A Transparência Internacional Brasil voltou a pressionar por esclarecimentos sobre a origem dos recursos atribuídos ao padre José Carlos Dias Toffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Em publicação feita na rede social X, a entidade afirmou: “Esperamos que o padre J. C. Dias Toffoli tenha comprovação da origem dos recursos e que seus investimentos em hotelaria de luxo possam ser esclarecidos, assim como os negócios com gente ligada ao Master e à JBS”. A cobrança ocorreu após a divulgação de novos documentos e reportagens que apontam a participação de familiares do ministro em empreendimentos da rede de resorts Tayayá, localizada no Paraná. As informações indicam, inclusive, a existência de um segundo projeto em fase de construção nas margens do Rio Paraná. Segundo as apurações, irmãos de Toffoli teriam atuado como sócios em empresas relacionadas aos resorts e assinado atos societários em assembleias. Cobranças se intensificam após novas revelações O novo posicionamento da Transparência Internacional reforça manifestações anteriores da entidade sobre o mesmo tema. Na quinta‑feira, 22, a organização já havia declarado que “já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes para que a PGR [Procuradoria‑Geral da República] e o Senado instaurem procedimentos de apuração”. Na ocasião, a entidade destacou dados divulgados pela imprensa que apontam aportes financeiros ligados a pessoas e estruturas associadas ao Banco Master, movimentações envolvendo a venda de cotas societárias, envio de recursos ao exterior e registros que sugerem a utilização frequente do resort pelo ministro do STF. Além disso, horas depois, a organização criticou a decisão da PGR de arquivar o pedido de afastamento de Dias Toffoli da relatoria de um processo que envolve o Banco Master no Supremo. Ao comentar uma nota divulgada pelo ministro Gilmar Mendes sobre o arquivamento, a Transparência Internacional declarou: “A sociedade e as instituições brasileiras precisam impedir que o Sistema de Justiça funcione como um grande Gilmarpalooza”, em alusão ao apelido atribuído por opositores ao Fórum de Lisboa, evento anual organizado por instituto do qual Gilmar Mendes é sócio‑fundador.
CIP realiza ato em memória às vítimas do Holocausto e alerta contra o antissemitismo
A Congregação Israelita Paulista (CIP) sediou, neste domingo (25), o Ato em Memória às Vítimas do Holocausto, reunindo autoridades civis, diplomatas, lideranças políticas e religiosas, sobreviventes e membros da comunidade judaica. O evento, realizado por ocasião do Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, reforçou a necessidade de preservar a memória, combater o antissemitismo e defender a dignidade humana. O ato contou com o apoio da Confederação Israelita do Brasil (Conib), da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), da própria Congregação Israelita Paulista e da organização StandWithUs Brasil. Compareceram o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado, Gilberto Kassab, o ex‑chanceler Celso Lafer e o secretário municipal de Justiça, André Lemos, que representou o prefeito Ricardo Nunes. A cerimônia teve início com a execução do Hino Nacional Brasileiro, cantado por Sabrina Shalom. Em seguida, a presidente da CIP, Laura Feldman, ressaltou que lembrar o Holocausto exige um compromisso ativo no presente. “A memória do Holocausto sem ação não basta. É preciso transformar o ‘Nunca Mais’ em atitudes concretas contra o antissemitismo e toda forma de intolerância”, afirmou. A presidente da Fisesp, Célia Parnes, apontou os sinais que antecedem tragédias históricas. “O Holocausto não ocorreu por falta de alertas, mas porque o mundo se acostumou ao ódio e à relativização dos fatos. Hoje, a proteção aos judeus deixa de ser uma questão comunitária e torna‑se um teste moral para toda a sociedade e para os governos. Quando a desumanização volta a circular com aparência de normalidade no discurso público, reconhecemos sinais que a história nos ensinou a não ignorar. Silenciar ou minimizar esses alertas prepara o terreno para que a barbárie se repita”. O cônsul‑geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, destacou o papel da verdade e da empatia em tempos de desinformação. “Vivemos um momento em que mentiras tentam se impor sobre os fatos e o ódio busca se sobrepor à empatia. Cabe a todos nós garantir que a empatia prevaleça”, declarou. Cláudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil, enfatizou que a memória do Holocausto serve sobretudo como alerta para o futuro. “O Holocausto não aconteceu de forma súbita. Foi construído passo a passo, com a normalização do ódio, o enfraquecimento das instituições democráticas e o silêncio diante do extremismo”. Segundo ele, “combater o antissemitismo não é uma pauta ideológica, mas uma missão de toda a sociedade, para impedir que o ódio volte a produzir novas vítimas”. Antes da fala do governador, André Lajst, presidente da StandWithUs Brasil, reforçou o caráter permanente do compromisso com a memória. “Lembrar o Holocausto não é apenas um exercício de recordação histórica, mas um compromisso com o presente e uma garantia para o futuro. A memória é uma ferramenta essencial para combater o ódio e a indiferença”. Em seu discurso, o governador Tarcísio de Freitas destacou que a maior homenagem às vítimas consiste em impedir que tragédias semelhantes se repitam. “Não podemos permitir que o Brasil se perca no ódio. O Holocausto não surgiu de forma abrupta; ele foi resultado da normalização do extremismo, da disseminação de falsidades e da omissão diante de sinais claros”. O governador também ressaltou a adesão do Estado de São Paulo à definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). “Só existe uma maneira de honrar essas vítimas: não permitir que isso aconteça novamente. Tornar esse conceito vivo é proteger a comunidade judaica e fortalecer a democracia”. Um dos momentos mais emocionantes foi a fala da sobrevivente Ruth Sprung Tarasantchi, cujas gravuras estavam expostas na entrada do evento. Nascida em 1933, em Sarajevo, então parte da Iugoslávia, Ruth sobreviveu à perseguição nazista após fugir com a família, passando quatro anos confinada no campo de Ferramonti, na Itália. Naturalizada brasileira, é artista plástica, historiadora da arte, escritora e diretora do acervo do Museu Judaico de São Paulo. Aos 92 anos, Ruth compartilhou seu testemunho, lembrando a destruição da comunidade judaica de sua cidade natal, Bugojno, e a perda de familiares assassinados no Holocausto. “Eu tive sorte”, repetiu, ao relembrar a sobrevivência apesar da fome, da perda da liberdade e da espera interminável no confinamento. Para ela, testemunhar significa transformar a dor em legado e garantir que a história não seja esquecida. A cerimônia foi conduzida por Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da Fisesp, que atuou como mestre de cerimônias. O chazan Avi Bursztein interpretou “Shmá Israel”, enquanto o chazan Marcio Besen cantou o Hino dos Partisans, símbolo da resistência judaica durante a Segunda Guerra Mundial. Seis velas foram acesas ao longo da solenidade, simbolizando os seis milhões de judeus assassinados pelo regime nazista e todas as demais vítimas do ódio, da intolerância e da perseguição. O ritual envolveu diplomatas, lideranças comunitárias e religiosas, autoridades políticas, jovens e sobreviventes, reforçando a transmissão da memória entre gerações. O público também assistiu ao teaser do documentário “Soul on Fire”, que retrata a trajetória de Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e laureado com o Nobel da Paz, cuja vida foi dedicada à memória, à dignidade humana e ao combate à indiferença. A obra terá exibição especial seguida de debate no Cine Belas Artes, no dia 27 de janeiro. O ato foi encerrado com o Hino de Israel, interpretado pela cantora Fortuna. Mais do que um evento institucional, o encontro constituiu um chamado à consciência coletiva. Ao recordar o Holocausto, a comunidade judaica e a sociedade brasileira reafirmam um compromisso essencial: nunca esquecer, nunca silenciar e nunca permitir que o ódio se normalize — porque a memória não é apenas um tributo ao passado, mas uma responsabilidade com o futuro.
Lulinha solicita acesso ao inquérito da Farra do INSS
Lulinha já contratou um advogado, que já se habilitou no inquérito da Farra do INSS, que investiga um esquema bilionário de roubo a aposentados e pensionistas. A defesa será conduzida pelo criminalista Guilherme Suguimori Santos, que solicitou acesso aos autos em 19 de janeiro. Conforme apurado, Lulinha recebia mesada do “Careca do INSS” e está profundamente envolvido na fraude.
Caiado entra no PSD, Kassab movimenta o tabuleiro e Tarcísio se cala: os riscos para a direita em 2026
A filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD é, por si só, um movimento coerente: ele deixa um partido em processo de esvaziamento para aderir a uma legenda estruturada, pragmática e com capilaridade nacional. Até aí, o jogo está feito. O ponto político relevante, porém, está no cenário do anúncio, não no ato formal. Caiado não se filiou discretamente. Ele apareceu ao lado dos governadores Ratinho Jr. e Eduardo Leite, ambos com ambições presidenciais, sob o guarda‑chuva de Gilberto Kassab, reconhecido como um dos operadores mais habilidosos da política brasileira contemporânea. Kassab não realiza movimentos inocentes; ele monta tabuleiros. Na prática, Kassab é o fiador político do governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo. Ele controla secretarias‑chave, articula com o centro e garante a governabilidade. Não é exagero dizer que Kassab atua como engenheiro político, o homem forte, enquanto Tarcísio exerce a função de gestor‑executivo. E aqui surge o ponto sensível: Tarcísio é bolsonarista declarado e já sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro como alternativa presidencial do campo conservador. Portanto, quando Kassab chancela publicamente a pré‑candidatura de Caiado, não está apenas acolhendo um governador; está testando um nome no mercado eleitoral de 2026. Essa filiação poderia interferir no governo de São Paulo? Administrativamente, não. Politicamente, sim – e de forma significativa. Não há indício de que Tarcísio perca o controle do governo paulista por esse motivo. Kassab não age contra seus próprios interesses. Contudo, o movimento cria uma tensão estratégica silenciosa, já que Caiado passa a concorrer diretamente no mesmo eleitorado conservador‑liberal. Kassab passa a diversificar suas apostas, comportamento típico de quem deseja estar no centro do poder, independentemente de quem vença. O PSD se posiciona como partido‑ponte, capaz de dialogar tanto com bolsonaristas quanto com setores mais moderados. Tarcísio de Freitas sabia? Apoiou? Quase certamente, sim. Kassab não faz movimentos desse porte sem informar seus aliados estratégicos. Tarcísio não é ingênuo nem alheio ao jogo nacional. Apoiar, no sentido político‑eleitoral, parece improvável neste momento. O silêncio de Tarcísio é eloquente: ele não endossou Caiado, não se associou ao evento e não alterou sua sinalização em relação a Flávio Bolsonaro. O mais provável é que Tarcísio tolere o movimento por pragmatismo, mantendo o foco em São Paulo e preservando sua imagem de gestor, enquanto Kassab concentra esforços na articulação nacional. 2026 já começou, e começou pelos bastidores. Kassab não acredita em um candidato único antecipado; prefere manter um portfólio de opções. Caiado quer se vender como o “conservador institucional”, menos conflitivo que o bolsonarismo de raiz. Tarcísio continua sendo um ativo forte, mas não controla sozinho o xadrez. A filiação de Caiado não ameaça o governo de Tarcísio, mas revela uma disputa silenciosa pelo futuro da direita. Kassab joga em múltiplas mesas; Tarcísio joga com cautela; Caiado tenta ocupar um espaço entre o bolsonarismo e o centrão. Não se trata de ruptura. Não se trata de traição. É política em estado puro, fria, calculada e antecipada. Até que ponto essa movimentação no tabuleiro político prejudica a candidatura de Flávio Bolsonaro? A soma dos três potenciais presidenciais – Caiado, Leite e Ratinho Jr. – não ameaça a candidatura do PL de Flávio Bolsonaro, mas anima a Faria Lima. Continuo acreditando na eleição de Flávio Bolsonaro.
Morre Nilton Cesar, ícone da música brasileira e cantor do bolero “Receba as flores que lhe dou”
O cenário da música romântica brasileira perdeu um de seus maiores expoentes nesta quarta‑feira (28). O cantor e compositor Nilton Cesar faleceu em São Paulo, aos 86 anos. Embora tenha iniciado sua trajetória no rastro da Jovem Guarda, foi no final da década de 1960 que Nilton Cesar atingiu o status de superestrela. Em 1969, ele gravou o que seria o maior hino de sua carreira: “Férias na Índia”. A canção, que estourou nas rádios em 1970, tornou‑se um fenômeno de vendas em uma era pré‑digital: – Mais de 500 mil cópias vendidas. – Inúmeros discos de ouro. – Destaque constante em premiações e troféus da imprensa especializada da época. – Presença marcante na TV e no rádio. Com um estilo elegante e voz aveludada, Nilton Cesar era figura carimbada nos principais palcos do país. Sua presença era disputada pelos grandes auditórios da televisão brasileira, sendo convidado frequente do Programa Silvio Santos e das edições festivas da Jovem Guarda. Sua discografia, no entanto, foi além de um único sucesso. Ele embalou milhares de romances com hits como: – A Namorada que Sonhei – Amor… Amor… Amor… – Felicidade – Espere um Pouquinho Mais – Amigo Não – Receba as flores que lhe dou Nilton Cesar personificou uma era em que a música popular brasileira dialogava diretamente com o sentimento das massas. Ele deixa um legado de dezenas de álbuns e uma legião de fãs que, por décadas, mantiveram suas canções vivas nos karaokês e serestas por todo o Brasil. SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Novo algoz de Moraes humilha Xandão
O site Metrópoles tornou‑se o mais novo algoz do ministro Alexandre de Moraes. O próprio magistrado “elegeu” esse “inimigo” ao publicar nota classificando a reportagem do veículo como “falsa e mentirosa”, inserindo que se trata de um “padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”. Em seguida, o Metrópoles manteve a defesa do conteúdo de sua reportagem, que trazia informações sobre um encontro entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na mansão de Daniel Vorcaro. O ministro negou a versão apresentada. O jornalista Mario Sabino, que já foi alvo de censura do magistrado quando dirigia o site O Antagonista, esclareceu que a matéria não afirma que houve uma reunião formal entre Moraes e Costa na residência de Vorcaro. Segundo ele, o texto indica apenas que o ministro conheceu o então presidente do BRB em ambiente reservado da mansão, trocando impressões sobre a negociação da compra do Banco Master pelo BRB. Sabino acrescentou que a reportagem descreve um encontro breve, distante da reunião que o ministro tentou desmentir com veemência. Ele também informou que, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, Alexandre de Moraes esteve na casa de Daniel Vorcaro, em Brasília, acompanhado de assessor, fumando charutos e degustando vinhos caros, em um “bunker” destinado a esse passatempo. A nota de Moraes não refuta que aquela visita teria sido a segunda vez que o ministro esteve na residência de Vorcaro. De acordo com a reportagem, em 6 de novembro de 2024, o ministro estava novamente no local, assistindo à apuração dos resultados da eleição presidencial dos Estados Unidos, que garantiu o segundo mandato a Donald Trump. É relevante observar que ambas as visitas ocorreram durante a vigência de um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master, controlado por Vorcaro, e o escritório de advocacia da esposa do ministro, a doutora Viviane Barci de Moraes. Quando surgiram notícias de que Alexandre de Moraes teria pressionado o Banco Central para aprovar a compra do Master pelo BRB, o ministro não só negou a suposta pressão, como também refutou a alegação de que o escritório de sua esposa teria atuado na operação perante o Banco Central. Não há registro de qualquer ação relevante do escritório de Viviane Barci de Moraes que justifique o contrato multimilionário com o Master. Por fim, a nota do ministro qualifica a reportagem do Metrópoles como “acusações levianas” que “seguem um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”. O texto encerra com um tom de intimidação, tentando envolver os demais ministros do STF em um episódio no qual eles não têm participação, e busca ofuscar o problema central revelado pela matéria: a proximidade de um ministro do Supremo com alguém apontado como responsável pela maior fraude bancária da história brasileira.
Síndico é preso após corpo da corretora desaparecida ser encontrado em mata
O síndico do prédio onde trabalhava a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, matou a funcionária no subsolo do edifício e utilizou as escadas para não ser filmado, informou a Polícia Civil. Cléber Rosa de Oliveira foi preso temporariamente na madrugada desta quarta‑feira (28) juntamente com o filho, Maykon Douglas de Oliveira, suspeito de colaborar na ocultação das provas. O corpo de Daiane foi encontrado em estado avançado de decomposição em uma área de mata a cerca de quinze quilômetros do condomínio, no bairro Termal, em Caldas Novas. Segundo a polícia, Cléber confessou ter assassinado a corretora após uma discussão no subsolo do prédio sobre o fornecimento de energia ao apartamento dela. Depois do homicídio, ele transportou o cadáver até a mata, onde foi localizado. Embora tenha alegado ter agido sozinho, o filho foi detido sob a suspeita de ter ajudado a encobrir o crime. Recentemente, o Ministério Público de Goiás denunciou Cléber Rosa de Oliveira por prática de stalking (perseguição) contra Daiane, com agravante de abuso de função. Essa denúncia corresponde ao décimo‑segundo processo judicial envolvendo o síndico e a vítima. De acordo com a acusação, o síndico utilizava constantemente o sistema de câmeras de vigilância do condomínio para monitorar os movimentos de Daiane. Ele também teria usado o cargo para constranger e intimidar a corretora, interferindo no fornecimento de energia, água, gás e internet ao apartamento e obrigando‑a a procurá‑lo para resolver os problemas. Em pelo menos uma ocasião, a vítima relatou ter sido agredida fisicamente por um funcionário do condomínio.
Pesquisa revela reprovação massiva de Lula e deixa PT em pânico
Lula começa literalmente com o pé esquerdo no ano eleitoral. Envolvido em inúmeros escândalos, sua taxa de desaprovação segue tendência de piora avassaladora. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Poder Data, 57 % dos entrevistados desaprovam o presidente, enquanto apenas 34 % o aprovam. O governo petista tem avaliação um pouco melhor: 53 % desaprovam e 41 % aprovam. Os números são de pesquisa feita entre 24 e 26 de janeiro de 2026.
Laura Fernández lidera e pode garantir vitória da direita no primeiro turno na Costa Rica
A quatro dias do pleito presidencial, a candidata de direita Laura Fernández desponta como favorita para vencer já no primeiro turno na Costa Rica. A última pesquisa do CIEP, divulgada nesta quarta‑feira (28), mostra a postulante com 44 % das intenções de voto — acima dos 40 % necessários para liquidar a disputa na primeira rodada, algo que não ocorria desde 2010. Com 39 anos e formação em ciência política, Fernández concorre pelo Partido Soberano do Povo (PPSO) e consolidou sua posição ao defender a continuidade das políticas adotadas pelo governo de Rodrigo Chaves. A boa avaliação do atual presidente tem impulsionado sua campanha. O eixo central da plataforma de Fernández é a segurança pública. Ela defende medidas mais firmes contra o crime organizado, entre elas a possibilidade de decretar “estados de exceção” em áreas com forte presença do narcotráfico. A proposta encontrou respaldo em um eleitorado cansado da violência e em busca de respostas mais duras do Estado. Enquanto isso, o campo anti‑governista se divide. Álvaro Ramos (PLN) e Claudia Dobles (Agenda Cidadã) somam apenas 9 % cada, seguidos por Ariel Robles (4 %) e um conjunto de outros 16 nomes que não saem da margem de erro. A fragmentação dificulta a construção de uma alternativa competitiva contra o avanço governista. Indecisos ainda podem mudar o jogo Apesar do cenário favorável, 26 % do eleitorado ainda não definiu o voto — percentual que pode alterar o desfecho final. Esse grupo é composto principalmente por jovens, mulheres e moradores de regiões costeiras, perfil que expressa desgaste com o sistema político tradicional. Se esse contingente se mobilizar, há chance de segundo turno em 5 de abril. Se não, Fernández deve confirmar a vitória e consolidar uma guinada do país à direita.
Avião desaparece na fronteira colombo‑venezuelana com deputado Diógenes Quintero e 14 pessoas a bordo
Um avião comercial com quinze pessoas a bordo desapareceu na Colômbia, próximo à fronteira com a Venezuela. A aeronave, que transportava treze passageiros e dois tripulantes, decolou da cidade fronteiriça de Cúcuta e perdeu contato com as torres de controle poucos minutos antes do meio‑dia, pouco antes de iniciar o pouso. Entre os ocupantes estava o deputado colombiano Diógenes Quintero. A ministra dos Transportes, Maria Fernanda Rojas, informou, por meio de publicação na rede social X, que a Direção de Investigação de Acidentes da Aeronáutica Civil está reunindo informações sobre a perda de comunicação da aeronave. A Força Aérea Colombiana (FAC) despachou um helicóptero de busca da base militar de Palanquero, no departamento de Cundinamarca, para sobrevoar a região de Catatumbo, onde foi registrado o último sinal de radar. O Grupo Colombiano de Busca e Salvamento Aeronáutico (GRAC) também foi mobilizado. O desaparecimento provocou a mobilização imediata do Grupo de Busca e Resgate Aeronáutico da Colômbia (GRAC), que já coordena as operações com as autoridades locais de Ocaña e com o concessionário do aeroporto de Medellín.