Por decisão unânime, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) determinou a retomada integral de benefícios institucionais concedidos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O colegiado reconheceu que, ainda que esteja detido, o ex-chefe do Executivo mantém o direito à estrutura composta por veículos oficiais, equipe de segurança, motoristas e assessores — prerrogativas tradicionalmente asseguradas a ex-presidentes da República. O julgamento foi concluído em 13 de março e teve como relatora a desembargadora federal Mônica Sifuentes, responsável por analisar o recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro. A apelação foi protocolada após decisão da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte que havia determinado a suspensão desses benefícios. A ação original foi proposta pelo vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG). Anteriormente, em decisão liminar, a magistrada já havia autorizado o restabelecimento da equipe de segurança, mantendo, contudo, a suspensão do uso de motoristas. Ao avaliar o mérito do caso, Sifuentes reconsiderou esse ponto, argumentando que os motoristas não atendem exclusivamente ao ex-presidente, mas também são essenciais para o funcionamento da equipe que o acompanha. Ao fundamentar seu voto, a relatora registrou: “A própria União, responsável por prover a estrutura, reconheceu a indissociabilidade entre a equipe e os meios para sua locomoção, afirmando que ‘privar a equipe de motoristas sob o argumento da prisão do ex-presidente é, por via reflexa, impedir que os demais servidores exerçam o cargo que a própria lei lhes conferiu’.” Além disso, a desembargadora destacou a inexistência de previsão legal que condicione a manutenção desses benefícios à liberdade de locomoção ou à ausência de condenação penal. Segundo ela, a legislação vigente não estabelece critérios que autorizem a suspensão ou o cancelamento dessas prerrogativas em caso de encarceramento. Em seu voto, Sifuentes defendeu a “reforma integral da decisão agravada, para restabelecer em sua totalidade as prerrogativas legalmente conferidas ao agravante, enquanto a Lei nº 7.474/1986 viger sem que o legislador ordinário estabeleça as restrições que o Judiciário não pode criar”. A posição foi acompanhada pelos demais integrantes da Turma.
Morte misteriosa do homem de confiança de Vorcaro levanta suspeitas sobre escândalo do Banco Master
O escândalo do Banco Master continua revelando conexões preocupantes entre banqueiros, ministros e até o presidente da República. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, encontra-se atrás das grades por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, uma reviravolta que ele provavelmente não esperava, dado o histórico de impunidade que marca o país. A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e homem de confiança de Vorcaro, levanta questões inquietantes. Preso na Operação Compliance Zero, ele supostamente atentou contra a própria vida em uma cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, vindo a falecer após entrar em coma irreversível. Embora não tenha respondido formalmente por homicídios, Mourão já era conhecido das autoridades há mais de duas décadas. Segundo a polícia, ele possuía passagens por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça. As revelações sobre o caso estão disponíveis na mais nova edição da Revista A Verdade. Acesse através do link: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/80557/caso-master-e-a-republica-em-colapso Para ter acesso exclusivo ao conteúdo completo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados, considere tornar-se assinante. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Sem polarização não há democracia, há hegemonia
O discurso contra a chamada “polarização”, repetido por alguns políticos brasileiros — entre eles Ratinho Junior — costuma ser apresentado como sinal de moderação, equilíbrio ou maturidade política. Mas essa narrativa parte de um erro conceitual profundo. Em uma democracia real, a existência de polos políticos claros não é um defeito. É justamente o que caracteriza a disputa democrática. Democracia pressupõe conflito de ideias, projetos diferentes de país e a possibilidade de alternância de poder. Quando só existe um polo político dominante, não estamos diante de harmonia institucional. Estamos diante de hegemonia. E hegemonia política sem contraponto tende, cedo ou tarde, a se transformar em autoritarismo. Basta olhar para o mundo. Onde não existe polarização política real? Em regimes como Cuba, Coreia do Norte ou Venezuela. Em Cuba, o poder permanece nas mãos do mesmo partido desde 1959. Na Coreia do Norte, o sistema político gira em torno da mesma dinastia há décadas. Na Venezuela, o chavismo construiu um sistema que sufoca a oposição e concentra o poder no aparato estatal. Em todos esses casos, o que existe é justamente a ausência de polarização — porque a disputa política foi neutralizada. Nas democracias consolidadas acontece exatamente o contrário. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de um século a política gira em torno de dois polos muito claros: o Partido Republicano dos Estados Unidos e o Partido Democrata dos Estados Unidos. Ninguém diz que isso destrói a democracia americana. Pelo contrário: é assim que ela funciona. No Brasil, a estranheza diante da polarização tem outra explicação: durante décadas simplesmente não existiu uma oposição real à esquerda. O país conviveu com uma oposição de fachada representada sobretudo pelo Partido da Social Democracia Brasileira. Era o famoso “teatro das tesouras”: dois partidos disputando eleições, mas com diferenças cada vez menores de projeto político. Foi somente a partir do trabalho intelectual de Olavo de Carvalho no campo das ideias e da ascensão política de Jair Bolsonaro que surgiu no país um movimento disposto a confrontar diretamente a hegemonia da esquerda. A partir daí, o Brasil passou a experimentar algo absolutamente normal nas democracias maduras: a existência de polos ideológicos claros. É justamente nesse cenário que surge o discurso da chamada “terceira via”. Na prática, porém, muitas vezes isso se resume ao que pode ser chamado de emendalismo: políticos que concentram sua atuação em distribuir emendas parlamentares, usando recursos públicos para construir currais eleitorais e consolidar redes de dependência política em municípios inteiros. Transformam uma obrigação institucional do mandato em propaganda pessoal. Aparecem entregando ambulâncias, tratores ou obras como se estivessem fazendo favores, quando na verdade estão apenas executando recursos que já pertencem à população. Pior: ao tratar a política dessa forma, acabam criando uma lógica perversa na qual apoio político passa a ser comprado com verba pública. O emendalismo não constrói projeto de país. Ele compra consciências. Alimenta uma política de conveniência e dependência, onde prefeitos e lideranças locais passam a apoiar quem libera mais recursos — e não quem apresenta melhores ideias. Por isso mesmo, muitos desses políticos não conseguem sequer admitir que exista apoio voluntário a um projeto político. Para eles, toda mobilização precisa ter preço, toda liderança precisa ser financiada e todo apoio precisa ser negociado. No fundo, o discurso contra a polarização costuma ser apenas um álibi elegante. Serve para quem quer parecer equilibrado sem precisar assumir posição. Critica-se todos os lados ao mesmo tempo para não desagradar ninguém. Mas política não é concurso de simpatia. Política exige escolha, convicção e coragem. Quem diz ser contra a polarização, muitas vezes, está apenas tentando manter um pé em cada lado do jogo. Elber Magno
Achaque de ministro de Lula contra empresário ocorreu em Miami e está no Departamento de Justiça dos EUA
Nota do jornalista Cláudio Humberto revela mais informações sobre um caso que está tramitando no Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Ocorreu em território americano a reunião em que importante ministro do governo Lula (PT) teria tentado achacar um empresário brasileiro. Por envolver crime de autoridade estrangeira, advogados do empresário o aconselharam a fazer denúncia ao Departamento de Justiça do governo dos EUA. Voltando de viagem ao continente asiático, o ministro fez ‘pit-stop’ em Miami para abordar o empresário, na companhia de advogado ligado a grandes corporações, influente na OAB e próximo do Planalto. O caso foi revelado na revista Veja e provocou corre-corre no Planalto, mas ninguém entendia por que a denúncia havia sido feita nos EUA. O empresário se mostra assustado com o que lhe aconteceu, por isso ainda insiste no anonimato por não se sentir protegido de retaliações. Enquanto toma pé no assunto, o governo avalia ‘cortar o mal pela raiz’ antes que o caso ‘exploda’, evitando impacto na campanha eleitoral. Tudo foi devidamente registrado e documentado pelo empresário.
Pesquisa no RS confirma liderança de Zucco e revela que Eduardo Leite terá dificuldades numa disputa ao Senado
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira (17) levantamento sobre as intenções de voto para o governo do Rio Grande do Sul e para o Senado Federal nas eleições de 2026. O estudo ouviu 1.500 eleitores gaúchos entre os dias 14 e 16 de março. Luciano Zucco, do PL, aparece à frente em todas as simulações de primeiro turno para o Palácio Piratini. Nas projeções de segundo turno, o candidato do PL mantém vantagem sobre Edegar Pretto, do PT. No confronto com Juliana Brizola, do PDT, ele aparece com pequena vantagem numérica. A pesquisa apresentou consulta espontânea e diversos cenários estimulados para avaliar as preferências do eleitorado. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o número RS-02550/2026. Na consulta espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente, 68% dos entrevistados declararam não saber em quem votar. Outros 9% afirmaram que votarão em branco, nulo ou em ninguém. Entre os nomes citados espontaneamente pelos eleitores, Luciano Zucco foi mencionado por 10% dos consultados. Juliana Brizola apareceu com 6% das citações. Edegar Pretto obteve 2%. Gabriel Souza, do MDB, e Eduardo Leite, do PSD, foram lembrados por apenas 1% dos entrevistados cada um. Outros nomes somaram 3% das menções espontâneas. Quando os nomes foram apresentados aos eleitores no primeiro cenário estimulado, Luciano Zucco alcançou 31% das intenções de voto. Juliana Brizola registrou 24%. Edegar Pretto obteve 19%. Gabriel Souza ficou com 13% nesta configuração. Covatti Filho, do PP, apareceu com 3%. Marcelo Maranata, do PSDB, obteve 1%. Os eleitores que declararam voto branco, nulo ou em ninguém somaram 4%. Outros 5% não souberam responder. Na segunda simulação estimulada, Luciano Zucco ampliou sua vantagem para 35%. Juliana Brizola registrou 30%. Gabriel Souza obteve 16%. Marcelo Maranata manteve 2% das intenções de voto. Neste cenário, 7% dos entrevistados declararam que votarão em branco, nulo ou em ninguém. O percentual de eleitores que não souberam responder ou não quiseram declarar preferência alcançou 10%. Em uma terceira simulação de primeiro turno, sem a presença de Juliana Brizola entre as opções, Luciano Zucco obteve 36% das intenções de voto. Edegar Pretto ficou com 27%. Gabriel Souza registrou 17%. Marcelo Maranata manteve 2% nesta configuração. Os votos brancos, nulos ou em ninguém somaram 8%. O percentual de eleitores indecisos ou que não responderam ficou em 10%. A ausência de Juliana Brizola neste cenário beneficiou principalmente Edegar Pretto, que subiu de 19% no primeiro cenário para 27% nesta simulação. Luciano Zucco também apresentou crescimento, passando de 31% para 36%. Gabriel Souza teve aumento de 13% para 17%. O Real Time Big Data elaborou três simulações de eventual segundo turno para o governo gaúcho. No confronto direto entre Luciano Zucco e Juliana Brizola, o candidato do PL obteve 40%. A candidata do PDT ficou com 37%. Votos brancos, nulos ou em ninguém somaram 11%. Outros 12% não souberam responder. A diferença de três pontos percentuais coloca os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos. Na simulação entre Luciano Zucco e Edegar Pretto, o candidato do PL alcançou 43%. O petista ficou com 33%. Neste cenário, 11% declararam intenção de votar em branco, nulo ou em ninguém. Outros 13% não souberam responder ou não quiseram declarar preferência. A vantagem de dez pontos percentuais de Zucco sobre Pretto supera a margem de erro. No confronto entre Juliana Brizola e Edegar Pretto, a candidata do PDT obteve 39%. O candidato do PT ficou com 30%. Os votos brancos, nulos ou em ninguém somaram 14%. Outros 17% dos entrevistados não souberam responder. A diferença de nove pontos percentuais entre Brizola e Pretto também supera a margem de erro. O instituto questionou os eleitores sobre em quais candidatos eles não votariam de forma alguma para o governo do Rio Grande do Sul. Edegar Pretto registrou o maior índice de rejeição, com 39% dos entrevistados declarando que não votariam nele em hipótese alguma. Juliana Brizola apareceu com 38% de rejeição. Luciano Zucco obteve 36%. Gabriel Souza registrou 21% de rejeição. Covatti Filho ficou com 18%. Marcelo Maranata teve 15% de rejeição. Apenas 3% dos entrevistados declararam que poderiam votar em todos os candidatos. Outros 3% não souberam responder. Para as duas vagas ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul, o Real Time Big Data apresentou dois cenários estimulados. Na primeira configuração, Manuela D’Avila, do PSOL, e Marcel Van Hattem, do Novo, empataram numericamente com 18% cada. Sanderson, do PL, ficou com 17%. Os três candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro. Paulo Pimenta, do PT, obteve 13%. Germano Rigotto, do MDB, registrou 12%. Votos nulos ou em branco somaram 12%. Outros 10% dos entrevistados não souberam responder. Cada eleitor consultado poderia citar até dois candidatos nesta questão, refletindo o sistema eleitoral que permite a escolha de dois senadores. Na segunda simulação para o Senado, quatro nomes apareceram empatados numericamente com 16% cada: Eduardo Leite, do PSD, Manuela D’Avila, Marcel Van Hattem e Sanderson. Paulo Pimenta manteve 13% das intenções de voto. Germano Rigotto obteve 11%. A inclusão de Eduardo Leite provocou redistribuição dos percentuais entre os candidatos. Nesta configuração, 6% declararam intenção de votar nulo ou em branco. Outros 6% não souberam responder. A presença do governador no cenário reduziu pela metade o percentual de votos nulos e brancos em comparação com a primeira simulação. A presença de candidatos do PSOL, Novo, PL, PT, MDB e PSD entre os principais nomes demonstra a diversidade de opções disponíveis ao eleitorado gaúcho.
Advogada presa na Operação Indébito: cérebro do esquema transferiu R$ 2 milhões ao marido e comprou Mustang de R$ 400 mil
A advogada Cecília Rodrigues Mota foi presa nesta terça-feira (17) durante a Operação Indébito. Ela é investigada por participar de organização criminosa que realizava descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS. Cecília é apontada como um dos cérebros da organização criminosa. Durante o período investigado, ela destinou aproximadamente R$ 2 milhões ao marido Charles Góes Freitas em período inferior a três anos. Além disso, a advogada também comprou para ele um Ford Mustang Mach-E GT, veículo avaliado em cerca de R$ 400 mil. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, apontou que Cecília tinha a função de dar aparência de legalidade às fraudes cometidas pela organização criminosa. A advogada também coordenava operações financeiras ilícitas e intermediava relações com agentes públicos envolvidos no esquema. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União comandaram a operação deflagrada nesta terça-feira. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares. As ações ocorreram simultaneamente no Distrito Federal e no Ceará.
PF rastreia R$ 4 milhões e chega ao ex-presidente do INSS indicado por Lula
A Polícia Federal identificou transferências de aproximadamente R$ 4 milhões ao ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto. Os recursos teriam origem em uma organização criminosa especializada em aplicar descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A informação consta em decisão do Supremo Tribunal Federal analisada pelo ministro André Mendonça no contexto da Operação Sem Desconto. A investigação da PF indica que os pagamentos ocorreram entre abril de 2024 e janeiro de 2025. As transferências partiam de contas bancárias vinculadas à advogada Cecília Rodrigues Mota. Os investigadores identificaram Cecília como uma das lideranças do esquema fraudulento. O documento judicial revela que os valores destinados a Stefanutto eram repassados por meio de um intermediário. O escritório do advogado Eric Douglas Martins Fidélis teria sido utilizado como canal para os repasses ao ex-presidente do INSS. Eric é filho de André Paulo Félix Fidélis. André ocupava o cargo de diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do Instituto. André Fidélis também aparece na investigação como destinatário de valores considerados indevidos pela PF. Segundo as apurações, ele assinou os acordos que viabilizaram a atuação das associações envolvidas nas fraudes. Esses documentos permitiram que as entidades operassem dentro do sistema do INSS. A operação possibilitou a aplicação dos descontos irregulares nos benefícios previdenciários. A investigação aponta que o esquema contava com participação direta de integrantes da cúpula do Instituto. Mensagens extraídas do telefone celular de Cecília Mota indicam o envolvimento de Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho. Ele ocupava o cargo de procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS. Conforme o material analisado, Virgílio teria atuado para viabilizar o desbloqueio em massa de benefícios. A ação facilitou a operação do esquema fraudulento. Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal deflagrou a Operação Indébito. A ação é um desdobramento da investigação revelada pelo Metrópoles. Equipes foram mobilizadas no Distrito Federal e no Ceará. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou prisões e outras medidas cautelares. Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos. As penas para esses crimes, somadas, podem ultrapassar décadas de prisão. A investigação prossegue para identificar outros possíveis envolvidos no esquema. A PF trabalha para quantificar o prejuízo total causado aos cofres públicos e aos beneficiários.
Caráter não é enfeite: os três pilares que separam quem constrói de quem apenas finge
Quando alguém de caráter promete algo, você sabe que vai acontecer. Quando alguém sem caráter promete, você já sabe que dependerá da conveniência do dia. Não é impressão — é padrão. É a diferença entre construir e fingir que constrói. Caráter não é o terno que você veste em ocasiões formais. É o sistema operacional que roda o tempo todo — nos momentos em que ninguém está olhando, quando a pressão é máxima, quando você poderia sair ileso com a mentira. Nessas circunstâncias, caráter é tudo o que você tem. A confusão moderna é pensar que caráter é algo que se executa — como se fosse um método que qualquer um pudesse aplicar. Não é. Caráter é fundamento. O método é apenas o que fica em evidência. Um corrupto pode imitar o método da integridade por um tempo. Pode falar em responsabilidade, fingir coragem, disfarçar cinismo com palavras de caráter. Mas cai. Porque método sem fundamento é mentira sofisticada. E mentira não sustenta estrutura. Pessoas de caráter traçam linhas morais inegociáveis — não porque é tático, mas porque é quem elas são. “Não roubarei. Não pisarei em ninguém para subir. Não me corromperei. Não usarei o poder público para enriquecimento pessoal.” Essas linhas não se movem conforme a conveniência política. São fixas. Absolutas. Porque nascem de dentro. Há três pilares que expressam esse fundamento. Caráter — Integridade na ausência de testemunhas. Não é o que você faz quando está sendo observado. É o que faz quando poderia agir diferente e ninguém saberia. O executivo que não manipula números. A mãe que não fala mal do pai ausente. O político que rejeita propina. A diferença entre quem tem caráter e quem não tem não aparece quando as câmeras ligam. Aparece quando ninguém está vendo. E pode acreditar, a verdade sempre aparece — mais cedo ou mais tarde. Coragem — Disposição para defender o certo sob pressão. Não é ausência de medo. É agir certo apesar do medo, do custo, da derrota iminente. Um professor que ensina a verdade quando a ideologia diz o oposto. Um pai que estabelece limites quando o filho bate o pé. Uma mulher que denuncia abuso mesmo pressionada a silenciar. Caráter sem coragem é covardia elegante. Coragem sem caráter é rebeldia destrutiva. Mas caráter + coragem = capacidade de mudar realidades. Responsabilidade — Maturidade de assumir resultados. Não é pedir desculpas. É assumir erros. É não terceirizar. É lidar de frente. Quando o pai comete erro, não culpa a mãe, escola ou sociedade — reconhece a falha e ajusta. Quando o empresário erra, assume consequências e corrige o rumo. Quando a política fracassa, o responsável assume a culpa e reconstrói. Responsabilidade é rara porque a maioria usa o poder para se blindar. Esses três pilares produzem resultados que o tempo sustenta. Ambientes com liderança fundamentada neles têm menos conflito, menos manipulação, menos rotatividade. Mais segurança. Mais confiança. Porque confiança não nasce de promessas — nasce de coerência entre o que você diz e faz, dia após dia, decisão após decisão. Mas há custo. Caráter requer disciplina diária. Não é decisão única. É convicção retomada todo dia. Coragem requer estar disposto a perder e reconstruir. Responsabilidade requer suportar peso sem transferir dor. Por isso poucas pessoas vivem suas vidas sustentadas por esses três pilares: isso custa caro. Isso explica a crise atual. Não é apenas falta de caráter. É um sistema que aprendeu a recompensar o oposto. Hoje quem mais prospera é quem melhor manipula, terceiriza culpa e preserva poder às custas dos mais frágeis. Mas o tempo cobrará o preço. A restauração não virá por lei ou eleição. Virá de decisão individual — do empresário que rejeita o suborno, do professor que ensina a verdade apesar da perseguição, do político que escolhe princípio sobre poder. Cada decisão é um ato de resistência. Cada um que vive os três pilares por fundamento reconstrói o ambiente moral ao seu redor. A pergunta não é “Como mudo o país?” A pergunta é: “Sou pessoa que, sem testemunhas, mantenho integridade? Tenho coragem para defender o certo apesar do custo? Tenho maturidade para assumir consequências?” Se a resposta for sim aos três — você não está aplicando um método. Você vive fundamento. E quem vive fundamento constrói estruturas que duram. Mudar a sociedade não é rápido. Mas começa com pessoas que sustentam essa tríade por convicção — não por conveniência, não por método disfarçado. Caráter não é virtude decorativa. É fundamento. É a diferença entre construir legado ou permitir colapso. Essa escolha recai sobre cada um — sem desculpa possível. É a única alavanca que você tem.
Deputada flagrada em esquema de propina do INSS comprou apartamento de R$ 4,4 milhões e carro de luxo
A Polícia Federal investiga a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) por suspeita de usar dinheiro desviado de associações de aposentados e pensionistas do INSS para adquirir bens de alto valor. A operação foi autorizada nesta terça-feira (17) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações apontam para a aquisição de um apartamento avaliado em milhões e um veículo de luxo. A parlamentar teria comprado um apartamento no valor de R$ 4,4 milhões. A transação foi realizada por meio de uma empresa administrada por Sofia Lilia Freitas Pereira, sobrinha da deputada. A companhia Sop Processamento de Dados Ltda. aparece nos registros como responsável por movimentações financeiras relacionadas ao imóvel. O ministro André Mendonça detalhou as transações em sua decisão: “Neles, há uma promessa de compra e venda de um imóvel no valor de R$ 4,4 milhões em que a Sop, administrada por Sofia Lilia Freitas Pereira, sobrinha da deputada federal Maria Gorete, figura como promitente compradora. Ocorre que um dos pagamentos pelo imóvel, no valor de R$ 1,1 milhão saiu diretamente da conta de Maria Gorete Pereira.” O magistrado acrescentou informações sobre outras movimentações: “Outros pagamentos, desta vez de R$ 200 mil, R$ 900 mil, R$ 350 mil e R$ 150 mil saíram da conta da Sop Processamento de Dados Ltda.” Os valores somados representam parte significativa do montante total envolvido na compra do apartamento. A Polícia Federal também identificou a compra de um veículo de luxo cujo valor ultrapassa R$ 400 mil. Os recursos utilizados na aquisição teriam a mesma origem dos valores empregados na compra do imóvel. Os investigadores classificam a deputada como “articuladora política” do esquema junto a órgãos públicos. A Polícia Federal localizou planilhas contendo o nome da parlamentar associado a “valores expressivos” que lhe seriam destinados como propina. O material foi apresentado ao STF como parte das evidências reunidas. O ministro André Mendonça destacou em sua decisão: “Há inúmeros indícios no sentido de sua participação nos crimes perpetrados contra o INSS mediante descontos indevidos nos benefícios previdenciários pagos por referida autarquia.” A manifestação fundamentou a autorização para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. O MDB informou que não se manifestará sobre a investigação. A legenda justificou que a filiação da parlamentar ao partido é recente. A apuração da Polícia Federal se refere ao período em que ela estava vinculada a outra sigla.
Inteligência dos EUA revela: novo líder supremo do Irã seria homossexual — Trump reagiu com gargalhada
Agências de espionagem norte-americanas repassaram ao presidente Donald Trump informações indicando que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, poderia ser homossexual. A revelação foi divulgada pelo jornal New York Post nesta segunda-feira (16). Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do país após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. No Irã, relações homossexuais são proibidas por lei e podem resultar em pena de morte. Segundo o New York Post, Trump recebeu o relatório de inteligência e “não conseguiu conter a surpresa e deu uma gargalhada” ao tomar conhecimento da possibilidade. As agências de espionagem dos Estados Unidos baseiam suas conclusões em informações coletadas sobre o comportamento e relacionamentos do líder iraniano. Os serviços de inteligência americanos acreditam que Mojtaba Khamenei “mantinha um relacionamento sexual de longa data com seu tutor da infância”, conforme reportou o jornal. O líder supremo perdeu esposa e filho no ataque que eliminou Ali Khamenei. Uma terceira fonte informou ao New York Post que os dados de inteligência apontam “que o caso extraconjugal era com uma pessoa que anteriormente trabalhava para a família Khamenei”. De acordo com uma das fontes citadas pela publicação, Mojtaba Khamenei “fez investidas sexuais ‘agressivas’ a homens que cuidavam dele, possivelmente sob o efeito de medicamentos fortes”. O New York Post escreveu que “as agências de espionagem dos EUA não possuem provas fotográficas da alegada atração sexual de Mojtaba Khamenei por homens, mas as fontes insistiram que a informação é sólida, com uma delas afirmando que foi ‘obtida de uma das fontes mais protegidas do governo’”. Rumores sobre a orientação sexual de Mojtaba Khamenei circulavam no Irã desde maio de 2024. Naquele mês, o então presidente Ebrahim Raisi morreu em um acidente de helicóptero. Raisi era considerado o provável favorito de Ali Khamenei para assumir a posição de próximo líder supremo do país. A legislação iraniana criminaliza relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. O código penal do país estabelece pena máxima de morte para tais atos. A legislação iraniana permite que pessoas trans realizem cirurgias de mudança de sexo e alterem seus marcadores legais de gênero. Pessoas transgênero no Irã, embora tenham direitos legais para transição, continuam enfrentando violência, discriminação, rejeição social e assédio. A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos das Nações Unidas sobre o Irã divulgou relatório em março de 2025 sobre a situação dos direitos humanos no país. O documento abordou as condições enfrentadas por minorias sexuais e de gênero sob o regime iraniano.