Inexplicável a defesa que o ministro Gilmar Mendes fez nesta segunda‑feira (26) do ministro Dias Toffoli. Atolado em coisas no mínimo estranhas, com sua situação reconhecida como “insustentável” por outros ministros, não dá para entender o que levou o decano a fazer essa encenação totalmente sem sentido. “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria‑Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso. A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições.” Deprimente! Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
A caminhada de Nikolas gera escândalo e expõe a paralisação institucional do Brasil
Há algo profundamente revelador no fato de que uma simples caminhada a pé causou mais incômodo do que escândalos financeiros bilionários, decisões institucionais controversas ou episódios recorrentes de insegurança jurídica. Não é o ato em si que assusta — é o contraste com a gravidade habitual dos acontecimentos no país. O episódio da caminhada de Nikolas Ferreira funciona menos como causa e mais como sintoma. Ele não cria o desconforto, apenas o evidencia, revelando um país onde a reação social tem sido progressivamente contida, não por indiferença moral, mas por medo racional. Não se trata de um povo que tenha normalizado a corrupção ou aceitado abusos como algo natural. O drama é mais complexo — e mais grave. O que se instalou é um ambiente em que exceções se repetem com tanta frequência que produzem um efeito previsível: a sensação de que reagir já não altera o curso dos fatos. Quando o custo de se manifestar parece previsível e potencialmente desproporcional, a contenção deixa de ser covardia e passa a ser cálculo. É assim que opera a coerção indireta. Não é necessário um decreto explícito, nem tanques nas ruas. Basta a percepção difusa de que as regras mudam conforme o personagem, de que o devido processo pode ser relativizado e de que a punição já não segue critérios claros e estáveis. Nesse ambiente, o silêncio não é concordância — é autopreservação. Esse mesmo ambiente se reflete na forma como os fatos são tratados publicamente. Escândalos graves continuam a ser noticiados, mas o tratamento perde simetria. Casos complexos se diluem ao longo do noticiário, enquanto gestos simbólicos fora do script institucional recebem reação imediata — seja por ataque, seja por apagamento. A caminhada, curiosamente, foi tratada como se não tivesse acontecido. Quando tudo parece sujeito a interpretações variáveis, nada parece plenamente acionável. A indignação dá lugar à impotência, não porque os fatos perderam gravidade, mas porque o espaço para reação foi sendo progressivamente estreitado. O problema maior não é a exceção isolada, mas a sua transformação em método. Quando medidas extraordinárias passam a operar com naturalidade, algo essencial se rompe. O efeito corrosivo não é apenas jurídico; é psicológico e social. A previsibilidade desaparece, e com ela a confiança de que reagir ainda vale a pena. Nesse contexto, qualquer gesto que fuja da inércia ganha proporções desmedidas. Não por ser radical, mas por ter se tornado raro. A caminhada causou incômodo justamente porque rompeu o script da contenção. Não convocou multidões, não prometeu vitórias, não ofereceu soluções mágicas. Apenas expôs, de forma quase desconcertante, o quanto a sociedade vinha sendo mantida em estado de paralisia. Assim, a caminhada revelou algo que vinha sendo subestimado: existe um Brasil que ainda se recusa a aceitar o silêncio e o medo como destino. Não por acreditar em soluções fáceis, mas por reconhecer que a paralisia não pode ser normalizada. É aí que reside o que chamo de “efeito Nikolas”. Não na figura individual em si, mas no espelho que o episódio colocou diante das instituições e da opinião pública. O escândalo não foi o ato, mas a reação desproporcional a ele — seja por desprezo, seja por denuncismo ideológico. Quando caminhar vira problema, é sinal de que algo essencial já saiu do lugar. Não se trata de direita ou esquerda, nem de concordar ou discordar de personagens específicos. Trata‑se de algo mais elementar: previsibilidade institucional. Em um país onde ninguém sabe exatamente quais são os limites do aceitável, do legal ou do punível, não se produzem cidadãos mais responsáveis — produzem‑se cidadãos mais cautelosos, e cautela prolongada demais vira paralisia. Quando a corrupção é tolerada por medo e uma caminhada é tratada como ameaça, o sinal é claro: não estamos diante de apatia social, mas de um sistema que aprendeu a administrar reações pela contenção. Não é o barulho que sustenta estruturas assim; é o silêncio produzido pelo receio. A democracia não se deteriora apenas por golpes explícitos. Ela se desgasta quando o medo substitui o debate, quando a autocensura vira hábito e quando a exceção passa a operar como regra silenciosa. A democracia não cai com um estrondo; cai com concessões contínuas. O problema não é hoje — é o que isso autoriza amanhã. Não é a caminhada que deveria nos preocupar. O que nos alarma é que, para muitos, ela pareceu excessiva. Quando até um gesto simples soa radical, o país já foi longe demais na direção errada. Claudio Apolinario. Articulista e analista político.
Caminhada vira escândalo: o “efeito Nikolas” revela a paralisia institucional e a coerção indireta no Brasil
É profundamente revelador que uma simples caminhada a pé tenha causado mais incômodo do que escândalos financeiros bilionários, decisões institucionais controversas ou episódios recorrentes de insegurança jurídica. O ato em si não assusta — o contraste que ele gera que impressiona. O episódio da caminhada de Nikolas Ferreira funciona menos como causa e mais como sintoma. Ele não cria o desconforto, apenas o expõe, mostrando que, sob o tapete institucional, há um país onde a reação social tem sido progressivamente contida, não por indiferença moral, mas por medo racional. Não se trata de um povo que tenha normalizado a corrupção ou aceitado abusos como algo natural. O drama é mais complexo e mais grave. O que se instalou foi um ambiente em que exceções se repetem com tanta frequência que produzem um efeito previsível: a sensação de que reagir já não altera o curso das coisas. Quando o custo de se manifestar parece previsível e potencialmente desproporcional, a contenção deixa de ser covardia e passa a ser cálculo. É assim que opera a coerção indireta. Não é necessário um decreto explícito, nem tanques nas ruas. Basta a percepção difusa de que as regras mudam conforme o personagem, de que o devido processo pode ser relativizado e de que a punição já não segue critérios claros e estáveis. Nesse ambiente, o silêncio não é concordância — é autopreservação. Esse mesmo ambiente se reflete na forma como os fatos são tratados publicamente. Escândalos graves continuam a ser noticiados, mas o tratamento perde simetria. Casos complexos se diluem ao longo do noticiário, enquanto gestos simbólicos fora do script institucional recebem reação imediata — seja por ataque, seja por apagamento. Curiosamente, a caminhada foi tratada como se não tivesse acontecido. Quando tudo parece sujeito a interpretações variáveis, nada parece plenamente acionável. A indignação dá lugar à impotência, não porque os fatos perderam gravidade, mas porque o espaço para reação tem sido progressivamente estreitado. O problema maior não é a exceção isolada, mas sua transformação em método. Quando medidas extraordinárias passam a operar com naturalidade, algo essencial se rompe. O efeito corrosivo não é apenas jurídico; é psicológico e social. A previsibilidade desaparece, e com ela a confiança de que reagir ainda vale a pena. Nesse contexto, qualquer gesto que fuja da inércia ganha proporções desmedidas. Não por ser radical, mas por ter se tornado raro. A caminhada causou incômodo justamente porque rompeu o script da contenção. Não convocou multidões, não prometeu vitórias, não ofereceu soluções mágicas. Apenas expôs, de forma quase desconcertante, o quanto a sociedade vinha sendo mantida em estado de paralisia. Assim, a caminhada revelou algo subestimado: existe um Brasil que ainda se recusa a aceitar o silêncio e o medo como destino. Não por acreditar em soluções fáceis, mas por reconhecer que a paralisia não pode ser normalizada. É aí que reside o que chamo de “efeito Nikolas”. Não na figura individual em si, mas no espelho que o episódio colocou diante das instituições e da opinião pública. O escândalo não foi o ato, mas a reação desproporcional a ele — seja pelo desprezo, seja pelo denuncismo ideológico. Quando caminhar vira problema, é sinal de que algo essencial já saiu do lugar. Não se trata de direita ou esquerda, nem de concordar ou discordar de personagens específicos. Trata‑se de algo mais elementar: previsibilidade institucional. Um país em que ninguém sabe exatamente quais são os limites do aceitável, do legal ou do punível não produz cidadãos mais responsáveis — produz cidadãos mais cautelosos. E cautela prolongada demais vira paralisia. Quando a corrupção é tolerada por medo e uma caminhada é tratada como ameaça, o sinal é claro: não estamos diante de apatia social, mas de um sistema que aprendeu a administrar reações pela contenção. Não é o barulho que sustenta estruturas assim; é o silêncio produzido pelo receio. A democracia não se deteriora apenas por golpes explícitos. Ela se desgasta quando o medo substitui o debate, quando a autocensura vira hábito e quando a exceção passa a operar como regra silenciosa. A democracia não cai com um estrondo; cai com concessões contínuas. O problema não é hoje — é o que isso autoriza amanhã. Não é a caminhada que deveria nos preocupar. É o fato de que, para muitos, ela pareceu excessiva. Quando até um gesto simples soa radical, o país já foi longe demais na direção errada. Claudio Apolinario. Articulista e analista político.
A caminhada de Nikolas desencade escândalo e evidencia a paralisação institucional sob coerção indireta
Há algo profundamente revelador no fato de uma caminhada a pé ter causado mais incômodo do que escândalos financeiros bilionários, decisões institucionais controversas ou episódios reiterados de insegurança jurídica. Não é o ato em si que assusta — é o contraste. Em um país habituado a conviver com fatos muito mais graves, bastou um gesto simples para virar escândalo. O episódio envolvendo a caminhada de Nikolas Ferreira funciona menos como causa e mais como sintoma. Ele não cria o desconforto, apenas o expõe. Revela algo que vinha sendo empurrado para baixo do tapete institucional: um país onde a reação social foi sendo progressivamente contida, não por indiferença moral, mas por medo racional. Não se trata de um povo que tenha normalizado a corrupção ou passado a aceitar abusos como algo natural. O drama é mais complexo — e mais grave. O que se instalou foi um ambiente em que exceções se repetem com tanta frequência que produzem um efeito previsível: a sensação de que reagir já não altera o curso das coisas. Quando o custo de se manifestar parece previsível e potencialmente desproporcional, a contenção deixa de ser covardia e passa a ser cálculo. É assim que opera a coerção indireta. Não é necessário um decreto explícito, nem tanques nas ruas. Basta a percepção difusa de que as regras mudam conforme o personagem, de que o devido processo pode ser relativizado e de que a punição já não segue critérios claros e estáveis. Nesse ambiente, o silêncio não é concordância — é autopreservação. Esse mesmo ambiente se reflete na forma como fatos são tratados publicamente. Escândalos graves continuam sendo noticiados, mas o tratamento perdeu simetria. Casos complexos se diluem ao longo do noticiário, enquanto gestos simbólicos fora do script institucional recebem reação imediata — seja por ataque, seja por apagamento. A caminhada, curiosamente, foi tratada como se não tivesse acontecido. Quando tudo parece sujeito a interpretações variáveis, nada parece plenamente acionável. A indignação dá lugar à impotência. Não porque os fatos tenham perdido gravidade, mas porque o espaço para reação foi sendo progressivamente estreitado. O problema maior não é a exceção isolada, mas sua transformação em método. Quando medidas extraordinárias passam a operar com naturalidade, algo essencial se rompe. O efeito corrosivo não é apenas jurídico; é psicológico e social. A previsibilidade desaparece, e com ela a confiança de que reagir ainda vale a pena. Nesse contexto, qualquer gesto que fuja da inércia ganha proporções desmedidas. Não por ser radical, mas por ter se tornado raro. A caminhada causou incômodo justamente porque rompeu o script da contenção. Não convocou multidões, não prometeu vitórias, não ofereceu soluções mágicas. Apenas expôs, de forma quase desconcertante, o quanto a sociedade vinha sendo mantida em estado de paralisia. Nesse sentido, a caminhada revelou algo que vinha sendo subestimado: existe um Brasil que ainda se recusa a aceitar o silêncio e o medo como destino. Não por acreditar em soluções fáceis, mas por reconhecer que a paralisia não pode ser normalizada. É aí que reside o que chamo de “efeito Nikolas”. Não na figura individual em si, mas no espelho que o episódio colocou diante das instituições e da opinião pública. O escândalo não foi o ato. Foi a reação desproporcional a ele — seja pelo desprezo, seja pelo denuncismo ideológico. Quando caminhar vira problema, é sinal de que algo essencial já saiu do lugar. Não se trata de direita ou esquerda. Tampouco de concordar ou discordar de personagens específicos. Trata‑se de algo mais elementar: previsibilidade institucional. Um país em que ninguém sabe exatamente quais são os limites do aceitável, do legal ou do punível não produz cidadãos mais responsáveis — produz cidadãos mais cautelosos. E cautela prolongada demais vira paralisia. Quando a corrupção é tolerada por medo e uma caminhada é tratada como ameaça, o sinal é claro: não estamos diante de apatia social, mas de um sistema que aprendeu a administrar reações pela contenção. Não é o barulho que sustenta estruturas assim; é o silêncio produzido pelo receio. A democracia não se deteriora apenas por golpes explícitos. Ela se desgasta quando o medo substitui o debate, quando a autocensura vira hábito e quando a exceção passa a operar como regra silenciosa. A democracia não cai com um estrondo; cai com concessões contínuas. O problema não é hoje — é o que isso autoriza amanhã. Não é a caminhada que deveria nos preocupar. É o fato de que, para muitos, ela pareceu excessiva. Porque quando até um gesto simples soa radical, o país já foi longe demais na direção errada. Claudio Apolinario. Articulista e analista político.
Técnicos do IBGE renunciam cargos em protesto contra gestão petista
Técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entregaram seus cargos de gerência após a exoneração da pesquisadora Rebeca Palis do posto de coordenadora de contas nacionais. Fontes próximas ao assunto interpretam o movimento como uma demonstração de solidariedade a Rebeca. A exoneração partiu da direção do IBGE em 19 de janeiro, há uma semana. A substituição surpreendeu parte dos servidores e reacendeu a crise na gestão do petista Márcio Pochmann. O departamento de contas nacionais é responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que mede o desempenho da economia. A próxima divulgação do PIB, com o resultado do quarto trimestre e o acumulado de 2025, está agendada para 3 de março, pouco mais de um mês a partir de agora. A turbulência dos últimos dias gerou incertezas sobre como será feita a divulgação. O primeiro a entregar o cargo após a exoneração de Rebeca foi Cristiano Martins, gerente de bens e serviços e substituto da coordenadora. O pedido de desligamento ocorreu ainda na semana passada. Na segunda‑feira, 26 de janeiro, foram os turnos de Claudia Dionísio, gerente das contas nacionais trimestrais, e de Amanda Tavares, gerente substituta da área, que também entregaram seus cargos.
PGR procrastina e só agora recomenda o arquivamento da ação contra autores da série ‘Vaza Toga’
Depois de muito tempo, a Procuradoria‑Geral da República (PGR) finalmente recomendou o arquivamento da ação proposta pela jornalista Letícia Sallorenzo ao Supremo Tribunal Federal contra David Ágape, Eli Vieira e Eduardo Tagliaferro. Os três citados são autores da série de reportagens intitulada “Vaza Toga”, publicada entre 2024 e 2025, com base em mensagens de integrantes do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, durante o período em que ele presidiu o Tribunal Superior Eleitoral. A ação pedia que os três fossem investigados por crimes como difamação, injúria e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ou seja, dois jornalistas seriam processados por exercerem sua profissão. Paulo Gonet afirmou que a petição não traz fatos individualizados que justifiquem a abertura de investigação criminal e que as acusações dizem respeito, sobretudo, a possíveis ofensas à honra, que podem ser tratadas nas esferas cível e criminal comuns, sem necessidade de levar o caso ao Supremo.
O mundo finalmente entende a realidade brasileira e a questão da imparcialidade do STF
Ora, ora, parece que, finalmente, os americanos e o resto do mundo estão compreendendo a realidade brasileira. Conforme publicado no The Economist: As consequências da liquidação do Banco Master estão se tornando desagradáveis. Isso confirma a impressão, entre os eleitores brasileiros, de que o Supremo Tribunal Federal carece de imparcialidade. O termo correto é “confirma”, e não “reforça a impressão”.
Resort Tayayá viola normas ambientais; casa de Toffoli também está irregular
O resort Tayayá descumpriu normas ambientais e mantém parte de sua estrutura em funcionamento sem licença de operação do Instituto Água e Terra (IAT), órgão do governo do Paraná. As irregularidades remontam ao período em que Mario Umberto Degani, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos e primo do ministro do STF, respectivamente, eram sócios do empreendimento. A irregularidade mais recente envolve uma área construída atrás do edifício principal do resort, onde foram erguidas 18 casas de cerca de 300 m². Segundo o Estadão, “uma delas é usada pelo ministro Dias Toffoli para reuniões particulares com convidados”. O Estadão também afirma que essa área de expansão não possui licença ambiental de operação, embora já receba hóspedes. Desde 2021, o IAT identificou a ausência de licenças para obras e para a exploração comercial do resort, além de constatar que o edifício principal foi construído com número de andares superior ao permitido para o local. O IAT informou que a área onde estão as casas de luxo possui apenas licença de instalação, que autoriza a execução da obra, mas não a operação, e que realizará uma inspeção técnica no resort ainda nesta semana. “O IAT fará uma vistoria técnica para averiguar as condições da emissão da licença de operação, requerida em 2025”, informou o órgão em nota. A vistoria tem como objetivo verificar se a obra cumpriu os requisitos legais exigidos; somente após essa etapa seria permitida a exploração comercial. Documentos do IAT obtidos pelo Estadão indicam que “esses novos imóveis foram erguidos sobre um espaço que estava destinado à compensação ambiental”. Um parecer da agência ambiental do Paraná, ao qual o Estadão teve acesso, afirma que a “licença concedida para a área de expansão é prévia e não permite que o empreendimento entre em operação”. O documento data de outubro de 2022. “Este empreendimento, de acordo com as características apresentadas, necessita de LICENÇA DE OPERAÇÃO”. Para viabilizar o processo de desafetação da área, o Tayayá precisará doar um terreno de 19 mil m² ao município de Ribeirão Claro, onde o resort está localizado. Segundo pareceres técnicos do IAT citados pelo Estadão, tanto o início da obra quanto a operação do edifício principal ocorreram sem autorização ambiental, motivo pelo qual a área técnica do órgão recomendou que o licenciamento seja conduzido por meio de Licença Ambiental de Regularização, modalidade destinada a empreendimentos já construídos.
Imunidade à crítica? Um mito que não cabe nas democracias
Em democracias verdadeiras, não há imunidade à crítica nem à rejeição da opinião pública. Essa liberdade espontânea só se observa em casos de devoção popular extrema, como a reverência aos verdadeiros santos. Entretanto, quem se sente incomodado com críticas e reivindica algum tipo de proteção deve lembrar que os santos praticam o bem em condições e proporções extraordinárias. Eles acumulam tesouros no céu, onde não os corroem as traças nem a ferrugem. Visitam os enfermos, em vez de lhes negar atenção. Visitam os presos, em vez de prender inocentes. Dão alimento a quem tem fome, em vez de se entregarem a banquetes. Amam a Deus acima de tudo e não se consideram deuses. Amam o próximo como a si mesmos e não se colocam acima dos demais. Não semeiam ódio, não geram trevas, não infundem temor. Além disso, operam milagres, não desastres.
Anitta é acusada de hipocrisia ao criticar ladrões durante show (Veja o vídeo!)
Anitta interrompeu o seu show para “amaldiçoar” os ladrões de celular que atuam no local. O vereador paulistano Rubinho Nunes aproveitou a ocasião para criticar a cantora, afirmando: “Mas ué? Ela ajudou a eleger o maior ladrão que o Brasil já viu e agora está reclamando dos meninos que só querem um \”momento cervejinha\” no show dela? Achei hipocrisia demais…” Veja o vídeo: