O senador Sergio Moro (União Brasil) desponta como líder nas pesquisas para o governo do Paraná, conforme levantamento divulgado nesta sexta‑feira (22) pelo Instituto Paraná Pesquisas. Candidatos possivelmente apoiados pelo atual governador Ratinho Jr. (PSD) – Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca – ficam pelo menos vinte pontos percentuais atrás do ex‑juiz nos cenários de primeiro turno. O resultado surge em meio à indefinição sobre a sucessão de Ratinho Jr., que ainda não definiu quem será seu herdeiro: o secretário das Cidades, Guto, ou o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Curi. Outra alternativa seria o atual prefeito de Curitiba, Greca, que aparece como o melhor colocado entre os apoiados, embora ainda distante do líder. Veja os cenários testados pelo instituto: CENÁRIO 1 Sergio Moro (União): 41,6% Alvaro Dias (MDB): 19,7% Requião Filho (PDT): 19,5% Guto Silva (PSD): 5,7% Luiz França (Missão): 1% Nenhum/branco/nulo: 6,9% Não sabe/não opinou: 5,5% CENÁRIO 2 Sergio Moro (União): 40% Alvaro Dias (MDB): 18,8% Requião Filho (PDT): 18,6% Alexandre Curi (PSD): 10,6% Luiz França (Missão): 0,9% Nenhum/branco/nulo: 6,1% Não sabe/não opinou: 4,9% CENÁRIO 3 Sergio Moro (União): 37,8% Alvaro Dias (MDB): 17,5% Rafael Greca (PSD): 17,5% Requião Filho (PDT): 16,5% Luiz França (Missão): 0,8% Nenhum/branco/nulo: 5,6% Não sabe/não opinou: 4,2% SEGUNDO TURNO Moro x Alvaro Dias Sergio Moro (União): 51% Alvaro Dias (MDB): 37,3% Nenhum/branco/nulo: 7,6% Não sabe/não opinou: 4,1%
Edson Fachin ostenta seu “cartão de visitas” e envergonha a nação
O presidente do STF, Edson Fachin, abandonou o silêncio cauteloso e passou a repetir o discurso de que críticas ao Supremo constituem ataques às instituições democráticas. Dois trechos resumem a nota do ministro. No primeiro, Fachin afirma que “… a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, […] atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito desta Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”. Em outras palavras, a atuação do relator está “regular”. Se o primeiro trecho reconhece a regularidade da atuação de Dias Toffoli, o segundo não economiza nos adjetivos para desqualificar as críticas ao tribunal. Vale ler o trecho completo: “É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça. “O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.” Fachin utiliza a estratégia de transformar denúncias e críticas legítimas em supostos ataques, ao declarar: “Não nos curvaremos a pressões!”. Ele não indica quem estaria pressionando o tribunal com o objetivo de “provocar o caos e a diluição institucional”. Seriam jornalistas que investigam relações de ministros com partes interessadas? Seriam senadores que exercem seu dever constitucional de fiscalizar? Fachin não fornece nomes, embora afirme que há quem queira destruir instituições para proteger projetos de poder. Alguns interpretam a nota como um aviso a Toffoli de que seus atos serão revisados. Isso se evidencia no trecho: “As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método.” Portanto, o colegiado revisará os atos de Toffoli, como se o problema se restringisse ao relator. Edson Fachin prometeu, como presidente, colocar ordem na Corte ao implementar um “Código de Ética”. Essa nota, portanto, funciona como seu cartão de visitas. Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
PF intensifica buscas e apreensões no escândalo bilionário do Banco Master
A Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Papel contra a diretoria do Rioprevidência, fundo responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio. A ação ocorreu nesta sexta‑feira (23) na capital fluminense. A investigação analisou nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, instituição que foi liquidada posteriormente. Agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços no Rio, incluindo a sede do Rioprevidência e imóveis nos bairros de Botafogo e Urca. Os principais alvos são o diretor‑presidente Deivis Marcon Antunes, o diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal. A investigação, iniciada em novembro de 2025, foca nas aplicações feitas pelo fundo em títulos de longo prazo emitidos pelo Banco Master, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. O montante investido corresponde a recursos destinados ao pagamento de aposentadorias de servidores que ingressaram no serviço público estadual na última década. O Rioprevidência administra os benefícios previdenciários de mais de 235 mil servidores do Estado do Rio. A Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social colaborou com as investigações, fornecendo um Relatório de Auditoria Fiscal que embasou a operação policial. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública a erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva. O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE) identificou, três meses antes da ação da PF, uma “notável coincidência” entre a mudança na direção do Rioprevidência e o início dos investimentos no Banco Master. Segundo o TCE, o processo de credenciamento do banco junto ao fundo ocorreu de forma “acelerada” e com “aparentes irregularidades”. Entre julho e outubro de 2023, foram nomeados os três gestores que agora são alvos da operação: Deivis Antunes como diretor‑presidente, Eucherio Lerner para a diretoria de Investimentos e Pedro Leal como gerente de investimentos. Atualmente, dos três gestores investigados, apenas Antunes e Leal permanecem em seus cargos no Rioprevidência. A operação da PF representa um desdobramento nas investigações sobre as aplicações financeiras do fundo previdenciário fluminense.
PF amplia buscas e apreensões no escândalo bilionário do Banco Master
A Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Papel contra a diretoria do Rioprevidência, fundo responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio. A ação ocorre nesta sexta‑feira (23) na capital fluminense. A investigação examina nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, instituição posteriormente liquidada. Agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços no Rio, incluindo a sede do Rioprevidência e imóveis nos bairros de Botafogo e Urca. Os principais alvos são o atual diretor‑presidente Deivis Marcon Antunes, o diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal. A investigação começou em novembro de 2025 e foca em aplicações feitas pelo fundo previdenciário em títulos de longo prazo emitidos pelo Banco Master, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. O montante investido pertence aos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias de servidores que ingressaram no serviço público estadual na última década. O Rioprevidência administra os benefícios previdenciários de mais de 235 mil servidores do Estado do Rio. A Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social colaborou com as investigações, fornecendo um Relatório de Auditoria Fiscal que fundamentou a operação policial. Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública a erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva. O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE) havia identificado, três meses antes da operação da PF, o que classificou como uma “notável coincidência” entre a mudança na direção do Rioprevidência e o início dos investimentos no Banco Master. Segundo o TCE, o processo de credenciamento do banco junto ao fundo previdenciário ocorreu de forma “acelerada” e com “aparentes irregularidades”. Entre julho e outubro de 2023, foram nomeados os três gestores que agora são alvos da operação: Deivis Antunes como diretor‑presidente, Eucherio Lerner para a Diretoria de Investimentos e Pedro Leal como gerente de investimentos. Atualmente, dos três gestores investigados, apenas Antunes e Leal permanecem em seus cargos no Rioprevidência. A operação da PF representa um desdobramento nas investigações sobre as aplicações financeiras do fundo previdenciário fluminense.
Irmão de Toffoli se defende enquanto esposa nega envolvimento no resort Tayayá (veja o vídeo)
José Eugenio Dias Toffoli, irmão do ministro Dias Toffoli, figura como diretor‑presidente da Maridt Participações, empresa que chegou a deter um terço das cotas do resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná. A sede da Maridt está localizada em uma casa de 130 metros quadrados no bairro Jardim Universitário, em Marília, interior de São Paulo, que, na prática, é a residência de José Eugenio. Uma reportagem do jornal Estadão foi ao endereço, obtido na Junta Comercial de São Paulo, e encontrou Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugenio. Questionada, ela afirmou que nunca soube que sua casa fosse a sede da Maridt e que não tem conhecimento de qualquer ligação do marido com o resort. “Essa casa é minha, financiei com o meu dinheiro, por 25 anos”. Continuou: “Eu falei para as minhas irmãs que tenho vontade de sumir daqui. As pessoas ficam inventando coisas, que (José Eugenio) é dono do Tayayá”. “Moço, dê uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que seja sede da Maridt aqui. Aqui é onde eu moro”. Hoje, José Eugenio Dias Toffoli, marido de Cássia e irmão do ministro, declarou que a Maridt Participações não possui mais participação no resort Tayayá. Em nota, ele informou que a participação da Maridt no empreendimento foi vendida em duas operações distintas: a primeira para o Grupo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda para a PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Segundo o irmão de Toffoli, todas as informações das vendas foram declaradas à Receita Federal. Parece que ele simplesmente esqueceu de comunicar a esposa. Veja o vídeo:
Navio-hospital chinês visita o Rio: mais que humilhação, um recado ao Brasil
O navio‑hospital Ark Silk Road, da Marinha da China, permaneceu no Porto do Rio de Janeiro entre 6 e 13 de janeiro de 2026, expondo vulnerabilidades nos protocolos diplomáticos e de defesa do Brasil. A embarcação faz parte da Harmony Mission 2025 e chegou ao país após um processo de autorização que suscitou dúvidas sobre a natureza da operação e a aplicação das leis brasileiras. A Embaixada da China comunicou a visita por meio de um documento breve. “A Embaixada da República Popular da China tem a honra de informar o seguinte: o Navio Hospital ‘ARK SILK ROAD’ da Marinha Chinesa tem previsto realizar uma Visita Oficial ao Porto do Rio de Janeiro, de 6 a 13 de janeiro de 2026”, dizia o texto oficial. O documento, que não ultrapassa uma página, não especificava claramente o objetivo da missão, classificando‑a apenas como “visita”, numa abordagem que lembra um “por quê?/porque sim”. Só depois que o navio já estava em águas brasileiras e a permissão havia sido concedida as autoridades chinesas revelaram o caráter de “ajuda humanitária” da missão. Em novembro do ano anterior, uma reportagem do site Poder360 já havia apontado desconforto entre diplomatas e militares brasileiros com a visita anunciada. “Há um certo mal‑estar”, disse uma fonte na ocasião, “porque o pedido não explicita que se trata da Harmony Mission. Isso gerou dúvidas sobre o objetivo real da visita”. A Harmony Mission 2025 é a primeira iniciativa desse tipo realizada pela China fora de sua área regional, com duração prevista de 220 dias e visitas a 12 países. A posterior descrição do navio como “navio da esperança e enviado da paz” não eliminou as preocupações sobre os objetivos estratégicos da missão no Brasil. O cientista político Maurício Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político‑Estratégicos da Marinha do Brasil, considera o episódio problemático. “O episódio é constrangedor. O Brasil não precisa desse tipo de cooperação. O uso de navios hospitalares em visitas de boa‑vontade é adequado a países muito pobres ou que sofreram desastres naturais, o que não é o caso brasileiro”, afirmou o especialista. A situação evidenciou falhas na aplicação das normas brasileiras quando a China informou, apenas após obter permissão para atracar, que o navio‑hospital ofereceria serviços de saúde gratuitos à população. Veículos de comunicação internacionais especializados em assuntos militares documentaram amplamente o caso, que recebeu pouca atenção da mídia nacional. Rafael Almeida, coronel da reserva e analista de defesa com mestrado pela Universidade de Defesa Nacional da China, apontou características técnicas relevantes da embarcação. Ele sugeriu que as capacidades do Ark Silk Road vão muito além de funções médicas, apresentando um número incomum de sensores, antenas e sistemas de radar. De acordo com o coronel Almeida, esta foi a primeira vez que um navio militar chinês conduziu tal exercício sem um acordo formal de defesa entre os países. Normalmente, trocas de informações sobre condições marítimas e infraestrutura portuária ocorrem dentro de acordos bilaterais estabelecidos. Outro fato significativo foi revelado: o pedido de “visita” do navio chinês foi feito aproximadamente um mês antes de os Estados Unidos solicitarem permissão similar. O navio oceanográfico americano Ronald H. Brown ancorou em Suape, Pernambuco, para uma “missão científica” quase simultaneamente à partida do navio chinês do Rio. As visitas coincidentes das duas potências globais ocorrem em um período de realinhamento geopolítico mundial. O navio americano chegou a Pernambuco enquanto o chinês deixava o Rio, ambos com estadias programadas de sete dias em território brasileiro. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro enviou notificação formal ao governo estadual para verificar se o navio chinês estava efetivamente prestando serviços de saúde à população, já que toda atividade médica em território nacional deve ser monitorada pelas autoridades competentes, conforme a legislação brasileira. Ao final da visita ao Porto do Rio, representantes do governo chinês divulgaram comunicado oficial: “Durante a visita, o Silk Road Ark serviu como ponte para trocas médicas e injetou um novo ímpeto nas trocas e cooperação entre as marinhas da China e do Brasil”. Especialistas também mencionam a realização da Olimpíada Militar de 2019 em Wuhan, China. O evento reuniu militares de diversas forças armadas mundiais e foi considerado o maior do gênero até aquela data, com limitada cobertura midiática internacional no período anterior à pandemia.
Toffoli afunda em escândalos no STF (Veja o vídeo)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli enfrenta uma crise política e institucional de grande repercussão, com desdobramentos que reforçam as críticas à sua atuação no chamado Caso Banco Master e levantam novas suspeitas envolvendo movimentações financeiras ligadas à sua família. Nos últimos dias, a pressão sobre Toffoli aumentou de forma significativa. Parlamentares da oposição protocolaram requerimentos de impeachment e pedidos de investigação, alegando possíveis conflitos de interesse e excessos nas decisões do magistrado como relator do inquérito que apura supostas fraudes financeiras no Banco Master S.A. PRESSÃO CRESCE COM CRÍTICAS À CONDUÇÃO DO CASO MASTER Críticos apontam que algumas decisões adotadas por Toffoli durante a tramitação do processo junto ao STF podem ter dificultado o avanço das investigações, incluindo a redução de prazos para depoimentos da Polícia Federal e a imposição de sigilo amplo sobre trechos dos autos, limitando a transparência pública. Segundo relatos de bastidores, tais medidas teriam gerado mal‑estar entre investigadores e especialistas jurídicos, que consideram interferências atípicas na condução técnica do inquérito — algo que, para muitos, fragiliza a confiança no processo. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA E VÍNCULOS FAMILIARES SOB SUSPEITA O foco de críticas também recaiu sobre uma movimentação milionária de um fundo ligado à família de Toffoli, que nos últimos meses transferiu cerca de R$ 33,9 milhões em cotas para uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, em um esquema analisado por jornalistas e setores do mercado como potencialmente irregular. Esse fundo, conhecido como Arleen Fundo de Investimentos, havia investido previamente em ações do Resort Tayayá, no interior do Paraná — empreendimento que contou com a participação dos irmãos do ministro e que foi citado em reportagens sobre possíveis conexões financeiras dentro do escopo das apurações. Críticos apontam que a valorização vertiginosa — cerca de 450 vezes o valor unitário das cotas em menos de dois meses — e a transferência para paraíso fiscal levantam questões sobre transparência e benefícios indiretos que podem ter favorecido terceiros ligados ao entorno de Toffoli. REPERCUSSÃO NO STF E REAÇÃO POLÍTICA A repercussão ganhou abrangência política após parlamentares, inclusive de diferentes partidos, pedirem à PGR e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investiguem a conduta do ministro, questionando sua suspeição ou impedimento para continuar como relator no processo Master. Do outro lado, defensores de Toffoli negam qualquer envolvimento direto do ministro nas operações financeiras ou nas decisões sobre os fundos familiares, reforçando que sua atuação segue os preceitos legais e que eventuais críticas refletem interpretações divergentes sobre o papel institucional do STF. UM CASO QUE TRANSCENDE O JUDICIÁRIO O episódio transcende o âmbito exclusivo do Judiciário e tornou‑se tema de debate político e público mais amplo, reacendendo discussões sobre os limites de atuação de ministros em casos que envolvem interesses complexos e potenciais sobreposições familiares e institucionais. Enquanto isso, as notícias sobre o caso continuam a evoluir, com novas manifestações e repercussões em Brasília. Toffoli segue no centro de um turbilhão de críticas e questionamentos, com prognósticos de que este será um dos episódios mais controversos de sua carreira no STF. Veja o vídeo:
Wagner Moura tem a oportunidade de provar que não é apenas um “artistazinho cínico” que lucra com seu ideal
Brasil, meu Brasil brasileiro. O Brasil cansa, e esse cansaço é antecipado por toda a parafernália que protege os bandidos das altas esferas, enquanto inocentes apodrecem nas cadeias, lá colocados por esses mesmos bandidos, ridiculamente milionários por causa do assalto aos cofres públicos. Eles espoliam economicamente o cidadão comum, prendem‑no de maneira acintosa, mas para si não há prejuízo, cerceamento ou prisão. Os autores dos negócios escusos praticados há anos permanecem incólumes em suas torres de marfim, enquanto os inocentes são destinados a masmorras onde sofrem, adoecem e morrem sob o silêncio sepulcral de quem deveria defendê‑los. O Brasil vive um tempo de horror, em que corruptos e ladrões estão no poder – acintosamente, cinicamente – e entre eles decidem que está tudo bem, graças a uma rede de proteção recíproca e explícita, onde o corrupto protege o ladrão e o ladrão protege o corrupto. E quem são eles? Quem são todos eles? São a esquerda no poder, uma esquerda que não aceita, sob hipótese alguma, a possibilidade mais remota de contraponto ou discordância. Por isso, trabalha dia e noite para calar, de forma autoritária, todo aquele que se levanta contra ela. Nesse novelo gigantesco de maracutaias mil, lá estão a mídia e a classe artística, coniventes e partícipes de toda essa escandalosa realidade que é o país hoje. Mantêm‑se em rigoroso silêncio quanto às canalhices praticadas pelos donos da nação, que se sentem à vontade para praticar toda sorte de imoralidades e ilegalidades, sabendo que nada nem ninguém se oporá às suas loucuras, desmandos e crimes. Pois bem. Hoje, o cinema brasileiro, que eu considero lixo puro – e peço desculpas aos que discordam – não consegue agradar aos olhos nem aos sentidos, nem resiste à análise crítica estética e visual. Por hipocrisia ou conivência oportunista, chamam de valor algo que é, na verdade, um objeto excêntrico fabricado nos trópicos sul‑americanos e que, aos olhos externos, parece merecedor de prêmios ou reverências. Vivemos tempos estranhos, em que tudo foi invertido, a verdade virou mentira e o pior passou a ser o melhor. Eu, que sou daqui desta terra, conheço toda a sua malandragem, picaretagem e precariedade, e acredito saber distinguir bem do mal, belo do feio. Pergunto‑me o que será que Hollywood viu que eu não consegui ver, a ponto de investir até um vintém furado em algo que me parece grotesco. Mas, indicado que foi, deixo aqui uma sugestão ao indicado, o afligido Moura, que ao receber o Globo de Ouro fez aquele discurso político tão requentado por aqui, já cansativo, repetitivo e que nos leva ao desejo de levantar da cadeira e dizer em alto e bom som: chega, não aguento mais, artistazinho cínico que lucra com seu ideal, que me provoca asco com essa conversa de ditadura pra lá, meus milhões pra cá. Minha sugestão é que, caso ganhe o tão desejado troféu americano, que lhe renderá fama e fortuna, não se esqueça de mencionar os ladrões, corruptos e ditadores do presente, esses que estão fazendo barba e cabelo do povo brasileiro, rindo na cara do brasileiro enquanto se deliciam em banquetes orgiásticos e nos aproximam ainda mais do nosso trágico destino: um Brasil bonito por natureza, mas habitado por demônios peçonhentos nos altos poderes, incólumes. Aproveite a oportunidade, Moura. Te aplaudirei de pé. Silvia Gabas. @silgabas
Lula pressiona Eduardo Paes por votos e exoneração: o suposto “vazamento” da conversa
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizaram recentemente uma reunião fora de agenda, conforme relatado pelo ex‑governador Anthony Garotinho. Garotinho divulgou o que teria sido o teor da conversa. Confira o trecho: — Em determinado momento, Lula informou a Paes que precisava fazer dois pedidos. Paes respondeu: “O senhor pode fazer quantos pedidos quiser”. — Primeiro pedido: “Preciso dos votos do seu partido na Assembleia para o meu candidato, André Ceciliano”. — Paes tentou mudar de assunto, mas Lula foi incisivo: “Se ele ganhar, será governador apenas interino e, nas eleições, será o nome do PT para ser seu vice”. — Segundo pedido: “Já temos 36 votos, mas para garantir, exonere Martha Rocha no dia da votação para que ela vote em Ceciliano; assim teremos 37”. — Paes, desconcertado, indagou: “E se, depois de assumir, ele quiser ser candidato a governador?”. — Lula respondeu: “Ele só fará isso se você não me apoiar”. Se Paes decidir apoiar André Ceciliano na presidência da Alerj, a versão apresentada por Garotinho ganha plausibilidade. https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao
Formatura da USP revela vergonha moral e degradação ética
O episódio ocorrido na formatura do curso de Direito da Universidade de São Paulo deve ser lembrado, não como exemplo de excelência acadêmica, mas como marco da degradação ética da universidade pública brasileira. O ministro Alexandre de Moraes, ocupante de um dos cargos mais elevados da República, transformou a solenidade acadêmica em palco de vaidade, sarcasmo e deboche. Ele zombou de um réu que havia condenado, ironizou decisão que proferiu e riu da situação de um idoso doente sob custódia do Estado. Isso não constitui autoridade, mas soberba. Não se tratou de aula nem de discurso institucional. Foi um espetáculo grotesco de autocomplacência, no qual o poder aplaude a si mesmo, sem freio moral, empatia ou humanidade. Quando um juiz ri do jurisdicionado, o Direito já morreu; resta apenas força nua, disfarçada de toga. Nada foi tão revelador quanto os aplausos, o entusiasmo juvenil e as gargalhadas. Ficou evidente que a universidade deixou de formar juristas e passou a produzir militantes de toga, adoradores do poder, prontos a aplaudir qualquer abuso quando provém do “lado certo”. Aplausos à humilhação não são neutros; são escolhas morais. Quem aplaude o escárnio hoje pode praticá‑lo amanhã no balcão do fórum, na sala de audiência ou no gabinete refrigerado. Quem aprende a rir da dor alheia aprende, com igual facilidade, a ignorá‑‑la. O mais assustador é perceber que aqueles jovens, que deveriam estudar Constituição, dignidade da pessoa humana e devido processo legal, vibraram não com ideias, mas com a desumanização; não com o Direito, mas com o poder exercido sem limites. A universidade, que deveria ser espaço de pensamento crítico, converteu‑se em linha de montagem ideológica. Não se ensina a pensar, ensina‑se a repetir; não se ensina a duvidar, ensina‑se a aplaudir. Forma‑se, assim, não o jurista, mas o executor obediente do arbítrio. A pergunta deixa de ser retórica e torna‑se assustadora: que tipo de juízes, promotores, delegados e advogados está sendo gestado nesse ambiente moralmente falido? Que justiça pode surgir de uma geração que confunde crueldade com virtude e ironia com inteligência? O que se viu naquela formatura não foi apenas uma vergonha acadêmica, mas um alerta. Um aviso claro de que, quando o poder ri da própria brutalidade e a juventude o aplaude, o Estado de Direito já está em coma. Nesse cenário, a toga deixa de ser símbolo de justiça para se tornar fantasia de carnaval autoritário. Amarilio Tadeu Freesz de Almeida. Procurador de Justiça aposentado do MPDFT, advogado e professor de Direito.