições trazidas por auxiliares e familiares, ao invés da comida preparada pela própria unidade prisional. Ao determinar a ida de Bolsonaro para a Papudinha, Moraes destacou que as instalações do batalhão incluem cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro com água quente, geladeira, armários, cama de casal e TV. Na superintendência da PF, não há cozinha. Por determinação do ministro, a Papudinha passou a contar com atendimento médico integral a Bolsonaro, em regime de plantão, 24 horas por dia. A cela de Bolsonaro na Papudinha tem 55 metros quadrados, enquanto a sala da Polícia Federal onde o ex‑presidente estava tinha apenas 12. A cruel, absurda e desumana perseguição contra o ex‑presidente Bolsonaro e seus aliados não tem fim! Tudo leva a crer que, em breve, o pior pode acontecer! Querem tirar a vida dele e esconder o que realmente aconteceu em 2022… Porém, para o “terror” do “sistema”, a verdade não vai morrer.