O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tornar definitiva a prisão domiciliar de Marília Alencar, que já vinha cumprindo a medida de forma provisória desde dezembro. A determinação foi assinada na quinta-feira, 23, consolidando o regime após o encerramento das possibilidades de recurso no processo.
A ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e ex-delegada da Polícia Federal havia sido condenada, em dezembro de 2025, a oito anos e seis meses de reclusão. Ela integrou o chamado núcleo 2 no julgamento que apurou a suposta tentativa de golpe de Estado relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Após a sentença, também perdeu o cargo que ocupava na corporação.

A decisão de manter a ex-delegada em casa levou em conta, além do fim dos recursos judiciais, aspectos pessoais da condenada, como o fato de ser mãe de uma criança pequena. Com isso, a medida deixa de ter caráter provisório e passa a ser o regime definitivo de cumprimento da pena.
Caso não houvesse a autorização para o regime domiciliar, o destino mais provável seria a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, situada na região administrativa do Gama.
