No fim do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes Toffoli fechou o resort Tayayá para uma festa destinada a familiares e convidados. Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista, conforme informa o site Metrópoles. Antes disso, ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Toffoli é relator, no STF, de investigação envolvendo o banco e já atuou em processos da J&F. Funcionários do hotel afirmaram que o evento mobilizou toda a equipe do resort. O festejo contou com a presença de artistas e do ex‑jogador de futebol Ronaldo Nazário, o Fenômeno. Um funcionário chegou a publicar foto de Ronaldo no local, mas a removeu em seguida. Na festa organizada por Toffoli, Ronaldo inaugurou a área de jogatina, já que é jogador profissional de pôquer, modalidade legalizada no Brasil.
Empresário Sérgio Nahas é localizado por reconhecimento facial e preso 24 anos após assassinar a esposa
O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos após o assassinato da esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em São Paulo, em 2002. A prisão aconteceu no sábado (17), em Praia do Forte, no município de Mata de São João, no litoral norte baiano — o mesmo destino turístico onde o casal havia passado a lua de mel antes do crime. Atualmente com 61 anos, Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado. O mandado de prisão foi expedido em 25 de junho de 2025, após o esgotamento de todos os recursos judiciais. O nome e a foto do empresário chegaram a ser incluídos na Difusão Vermelha da Interpol. Ele foi localizado após ser identificado por um sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial instalado em Praia do Forte. De acordo com a Polícia Militar, Nahas estava hospedado em um condomínio de luxo. Com ele, os agentes apreenderam 17 pinos de cocaína, três celulares, um carro modelo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo. O crime ocorreu no apartamento do casal, em São Paulo. Na época, Fernanda Orfali tinha 28 anos. Segundo a acusação, Sérgio Nahas matou a esposa após ela descobrir traições e o uso de drogas por parte do marido, além de temer a divisão de bens em caso de divórcio. De acordo com o Ministério Público, Fernanda tentou se proteger no closet do imóvel, mas Nahas teria arrombado a porta e efetuado dois disparos. A perícia apontou que o primeiro tiro atingiu a vítima e o segundo saiu pela janela do apartamento. A defesa sustentou que Fernanda sofria de depressão e que anotações pessoais indicariam intenção de suicídio. No entanto, laudo da Polícia Técnico‑Científica não encontrou resíduos de pólvora nas mãos da vítima. Nahas chegou a ser preso por porte ilegal da arma, mas foi solto após 37 dias. Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o empresário a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa recorreu, e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, a pedido do Ministério Público, aumentou a pena. Enquanto ainda cabiam recursos, Nahas respondeu ao processo em liberdade. Com o trânsito em julgado da condenação em junho de 2025, a Justiça paulista determinou o cumprimento da pena, o que levou à prisão do empresário na Bahia.
O Globo volta a questionar contrato milionário da esposa de Moraes; ministro permanece mudo
Mais uma matéria explosiva foi publicada no jornal O Globo, que volta a questionar o contrato milionário firmado entre a advogada Viviane Barci e o Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes continua emudecido, sem oferecer qualquer explicação. Segundo a jornalista Malu Gaspar, a Receita Federal informou que, nos últimos 12 meses, não há registro de audiências da advogada Viviane Barci de Moraes – esposa do ministro – com autoridades do órgão. A resposta da Receita foi enviada em cumprimento a um pedido de acesso à informação (LAI) sobre a suposta atuação de Viviane em defesa dos interesses do Banco Master. Conforme apurado pelo blog que deu origem à matéria, o contrato entre o escritório de Viviane e o Banco Master entrou em vigor em janeiro de 2024, com pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Uma das cláusulas previa a atuação da advogada em quatro órgãos do Executivo: Banco Central, Cade, PGFN e Receita Federal. Em nenhum desses órgãos foram encontrados registros que comprovem a presença ou a atividade de Viviane, segundo as informações obtidas. A assessoria do Banco Master afirmou que não se manifestaria ao ser procurada. O próprio escritório de Viviane também não respondeu aos e‑mails enviados até a publicação deste texto. O contrato ainda estabelecia que a advogada organizaria cinco núcleos de atuação – Judiciário, Legislativo, Executivo, Ministério Público e Polícia Judiciária – esta última representada pela Polícia Federal, que em novembro do ano passado realizou operação que levou à prisão do dono do Master, o executivo Daniel Vorcaro. A Receita Federal consultou as agendas do secretário especial Robinson Barreirinhas, sua secretária adjunta Adriana Gomes e os subsecretários de arrecadação, cadastros, administração aduaneira, tributação, fiscalização e gestão corporativa, e não encontrou nenhum registro de reunião que incluísse Viviane. Barreirinhas participou, na quinta‑feira (15), de reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula, o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, o procurador‑geral da República Paulo Gonet, o diretor‑geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, o vice‑presidente Geraldo Alckmin, o novo ministro da Justiça Wellington Lima e Silva, e o próprio Alexandre de Moraes, que ocupa a presidência interina do STF durante as férias de Edson Fachin. Wellington chegou a afirmar que o Banco Master foi tratado como eixo da reunião, embora a Secretaria de Comunicação da Presidência tenha depois alegado que o assunto não foi o tema central da audiência. Pressão: o blog indica que Moraes entrou em contato com Galípolo pelo menos quatro vezes para exercer pressão em favor do Banco Master. Três dos contatos foram por telefone e, em uma ocasião, o ministro se encontrou presencialmente com o presidente do Banco Central para discutir os problemas do banco de Daniel Vorcaro. O mesmo blog utilizou a expressão ‘cabo de guerra’ para descrever a disputa interna no STF acerca da troca de aliados de Bolsonaro. Moraes alegou que as reuniões com o Banco Central serviram apenas para tratar dos efeitos das sanções previstas na Lei Magnitsky, e afirmou que o escritório de Viviane jamais atuou na operação de aquisição Master‑BRB perante o Banco Central. Na semana passada, a PGFN respondeu a outro pedido de LAI informando que não foi identificado registro de ingresso de Viviane em suas instalações em Brasília entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. O blog já havia relatado que o Banco Central e o Cade também não possuem registro de acesso da advogada em suas dependências, apesar de o contrato prever expressamente sua atuação perante essas instituições. O Banco Central teve papel decisivo na análise da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), operação que foi bloqueada pela autoridade monetária em setembro do ano passado. A Justiça Federal de Brasília classificou o negócio de R$ 12 bilhões como fruto de ‘pura camaradagem’. Segundo o Cade, nem Viviane nem representantes do escritório Barci de Moraes tiveram reunião para tratar da compra do Master pelo BRB ou para discutir outros assuntos relacionados ao banco desde, pelo menos, janeiro de 2024. Pedidos de investigação: o procurador‑geral Paulo Gonet, reconduzido ao cargo com apoio de Moraes, recebeu ao menos dois requerimentos para apurar a suposta atuação do ministro em favor do Banco Master. Um pedido apresentado pelo advogado Enio Martins Murad foi rejeitado no mês passado, sob a justificativa de que a narrativa da pressão de Moraes permanecia no campo das suposições. Gonet também concluiu que não encontrou qualquer ilicitude no contrato firmado entre Viviane Barci e o Banco Master. A equipe da coluna questionou a Receita Federal sobre eventual procedimento em tramitação relativo ao Master, mas o órgão respondeu que, em razão do sigilo fiscal previsto no artigo 198 do Código Tributário Nacional, não se manifesta sobre situações de contribuintes específicos.
Transparência Internacional denuncia 7 irregularidades de Toffoli e exige ação imediata
A Transparência Internacional manifestou‑se sobre as denúncias veiculadas pela imprensa a respeito do ministro Dias Toffoli. Confira a publicação completa: Já há um conjunto de evidências suficientemente robusto para que a PGR e o Senado iniciem procedimentos de apuração. (1) Irmãos do ministro Toffoli foram registrados como controladores do resort de luxo Tayayá. (2) Foram realizados aportes milionários ao Tayayá por parte de indivíduos e estruturas jurídicas com ligações à JBS e ao Master, empresas que têm processos sob relatoria do ministro. (3) Houve retirada de capital do negócio mediante venda de cotas e transferência de R$ 33 milhões para offshore. (4) O fundo proprietário do Tayayá foi registrado em endereço de fachada. (5) A cunhada do ministro Toffoli declarou desconhecer que o marido seja proprietário do Tayayá ou que a sede do fundo seja a sua residência. (6) Funcionários do Tayayá afirmam que o ministro Toffoli é considerado o verdadeiro dono do resort até hoje e que ele mantém barco e casa de uso exclusivo no local. (7) Registros de diárias de seus seguranças mostram que o ministro Toffoli passou, no mínimo, 168 dias no Tayayá, dos quais 58 dias foram distribuídos em sete viagens após a venda do resort a Paulo Humberto Barbosa, advogado da JBS. A imprensa investigativa brasileira tem desempenhado um papel fundamental para o país. Agora cabe à sociedade exigir que as autoridades competentes cumpram seu dever, diante de um caso que, segundo a Transparência Internacional, está afundando o Tribunal Constitucional brasileiro em sua mais grave crise.
Redes do Resort Tayayá inundadas por internautas que perguntam: “Dá pra lavar dinheiro na piscina?”
O envolvimento do ministro Dias Toffoli com o Resort Tayayá tem provocado uma enxurrada de publicações nas redes sociais do empreendimento, gerando constrangimento tanto para o negócio quanto para o próprio ministro. O resort, localizado em Ribeirão Claro (PR), passou a ser conhecido popularmente como “Resort do Toffoli”. Ao mesmo tempo, o magistrado atua como relator do inquérito que apura o chamado caso Master. Investigações apontam que uma negociação envolvendo supostamente os irmãos de Toffoli e a venda de participação milionária no Tayayá chamou a atenção de autoridades e do meio jurídico‑financeiro, depois de se descobrir que o comprador seria um fundo administrado pela Reag Investimentos, gestora suspeita de manter estruturas ligadas ao Banco Master e a esquemas bilionários de sonegação. Selecionamos algumas das mensagens que circularam nas redes do Tayayá: – Dá pra lavar dinheiro na piscina? – Esse é o resort do ministro? – Esse é o resort do ministro? Ou é de um amigo de um amigo? Aceitam títulos bancários como pagamento para reservas? – É do “amigo do amigo do meu pai”. – Pra reservar pede por aqui ou pede pro amigo do amigo do meu pai? – Sou amigo do amigo do meu pai, posso me hospedar com um bom desconto? – Tá quanto a diária pra amigo do amigo? – Petista tem desconto? – A casa vai cair. – Como é bom ser ministro no Bostil, tem até resort com cassino. – Se o Brasil fosse um país sério esse resort já estava fechado.
Ministro Dias Toffoli recebe nova denúncia constrangedora
Na quinta‑feira (22), surge outra notícia constrangedora envolvendo o ministro do STF, Dias Toffoli. Desde dezembro de 2022, o magistrado teria passado, no mínimo, 168 dias no Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, interior do Paraná, embora não seja proprietário do estabelecimento. A informação vem do portal Metrópoles, que afirma: “É como se ele passasse um de cada sete dias na propriedade”. O mesmo veículo complementa: “As diárias dos seguranças do ministro nessas viagens consumiram R$ 548,9 mil dos cofres públicos”. Segundo funcionários do resort, Toffoli seria, de fato, o verdadeiro dono do Tayayá até hoje. Essas alegações condizem com o padrão de viagens do ministro: ele teria ido ao Tayayá sete vezes desde que o empreendimento foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025, acumulando 58 dias no local. Os dados foram extraídos das diárias de segurança pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT‑2), com sede em São Paulo. Embora Ribeirão Claro esteja no Paraná, o TRT‑2 costuma despachar equipes de segurança para escoltar o ministro quando este se encontra no resort. A descrição das diárias no site do TRT‑2 deixa claro o objetivo dos deslocamentos: “Prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”.
PGR solicita ao STF redução da pena de Roberto Jefferson, maior alvo de Moraes
A Procuradoria‑Geral da República manifestou‑se favoravelmente à diminuição da pena imposta ao ex‑deputado federal Roberto Jefferson e encaminhou parecer ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria do processo. A manifestação foi protocolada na segunda‑feira (19) e atende a um pedido apresentado pela defesa. Condenado em dezembro de 2024, Jefferson recebeu pena de 9 anos, 1 mês e 5 dias de prisão pelos crimes de calúnia, homofobia, incitação ao crime e tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes. De acordo com o entendimento da PGR, caso Moraes acolha o parecer, a punição poderá ser reduzida para três anos, possibilitando a progressão de regime. O posicionamento do Ministério Público ocorreu após solicitação formal dos advogados do ex‑presidente do PTB. No documento enviado ao STF, a PGR requereu informações tanto à Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro quanto à 4ª Vara Federal Criminal, com o objetivo de avaliar a conduta de Roberto Jefferson durante o cumprimento da pena. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Roberto Jefferson foi preso preventivamente em agosto de 2021 e, inicialmente, passou a cumprir prisão domiciliar em sua residência, localizada no município de Comendador Levy Gasparian, no interior fluminense. Posteriormente, em 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, a Polícia Federal cumpriu novo mandado de prisão expedido por Alexandre de Moraes, após o ex‑deputado descumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. A nova ordem de prisão ocorreu depois da divulgação de um vídeo nas redes sociais com ofensas direcionadas à ministra do STF Cármen Lúcia. No momento em que os agentes federais tentaram cumprir o mandado, Jefferson resistiu, efetuou disparos com arma de fogo e lançou explosivos contra a equipe policial, sendo detido em flagrante por tentativa de homicídio. Mais recentemente, em maio de 2025, Moraes autorizou a concessão de prisão domiciliar de caráter humanitário ao ex‑deputado. A decisão teve como base laudos médicos que apontaram estado de saúde grave, incluindo crises convulsivas, desnutrição calórico‑proteica, possível foco de infecção na cavidade oral e diagnóstico de síndrome depressiva severa.
Alerta climático alarmante: chuvas intensas ameaçam 20 estados nas próximas horas
Na quinta‑feira, 22, a maior parte do território nacional enfrentará instabilidade climática, com previsão de chuvas intensas e persistentes em ao menos vinte estados. O cenário eleva o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, sobretudo nas áreas em que o solo já se encontra encharcado. Embora o Sudeste concentre a situação mais grave, a zona de instabilidade também se estende ao Centro‑Oeste, ao Norte e a parte do Nordeste. Em diversos pontos do país, os volumes acumulados de chuva podem ser elevados em curto espaço de tempo, exigindo atenção redobrada da população. No Sudeste, o alerta está no nível máximo. Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro permanecem sob risco elevado de chuva forte e volumosa, com acumulados que, em algumas localidades, podem ultrapassar 100 mm. Esse excesso de água aumenta a possibilidade de transbordamento de rios, deslizamentos de encostas e alagamentos urbanos. Em São Paulo, o céu permanecerá encoberto ao longo do dia, com temperaturas mais amenas e chance de garoa ou chuva fraca, principalmente à noite. A instabilidade também predomina no Centro‑Oeste. Goiás e Mato Grosso devem registrar pancadas de chuva de intensidade moderada a forte, sobretudo entre a tarde e a noite. Os volumes previstos podem provocar alagamentos pontuais e dificultar o escoamento da água tanto em áreas urbanas quanto rurais. Já em Mato Grosso do Sul, as precipitações ocorrerão de forma mais irregular, embora o céu continue carregado na maior parte do dia. O Distrito Federal também está na área de atenção. No Norte, as tempestades se distribuem de maneira mais generalizada. Estados como Amazonas, Rondônia, Acre, Pará e Tocantins enfrentarão pancadas de chuva a qualquer hora, com possibilidade de volumes expressivos em determinadas regiões. As chuvas constantes mantêm elevado o risco de elevação do nível dos rios e de alagamentos em centros urbanos, especialmente entre a tarde e a noite. Amapá e Roraima também figuram na lista de áreas afetadas. No Nordeste, a chuva concentra‑se principalmente no interior. O oeste da Bahia merece atenção especial, pois os acumulados podem ser significativos em curto período, favorecendo enxurradas e alagamentos localizados. Maranhão, Piauí, Ceará e Pernambuco também estão sob alerta. No litoral nordestino, o tempo varia entre muitas nuvens e algumas aberturas, com menor frequência de chuva. Enquanto isso, a Região Sul apresenta um padrão distinto. O avanço de uma massa de ar frio faz com que o dia comece com temperaturas abaixo do normal para esta época do ano. O tempo segue nublado em diversos pontos, com possibilidade de chuva fraca e isolada, especialmente no Paraná. Nas áreas serranas, a sensação de frio é mais intensa, e as temperaturas máximas permanecem contidas ao longo do dia. Diante desse panorama, recomenda‑se acompanhar atentamente os alertas meteorológicos e adotar medidas de precaução, sobretudo em áreas historicamente vulneráveis a alagamentos e deslizamentos. Evitar deslocamentos em locais de risco e redobrar os cuidados pode ajudar a reduzir os transtornos provocados pelas chuvas intensas previstas para esta quinta‑feira.
Moraes concede 15 dias à PGR para decidir sobre soltura de Filipe Martins
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fixou prazo de 15 dias para que a Procuradoria‑Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos da defesa de Filipe Martins. Só depois da manifestação o magistrado decidirá o caso. A determinação foi assinada nesta terça‑feira, 20, e está ligada à tentativa do ex‑assessor da Presidência da República de revogar a prisão preventiva decretada anteriormente. Martins está preso desde 31 de dezembro, sob alegação de descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça. Na decisão que autorizou a prisão, o ministro citou suposta atividade registrada na conta de Filipe Martins na rede social LinkedIn, entendendo que tal fato configuraria violação das restrições estabelecidas no processo, o que motivou a medida mais severa. Na semana passada, os advogados de Martins protocolaram pedido de revogação da prisão preventiva, argumentando ausência de fundamentos legais para a manutenção da custódia. A defesa sustenta que houve erro de fato na decisão e que não estão presentes os requisitos legais para justificar a prisão. Os representantes legais afirmam que Moraes partiu de premissa equivocada ao sugerir que a própria defesa teria admitido o uso de redes sociais pelo investigado. Segundo os advogados, tal declaração nunca foi feita e, portanto, não poderia servir de base para caracterizar descumprimento das medidas cautelares. De acordo com a argumentação, o acesso à conta do LinkedIn ocorreu exclusivamente por iniciativa da equipe jurídica, após a prisão, com objetivo de preservar eventuais provas e garantir pleno exercício do direito de defesa. A defesa também questiona a validade do material usado na decisão, alegando ser um simples print de tela, sem respaldo técnico, cadeia de custódia ou perícia, proveniente de denúncia informal. Outro ponto destacado pelos advogados é a ausência de manifestação prévia tanto da Polícia Federal quanto da própria PGR antes da decretação da prisão preventiva, o que, segundo eles, fragiliza ainda mais a medida adotada.
Cunhada de Toffoli fala sem perceber que está sendo filmada e revela detalhes (VEJA O VÍDEO)
A empresa do irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, está registrada em um endereço de fachada em Marília (SP). Repórteres do site Metrópoles foram ao local e constataram um imóvel com sinais visíveis de desgaste, paredes rachadas e padrão simples, situado em um bairro residencial da cidade. No mesmo endereço, os jornalistas encontraram a cunhada de Toffoli, que, sem saber que estava sendo gravada, “abriu o bico”. A Maridt Participações já integrou o quadro de proprietários do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). Até março de 2025, a companhia detinha 17 % das cotas das empresas responsáveis pela gestão do empreendimento – Tayayá Administração e Participações e DGEP Empreendimentos e Participações. Na época da venda, essa participação correspondia a cerca de R$ 3,5 milhão. No mesmo endereço de Marília também consta o domicílio de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro. Eugênio, engenheiro de formação, é sócio da Maridt e possui, em seu nome, outra empresa de engenharia registrada no mesmo local.