Nesta sexta‑feira (28), a ex‑chacrete Neulizete de Souza Ferraz, de 66 anos, também chamada de Lia Hollywood, faleceu depois de passar mais de um mês internada no Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama, na Região dos Lagos. O ataque veio do pitbull que pertencia ao seu filho, dentro da casa onde viviam, na Praia do Sudoeste, em São Pedro da Aldeia, também na Região dos Lagos. Familiares contam que o cachorro já tinha machucado outras pessoas e que algumas das vítimas conseguiram ordens de restrição contra o dono. Ela ficou com ferimentos muito graves nos braços, no rosto e nas pernas, com fraturas que deixaram os ossos à mostra.
Moraes suprimiu o “direito humano” de Bolsonaro previsto no Pacto de San José da Costa Rica
Alexandre de Moraes, ministro, confirmou que a ação penal contra Jair Bolsonaro já não cabe mais recurso e mandou que a pena comece agora. Ele ainda definiu onde Bolsonaro vai iniciar os 27 anos e 3 meses de prisão. Ele não deu chance a prazos nem considerou recursos, dando a impressão de que a lei hoje só tem o nome de ‘vontade’. Essa vontade seria a do autoproclamado ‘salvador da democracia’, Alexandre de Moraes, que se acha intocável. Deltan Dallagnol resumiu tudo assim: A seguir, a explicação de Dallagnol, na sua respeitável visão de ex-procurador:
Emissora que ousou fazer jornalismo e se contrapôs ao sistema recebe multa milionária da Justiça
O MPF e a União afirmam que a Jovem Pan espalhou fake news e transmitiu material que ameaça a democracia. Nesta semana, a juíza Denise Avelar, da 6ª Vara Cível Federal de São Paulo, deu a sentença de primeira instância. A emissora recebeu multa de R$ 1,5 milhão porque analistas políticos, em programas de 2022, criticaram o voto eletrônico e o TSE. A decisão mostra como o Judiciário persegue quem ousa criticar o poder, atingindo o jornalismo de opinião. Ambos podem recorrer: a Jovem Pan vai contestar a multa, e o MPF ainda pode pedir o fechamento da emissora.
Desesperado, Maduro fala pela 1ª vez após Trump fechar o espaço aéreo da Venezuela
Neste sábado (29), o governo venezuelano rejeitou a fala de Donald Trump, que disse que o espaço aéreo da Venezuela está totalmente fechado. Maduro chamou a decisão de ameaça colonialista em nota oficial. A reação veio logo depois do anúncio de Trump, que deixou no ar a ideia de missões aéreas dos EUA no país. Maduro descreveu a atitude de Trump como uma agressão nova, extravagante, ilegal e sem justificativa contra o povo venezuelano. O clima de tensão cresce enquanto os EUA aumentam sua presença militar na América do Sul e no Caribe. Na quinta‑feira (27), Trump falou que os EUA podem fazer incursões terrestres na Venezuela, alegando que seria para combater o narcotráfico. Maduro e outros líderes venezuelanos já recebem ameaças de Washington. Em julho, o governo Trump rotulou Maduro como chefe do cartel Los Soles, que os EUA consideram um grupo terrorista internacional. Essa classificação dá ao país base legal para intervenções militares sob a desculpa de lutar contra o narcoterrorismo. Os Estados Unidos aumentaram a força militar na América Latina, enviando navios de guerra, um submarino nuclear, caças F‑35 e o porta‑aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo. A missão, chamada Lança do Sul, começou em 13 de novembro. Nos últimos meses, o Pentágono fez 22 ataques a barcos que supostamente traficavam drogas no Caribe e no Pacífico. Até agora, os EUA não mostraram provas de que esses navios estejam realmente ligados ao tráfico. Os fuzileiros navais dos EUA, estacionados em bases latino‑americanas, treinam infiltrações, desembarques, guerra na selva e voos de combate. Em resposta, Maduro lançou uma grande mobilização e afirmou que o país está pronto para enfrentar a chamada “ameaça imperial”.
Morre uma lenda, o vencedor do Oscar com “Shakespeare apaixonado”
Tom Stoppard, dramaturgo e roteirista que ganhou o Oscar pelo filme “Shakespeare Apaixonado”, morreu neste sábado (29) aos 88 anos, em Dorset, no sudoeste da Inglaterra, por causas naturais. Seus representantes dizem que ele faleceu tranquilo, em casa, ao lado da família. Ele colecionou cinco Tonys, o maior prêmio do teatro, e levou o Oscar e o Globo de Ouro pelo roteiro de “Shakespeare Apaixonado” (1998), escrito com Marc Norman. No filme, Gwyneth Paltrow ganhou o Oscar de melhor atriz em 1999, batendo Fernanda Montenegro, de “Central do Brasil”. Tom Stoppard nasceu Tomáš Straussler na Tchecoslováquia em 1937. Antes de fazer dois anos, seus pais judeus fugiram da invasão nazista e foram para Singapura em 1939. Depois que o pai morreu na ocupação japonesa, a família foi para a Índia. Mais tarde, a mãe se casou com o oficial britânico Kenneth Stoppard, que adotou Tom e o irmão, e eles se instalaram na Inglaterra. Com 17 anos, largou a escola e virou jornalista em Bristol, onde escreveu suas primeiras peças de rádio. Depois, mudou-se para Londres e trabalhou como crítico de teatro usando o nome falso William Boot. Ele ficou conhecido em 1966 com a peça “Rosencrantz & Guildenstern estão mortos”, apresentada no circuito alternativo de Edimburgo. Em 1990, Stoppard a transformou em filme, com Gary Oldman e Tim Roth nos papéis principais. Entre seus outros sucessos no teatro estão “Jumpers” (1972) e “The Real Thing” (1982). No cinema, trabalhou com Steven Spielberg nos roteiros de “Império do Sol” (1987) e “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). Também ajudou em “A Casa da Rússia” e no filme “Brazil”. George Lucas pediu sua consultoria para “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005) e Spielberg para “A Lista de Schindler” (1993). Ele se descrevia como um “libertário tímido”. Recebeu a Ordem do Império Britânico em 1978 e foi nomeado cavaleiro em 1997. Em 2008, chegou ao Brasil pela primeira vez para a sexta edição da FLIP, em Paraty. Stoppard deixa mais de 30 peças de teatro e vários trabalhos para cinema e TV.
Senadores anteveem crise sem precedentes com rejeição de “Bessias” e imploram a Lula para se “acertar” com Alcolumbre
Lula está sendo cobrado a fechar acordo direto com Davi Alcolumbre, presidente do Senado (União Brasil‑AP), para que Jorge Messias consiga passar no STF. O clima ficou tenso neste sábado (29) e, se falhar, pode ser a primeira vez que um nome é rejeitado ao STF desde o fim do século XIX, na época da República nascente. Senadores já avisam que a reprovação de Messias pode mexer na ordem institucional. Para passar, o advogado‑geral precisa de no mínimo 41 votos dos 81 senadores, com a votação marcada para depois de 10 de dezembro. A tensão entre o Planalto e o Senado nasceu porque Alcolumbre e muitos senadores queriam Rodrigo Pacheco (PSD‑MG) para o STF. Quando o governo indicou Messias, a decepção acabou com o apoio que o Senado dava a Lula. Nos corredores do Senado, Alcolumbre já deixou claro que pode bloquear a escolha do presidente. Dentro da equipe de Lula, a ideia é que o presidente converse cara a cara com Alcolumbre e troque favores por outros cargos. Eles pensam em abrir a presidência do Cade, que está com um interino desde julho, ou a chefia da ANA, que ficará livre em 15 de janeiro. Quem está perto de Alcolumbre diz que não se trata só de dar cargos. A liderança do Senado quer mudar a forma como o governo trabalha politicamente, já que aliados de Lula no Senado reclamam que o petismo não tem se dedicado aos projetos que o Executivo quer aprovar. Na quinta‑feira (27), Messias encontrou o senador Weverton Rocha (PDT‑MA), que vai relatar a indicação. Rocha garantiu que vai tentar acalmar os ânimos e abrir caminho para o diálogo com os demais senadores. Messias também disse que quer conversar com todos antes da votação na CCJ. A nomeação de Weverton como relator foi vista pelos apoiadores de Messias como um indício de que pode haver negociação com Alcolumbre. Ainda, Alcolumbre não recebeu o indicado oficialmente, mas Messias espera marcar uma reunião em breve.
Médico, torcedor do Palmeiras, vai ao Peru assistir final da Libertadores e morre em trágico acidente
Cauê Brunelli Dezotti, médico e torcedor do Palmeiras, viajou do interior de São Paulo até o Peru para assistir à final da Libertadores contra o Flamengo. Ele chegou a Lima dias antes do jogo, marcado para sábado (29), mas acabou morrendo em um acidente na cidade. Autoridades peruanas confirmaram a morte. O brasileiro estava em um ônibus aberto quando o veículo passou por baixo de uma ponte baixa e ele sofreu um forte golpe na cabeça. Foi socorrido e levado a um hospital, mas não sobreviveu. Com 38 anos, Dezotti era urologista especializado em cirurgias robóticas e atendia em Campinas e Limeira, interior de São Paulo. Também lecionava na Faculdade São Leopoldo Mandic, em Araras. A instituição declarou que o médico era “um profissional exemplar, docente comprometido com a formação acadêmica e um ser humano de qualidades ímpares”. A comissão de formatura da faculdade também se manifestou. Em post nas redes, disseram: “Para nós, o Dr. Cauê foi mais que professor. Foi inspiração, acolhimento, exemplo de humanidade e excelência”. O Palmeiras divulgou um comunicado de condolências à família e amigos de Dezotti, afirmando: “Manifestamos nossa solidariedade à família e aos amigos de Caue neste momento de dor e tristeza”.
Comentarista político se afasta da emissora após virar alvo de operação policial (veja o vídeo)
A polícia, na Operação Poço de Lobato, investigou um alegado esquema de sonegação e lavagem de dinheiro que envolveria bilhões e o Grupo Refit, comandado por Ricardo Magro, ex‑dono da Refinaria Manguinhos. Nesta quinta, as buscas e apreensões não pegaram só Magro, sua família, sócios, empresas e fundos; o comentarista Cristiano Beraldo também foi alvo. Documentos de empresas nos EUA revelam que a esposa de Magro e o próprio Beraldo constam como diretores de um negócio em Miami, onde o empresário mora. Segundo a polícia, e‑mails, papéis e ainda o depoimento de Beraldo reforçaram a tese de que Magro criou uma “confusão patrimonial” para esconder dinheiro vindo de sonegação de bilhões. O Grupo Refit tem uma dívida de R$ 9,6 bilhão de impostos só em São Paulo. O MPSP apontou que Beraldo tem cinco offshores em Delaware, conhecido como paraíso fiscal: Quantum Bay, Hm Mia, Cascais Bay, Real Estate Assets e Oceana KB Real Estate. Ele também foi CEO da J.Global Energy Inc., que faz parceria com a Refit. Nas redes, Beraldo se descreve como um “brasileiro indignado”. É filiado ao MBL e concorreu a deputado federal em 2022 pelo União Brasil. Ele ainda trabalha como comentarista político na Jovem Pan. Em suas redes, Beraldo contou que ficou surpreso ao saber que a operação o tinha como alvo. Só conseguimos continuar graças ao apoio dos assinantes e parceiros. Se quiser ajudar, torne‑se assinante e tenha acesso ao primeiro podcast conservador do Brasil e ao conteúdo exclusivo da Revista A Verdade, que traz os “assuntos proibidos”. Inscreva‑se aqui: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao
O documento do Banco Central que serviu como base para magistrada mandar soltar Daniel Vorcaro
Um ofício do Banco Central ajudou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a ter a prisão preventiva anulada. A desembargadora Solange Salgado, do TRF-1, liberou o empresário neste sábado (29) depois de ler o documento que descrevia uma reunião ocorrida poucas horas antes da ação policial que apurou supostas fraudes de R$ 12 bilhões. A defesa de Vorcaro juntou ao caso um papel assinado por Paulo Sérgio Neves de Souza, vice‑chefe da supervisão bancária do BC. O documento mostra que o empresário esteve numa videoconferência com Aílton de Aquino Santos, diretor de fiscalização, e Belline Santana, chefe da supervisão, em 17 de novembro. Na reunião online, que durou das 13h30 às 14h10, Vorcaro contou aos fiscais do BC que iria para Dubai. Quase nove horas depois, por volta das 22h, ele foi preso no aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar num avião particular rumo a Malta. A desembargadora explicou que trocou a prisão preventiva por medidas cautelares, dizendo: Ela decidiu que o risco de fuga pode ser controlado com uma medida mais leve: a entrega e retenção do passaporte, que considerou adequada e proporcional. O Banco Central informou que nem o diretor de fiscalização nem a supervisão bancária receberam nenhum e‑mail ou mensagem escrita sobre a viagem para fechar negócios com investidores árabes. Tudo que Vorcaro disse foi oral, na videoconferência, que não foi gravada. A defesa de Vorcaro pediu o ofício e, assim, ele foi feito. No documento, o empresário descreve as ações que estavam sendo tomadas para resolver a falta de liquidez do Conglomerado Master. Ele também contou como pretende vender o conglomerado. Segundo o documento, Vorcaro está negociando a divisão do Grupo em três partes para diferentes compradores. Por isso pediu que a audiência marcada para 19 de novembro de 2025 fosse adiantada, já que planejava anunciar até 17 de novembro a venda do Banco Master S.A. a investidores nacionais e, no mesmo dia, viajar a Dubai para assinar o contrato com investidores estrangeiros que entrarão no novo acionista da instituição. O ofício diz que Vorcaro avisou que faria, ainda naquela tarde, uma videoconferência com o pessoal do Departamento de Organização do Sistema Financeiro. Ele disse que nessa reunião informaria que o contrato de compra e venda seria protocolado naquele dia para iniciar a autorização pelo BCB. Vorcaro afirmou que pretendia assinar o contrato de venda da Will Financeira no dia 18 de novembro e que queria anunciar até o fim da semana a venda do Banco Master de Investimentos. Na Operação Compliance Zero, técnicos do BC contaram à PF e ao MPF que receberam pressões políticas para favorecer o Banco Master. Primeiro, a pressão foi para aprovar a compra do banco pelo BRB, que o BC rejeitou em setembro; depois, para adiar uma intervenção e abrir caminho a outra proposta. Quando questionado, o Banco Central preferiu não se pronunciar.
Deputado, marido de prefeita de importante capital, ganha o codinome “Janjo” e vira motivo de chacota
Campo Grande, que já foi reconhecida pelos bons prefeitos e por ser uma das capitais mais bonitas do Brasil, agora enfrenta uma crise. A administração atual, liderada por Adriane Lopes, é vista como ineficiente, cheia de erros e cercada de denúncias de corrupção. A situação piora porque o marido de Adriane, Lídio Lopes, interfere em todas as áreas da prefeitura. Ele impõe decisões que não atendem a população e parecem servir a interesses ocultos. Lídio Lopes, deputado estadual, foi alvo de piada de um colega na Assembleia Legislativa. O episódio, que se espalhou, simboliza o caos que a cidade está vivendo. O deputado Pedro Pedrossian Neto passou a chamar Lídio de ‘Janjo’. É isso. Não tem mais o que falar. Pobre Capital Morena.