O filho do ex‑ditador venezuelano Nicolás Maduro afirmou que o pai enviou um recado aos aliados a partir dos Estados Unidos, onde permanece detido junto com a esposa, a deputada Cilia Flores. Segundo o parlamentar Nicolás Maduro Guerra, ambos garantiram estar “bem” e demonstraram disposição para continuar resistindo às acusações que enfrentam em território norte‑americano. A informação foi divulgada após Maduro Guerra relatar conversas com os advogados da família. De acordo com ele, os defensores transmitiram que Maduro mantém força emocional e pediu que seus apoiadores não se deixem abater pela situação. “Os advogados nos disseram que ele está forte. Ele disse para não ficarmos tristes”, afirmou, conforme nota divulgada pela emissora estatal VTV. No comunicado publicado neste domingo (11), a VTV informou que o deputado se reuniu com integrantes do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) e repassou o que classificou como uma mensagem de ânimo e firmeza enviada por Maduro e por Cilia Flores. Ambos foram capturados no dia 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação conduzida por forças norte‑americanas em meio a uma série de ataques no país.
A decisão de Moraes que poucos perceberam e que gerou forte revolta da CIDH
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), manifestou forte indignação em relação à censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”, de Ricardo Lísias, que está em vigor há quase um ano. O referido livro, escrito por Ricardo Lísias sob o pseudônimo “Eduardo Cunha”, foi retirado de circulação em janeiro deste ano, e sua venda permanece proibida. O ministro justificou a medida alegando que a obra cria a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor do texto, induzindo o público ao erro. O relator especial da CIDH para liberdade de expressão, Pedro Vaca Villareal, apontou em seu relatório que solicitou informações ao gabinete de Alexandre de Moraes sobre os fundamentos da censura, mas nunca recebeu resposta. Além de “Diário da cadeia”, outros títulos parecem estar sob risco de censura. Entre eles, destacam‑se “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a própria censura e acontecimentos incomuns no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
Morre mais um preso político sob custódia venezuelana
Edison Torres Fernández, de 52 anos, morreu enquanto estava detido em uma unidade da Polícia Nacional Bolivariana, na Venezuela. A morte foi confirmada neste domingo, 11, pelo Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos, organização que acompanha casos de detenções por motivação política no país. Segundo o comitê, Fernández foi detido em 9 de dezembro de 2025 após compartilhar conteúdos críticos ao regime venezuelano e ao governador de seu estado. “Ele foi preso em 9 de dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas ao regime e ao governador do estado”, informou o Comitê. “Extraoficialmente, foi acusado de traição e conspiração criminosa.” O policial estava encarcerado na Delegacia de Polícia nº 7, localizada em Boleita, no estado de Miranda. Antes da prisão, construiu uma carreira de duas décadas na polícia do estado de Portuguesa, no noroeste da Venezuela. A morte ocorreu em 10 de janeiro, apenas 62 horas após o anúncio oficial que atualizou o número de presos políticos mantidos pelo regime. Em nota pública, o Comitê afirmou que ainda não recebeu esclarecimentos formais das autoridades. “Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias ou a causa de sua morte, nem sobre o atendimento médico que recebeu enquanto estava sob custódia”, disse o Comitê. “Essa falta de informação e transparência torna o Estado responsável por sua vida e bem‑estar.” Não é a primeira morte de um preso político na Venezuela. Há poucas semanas, duas mortes ocorreram: Jonathan Rodríguez, jovem do estado de Aragua, e Alfredo Díaz. No Brasil, o caso mais grave foi o de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, preso do 8 de janeiro, que morreu de mal súbito na Penitenciária Papuda enquanto tomava banho de sol. Os advogados alertaram sobre a situação de saúde de Clezão, mas Alexandre de Moraes e a PGR ignoraram completamente.
Acidente de avião mata o cantor Yeison Jiménez e cinco pessoas
Um acidente com uma aeronave de pequeno porte resultou na morte de seis pessoas, pouco depois da decolagem, na região central da Colômbia. Entre as vítimas está o cantor colombiano Yeison Jiménez, artista de grande projeção nacional. As informações foram divulgadas pela Agence France-Presse (AFP). De acordo com o coronel Álvaro Bello, representante da Aeronáutica Civil, não houve sobreviventes. O avião transportava o músico, de 34 anos, além de outras quatro pessoas e o piloto, todos mortos no impacto. A aeronave particular partiu do aeroporto de Paipa, município com aproximadamente 30 mil habitantes, localizado no departamento de Boyacá. A decolagem ocorreu por volta das 16 h, horário local, e o destino final seria Medellín, no noroeste colombiano. Segundo dados do Ministério dos Transportes, a queda aconteceu nas imediações do próprio aeródromo. Imagens compartilhadas nas redes sociais registram o momento em que o avião tenta ganhar altitude, mas falha, despencando em alta velocidade logo em seguida. Após atingir uma área próxima a uma floresta, a aeronave pegou fogo. As autoridades informaram que o Ministério Público abrirá uma investigação para esclarecer as causas do acidente. O Instituto de Medicina Legal comunicou que os corpos serão encaminhados para Bogotá, onde passarão por procedimentos de identificação. Natural de Manzanares, no departamento de Caldas, Yeison Jiménez construiu uma carreira marcada por ascensão rápida. Ele se tornou um dos nomes mais populares da música colombiana ao mesclar a tradição da ranchera com influências de ritmos mexicanos. Canções como “Aventurero” e “Guaro” acumulam milhões de execuções em plataformas digitais. Em 2021, o cantor firmou contrato com uma gravadora associada à Universal Music, ampliando ainda mais sua visibilidade internacional. Seu trabalho mais recente, o single “Pedazos”, havia sido lançado há cerca de quatro meses, reforçando o bom momento profissional vivido pelo artista antes da tragédia.
Rede TV! encerra “Manhã com Você” e despede quase toda a equipe
Rede TV! realizou uma série de demissões que culminaram no encerramento do programa matinal “Manhã com Você”. A atração, no ar por menos de cinco meses, teve sua produção finalizada logo após a exibição do último episódio, com quase toda a equipe desligada. Apenas Taisa Pelosi permaneceu vinculada à emissora, em razão de estar grávida, conforme determina a legislação trabalhista. O diretor Alexandre Petillo também foi mantido, continuando a exercer funções em outra produção do canal, o programa “Companhia Certa”, apresentado por Ronnie Von. A reestruturação afetou diretamente o núcleo do programa: foram dispensados quatro produtores, três profissionais contratados como pessoa jurídica, um funcionário em regime CLT e quatro estagiários. A coapresentadora Paola Pretto também teve seu vínculo encerrado com a emissora. Com proposta leve e dinâmica, “Manhã com Você” apostava em conteúdos variados voltados ao público matinal, abordando saúde, bem‑estar, beleza, comportamento, cultura e direitos do cidadão, além de estimular a participação dos telespectadores por meio de mensagens e perguntas enviadas via WhatsApp. Apesar do formato descontraído, o programa teve vida curta. Após cerca de quatro meses no ar, foi retirado da grade por não alcançar os resultados esperados de audiência e faturamento. No lugar, a Rede TV! passou a exibir o programa “A Hora do Zap” nas manhãs. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa contra a censura do livro “Diário da cadeia”, de Alexandre de Moraes. O ministro afirmou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, mas a decisão de censura permanece há quase um ano. Outros títulos parecem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da própria censura e de episódios controversos no STF.
Gabriel Monteiro expõe omissão de policial frente a flanelinhas em um dos maiores “terros” do Rio (Veja o vídeo)
Gabriel Monteiro publicou um vídeo nas redes sociais mostrando um policial militar se omitindo quando flanelinhas cobravam R$ 80 para permitir o estacionamento em via pública e, segundo ele, tentaram linchá‑lo. Na gravação, Monteiro afirma que toda a situação ocorreu diante de um PM, que não tomou nenhuma providência. Nas imagens, um motorista confirma ter sido alvo da cobrança de R$ 80, mas relata que não chegou a pagar porque a abordagem foi interrompida. Ainda assim, o policial declarou que o crime não foi consumado. Gabriel Monteiro reagiu e foi pessoalmente cobrar o coronel responsável pelo policial que se omitiu. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura do livro “Diário da cadeia” promovida por Alexandre de Moraes. O ministro sustenta que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano. Segundo a CIDH, outros livros podem estar na mira da censura. Entre eles, “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da própria censura e de episódios controversos no STF.
Trump avisa Cuba: fim do petróleo e dinheiro venezuelanos após queda de Maduro
Donald Trump ameaçou o regime cubano e criticou a relação que o país mantinha com a Venezuela antes da queda de Nicolás Maduro. O ex‑presidente dos Estados Unidos afirmou que, com a destituição de Maduro, Cuba deixará de contar com recursos venezuelanos. “Não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba”, escreveu em rede social neste domingo (11). Trump acrescentou que a ilha deveria mudar de rumo e buscar um acordo com os EUA antes que seja tarde demais. “Sugiro fortemente que eles façam um acordo com os EUA antes que seja tarde demais”. Segundo o americano, forças de inteligência cubanas prestaram apoio ao regime venezuelano, atuando como segurança de Maduro. A aliança estreita entre as duas ditaduras garantia a entrega de barris de petróleo a Cuba. Trump declarou que a ilha “viveu por muitos anos” graças aos recursos energéticos da Venezuela, mas que isso não continuará. A intervenção americana que resultou na queda de Maduro também mirou os agentes de segurança cubanos que protegiam o regime. “A maioria desses cubanos estão mortos como consequência do ataque dos EUA na última semana”. Com a eliminação e dispersão desses agentes no território venezuelano, os Estados Unidos ficam responsáveis pela segurança da Venezuela, reforçando a lógica de protetorado defendida pelo governo americano. “A Venezuela não precisa mais da proteção de bandidos e extorsionistas que a mantiveram refém por tantos anos”, disse Trump. E concluiu: “Agora a Venezuela conta com os Estados Unidos da América, a maior potência militar do mundo para protegê‑la. E nós vamos protegê‑los”.
Casa onde morreu tio de Suzane acorda com pichação que a culpa seria dela
O médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto em Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O imóvel onde o corpo foi localizado amanheceu neste domingo com a seguinte pichação: “Será que foi a Suzane?”. Trata‑se de uma insinuação de que a sobrinha poderia estar envolvida na morte do tio. Miguel é tio de Suzane, que em 2002 ordenou o assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen. Marísia, a mãe assassinada, era irmã de Miguel. Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pelo crime e, atualmente, cumpre a pena em liberdade. Familiares de Miguel compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o cadáver. Como a morte foi considerada suspeita, a polícia aguarda o resultado dos exames toxicológicos para autorizar a liberação do corpo para sepultamento. Uma ex‑companheira de Miguel, que também é prima dele em primeiro grau e com quem manteve relacionamento, esteve no IML e formalizou o reconhecimento do cadáver. O médico deixou três bens: dois apartamentos e um sítio. Não tendo filhos nem cônjuge, a tendência é que esse patrimônio entre em disputa e seja dividido entre Suzane e Andreas, embora a definição final dependa da formalização da sucessão. Pessoas próximas afirmam que Miguel demonstrava preocupação em não deixar bens para Suzane, justamente porque ela foi responsável pela morte da irmã. Ainda não se sabe, porém, se essa vontade foi registrada em testamento ou em outro documento com validade jurídica.
Governadora petista se prepara para renunciar e concorrer ao Senado, enquanto vice MDB recusa assumir
O vice‑governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), anunciou que renunciará ao cargo, o que impede que assuma a chefia do governo estadual em abril, após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT). Assim, o Estado passará por eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolher governador e vice que completarão o mandato até janeiro de 2027. Walter comunicou a decisão na última quarta‑feira (7) ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, alegando que pretende disputar uma vaga de deputado estadual nas próximas eleições. A legislação proíbe que um governador concorra simultaneamente a cargo legislativo.
Folha denuncia nepotismo no STF, acerta ao apontar o problema, mas erra ao sugerir solução
O diagnóstico é cruel. A Folha pôs o dedo na ferida. Acertou no diagnóstico, mas errou no remédio. Código de conduta não vai resolver o problema. A solução está no controle externo, já prevista na Constituição. O país precisa de senadores sem amarras e com coragem de enfrentar a questão. Leia o editorial da Folha: “Como prosperam parentes de ministros do STF”. Ser indicado a uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal gera um aumento significativo na demanda por serviços dos escritórios de advocacia de parentes dos nomeados. Esse efeito nunca foi exatamente um segredo, mas o economista Bruno Carazza, em coluna no jornal Valor Econômico, levantou números para ilustrá‑lo. Carazza selecionou nove advogados que são cônjuges ou filhos de ministros do STF e comparou o número de processos que eles tinham no Supremo e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) antes e depois das respectivas posses. No agregado, as ações dos parentes saltaram de 80 para 170 no STF e de 278 para 1 394 no STJ. Note‑se que esses resultados tendem a ser conservadores, já que não são considerados os sócios nas firmas de advocacia dos familiares dos magistrados. É importante ressaltar que a multiplicação das causas não implica cometimento de irregularidades – as motivações que levam um cliente a escolher determinado profissional do direito não constituem ilícito em nenhum país civilizado. Entretanto, é difícil afastar a ideia de que quem contrata um advogado parente de ministro da mais alta corte constitucional mira não somente a excelência dos serviços jurídicos prestados, mas também a influência do magistrado, o que erode a própria credibilidade do Judiciário. O problema não é novo e já foi jocosamente chamado de “filhotismo”. Nos últimos anos, porém, somou‑se ao crônico noticiário sobre luxuosos eventos jurídicos no exterior, aos quais ministros acorrem financiados por empresas com interesses no Supremo, e às revelações sobre relações entre magistrados e partes que ultrapassam os limites da moralidade exigida para o cargo. São os casos da viagem de Dias Toffoli com advogado ligado ao Banco Master em jato de empresário e do contrato de astronômicos R$ 129 milhões entre a mesma instituição financeira, sobre a qual pesam gravíssimas suspeitas, e o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes. O conjunto da obra desencadeou um movimento da sociedade para que o STF adote um código de conduta, a exemplo do que já fizeram cortes máximas de outros países, como Alemanha e Estados Unidos. A proposta, embora tenha sido lançada pelo próprio presidente do Supremo, Edson Fachin, e conte com apoio de alguns ministros mais discretos, encontra forte resistência no tribunal. Trata‑se de postura altamente danosa para o Judiciário. A legitimidade das decisões do STF depende de que elas sejam percebidas pela população, se não sempre como justas e imparciais, ao menos como não enviesadas. E jamais parecerão assim se os ministros não zelarem pela integridade de sua imagem. Sem código de conduta e no cenário de acirramento político atual, é possível que surjam projetos de lei para regular essas questões. E será cada vez mais difícil considerá‑los desnecessários.