Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem o envio da investigação do caso Master à primeira instância da Justiça Federal, apresentando a medida como uma “saída honrosa” para o ministro Dias Toffoli. A proposta surge em meio à crise de imagem que a corte enfrenta pelos desdobramentos do caso que apura o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro, informam fontes do tribunal. A operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo Vorcaro, começou na Justiça Federal em Brasília e foi remetida ao STF depois que a Polícia Federal apreendeu documentos nos quais figurava o deputado federal João Carlos Bacelar (PL‑BA), titular de foro privilegiado. Toffoli tem comunicado a seus auxiliares que não vê motivo para deixar a relatoria do processo, argumentando que sua situação não se enquadra nas hipóteses legais de impedimento previstas no Código de Processo Penal, que estabelece impedimento quando cônjuge ou parente participou da ação, quando o magistrado atuou como advogado ou quando ele ou familiares são “diretamente interessados” no resultado. A atuação do ministro gerou questionamentos internos no Supremo. O sigilo rigoroso imposto ao processo foi criticado por outros ministros. Posteriormente, uma viagem de jatinho com um advogado ligado ao caso e ligações de familiares de Toffoli com um fundo de investimento relacionado ao Master, conforme noticiado pela Folha, intensificaram as críticas. Uma investigação paralela, originalmente conduzida pela Justiça Federal em São Paulo, também chegou ao STF. Esse caso fundamentou a segunda fase da operação, realizada em 14 de janeiro, que investiga possíveis fraudes praticadas pelo Master por meio de fundos de investimento. Até o momento, os investigadores afirmam não haver evidências que indiquem envolvimento do deputado Bacelar nas supostas fraudes bancárias. O parlamentar declarou ter participado de um fundo destinado à construção de um condomínio na Bahia e que Vorcaro demonstrou interesse em adquirir parte do projeto, negociação que não se concretizou. Um grupo de ministros do STF sugere que Toffoli poderia usar a ausência de provas contra Bacelar como justificativa para devolver o processo à primeira instância. Essa estratégia afastaria o Supremo do centro da crise, neutralizaria as alegações de suspeição contra o ministro e preservaria todos os atos já assinados por ele no processo. Caso a solução seja adotada, os depoimentos dos investigados, a documentação da acareação entre banqueiros e os resultados das buscas realizadas pela PF seriam repassados à Justiça Federal, evitando o reinício da investigação. A proposta de transferência conta com apoio de membros do Ministério Público Federal (MPF), pessoas próximas a Toffoli e advogados que acompanham o caso. Inicialmente, foi a defesa de Vorcaro que solicitou a supervisão do STF para a investigação. Na semana passada, o ministro interferiu no cronograma da PF, condensando depoimentos previstos para o final de janeiro e início de fevereiro em apenas dois dias, 26 e 27 de janeiro. A designação, feita por iniciativa própria do ministro, dos peritos que analisarão as provas obtidas na última fase da operação Compliance Zero gerou controvérsia. A associação de delegados classificou as determinações do ministro como uma “afronta às prerrogativas” da categoria.
Toffoli é flagrado recebendo o banqueiro André Esteves no resort Tayayá (Veja o vídeo)
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, recebeu o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o empresário Luiz Pastore, proprietário do grupo metalúrgico Ibrame, no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, Paraná. O encontro ocorreu em 25 de janeiro de 2023, quando os empresários chegaram ao local a bordo de um helicóptero Eurocopter AS365 Dauphin, fabricado pela Airbus e avaliado em cerca de 12 milhões de dólares, pertencente ao BTG. Imagens mostram Toffoli vestindo camiseta azul‑escura, bermuda cáqui e chinelos, aguardando os convidados em área reservada dos jardins do empreendimento, situado às margens da represa de Xavantes, na divisa entre Paraná e São Paulo. O ministro recebeu Pastore com abraço e beijo no rosto, e cumprimentou Esteves com aperto de mão seguido de abraço. As gravações também registram os três conversando enquanto seguram copos de bebida. O resort tem sido utilizado por Toffoli para receber diversas personalidades, incluindo autoridades, artistas e figuras relevantes do mundo empresarial brasileiro. André Esteves, um dos homens mais influentes e ricos do país, mantém proximidade com ministros do Supremo, membros do Executivo e do Tribunal de Contas da União. Embora seus empreendimentos possam ser afetados por decisões da Corte, na época do encontro não havia processos envolvendo ele ou o BTG sob relatoria de Toffoli. Luiz Pastore também cultiva relações nos círculos políticos e empresariais, atuando nos setores de metalurgia, importação, indústria e administração imobiliária. Foi em aeronave pertencente a Pastore que Toffoli viajou ao Peru, em novembro de 2025, para assistir à final da Copa Libertadores, acompanhado do advogado Augusto de Arruda Botelho. Essa viagem suscitou questionamentos sobre a imparcialidade do ministro ao relatar investigações envolvendo o Banco Master, já que Botelho atua como defensor de Antonio Bull, ex‑diretor da instituição financeira. Em meio a debates sobre a conduta dos magistrados, o presidente do Supremo, Edson Fachin, propôs a criação de um código de conduta para os ministros. O escritório da esposa e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes foi contratado pelo Banco Master por R$ 129 milhões, fato que intensificou o debate sobre possíveis conflitos de interesse no Supremo Tribunal Federal. Jornalistas que se hospedaram no Tayayá por três dias relataram que os funcionários tratam Toffoli como proprietário do resort. Segundo eles, há uma casa de luxo e um barco à disposição do ministro em área reservada. O local, conhecido como “Resort do Toffoli”, também abriga um cassino com máquinas eletrônicas semelhantes a caça‑níqueis e mesas de blackjack, modalidades de jogo proibidas no Brasil. Documentos oficiais de compra e venda do hotel apontam como proprietários dois irmãos e um primo do ministro. A empresa que administra o empreendimento funciona em uma residência simples em Marília, cidade natal de Toffoli, no interior de São Paulo. A cunhada do ministro negou que seu marido tenha sido proprietário de um empreendimento avaliado em R$ 30 milhões. Em abril de 2025, o resort Tayayá foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que mantém sociedade com dirigentes da J&F e presta serviços aos irmãos Wesley e Joesley Batista, controladores do conglomerado. A transação ocorreu dois anos após Toffoli suspender o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões aplicada ao grupo J&F. Mesmo após a venda, o ministro continuou frequentando o local regularmente. Dados do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região mostram que, entre 2022 e janeiro de 2026, Toffoli esteve hospedado no resort por 168 dias, distribuídos em 19 ocasiões diferentes, o que corresponde a aproximadamente uma estadia a cada sete dias. Após a venda, ele passou 58 dias no Tayayá. No final do ano passado, Toffoli organizou uma celebração para 140 convidados, mobilizando toda a estrutura do empreendimento. Veja o vídeo:
Jeffrey Chiquini acusa irmãos de Dias Toffoli de serem “laranjas” no Resort Tayayá (VEJA O VÍDEO)
Segundo o advogado Jeffrey Chiquini, está claro que os dois irmãos do ministro Dias Toffoli foram usados como “laranjas” no malfadado empreendimento denominado Resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná. Um dos irmãos é ex‑padre; o outro, engenheiro eletricista registrado no CREA. Ambos levam vidas simples e não têm condições de financiar um empreendimento milionário como o resort. Veja o vídeo!
Formação de Dias Toffoli revela sua fraqueza intelectual
É amplamente divulgado que o ministro Dias Toffoli foi reprovado em duas oportunidades nos concursos para juiz federal. O fato é correto. Entretanto, a trajetória intelectual do magistrado está intimamente ligada ao Partido dos Trabalhadores, revelando uma formação predominantemente política e desprovida de conteúdo acadêmico tradicional. Saulo Godoy, consultor financeiro, trouxe à luz os principais marcos da carreira de Toffoli: 1993‑1994 (25 a 26 anos) – Consultor Jurídico da CUT; 1994 (27 anos) – Assessor do deputado Arlindo Chinaglia (PT); 1995‑2000 (27 a 33 anos) – Assessor jurídico do PT na Câmara dos Deputados. Aspectos relevantes do contexto: Não seguiu a carreira acadêmica convencional; nunca foi professor universitário nem produziu obra jurídica de destaque. Foi reprovado duas vezes no concurso para juiz federal antes de alcançar cargos de maior relevância. A virada institucional ocorreu mais tarde, quando assumiu posições de destaque: Advogado‑Geral da União (2007‑2009); Ministro do Supremo Tribunal Federal, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2009. Como costumava dizer meu avô: “A fruta não cai longe do pé”.
Boato de que Lula não será candidato ressurge e impulsiona otimismo do mercado
Voltou a circular o boato de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será candidato nas próximas eleições. Esse rumor tem se tornado o principal combustível do otimismo que o mercado financeiro demonstra no início de 2024. Mesmo com as pesquisas de opinião – frequentemente citadas pelos críticos do governo – mostrando rejeição elevada ao presidente, o boato alimenta expectativas de mudança. Apesar de o governo estar liberando recursos dos cofres públicos, a desaprovação de Lula permanece em patamares muito altos. Leandro Ruschel analisou o cenário. https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao
Do Ahimsa de Gandhi à marcha de Nikolas: a moralidade de um protesto pacífico
A caminhada de Nikolas Ferreira, iniciada em Minas Gerais e concluída em Brasília, tem forte carga simbólica no cenário político. Trata‑se de um gesto pacífico, público e persistente, destinado a chamar a atenção para as injustiças e as ameaças à liberdade. O objetivo não é o confronto direto, mas a exposição moral do conflito perante a sociedade. Nesse sentido, pode‑se observar um paralelo claro com o princípio do “Ahimsa”, defendido por Gandhi. Assim como o líder indiano utilizava longas marchas e a resistência não violenta para pressionar o poder e despertar consciências, a caminhada de Nikolas aposta no corpo, no tempo e na perseverança como forma de linguagem política. Caminar significa declarar que não haverá recuo, ao mesmo tempo em que se rejeita a violência como ferramenta. Embora os contextos históricos, os objetivos e as escalas sejam diferentes e incomparáveis, o princípio subjacente se aproxima: a força da causa reside na legitimidade moral do gesto, e não na agressão. Quando a política abandona o grito e escolhe o caminho, a mensagem torna‑se mais alta.
Ex-assessor de Moraes denuncia três casos e exige investigação de Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes
O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, que manteve convivência estreita com o poder, citou três casos e pediu a investigação dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Ele observou que “em qualquer democracia de verdade, quem julga também precisa ser fiscalizado”. TRÊS CASOS. TRÊS NOMES. UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR. Caso Master – patrimônio milionário ligado à esposa de ministro. Resort Tayaya – milhões envolvendo fundo ligado à família de ministro. IDP – instituto privado com contratos milionários e influência no poder. R$ 46 mil de salário não faz milionário. Pode ser legal? Talvez. Mas é transparente? Em qualquer democracia de verdade, quem julga também precisa ser fiscalizado. Perguntar NÃO é crime. Investigar NÃO é ataque. Transparência NÃO é opcional. Compartilhe antes que silencem. Comente antes que apaguem. Questione antes que normalizem.
Toffoli fecha Tayayá para festa de samba com convidado internacional
No fim do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes Toffoli fechou o resort Tayayá para uma festa destinada a familiares e convidados. Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista, conforme informa o site Metrópoles. Antes disso, ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Toffoli é relator, no STF, de investigação envolvendo o banco e já atuou em processos da J&F. Funcionários do hotel afirmaram que o evento mobilizou toda a equipe do resort. O festejo contou com a presença de artistas e do ex‑jogador de futebol Ronaldo Nazário, o Fenômeno. Um funcionário chegou a publicar foto de Ronaldo no local, mas a removeu em seguida. Na festa organizada por Toffoli, Ronaldo inaugurou a área de jogatina, já que é jogador profissional de pôquer, modalidade legalizada no Brasil.
Empresário Sérgio Nahas é localizado por reconhecimento facial e preso 24 anos após assassinar a esposa
O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos após o assassinato da esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em São Paulo, em 2002. A prisão aconteceu no sábado (17), em Praia do Forte, no município de Mata de São João, no litoral norte baiano — o mesmo destino turístico onde o casal havia passado a lua de mel antes do crime. Atualmente com 61 anos, Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado. O mandado de prisão foi expedido em 25 de junho de 2025, após o esgotamento de todos os recursos judiciais. O nome e a foto do empresário chegaram a ser incluídos na Difusão Vermelha da Interpol. Ele foi localizado após ser identificado por um sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial instalado em Praia do Forte. De acordo com a Polícia Militar, Nahas estava hospedado em um condomínio de luxo. Com ele, os agentes apreenderam 17 pinos de cocaína, três celulares, um carro modelo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo. O crime ocorreu no apartamento do casal, em São Paulo. Na época, Fernanda Orfali tinha 28 anos. Segundo a acusação, Sérgio Nahas matou a esposa após ela descobrir traições e o uso de drogas por parte do marido, além de temer a divisão de bens em caso de divórcio. De acordo com o Ministério Público, Fernanda tentou se proteger no closet do imóvel, mas Nahas teria arrombado a porta e efetuado dois disparos. A perícia apontou que o primeiro tiro atingiu a vítima e o segundo saiu pela janela do apartamento. A defesa sustentou que Fernanda sofria de depressão e que anotações pessoais indicariam intenção de suicídio. No entanto, laudo da Polícia Técnico‑Científica não encontrou resíduos de pólvora nas mãos da vítima. Nahas chegou a ser preso por porte ilegal da arma, mas foi solto após 37 dias. Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o empresário a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa recorreu, e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, a pedido do Ministério Público, aumentou a pena. Enquanto ainda cabiam recursos, Nahas respondeu ao processo em liberdade. Com o trânsito em julgado da condenação em junho de 2025, a Justiça paulista determinou o cumprimento da pena, o que levou à prisão do empresário na Bahia.
O Globo volta a questionar contrato milionário da esposa de Moraes; ministro permanece mudo
Mais uma matéria explosiva foi publicada no jornal O Globo, que volta a questionar o contrato milionário firmado entre a advogada Viviane Barci e o Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes continua emudecido, sem oferecer qualquer explicação. Segundo a jornalista Malu Gaspar, a Receita Federal informou que, nos últimos 12 meses, não há registro de audiências da advogada Viviane Barci de Moraes – esposa do ministro – com autoridades do órgão. A resposta da Receita foi enviada em cumprimento a um pedido de acesso à informação (LAI) sobre a suposta atuação de Viviane em defesa dos interesses do Banco Master. Conforme apurado pelo blog que deu origem à matéria, o contrato entre o escritório de Viviane e o Banco Master entrou em vigor em janeiro de 2024, com pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Uma das cláusulas previa a atuação da advogada em quatro órgãos do Executivo: Banco Central, Cade, PGFN e Receita Federal. Em nenhum desses órgãos foram encontrados registros que comprovem a presença ou a atividade de Viviane, segundo as informações obtidas. A assessoria do Banco Master afirmou que não se manifestaria ao ser procurada. O próprio escritório de Viviane também não respondeu aos e‑mails enviados até a publicação deste texto. O contrato ainda estabelecia que a advogada organizaria cinco núcleos de atuação – Judiciário, Legislativo, Executivo, Ministério Público e Polícia Judiciária – esta última representada pela Polícia Federal, que em novembro do ano passado realizou operação que levou à prisão do dono do Master, o executivo Daniel Vorcaro. A Receita Federal consultou as agendas do secretário especial Robinson Barreirinhas, sua secretária adjunta Adriana Gomes e os subsecretários de arrecadação, cadastros, administração aduaneira, tributação, fiscalização e gestão corporativa, e não encontrou nenhum registro de reunião que incluísse Viviane. Barreirinhas participou, na quinta‑feira (15), de reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula, o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, o procurador‑geral da República Paulo Gonet, o diretor‑geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, o vice‑presidente Geraldo Alckmin, o novo ministro da Justiça Wellington Lima e Silva, e o próprio Alexandre de Moraes, que ocupa a presidência interina do STF durante as férias de Edson Fachin. Wellington chegou a afirmar que o Banco Master foi tratado como eixo da reunião, embora a Secretaria de Comunicação da Presidência tenha depois alegado que o assunto não foi o tema central da audiência. Pressão: o blog indica que Moraes entrou em contato com Galípolo pelo menos quatro vezes para exercer pressão em favor do Banco Master. Três dos contatos foram por telefone e, em uma ocasião, o ministro se encontrou presencialmente com o presidente do Banco Central para discutir os problemas do banco de Daniel Vorcaro. O mesmo blog utilizou a expressão ‘cabo de guerra’ para descrever a disputa interna no STF acerca da troca de aliados de Bolsonaro. Moraes alegou que as reuniões com o Banco Central serviram apenas para tratar dos efeitos das sanções previstas na Lei Magnitsky, e afirmou que o escritório de Viviane jamais atuou na operação de aquisição Master‑BRB perante o Banco Central. Na semana passada, a PGFN respondeu a outro pedido de LAI informando que não foi identificado registro de ingresso de Viviane em suas instalações em Brasília entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. O blog já havia relatado que o Banco Central e o Cade também não possuem registro de acesso da advogada em suas dependências, apesar de o contrato prever expressamente sua atuação perante essas instituições. O Banco Central teve papel decisivo na análise da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), operação que foi bloqueada pela autoridade monetária em setembro do ano passado. A Justiça Federal de Brasília classificou o negócio de R$ 12 bilhões como fruto de ‘pura camaradagem’. Segundo o Cade, nem Viviane nem representantes do escritório Barci de Moraes tiveram reunião para tratar da compra do Master pelo BRB ou para discutir outros assuntos relacionados ao banco desde, pelo menos, janeiro de 2024. Pedidos de investigação: o procurador‑geral Paulo Gonet, reconduzido ao cargo com apoio de Moraes, recebeu ao menos dois requerimentos para apurar a suposta atuação do ministro em favor do Banco Master. Um pedido apresentado pelo advogado Enio Martins Murad foi rejeitado no mês passado, sob a justificativa de que a narrativa da pressão de Moraes permanecia no campo das suposições. Gonet também concluiu que não encontrou qualquer ilicitude no contrato firmado entre Viviane Barci e o Banco Master. A equipe da coluna questionou a Receita Federal sobre eventual procedimento em tramitação relativo ao Master, mas o órgão respondeu que, em razão do sigilo fiscal previsto no artigo 198 do Código Tributário Nacional, não se manifesta sobre situações de contribuintes específicos.