O jurista Miguel Reale Júnior intensificou a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes ao fazer declarações contundentes sobre o caso que envolve o magistrado. O catedrático, jurista de amplo respeito na República e que já foi professor de Moraes, foi enfático: o ministro Alexandre de Moraes deve entregar seus celulares à Polícia Federal para fins de perícia. As acusações envolvendo Daniel Vorcaro são evidentes. Um contrato ao estilo mega-sena acumulada, para fins evidentes de lobby, entre Vorcaro e a esposa do ministro são apenas uma das pernas do escândalo. A outra perna são mensagens diretas trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, denotando que o ministro assumiu papel de consultor pessoal do acusado. Quanto às investigações em relação a Toffoli, já há provas de movimentação de 35 milhões entre empresas de Vorcaro e do ministro. Fala-se em Brasília que o STF pode usar precedente deste ano do STJ, que afastou cautelarmente o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual. No meio jurídico do país, já se comenta que se investigação de assédio sexual afasta ministro no STJ, investigação de lavagem de dinheiro, prevaricação, advocacia administrativa e organização criminosa também deve ser motivo para afastar ministro do STF. Membros da própria Corte já não descartam cortar da própria carne para salvar o que resta de mínimo respeito às instituições do país.
Advogado mata esposa com tiro na cabeça após ela ameaçar se mudar com a filha
O advogado Sergio Fabian Schneider, de 36 anos, foi preso em flagrante pela morte da esposa, Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, de 29 anos, com um disparo de espingarda na cabeça. O crime aconteceu na suíte do casal em São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina. O advogado se apresentou espontaneamente na delegacia nesta quarta-feira (18) e confessou o homicídio. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. A investigação indica que o crime teria ocorrido após um desentendimento entre o casal. Sara manifestou o desejo de se mudar para o Paraná com a filha do casal, de 4 anos. A criança estava na casa no momento do crime, junto com a avó. Sergio e Sara estavam juntos há sete anos. O casal havia oficializado o casamento em 2025. Durante o depoimento à polícia, o advogado afirmou que “não queria mais viver em pressão psicológica”. O delegado Ricardo Melo explicou que o suspeito temia uma separação. Ele tinha receio de perder a guarda da menina. “Mas ficava com receio de que ela pudesse se separar dele e ficar com a tutela da filha. Ele ficou com medo disso. Então, ela teria ameaçado que voltaria para Curitiba e ficaria na casa de amigas. E aí ele pega a arma — legalizada e registrada, da qual a família dele tinha registro — e efetua o disparo”, disse o delegado. Após cometer o crime, Sergio tentou encobrir o ocorrido. Ele disse aos familiares que estavam na casa que o barulho do tiro havia sido apenas a queda de um móvel no andar superior. O investigado levou a filha para um local seguro. Depois se dirigiu à delegacia. Após a apresentação espontânea e a confissão, o homem foi preso. Ele foi encaminhado ao sistema prisional. A defesa de Sergio divulgou nota sobre o caso. “O acusado se apresentou espontaneamente à polícia, antes mesmo de constituir advogado, e colaborou para o esclarecimento dos fatos, relatando a situação vivenciada pelo casal e as reais circunstâncias em que o fato ocorreu, o que ainda será melhor elucidado durante a instrução processual”.
Jornalista manda o recado que Wagner Moura precisa ouvir: oportunista e vulgar
Um texto do jornalista Hugo Studart publicado em suas redes sociais retrata exatamente aquilo que Wagner Moura precisa saber para definitivamente acabar com o seu marketing oportunista e vulgar contra o regime militar. Studart inicia lembrando que o regime militar durou de 1964 a 1984, ou seja, acabou há 42 anos, o dobro do tempo que perdurou. O jornalista destaca que o regime autocrático, ou seja, a ditadura propriamente dita, durou de 1969 a 1975. Em janeiro de 1976, com a morte do operário Manoel Fiel Filho e a demissão do comandante do II Exército, tem início a abertura. Lenta, gradual e segura, contudo, já não era mais ditadura. Ou seja, a ditadura durou sete anos – o mesmo tempo do inquérito inconstitucional das Fake News – e terminou há 51 anos. A democracia tem início com o governo de Sarney; a nova Carta Magna foi promulgada em 1989. Em conclusão, estamos longe da autocracia há 50 anos e na democracia plena há 40. “Alguém aí indica um bom canal pornô para que Wagner Moura possa se masturbar com assuntos mais interessantes? Passou da hora dele voltar a fazer o que é bom: atuar!”, escreveu Studart. O jornalista pontua que quando Wagner Moura nasceu, em 1976, já estávamos na abertura. Quando adolesceu, já era democracia. Quando entrou para a faculdade, era governo FHC. Pelo andar da carruagem, nunca leu um livro de história sobre o período, mas tão somente panfletos e palavras de ordem do Lindbergh Farias. “Mais prudente deixar as críticas para quem de fato vivenciou a ditadura, foi preso, torturado e exilado, como Gabeira e Dirceu”, destacou. “O resto, tal qual já dito, não passa de masturbação. Ou de marketing oportunista e vulgar”, concluiu Hugo Studart.
Desembargadora morre aos 73 anos após câncer evoluir para metástase cerebral em Brasília
A desembargadora Maria de Lourdes Abreu faleceu aos 73 anos na noite desta quarta-feira (18), às 21h20, no Hospital Sírio-Libanês, onde estava internada. Ela enfrentava um câncer no pulmão que evoluiu para metástase no cérebro e teve falência múltipla de órgãos. Integrante do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) desde 2014, Maria de Lourdes ocupava atualmente o cargo de ouvidora-geral da Corte no biênio 2024-2026, função voltada à interlocução entre o tribunal e a sociedade. Também presidia a 1ª Câmara Cível e a 3ª Turma Cível, com atuação relevante em julgamentos nas áreas de direito público e privado. A magistrada ingressou no TJDFT pelo chamado “quinto constitucional”, em vaga destinada ao Ministério Público, após uma longa trajetória como procuradora de Justiça. Ela iniciou a carreira no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 1981, somando mais de quatro décadas de atuação no serviço público jurídico. Neste ano, foi internada para dar continuidade ao tratamento da doença. A pedido dela, o corpo será cremado em Valparaíso de Goiás nesta sexta-feira (20). Maria de Lourdes era casada e não tinha filhos.
Justiça rejeita tentativa de censura de Gleisi contra Flávio Bolsonaro
A 22ª Vara Cível de Brasília indeferiu o pedido de tutela de urgência da deputada Gleisi Hoffmann (PT) para remover vídeo publicado por Flávio Bolsonaro no Instagram — que afirma que Gleisi “protege o crime”. A magistrada foi direta: o conteúdo, ainda que use imagens de impacto, não extrapola os limites da liberdade de expressão. Não atribui à deputada a prática efetiva de crimes — expressa opinião política sobre sua atuação. A decisão tem base no artigo 220 da Constituição Federal, que veda restrição à manifestação do pensamento, e cita jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal: eventuais abusos devem ser reparados por retificação ou direito de resposta — não pela remoção de conteúdo, que é medida excepcional. O processo corre agora em segredo de justiça — para “salvaguardar a estabilidade institucional”. Gleisi Hoffmann tentou calar Flávio Bolsonaro. A Justiça disse não. Crítica política não é crime. É democracia.
Jornal Nacional expõe Lulinha em esquema de fraude no INSS e deixa Planalto em pânico (Veja o vídeo!)
A blindagem midiática do governo petista parece ter chegado ao fim. O mar de corrupção que envolve o Planalto já não pode mais ser ignorado, e o caso envolvendo Lulinha tornou-se um dos mais explosivos do momento. Após anos de baixa exposição pública, o filho do presidente reativou empresas, reorganizou estruturas empresariais e voltou ao jogo dos negócios. Embora não haja nada de ilegal na retomada de atividades empresariais, o momento da movimentação levanta suspeitas: tudo acontece exatamente quando o pai retorna ao poder. O Jornal Nacional trouxe à tona a trama que envolve Lulinha, o lobista conhecido como “Careca do INSS” e suspeitas de fraudes no instituto previdenciário. A defesa apresentada pelo filho do presidente beira o ridículo em sua fragilidade argumentativa. Segundo a defesa, Lulinha viajou para Portugal em companhia do “Careca do INSS”, com todas as despesas bancadas pelo lobista investigado, supostamente para “visitar fábrica de cannabis medicinal”. E tal como o pai em episódios passados, alega não saber de nada sobre as irregularidades. Veja o vídeo: O caso ganha contornos ainda mais graves com revelações recentes. Estranhamente, Lulinha registrou nova empresa na Espanha enquanto a investigação sobre o INSS avança contra ele. Informações espantosas vazaram envolvendo uma amiga de Lulinha que teria servido como “elo” entre ele e o Careca do INSS, aprofundando as suspeitas sobre a articulação do esquema. Além disso, o delator que expôs Lulinha encontra-se em situação de perigo. Ele sofre ameaças e solicitou proteção do Estado, revelando o clima de tensão que envolve as investigações. Lula tentou esconder durante anos sua verdadeira face, mas os fatos continuam vindo à tona. Detalhes e revelações do passado do petista estão documentados no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”. Aproveite enquanto é tempo. Veja a capa:
Revelado como Mendonça construiu sua vitória sobre Gilmar no caso Master
Em uma vitória estratégica do ministro André Mendonça, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão foi tomada pela Segunda Turma da Corte em votação no plenário virtual. O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, compartilhou documentos sigilosos com os demais ministros antes da votação. Antes do início do plenário virtual, às 11h da sexta-feira (13), Mendonça distribuiu aos colegas a representação da Polícia Federal e os documentos que embasaram a decisão de prisão decretada em 4 de março. O inquérito permanece sob sigilo. A medida buscou garantir que os ministros tivessem acesso não somente ao voto do relator, mas a todos os elementos que justificaram a prisão preventiva. O ministro já contava com o apoio de Luiz Fux. Uma eventual derrota poderia fragilizar politicamente Mendonça dentro do tribunal. O voto do ministro Kassio Nunes Marques era considerado o mais incerto nos bastidores da Corte. Lideranças do Centrão procuraram ministros da Corte para defender a transferência de Vorcaro para prisão domiciliar. Segundo fontes, Nunes Marques recebeu diversas ligações de parlamentares solicitando a soltura de Vorcaro. Após a abertura do plenário virtual, o STF formou maioria para manter a prisão preventiva do banqueiro. Fux e Nunes Marques votaram imediatamente com o relator e isolaram Gilmar. O decano, presidente da Segunda Turma, tem até o dia 20 para apresentar seu voto. Em seu voto, Mendonça reafirmou a decisão monocrática. O relator rebateu os argumentos apresentados pela defesa e pela Procuradoria-Geral da República. Mendonça afirmou que Vorcaro integra uma “perigosa organização criminosa armada”. A decisão mantém o banqueiro preso preventivamente enquanto o inquérito prossegue sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.
Flávio Bolsonaro pressiona Lula sobre Lei Antifacção e petista fica acuado diante do prazo final
O senador Flávio Bolsonaro está pressionando Lula a se posicionar sobre a Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso Nacional e que aguarda sanção ou veto presidencial. O prazo para decisão se encerra na próxima terça-feira, dia 24 de março. Em tom provocativo, o parlamentar questionou a postura do petista: “O próximo ex-presidente da República tem até o dia 24 de março para sancionar ou vetar a Lei Anti-facção, aprovada por nós no Congresso. O que ele fará?” A legislação tipifica o crime de “domínio social estruturado”, estabelecendo pena de 20 a 40 anos de prisão para organizações criminosas que exercem controle territorial. Segundo Flávio Bolsonaro, a proposta atinge diretamente facções que “atuam para controlar um território e implementar uma espécie de governo paralelo, oprimindo e explorando moradores”. O senador foi enfático ao detalhar os impactos da nova lei: “Ou seja, bandido que pertencer a organização criminosa que atua para controlar um território e implementar uma espécie de governo paralelo, oprimindo e explorando moradores, ficará um bom tempo preso, sem saidinha, sem auxílio reclusão e sem incomodar os cidadãos de bem”. A pressão sobre Lula coloca o presidente em uma posição delicada, tendo que decidir entre sancionar uma lei de endurecimento contra o crime organizado ou vetar uma medida apoiada pelo Congresso e aguardada pela população.
PT e Centrão se unem em manobra desesperada para enterrar CPMI do INSS
O avanço das investigações sobre a relação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com um dos pivôs do escândalo de desvios de aposentadorias e das apurações sobre o Banco Master aproximou PT e Centrão em uma ofensiva para barrar a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. Em lados opostos na maior parte das disputas recentes, governistas e dirigentes de partidos do bloco passaram a atuar juntos contra o prolongamento das apurações feitas pelo colegiado, cujo prazo termina na próxima semana. Sem ambiente político para convencer a cúpula do Legislativo, a CPMI recorreu ao Supremo Tribunal Federal na tentativa de garantir sobrevida às investigações. De um lado, o Planalto tenta conter o desgaste provocado pelo episódio envolvendo Lulinha. De outro, partidos do Centrão buscam evitar que a comissão continue revelando conexões incômodas em pleno ano eleitoral. O apoio à prorrogação é concentrado sobretudo em parlamentares do PL, do Novo e de parte da direita no Congresso. A leitura entre governistas é que a CPMI passou a gerar desgaste direto ao Palácio do Planalto após se aproximar do entorno do presidente Lula. A decisão da CPMI de recorrer ao STF agravou ainda mais o cenário. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ingressou com um mandado de segurança ao lado do relator Alfredo Gaspar (União-AL) e do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), pedindo que o ministro André Mendonça determine a prorrogação. No recurso, os parlamentares alegam “ato omissivo” da Mesa Diretora e de Alcolumbre, sob o argumento de que o requerimento protocolado em dezembro não foi sequer lido em plenário. A iniciativa foi recebida com irritação pela cúpula do Congresso, que vê na judicialização uma tentativa de contornar a condução interna do Legislativo. O gesto ampliou o desgaste político em torno da CPMI.
Defesa de Vorcaro negocia delação premiada com André Mendonça – Veja o vídeo!
Nos bastidores de Brasília, um novo movimento no caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro começa a ganhar força e pode mudar completamente o rumo das investigações. Segundo apurações, a defesa já estaria em tratativas para viabilizar um acordo de delação premiada, tendo como ponto central interlocuções que passam pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. A possível negociação ocorre em um momento de pressão crescente sobre Vorcaro, especialmente após a apreensão de materiais sensíveis que, conforme fontes próximas ao caso, podem conter registros comprometedores envolvendo figuras do meio político e empresarial. O conteúdo desses materiais teria elevado o nível de tensão entre os envolvidos e ampliado o interesse das autoridades em aprofundar as investigações. Dentro da estratégia da defesa, a delação surge como alternativa para reduzir danos e reorganizar o cenário jurídico do empresário. A avaliação é de que a colaboração pode abrir espaço para benefícios legais, ao mesmo tempo em que amplia o alcance das apurações, trazendo à tona novos nomes e conexões até então mantidas fora do radar público. No entorno do STF, a movimentação é acompanhada com cautela. O ministro André Mendonça, que já demonstrou preocupação com os limites entre vida privada e interesse público no caso, passa a ser peça-chave em qualquer avanço institucional relacionado à eventual delação. O caso Vorcaro, que já vinha provocando repercussão nacional, pode entrar agora em uma nova fase ainda mais sensível. Caso a delação se concretize, o impacto tende a ir além do campo jurídico, atingindo diretamente o ambiente político e reacendendo debates sobre poder, influência e os bastidores das relações em Brasília. A pergunta que fica é direta: se Vorcaro decidir falar, quem realmente está preparado para ouvir? Veja o vídeo: